14.1.13

Leitura Deleite - Blanche - VIII

*  Aqui  terá o conto completo!

Enfim, sábado! Peter iniciou seu declive pela penosa trilha “Deus me livre”, que plantou pedras soltas para ele. Resta a deleitosíssima solidão para Blanche.
Não forçará as expectativas; caso Eric não suba, é vez de Nick, o melhor amigo da garota. Ele é o único membro familiar alfabetizado, e lhe abre horizontes através de diálogos e leituras em voz alta.
No início da adolescência, permaneceu em internato, por um biênio, na cidade grande mais próxima, de nomenclatura indígena. Em tradução aproximada: “Corda-Bamba”.
O termo conflagrado é devido ao fato do antigo lugarejo ter recebido, como quem abre a fenda à Lúcifer, os primeiros povos brancos àquela região. Foi um início esmolambado. 
A cidade conta agora com quase 5.000 habitantes, possui uma tecnológica linha telegráfica, e reivindica uma ramificação da via férrea. Inúmeros povoamentos orbitam-na, invejosos. 
Nick obteve experiências e conhecimentos atípicos à sua limitada comuna, tornando-se um rapaz urbanoide, ícone entre seus pares. Um conselheiro e confidente, com força política. 
Adquiriu alguns livros, que conduz sob as axilas. Ao principiar uma leitura, logo um círculo é formado ao redor. Homens analfabetos correm a perplexidade ao longo da pele, tentando compreender a lógica daquele emaranhado de rabiscos. 
Somente ele conhece (parcialmente) o pesado segredo de Blanche e Eric. Assustou-se pela artimanha dela, utilizando Scott para pinguela nesta aproximação, e viu criança florindo de Eric... 
Então solicitou a ela, que em sinal de respeito, nada dissesse a seu adorado sobre a estrepitosa revelação. Nick é de uma imensa tolerância e generosidade para com a vida alheia. Digerirá aos poucos.
A basbaque paixão deste par faz-se transparente, contudo todos supõem ser dela pelo “Esposo” Scott, e dele por sua falecida Alexia, ainda a perdurar após tantos anos finada.
Alexia morreu de parto tão jovem, levando consigo a filhinha num diálogo sofrido; algo típico por aqui. Estão enterradas embaixo daquela amoreira de troncos contorcidos, na última curva da trilha. Era seu local de predileção.
Após longo e difícil trabalho de parto, a menina nasceu sem vida, era grande... a mãe então, sentindo uma enxurrada a transpassar-lhe, foi se esvaindo na hemorragia, até perder-se, para o desespero traumatizante da família e agregados.

4 comentários:

  1. Menina é um conto? Adorei, nossa agora que li seu perfil, sou meia desligada, es professora, nossa que legal. Não ligue para meus erros de português,kkkkkkk.
    Respondendo sua pergunta lá no blog, sim a maniçoba é feita de folhas de mandioca brava, ele fica fervendo dia e noite por sete dias até sair o veneno, depois tempera-se como se fosse uma feijoada, muitos a chamam como feijoada paraense.
    Aqui você fica conhecendo melhor: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mani%C3%A7oba
    Beijos :)))

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  2. Grata pela visita, Verinha!
    Tinha um leve conhecimento sobre este alimento tão trabalhoso.
    Eu também cometo erros de português, não me habituei totalmente com esta nova regra ortográfica.
    Este conto está perdido por entre os post. Um dia farei um blog só para ele...
    Outros beijos paulistas.

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  3. Outros olhos começam a fitar Blanche ou é impressão minha?
    Bjos Cris,
    Calu

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  4. Oi Calu!
    Tem alguém sim, todavia não é Nick. Mas tudo ainda está germinando, nem os dois se aperceberam.
    Outros beijos.

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