18.10.12

Ao menos não parei no tempo!


Agora à tardinha, levei uma peça pronta, da firma do Esposo a uma oficina do outro lado da Cidade. 
Horário de pico, o sol cegando de chapada na cara, e o meu itinerário era todo leste - oeste.
Concentração total, moto já é perigosa sem isto. Cortei pelas vilas, evitando o excesso de tráfego.
Ufa! Tudo "em riba". Na volta estou contra o "holofote". Não mais compenetrada, pude pilotar divertidamente, e  pensando em meu percurso desde o nascimento, em 1964.
Minha mãe, e a avó de 90 anos, estudaram três aninhos, e mesmo assim, faltavam bastante. As duas nunca trabalharam fora, nunca sonharam em dirigir sequer bicicleta (só cavalo na roça).
Minha avó é lúcida e "serelepe", sabe usar o controle da TV, disca ao telefone, lê "de soquinhos", adora folhear revistas de artistas. 
Minha mãe lê na igreja, rezava o terço na rádio comunitária, compreende alguns documentos, gosta de livros (inclusive infantis).
Eu já perdi as contas de meus anos de escolaridade, cursos e mais cursos extras, palestras, oficinas pedagógicas, autodidatismo. Cansa...
Nunca me imaginei dependente de alguém para ir e vir,  fazer serviço bancário,  supermercado, médico...
"Fiotão" é só 21 anos mais novo que eu: envelheceremos quase juntos! E depois?
Minha avó tem uma ajudante diurna e uma noturna. A mãe, 18 anos mais nova, se vira sozinha, tendo meu "irmãozinho" como secretário, motorista, um pouco babá, pois ela delega a ele coisas que poderia realizar sozinha (como ir à padaria). E ele mora com a esposa.
Sempre fui pragmática, preferiria para mim, viver sem preconceitos em um asilo, e ajudando muito aos demais. 
Posso dar aulinhas a eles, fazer serviços de rua (Até que idade podemos dirigir?), passear com alguns velhinhos no quarteirão do asilo, lavar louças, descascar legumes para as sopinhas... criar um blog coletivo lá.
Oniricamente falando, não custa planejar o futuro, todavia é mais feliz, aquele  do par que se vai primeiro, recebendo do outro, os cuidados apaixonados até seu último dia na Terra. 
Agora vamos voltar à vida real? Não sem esta linda mandala para refletirmos!

Fonte da imagem:    esta 

2 comentários:

  1. Concordo demais com você.
    Bom, quanto ate quando se pode dirigir eu não sei, aqui na Noruega o tio do meu marido esta com 81 anos e dirige, mora sozinho, faz tudo, não tem baba nem ajudante.

    Boa sexta-feira pra você.
    beijo

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  2. Olá Luciana!
    Na minha região, os idosos ainda têm uma boa quantidade de filhos, contudo o advento do unigênito acometeu a minha geração.
    Parabéns ao tio de seu marido, maravilha esta autonomia!
    Bom te "ver"...

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