5.4.13

deus existe

Escrevi estrategicamente com "d" minúsculo por se tratar do deus "vivo" Kim II-Sung, governando a metade norte da Península Coreana mesmo após a morte, e como todo deus, é onipotente e onisciente.
O que acontece agora às crianças ao norte desse famoso paralelo 38? Nas escolas voltadas aos turistas, crianças-prodígio apresentam sorriso falso, inclusive durante as dores causadas pelas danças coreografadas exaustivamente. 
Segundo entrevista de Arnaldo Carrilho, ex embaixador brasileiro na República Popular Democrática da Coreia: http://www.cafenapolitica.com/develop/?p=7125 , muitos estão sim, passando fome.
A ração de inverno (na metade do ano) se concentra sobretudo em folhas de acelga “empanando” nabo azedo. O "pão" é o repolho, quem mora próximo à praia tem o privilégio de colher algas; no interior comem grama e cascas de árvore (?).
A Coreia do Norte novamente encontra-se no epicentro de um conflito com dimensões nucleares, onde as informações costumam ser manipuladas, contudo eles não estão canibalizando criancinhas, são acostumados a passar fome. 
Apenas 16% do território é agricultável, descontando-se ainda um inverno rigoroso na metade do ano. As sanções impedem que o país importe alimentos da China e Rússia como costumeiramente fazia.
A América do Norte faz uso deste estratagema como forma de intimidação (exemplo de Cuba). Possivelmente, se interessa tanto por esta "terrinha" devido às suas fronteiras com a China  do noroeste (mais industrializada) e a Rússia (extremo leste siberiano).
O próprio embaixador adquiria arroz, batata e pão na China, visto que a situação alimentar é gravíssima, mesmo com alta tecnologia, investindo inclusive em nanotecnologia para cultivo de arroz (os turistas viram tração animal, agricultura arcaica). 
A população é altamente mobilizada em favor do regime ditatorial (robôs), doutrinada desde a infância. As empregadas domésticas em casa dos embaixadores sabem manusear fuzis militares, e todos se unem numa causa militar-social, com mais intensidade nestas épocas de crise. 
A política focada no poderio militar tem por lema “tudo para os militares”, “os militares em primeiro lugar”, o que significa que são as pessoas melhor remuneradas, melhor cuidadas e alimentadas do país (elite de semideuses). 
Os Campos de Concentração para opositores (e seus descendentes) do regime comunista e outras medidas drásticas, fazem com que haja sérias violações de direitos humanos, impondo legitimidade às sanções. Claro que o regime nega, até mesmo para os seus.
Fuga do Campo 14 - a Dramática Jornada de Um Prisioneiro da Coreia do Norte Rumo À Liberdade
Fonte: http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4054111/fuga-do-campo-14-a-dramatica-jornada-de-um-prisioneiro-da-coreia-do-norte-rumo-a-liberdade
Os líderes supremos são endeusados e há monumentos por toda parte para reverenciá-los. 
Os japoneses são odiados devido à época em que colonizaram a península com tirania. As moças coreanas serviam de “mulheres de conforto” para os militares japoneses, que ao engravidá-las, as esfaqueavam com a baioneta. 
Na visão norte coreana, a parte sul está invadida pelos americanos desde o final da segunda grande guerra (o que não deixa de ser verdade). Para o grupo do sul, o norte é um lugar atrasado, mas ainda é parte de seu país. 
Nenhuma das duas metades reconhece a outra como um pais, e ensinam às crianças na escola, que a Coreia se consiste em toda a península.
O armistício nunca foi assinado, devido principalmente a este fato. O norte se vê em beligerância com os americanos e não com o sul.
Fato é que este povo já tem seus próprios problemas, não necessitando acréscimo norte-americano.
Para turistas (que pagam caro) tudo é maquiado: comida farta, gestos e falas ensaiados, locais escolhidos a dedo. Obediência, disciplina, cortina de medo, fantoches num teatro de conformismo ou ignorância?
Mas nas entrelinhas vê-se ruas sem carros, privilégios à elite (heróis envoltos em medalhas), quietude, falta de aglomerações, seres apáticos, sem margem à criatividade ou improviso.
Não há moradores de rua (Estão nos campos de concentração?). Mães exemplares, a favor do regime, recebem condecorações. O metrô quase vazio se assemelha a um bunker.
Em meio a tanta nebulosidade, pesquise mais e tire suas próprias conclusões.
Leia o livro aqui: http://pt.scribd.com/search?query=fuga+do+campo+14

4 comentários:

  1. Uma situação preocupante para muitos americanos e para os países vizinhos.

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  2. Oi Catarina!
    A dinastia Kim é um "cachorro louco" acuado pelos americanos.
    Quem sofre são as crianças pobres: inanição (que leva a baixo desempenho intelectual), estresse por toda esta situação, lavagem cerebral.
    Beijo para ti.

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  3. Que mundo este em que vivemos, Cristina. Fico com o nó no estômago sempre que leio ou vejo algo sobre o estado destes países, e nasce também alguma raiva - nós, seres humanos, deveríamos certamente ser capaz de governar melhor o mundo, gerir melhor os conflitos.
    Beijos!

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  4. É terrível, Joana! Os campos de concentração norte coreanos parecem estar funcionando a todo vapor (pela imagens via satélite).
    O que este garoto conta através do livro é infernal.
    Outros beijinhos.

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