11.10.12

Transtorno de Déficit de Atenção

Coloco aqui, para exemplificar, o encaminhamento de uma criança com suspeita de TDA, porém sem a hiperatividade, ao "Projeto Criança Casulo":

 HISTÓRICO:
 A  criança está comigo desde o início do ano passado. Sempre se mostrou dispersa, devaneando.
Não apresenta traços de hiperatividade, apenas sintomas acentuados de desatenção. A genitora providenciou óculos, todavia a distração, dispersão e lentidão para executar as atividades continuam iguais.
Ao realizar o sincronismo na relação visomotora, perde-se constantemente, e pouco copia da lousa. Em outras atividades escritas (livros, folhas avulsas), também não acompanha o ritmo da turma.
Durante brincadeiras, ela prende-se em outras coisas, perdendo o foco. Quando está na hora do recreio, por vezes devo avisá-la de que a turma está saindo (parece não vê-los).
Ao ser chamada, geralmente demora a ouvir. Em questionamentos orais, parece perder o pensamento, bate com o dedinho nos lábios e olha para o teto, tentando lembrar o tema.
Tem baixa percepção da passagem do tempo, quando digo que acabou o tempo para tal atividade, se mostra surpresa, não acredita.
É desorganizada com seus materiais, com seu caderno de registros, assim como no espaçamento das atividades, as palavras ficam soltas na linha (querendo fugir).
Certa vez, na hora da história, luz apagada, e todos em silêncio. Houve-se um estouro com faísca. Ela colocou a tesourinha (sem pontas) no orifício da tomada (a extremidade da tesoura ficou escurecida).

COMPORTAMENTO E APRENDIZAGEM:
Sempre se mostrou uma criança extremamente educada, respeitosa para com os demais, nunca irrita os colegas.  Vive esboçando um leve sorriso.
Por  vezes penso que ela sorri para conter a ansiedade, por estar sempre atrasada nas lições,  frente aos demais.
Já chegou ao Ensino Fundamental alfabetizada (bem à frente da maioria), todavia no momento, já não se destaca como uma das melhores.
Produz textos curtos, mal cuidados, contudo pertinentes, se mantendo no tema, inclusive colocando detalhes.
Tem bom raciocínio lógico matemático relacionado à sua idade (está entre os mais novos alunos da turma).
 Não é raro dar respostas muito inteligentes, destacando-se no grupo com pensamentos acima de sua idade.

QUEIXA DO PROFESSOR:
Seu desenvolvimento acadêmico, anteriormente elevado, está ficando a desejar, devido à dificuldade de atenção. Não há por parte da criança, acompanhamento do ritmo mediano da sala.
Para 2013, no 3º ano, pode vir a prejudicar-se ainda mais, caso os sintomas não sejam amenizados.

Sendo este relato o que temos a comunicar, agradecemos antecipadamente a colaboração do Projeto.

2 comentários:

  1. Eu não entendo muito, mas pelo relato eu imaginei uma crianca dominada pelo tedio, tedio com a escola, com os colegas, com os deveres...
    Talvez ela esteja acima da media dos outros e os estimulos produzidos pela classe nao atinge essa crianca.

    Bom final de semana!

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  2. Olá, Luciana!
    O processo de avaliação é longo, todavia já sabemos na Escola, que há um componente genético, pois os primos que também estudam lá, apresentam dificuldades semelhantes.
    Quando receber um diagnóstico, talvez necessite até da utilização de fármacos, e o acompanhamento psicológico!
    Se realmente for TDA, o acompanhará à vida adulta, e se não tratado, afeta a vida profissional e até social.
    Grata pela visita,
    Cri.

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