4.5.13

Semana do trabalhador

Fonte: http://www.baixaki.com.br
Utilizei o tema "trabalho" em minhas aulas com os pequenos. Neste ano, a turma é composta principalmente por famílias de baixa renda e com predominância do sub emprego.
Tenho apenas um aluno filho de micro empresário: coincidência ou não, é de longe a criança com mais facilidade de aprendizagem, e me ajuda muito, orientando os coleguinhas.
Elenquei o trabalho no comércio, e diversos entes familiares dos miúdos atuam em supermercados e outros pequenos estabelecimentos.
As empregadas domésticas, que a mais de vinte anos, quando comecei a trabalhar com crianças, era uma constante, estão em extinção.
Para a mulher pouco escolarizada do leste paulista, temos as profissões de faxineira diarista, manicure / cabeleireira / esteticista, trabalhadora do comércio, faxineira mensalista (em empresas terceirizadas), operária.
As empresas terceirizadas assumiram os cargos antigamente públicos, de servente de escola, faxineira em repartições públicas diversas, e também em empresas privadas. 
O salário mínimo e uma cestinha básica destas trabalhadoras, estão um pouco aquém ao salário e muito  aquém aos benefícios de um funcionário público.
O emprego na terceirização da limpeza também fica aquém ao piso salarial empresarial, com seus benefícios (plano de saúde, por exemplo).
Quanto à mulher operária, ela está assumindo cada vez mais os cargos anteriormente masculinos. Passam pela rua, de moto, com uniforme "unissex", sapatão de segurança e outros equipamentos.
No distrito industrial temos montadoras, operadoras de máquinas e afins. As mulheres "soldadoras" estão inclusive sendo preferidas aos homens, em muitas empresas.
Temos aqui uma unidade do SENAI, onde o "Fiotão" foi instrutor. Ele deu aulas de torno, solda, desenho mecânico, manutenção de máquinas, e outros. Havia turmas exclusivamente femininas.
Quanto ao desemprego, que abordei na "resolução de problemas", pelas respostas da turma, notei que a mudança de trabalho é constante entre os familiares: se for despedido, arruma outro e pronto!
Um garotinho até sugeriu pegar dinheiro do governo, quando desempregado. O sub emprego tem lá suas vantagens: o pessoal não se preocupa muito com a manutenção do cargo.   
Pelo fato do tema ser abordado em todas as classes da Escola, quando eu passie pelo pátio, o filho de um funcionário aqui da oficina disse ao colega:
_ Essa tia é a chefe do meu pai, lá na "Mão na Roda".
O que prontamente respondi:
_ Oi, J.V.! (risadinhas entre eles).

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