16.8.12

Transtorno Desafiador de Oposição

O professorado se arrepia com este diagnóstico; às vezes dado por ele próprio, pois Pedopsiquiatra em redes educacionais é "dente de galinha". 
Analisemos este transtorno disruptivo:
Critérios Diagnósticos para F91.3 - 313.81 Transtorno Desafiador Opositivo:
Um padrão de comportamento negativista, hostil e desafiador durando pelo menos 6 meses, durante os quais quatro (ou mais) das seguintes características estão presentes freqüentemente :
(1) perde a paciência / (2) discute com adultos (3) desafia ou se recusa ativamente a obedecer (4) perturba as pessoas de forma deliberada /
(5) responsabiliza os outros por seus erros (6) mostra-se suscetível ou é aborrecido com facilidade pelos outros (7) enraivecido e ressentido / (8) rancoroso ou vingativo.
Na prática: apaga o que a professora vai escrevendo na lousa e "arremeda" o que ela diz, gritando por cima da voz dela; xinga-a.
Fica "caçando" qualquer coisinha que lhe sirva de motivo para iniciar um desentendimento e escândalo.
Passa e derruba tudo na carteira dos colegas; solta gritos estridentes de baixo calão.
Esconde, rabisca, rasga e quebra deliberadamente o material escolar do outro.
Aponta o lápis bem fininho com o intuito de fincar em alguém.
Tenta "encantuar" colegas no banheiro, geralmente sem intenção sexual, mas sim para intimidar, fingir bater (ou bater mesmo).
Põe apelidos indecorosos; entra e sai quando bem entende; não produz atividades.
Enfrenta qualquer adulto; avança sobre colegas pelo mínimo motivo.
Havendo agressão física, ainda não é tão violenta como no TC, garotos de 7 anos, se comunicam muito corporeamente.
Amedronta e aterroriza os mais meigos; atira objetos nos colegas com intuito de ferir.
Quebra parte de patrimônio e põe culpa no outro, ameaça "pegar" no recreio.
Fica dez minutos na diretoria e volta, porque mais ninguém o aguenta. 
HÁ SOLUÇÃO: FÁRMACOS PSIQUIÁTRICOS!!! Mas, os efeitos duram poucas horas, e nem todo dia a família tem a responsabilidade de fornecer (pelo bem do próximo também)...
A criança não é assim, com índole má, sua química cerebral é que está desregulada, igual a comida demasiadamente salgada.
O ruim é o comportamento, não a criança em si. Ela precisa saber (quando está calma): "Eu gosto de você, mas detesto este tipo de comportamento!" 
Há padrão de teimosia persistente, resistência a ordens e relutância em comprometer-se, ceder ou negociar.
O desafio também pode incluir testagem deliberada ou persistente dos limites, geralmente ignorando ordens, discutindo e deixando de aceitar a responsabilidade pelas más ações. 
Os sintomas também incluem baixa auto-estima, instabilidade do humor, baixa tolerância à frustração, blasfêmias com palavras de baixo calão.
Num comportamento de confronto, eles chegam a tirar os colegas do "sério" a ponto de trazerem à tona o que há de pior no outro, descontrolando seus convíveres. 
Pode haver comorbidade com outros transtornos, tipo TDA/H. 
Causa prejuízo significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional e tende a aumentar com a idade. 
É um antecedente evolutivo do Transtorno de Conduta, quando a agressão passa a ser também vigorosamente física, à época da pré adolescência. Podendo haver uso de substâncias ilícitas (álcool, fumo e outras). 
Cuidado com crianças que maltratam animais ou destroem objetos deliberadamente... 
Se o indivíduo tem 18 anos ou mais, denomina-se Transtorno da Personalidade Anti-Social. Infelizmente este, em muitos dos casos, já inclui bandidagem mesmo, com destruição de propriedades ou um padrão de furto ou defraudação e até crime contra pessoas. 
Cerca de 80% dos menores infratores da "Fundação Casa", estão inclusos em alguns destes quesitos.
A sociedade deve informar-se, pois quem sofre as consequências deste mal psiquiátrico é ela, e pode ser evitado com tratamento precoce e compreensão.
Fonte de apoio:    aqui    Imagem:        

4 comentários:

  1. Salam, Cri! Tudo bom?

    Seu texto é muito esclarecedor e mostra uma realidade presente, não somente nas escolas, mas em outros âmbitos da sociedade.
    Gostaria que houvesse mais pedagogas e psicólogas nas escolas de todo o Brasil, seria um auxílio e tanto para os docents, que estão a navegar sozinhos nos perigosos mares da educação brasileira.

    Um beijo,
    Denise.
    P.S.: Você mora em Minas ou em SP?

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    Respostas
    1. Oi Denise!
      Eu moro no leste paulista (São João da Boa Vista) quase na divisa com Minas!
      Quanto à educação, necessitamos muito de Pedopsiquiatras, pois nós pedagogos e também psicólogos não dã conta sozinhos de transtornos psiquiátricos.
      Grata pela visita e um grande abraço!
      Cri.

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  2. Anônimo3/9/13

    Como lidar com crianças que tem esse transtorno?

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  3. Oi Anônimo!

    Olha, o passo principal é pesquisar na net tudo sobre. Encontrar comunidades para trocar ideias também ajuda.
    Procurar um bom psiquiatra infantil (em algumas regiões só exite psiquiatra para adultos) é crucial, pois o tratamento psicológico e medicamentoso são recomendados na maioria das vezes.
    O pior risco (se não tratar), é que na vida adulta a criança inflija a lei, em maior ou menor graus.
    A convivência familiar e comunitária é difícil. Regras devem ser poucas, porém sempre cumpridas.

    Qualquer dúvida, escreva.

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