31.7.12

Duo Assad

Ontem, numa deliciosa noite de segunda, com lua crescente e brisa suave, fui apreciar Odair e Sérgio!
Em suas mãos, o violão transforma-se, gerando sons temperados numa forja de corda e percussão: isso mesmo! Valendo-se de uma das mãos, pontilham as cordas, e com a outra, batucam numa leve dedilhada.
Tivemos direito `a participação especial de Carolina, filha de Odair, e de Dona Ica, a Genitora!
Aqui, vale um aparte sobre Dona Ica, moradora deste Município: possivelmente uma dama octogenária, interpretou canções de época, compondo dupla com a neta. Foi emoção visceral.
O avô da dupla, Jorge Assad, emigrou do Líbano, radicando-se cá. Contraiu esposa de ascendência italiana e geraram vários filhos, parte dos descendentes ainda vivem por aqui.
Programa:
Eponina/ Batuque (Nazareth)
Abismo de Rosas (A. J. Canhoto)
Interrogando (J. Pernambuco)
Manhã de Carnaval (L. Bonfa)
Medley (A. Sardinha)
Palhaço (E. Gismonti)

A Lenda do Caboclo/ Alma Brasileira (H. Villa Lobos)
Amparo/ Stone Flower (A. C. Jobim)
Todo Sentimento (C. Bastos/ C. Buarque), com participação de Carolina Assad
Bate Outra Vez (Cartola / V. Lobos), com participação de Dona Ica Assad
Rosa (Pixinguinha), com D. Ica e Carolina compondo dupla
Tahhia Li Ossoulina (S. Assad), homenagem às raízes árabes

O pai dos artistas internacionais, reconhecidos pelo virtuosismo, que adquiriram total sintonia, aliando técnica e interpretação, ao ouvir dizer que música erudita era muito bom,  "encasquetou" que os filhos deveriam aperfeiçoar-se.
Seu Jorge, bandolinista autodidata, compunha dupla com a esposa intérprete. Mudaram-se para o Rio de Janeiro, e depois de encaminharem os meninos, cá retornaram.
Que empreendedor visionário! Lembrou-me o genitor de Portinari... parece-me ter sido um ser inquieto, pelo fato dos garotos terem nascido em S. Paulo; todavia receberam cidadania sanjoanense!

Nesta noite, há o encerramento da Semana, com Carlinhos Antunes.
Fonte do programa: prospecto desdobrável.
Foto:   aqui

29.7.12

Lhama; Guanaco; Vicunha; Alpaca


    

São todos mamíferos ruminantes aparentados (camelídeos). Oriundos dos Andes, com baixas temperaturas, cá na América do Sul. E descendem de camelos que adoram calor... que confusão!
A lhama, nome quíchua, domesticada pelos Incas para carga, carne, couro e lã, tem pelagem lanosa e longa. É comumente calma, todavia se irrita facilmente e lança cusparadas fétidas, com muco estomacal, em direção a possíveis desafetos. Mede de 1,40m a 2,40m de altura, alimenta-se de capim e outras gramíneas. 
Os fetos abortados pelas lhamas ou retirados quando abatidas, são secos e vendidos como medicamentos miraculosos!
Algumas até levam vida de modelo, desfilando seus adornos. Posam para as câmeras, participam de filmagens, encantam multidões de turistas no Peru e ganham dinheiro (para seus donos, claro)!
 

O guanaco tem a pelagem um pouco mais curta, chega a passar até quatro dias sem beber e vive nas grandes altitudes andinas, próximas aos 4.000m. O país de maior ocorrência é o Peru.
Encontra-se geralmente em grupos familiares pequenos e frouxamente estruturados. Quando um membro do rebanho pressente o menor sinal de perigo, emite uma chamada em alta frequência, e todos fogem com rapidez pelo terreno íngreme e irregular.

A alpaca vive principalmente no norte da Argentina. É de porte menor, com pelagem mais longa e macia. Nas regiões andinas do Peru, Chile e Bolívia, é criada principalmente para  aproveitamento da valiosa lã, repelente à água e propícia a cobertores e casacos. Um fio de sua pelagem chega a atingir 50cm!
          Alpaca do

A vicunha é o menor deles, medindo no máximo 1,30m em altura, pesando até 40kg. Sua pelagem é excessivamente fina e com alto valor comercial; por este motivo, esteve à beira da extinção.
A população de vicunhas, que baixou para cerca de 25.000 exemplares, hoje expandiu-se para quase 170.00, sendo que aproximadamente 100.00 encontra-se no Peru.
São animais sociais e vivem em grupos familiares de até 25 membros: um macho dominante e seu harém de fêmeas com filhotes. Ele é extremamente protetor, e tem uma chamada especializada para avisar sobre potenciais predadores. Ao lutar com outros machos, há um festival de cusparada!
     
Pesquise tantos outros encantos da América do Sul...
Fontes:   esta  /   outra  /   aqui    

Camerata Fukuda

Esplendorosa!
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O dia tem um azul infinito, apenas quebrado por fios de nuvens à altura do horizonte. A leve brisa de agosto já faz presença para criar a temperatura perfeita.
Esposo torceu o nariz, então peguei a moto e em quinze minutos estava junto ao público, aguardando no Foyer do Theatro, o memento de adentrar as dependências.
Ato contínuo, tomamos praticamente todas as cadeiras do térreo, inclusive algumas frisas.
Não houve necessidade da permissão aos vãos superiores, e devido a este deserto, Carlos Gomes, o patrono da Casa, deve ter flutuado dentre eles, radiante!
A apresentação iniciou-se pontualmente à hora marcada, com o público costumeiro a este tipo de espetáculo: de meia idade acima; todavia pingavam algumas crianças ali e acolá, para deleite desta Professora . 
A orquestra foi alicerçada pelo genitor da solista Elisa, e o Regente desta apresentação é Ugo Kageyama.
O Programa:
Ernani Aguiar: quatro momentos musicais N. 03 (7 min);
J. S. Bach: Concerto em Ré Menor para dois violinos BWV 1043, solistas: Elisa Fukuda e o sanjoanense Ariel Sanches (14 min);
P. Tschaikowsky: serenata para cordas em Dó Maior Op. 48 (31 min).
Fechando-se as pálpebras, possibilito um esgueiramento pelos arcos dos violinos, num contato quase concreto. O tempero perfeitos de sons, penetra o aparelho auditivo, iluminando-o em cores aveludadas.
O público imóvel, estátuas encarnadas, degusta absorto, e aplaude em pé ao término de cada apresentação. O final apoteótico, recebe aplausos em cadências variadas, e retribui com um bis! 
Grata aos patrocinadores e à AMITE...
Fonte do Programa: Folder distribuído no local.
Fonte da imagem: esta   

27.7.12

Semana Assad

Inicia-se hoje aqui em São João da Boa Vista, a 1ª Semana Assad de música instrumental, um deleite para estudantes de música. Sábado, domingo e segunda-feira (28;29;30) haverá Master Class para alunos previamente inscritos, no salão de múltiplo uso do Theatro e no CLAC (Centro Livre de Arte e Cultura).
Para o público em geral, serão cinco dias, com seis apresentações (duas no domingo), todas com entrada franca, no Theatro Municipal.
Hoje, 20h30, apresenta-se "Badi Assad" e participação do "Duo Assad". Badi é violonista, cantora, percussionista e compositora  sanjoanense de renome internacional.
Amanhã (sábado), 20h30,  o Núcleo Artístico e Pedagógico "Barbatuques", apresentará um trabalho de extração de sons do próprio corpo (percussão corporal). Trata-se também de um grupo internacional.
Domingo teremos às 10h30, a "Camerata Fukuda": uma orquestra de câmara com cerca de 20  integrantes, um deles sanjoanense (Ariel Sanches). O nome se refere ao sobrenome da violinista fundadora.
Às 20h30 teremos o quarteto "Choro rasgado", com composições próprias e chorinhos tradicionais.
Dia 30, 20h30, apresenta-se o "Duo Assad", concertistas, fenômeno internacional pela qualidade  alcançada na interação absoluta entre o som dos dois violões.
Dia 31, 20h30, o fechamento com Carlinhos Antunes, músico versátil que viaja à pesquisa de sons por diversas partes do Planeta.
Lembre-se, o Theatro comporta 700 pessoas!!!
Fontes: o próprio convite / site  aqui   

25.7.12

Semana da Educação

Acontece na Cidade, a 16ª Semana da Educação, antiontem recebemos Eduardo Shinyashiki, irmão do Roberto. Fez uma palestra-show, estilo auto ajuda. Não é meu estilo, contudo pelo preço que pagamos, mesmo sendo "entrada franca", não custa apreciar e tirar o máximo proveito. Ele abordou o ato da comunicação, focando que as palavras pesam 7%, o tom de voz, 38% e a expressão corporal, 55%.
Ontem foi a vez de Ivan Capelatto! Maravilha!!! Ficou em meio à platéia e deu uma aula de neurociência... nada de tom de voz, expressão corporal. Simples e perfeito! Passou slides e abordou as amigdalas cerebrais e sua importância no comportamento humano (são duas, uma em cada emisfério) e são responsáveis por nosso instinto de preservação.
Abordou o medo (de perder um prazer) como causador da raiva, sendo que esta é uma reação natural e orgânica e não sentimento psicológico, rebeldia. O medo e a raiva vieram da ativação das amigdalas cerebrais. A raiva é sempre filha do medo, e ambos fazem um tripé com a culpa para gerar um ser emocionalmente saudável. 
Os pais devem dar limites claros, e aguentar a raiva (logo ela passa) e não agir com indiferença para parecerem bonzinhos. Isso ajuda na ativação das funções pré frontais (a região do juízo moral), que só terminarão de se formar após os 20 anos (mas podem ser ativadas parcialmente o quanto antes).
Falou da angústia como consequência ao final de algo prazeroso, aquele vazio que nos acolhe: no fim da semana, da festa, do dia. É algo inerente à condição humana, aprender a lidar com ela é algo que está ligado à forma que fomos cuidados até cerca de quatro anos de idade.
Crianças que tenham muitos cuidadores, inconstância (ora é a mãe, avó, babá, escolinha...) têm mais dificuldade em desenvolver senso crítico e consequentemente terão mais dificuldade em sublimar a angústia.
   Theatro Municipal    
Quarta, dia 25 - Leila Navarro / quinta, dia 26, Daniel Godri; sempre às 20h00.
Fonte das imagens:  daqui   

23.7.12

A Massai Branca

Ela e a filha do casal atualmente.
O filme.
O casal real.
A residência.



                                                               



Fonte das imagens: Google Imagens.




O livro autobiográfico de Corinne Hofman narra sua saga pelo interior do Quênia, após apaixonar-se quase irracionalmente por um guerreiro Massai. 
A barreira cultural, parcialmente transponível; os riscos reais de uma região civilizada de forma heterodoxa, dão ao livro um fascínio peculiar.
Neste montículo-corredor onde posa Lketinga, ela morou por mais de um ano com ele, a sogra e uma sobrinha dele. 
Imperdível: faz-se uma análise antropológica, sociológica, preconceituosa, naturalista, ou simplesmente se curte uma história verídica, visceral, contagiante, e pulsante.
Antes de ler o livro, vá aos anexos (final) e veja fotos e mapa!
Leia em e-book, acessando pt.scribd.com/doc/
Entre em qualquer documento, apague a numeração do cabeçalho e acrescente:
60824468/Corinne-Hofman-A-Massai-Branca-
Deixe o filme a posteriori.
A autora é xará de minha genitora (Corina). Pelas fotos, percebe-se que não foram felizes para sempre...

Mamonal

Temos um cantinho a 15 km da Cidade, com a casa de campo da Avó. Fiz meu "Resort" numa edícula aos fundos, onde havia a antiga queijeira e quartinho de ferramentas. É menos que uma cabana, mas eu e o Esposo dormimos lá cerca de uma vez por mês, para recarregar as energias.
Acordando costumeiramente às cinco, temos noite muito fechada nesta época do ano; nem dá para nos levantarmos e fazer caminhada. As galinhas iniciam os saltos do limoeiro às seis e quinze, quando passa a se delinear o horizonte lá sobre a mata "do Tio Jhoany".
As estradinhas morro acima/abaixo, são uma invasão de cores, sons e formas: há pássaro de todo tamanho, cor, burburinho, arisquez. As pedras são entidades à parte, de minúsculas a enormes, com líquens, musgos ou peladas mesmo, nos transmitindo misticismo e ideia de permanência.
A vegetação, tão verde na virada do ano, e gulosa a tapar os olhares, pela exuberância e abundância de moitas, assume tons terrosos e pastéis, se escasseia e nos dá a oportunidade de enxergar lá longe, por frestinhas entre silhuetas magrelas em seus dourados. 
Os animais silvestre nem sempre são vistos, todavia a um ano encontramos um macaco bugio quando passamos de jipe numa trilha remota: era todo negro e enorme! Fofo, parecia adolescente! Ficou lá à beira do barranco sem ação. Tinha saído da mata nativa para adentrar o "calipiá" (plantação de eucaliptos); assustou-se e retornou à mata. Estávamos em dois casais e no êxtase não tiramos fotos (contudo está fotografado no cérebro).
Numa descida do "Pico do Gavião" em meio à mata, para brincar de cruzar o córrego sem ponte, um veado atravessou nossa frente e sumiu pela pastagem. Estávamos numa caminhonete cheia, eu e outros na caçamba, foi emoção à flor da pele, contudo não podíamos gritar (respeito ao bicho).
Meus primos da roça vêem de vez em quando, pegadas e a própria suçuarana. Lobo guará é de praxe, vêm se alimentar dos restos de bananas que o comprador descarta. O lagarto teiú é comum, e permanece lagarteando ao sol até nos aproximarmos a uma distância segura, então dança o rabo e foge "voando".
No meu "condin" moram algumas lagartixas de cerca de 15 cm; quando chego de "viagem", se retiram medrosas. Há aranha pretas com pintinhas amarelas no traseiro, não são corriqueiras como as geométricas, e pelo amarelo que bandeireiam, devem ser venenosas! Fico longe. Suas teias são lindas cortinas!
E o luar? Seguindo o caminho do sol, logo à noitinha vem despontando no "morro do Armando", rasga um vãozinho na capoeira e desponta, acendendo as nuvens em volta. Os pontinhos de estrelas surgem tímidos, poucos em poucos a criar um tecido poá no céu negro. A ausência de lâmpadas impõe força e vigor a esses entes misteriosos, que desenham o caminho de santiago sem pressa.

22.7.12

Eventos

Nesta época de férias escolares, o leste paulista e sul de Minas são coalhados de festividades...
Aqui em São João da Boa Vista, tivemos a EAPIC, com dez dias de shows, exposições, rodeio; de 27 a 31 ocorrerá a "Semana Assad de Música Instrumental" com artistas de renome, no magnífico e restaurado Theatro Municipal, às 20h30. Aguardem pela "Semana Guiomar Novaes" e semana "Fernando Furlaneto"!
Em vargem Grande do Sul, na semana haverá a "Festa da Batata" nos mesmos moldes da EAPIC. Amparo, por quase todo o mês, tem o "Festival de Inverno", com mais de trinta tipos de sopas feitas em fogão à lenha!
Monte Alegre do Sul tem a "Festa do Morango" em agosto/setembro, com direito a visitas às plantações. Aguaí terá a "Festa da Laranja" em agosto. Em Andradas termina hoje a "Festa do Vinho" com direito a passeio pelas sete vinícolas. Curta a vista da "Pedra do Elefante".
Teremos em agosto a "Festa do Sotaque Mineiro" em Poços de Caldas, com folia de reis, congo, caiapós, desfile de carros de boi e muito mais, em comemoração ao Dia Nacional do Folclore. E já ocorreu em Poços, o "Festival de Jazz & Blues", com a presença de monstros sagrados como Rip Lee Pryor, vindos do Mississipi, New Orleans e New York. Dia trinta é a vez da "Orquestra Jovem da Colômbia" (Poços tem o maior IDH de Minas).
Em Águas da Prata, estância hidromineral, houve a "Festa do Milho", no bosque. A "Esquadrilha da Fumaça" fez apresentação e também a "Orquestra Jazz Sinfônica", de minha Cidade, com repertório desde Richard Strauss a Pixinguinha, com patrocínio da Concessionária Renovias e entrada franca.
Em toda a região há hotéis-fazenda, pousadas e inúmeros atrativos, como o Pico do Gavião, dentre os três melhores do País para decolagem de asa delta e afins, e o "Caminho da Fé", até Aparecida do Norte ou a "Rota das Capelas", de Aguaí até Santa Rita de Caldas.
Estamos próximos ao "Circuito das Águas", que inclui Serra Negra, com a "Feira do Livro" em agosto, Águas de Lindóia, Lindóia, Socorro e outras cidades pitorescas. Fica bem perto de Campinas! 
Em São José do Rio Pardo aproxima-se a "Semana Euclidiana" em homenagem ao autor de "Os Sertões", pois lá possivelmente escreveu cerca de 85% do livro. Haverá apresentação de orquestras, teatro, dança, shows, esportes. Venha passear pela linda ponte feita por ele e conhecer a casa euclidiana e represa Euclides da Cunha!
Em Mococa está ocorrendo a "Festa universitária", sendo que dia 15 houve apresentação da Orquestra Jazz Sinfônica de minha cidade... e em agosto terá a festa folclórica também em Mococa com festival de quadrilhas.
Tivemos a "Festa Italiana em Espírito Santo do Pinhal, e a "Festa do Café" acontece em outubro. 
Venha conhecer nosso circuito turístico "Caminhos Gerais", é de tirar o fôlego! Em Guaxupé acontece até hoje, a "Exposição Nacional de Orquídeas".
Fontes: eu mesma e Revista Renoguia, ano 13 - número 74.

20.7.12

Inverno

Não estamos acostumados a baixas temperaturas...os dias por cá estão lindos, de céu nu, todavia ontem deve ter sido o mais gelado em quase dois anos (esqueci de olhar a temperatura no "Climatempo")!
Geralmente nesta época, as temperaturas oscilam dentre 5 e 25 graus num mesmo dia, com pico mínimo na madrugada, e máximo por volta das 15 h.
No final de tarde fica complicado: o chuveiro parece não esquentar, escurece 17 h 40, e dá aquele "corpo ruim". Nem consegui ficar no computador. É raro ligar a TV, pois cochilo rapidinho...
Imagino os países onde neva e os dias são minúsculos no inverno, realmente deprime e causa "leseira" em muita gente. Como é importante não ceder e arrumar compromisso! Faz toda a diferença.
Uma simples caminhada (ou pedalada) noturna aquece o corpo, distrai a mente e gera endorfinas, causando disposição e bem estar.
Se tenho compromisso à noite, fico elétrica, limpo a cozinha, animo-me até a hora de sair... se só vou ficar em casa, ai que moleza! Ajeito a louça rapidinho, e o que há na geladeira vai ao micro, sem chance de cozinhar algo a mais!
Domingo fomos à "festa do biscoito" em Pocinhos do Rio Verde, um bucólico distrito hidromineral de Caldas - MG. Acontece todo ano, em julho - recomendo.
Comi biscoito frito, ravioli caseiro com recheio de queijo minas (divino), broinha de fubá, ambrosia, tomei chá de alfavaca. 
Minas é o máximo! Só que na madrugada a gastrite atacou, devido à fermentação excessiva no estômago... consequência.

Em julho / agosto, devido ao recesso escolar,  há inúmeras festas nas redondezas: da batata, do vinho, do peão, do folclore, feiras de malharia, festivais de música erudita...
Esqueci a máquina fotográfica, então cacei as fotos no google.

12.7.12

Geofanismo

Localização de São João da Boa Vista
Geofanismo é o ufanismo aplicado à geografia: Comportamento de quem se vangloria em demasia de sua região, seu país ou do Planeta Terra em si. Um bairrismo, o fato de arrogar méritos extraordinários a seu mundo. 
Quanto a este "continente" chamado Brasil, imagino que as generalizações possam confundir até mesmo quem vive aqui, quanto mais pessoas de fora...
Brasil não se resume ao Rio de Janeiro (com mulheres seminuas, samba e futebol), nem apenas à Floresta Amazônica (com indígenas selvagens e isolados) ou região nordeste (com pobreza, prostituição, lindas praias e alegria espontânea). 
Parte das brasileiras exibem as nádegas (num "fio dental" minúsculo), mas o topless é um grande tabu. Sauna mista? Jamais... Nu em sauna sexista? Não! Trocar de roupa em público ou fazer xixi a portas abertas em banheiro público? Nem pensar.
Não temos o hábito de estar em trajes de banho, a tomar sol numa praça pública, por exemplo. Temos sim a indecência, mas temos também o recato. 
O interior paulista é um canto privilegiado do Brasil, com pontos tecnológicos denominados "Vales do Silício Brasileiros", com excelente infraestrutura, logística, acesso a insumos e educação superior de qualidade.
Não estamos muito ao sul nem muito ao norte - nem muito calor, nem frio excessivo. Ficamos no lado leste, voltados para o mar, embora eu mesma esteja uns 300 km distante da praia mais próxima. 
Por ser interior e por estar na divisa com o sul de Minas, no meu canto, temos natureza exuberante bem na extremidade da Serra da Mantiqueira. Temos um pouco de mata atlântica, um pouco de serrado, campos de altitude. Temos rios de médio porte, chuva e bastante sol quase todo o ano.
O mês mais chuvoso é janeiro, onde embora no verão, a temperatura cai, devido à chuva fininha o dia todo. O mês mais seco e ventoso é agosto, que embora em pleno inverno, aumenta a temperatura no período da tarde, devido ao sol escaldante, num céu pelado. 
Temos criminalidade moderada aqui nesta região, devido ao fato das cidades serem pequenas, e mais fáceis de se administrar, temos educação razoável em todos os níveis e bom funcionamento do SUS. 
Apenas como exemplo, minha casa fica entre quatro creches: três públicas e uma filantrópica - todas numa distância máxima de 600 metros, e não se paga nada - em certos países europeus, a creche pública custa caro. 
A cidade mineira de Poços de Caldas, aqui próxima, tem um dos maiores índices de IDH do Estado. 
O rico sul de Minas (não só no sentido financeiro), nos abre asas para estudarmos em suas Universidades Federais. É comum ter na família um paulista formado em Minas (eu mesma fiz duas especializações no estado mineiro)! 
Ótimo conhecer outras realidades através de brasileiros em tantos países, e compreender que o Planeta Terra em si é todo maravilha, problemas e soluções há em qualquer lugar que se disponha a viver; e gente é gente em todo canto, tudo é tão diferente e no fundo tão igual... 
Para usufruir do local em que vivemos, além da nossa emoção necessitar ser ponderada e saudável, a razão requer dois conceitos matemáticos imprescindíveis: planejamento e organização (a área da matemática onde as mulheres são ótimas). 
Se planejarmos eficientemente nossa vida e nos organizarmos, estabelecendo uma rotina disciplinada, viveremos bem com nosso salário (seja ele qual for), usufruindo do que há ao redor, seja público ou privado. 
É claro que em certos países da África e Ásia, a mulher ainda não atingiu o básico em direitos, todavia a mulher americana quase se equipara à europeia neste quesito. Embora a América (o novo mundo) tenha sido colonizada e modernizada a pouco tempo, os direitos humanos não são tão primitivos.

No blog, explanarei sobre o cotidiano em minha região, dentre tantos outros temas.