2.6.13

Cozendo

A dez dias, as chuva chegaram! e ficaram... temperatura baixa   amena, confinamento chuvoso, feriado, comilança. Nesta manhã, gastei três horas para preparar quatro pratos, contando com a limpeza do fogão, lavagem de louça e panelas ("ariei" todas - parecem espelhos).
É tão fácil (e barato) cozinhar, evito restaurantes domingueiros, com aquele povo se acotovelando e fungando na comida (a menos que eu visite as bucólicas cidades vizinhas).

Peito de frango com ervilhas congeladas. Muito melhor que as enlatadas.
Higienizei o pacotão de peito desossado, cortei em cubos e refoguei no alho e óleo até quase fritar. Salguei e acrescentei um caldo de galinha (só um cubo, que isso é meio venenoso). Coloquei melissa picadinha, o pacote de ervilhas, três tomates picados e um sachê de molho pronto. Apurei o caldo rapidinho e pus uma xícara de fibra de trigo (para engrossar).
Terei mistura guarnição para duas semanas, após congelar em potinhos. 
 Bife a rolê: para hoje e amanhã no almoço.
Comprei postas de lagarto, enrolei com uma hóstia de mortadela defumada, um bom pedaço de cenoura, outro de chuchu, e de tomate.
Foi `a pressão com sal, alho, meio cubo de caldo de carne, uma xícara de água e dois tomates picadinhos. Após chiar meia hora, desliguei. Destampei a panela após perder toda a pressão e apurei o caldinho.
Picanha: usei um pacote com cinco lascas, limpei toda a gordura, higienizei e refoguei bem, num fiozão de óleo. Acrescentei só sal e meio caldo. Após secar todo o néctar, misturei duas cebolas picadas e mexi até murchar bem. Congelei tudo (após experimentar - "bão")!

Aqui no leste paulista, carne bovina é mais cara que a suína e mais cara ainda que o frango, contudo ainda sai barato e a qualidade é ótima. Intercalo com ovos (estalados, omeletes, cozidos, mexidos), durante a semana.
 Arroz de micro-ondas: só faço assim desde 1995, quando ganhei o primeiro forno.
Dica: deixe sempre o micro aberto após usar, cerca de cinco minutos para expelir o vapor. Evita enferrujar. Perdi meu primeiro por não saber da dica, ele começou a pururucar nos cantos.
Num refratário, uma medida rasa de arroz seco, para duas de água. Lavei e escorri o arroz, acrescentei a água, uma colher (de chá) com sal e outra com alho triturado (bem cheias).
Pelas orientações de meu forno, apertei o número dois para arroz e novamente dois, para duas porções (a medida acima - um pote de margarina 250 g).
Tampa-se com aquela tampa própria, furadinha e alta, que não deixa babar. Em exatos 20 minutos está pronto, assim: essa corzinha é do alho generoso. Após 15 minutos pronto, descansando tampado, rega-se com um bom fio de óleo e cisca-se bem com um garfo, para afofar. Delícia carboidrática simples, rápida, limpa e fácil.
O feijão, eu já tenho congelado.
Faço quase um kg ( é o que cabe bem na panela), após deixar de molho, e encho diversos copinhos de requeijão, dura três semanas, pois um desses dá para duas ou três refeições, dependendo da guarnição. 

20 comentários:

  1. Bom dia, flor do dia!

    superinteressante a sua Arte culinária. E mais: fazer as panelas parecerem espelhos é o máximo!

    Um abraço.

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  2. Boa tarde, Flor Denise!
    Minha "arte" está mesmo para "necessidade culinária". Se não me organizo para enfrentar a semana corrida, me aperto depois.
    Quanto à mania de brilhar as panelas, é coisa interiorana. Ainda carregamos o ranço da "mulher prendada".
    Talvez nas grandes cidades, isto já tenha sido superado!

    Outro abração a ti.

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  3. Nossa, quantas comidinhas boas por aqui! Obrigada pelo carinho e o blog do Neno, fiz assim que ele começou a escrever historinhas, aos 6 aninhos e já está com 10 anos.

    É legal acompanhar o desenvolvimento de suas habilidades. beijos,chica

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    1. Olá, Chica!

      Sua ideia foi maravilhosa, imagine o quanto este garotinho está aprendendo...
      É uma forma lúdica de se trabalhar inúmeros conteúdos. ele se encontra na vanguarda do século XXI. Meus parabéns.

      Outros beijos.

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  4. Olá!Boa noite
    Cristina
    Vim agradecer pelo carinho do comentário e visita!
    Com mais "vagar" venho para ler "Blanche".
    Realmente, a chuva chegou e ficou...frio demais. E nada melhor do que se alimentar melhor. Eu, também, evito restaurantes... sou meio "atrevido" na cozinha.
    Eu aprendi que o homem muda de vida quando deixa de fazer o que tem vontade e começa a fazer o que tem de ser feito. Não é à toa que a maioria dos caras que conheço só viraram "homem" quando tiveram um filho. Acabamos saindo do berço! Com outro ser à vista, vamos além de nossos impulsos e "aprendemos" tudo que tem q ser feito.Até "arear" panela, risos. Pode não ficar um espelho...mas, consigo me ver.
    Enfim, gostei de suas "dicas" culinárias,apesar que não sou muito de peito de frango,mas adoro o bifê rolê.O arroz ficou lindo...é isso!
    Obrigado,tá?
    Boa semana
    Beijos

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    1. Oi Felisberto! Adorei a visita...
      Sempre passeio por seu blog, e uma das coisas que mais admiro são a veia literária e sua maturidade.
      Pela sua foto, tenho a impressão que seja bem jovem, todavia seu senso crítico, estético, raciocínio lógico são condizentes com pessoas escoladas na trilha vitalícia.
      Venha conhecer a Blanche, ela gostará da sua personalidade marcante.
      Outros beijos, e excelente semana.

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  5. Olá Cristina
    Obrigada pela visita e comentário deixado no meu blogue.
    Atravessar o Atlântico... será um bom projeto! Encontrará lindas terras do lado de cá... e passa pela minha verde ilha dos Açores: S. Miguel.
    Já fizemos um cruzeiro de 15 dias saindo de Lisboa até ao Brasil, passando pela Madeira, Canárias, Cabo Verde, 5 dias só no mar e depois Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro e S. Paulo: ADOREI!!! Ficámos 2 dias com a família em S. Paulo e regressámos a Lisboa de avião.
    O Rio deslumbrou-me!!!
    Beijos
    Teresinha

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    1. Oi, Terezinha! Tudo bem?
      Olha, demorei a responder porque o Blogger havia colocado seu comentário na caixa de spans, vê se pode?
      Acho a coisa mais linda viajar em cruzeiro, nunca fiz. Trabalhar por conta própria deixa a gente amarrada... sem tempo!
      Deve ser maravilhoso morar numa ilha, ao contrário, vivo neste Brasil tão grande.
      Senho em conhecer primeiramente as outras regiões brasileira, para depois expandir... aguardo a aposentadoria.

      Beijos e abraços brasileiros.

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  6. Esqueci-me de dizer que acho ótima essa ideia de cozinhar tudo natural, em casa! E tudo parece bom!!!
    Também faço isso, mas gosto de ir comer fora... de vez em quando!
    Bj

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    1. Então, Terezinha... gosto de cozinhar. Prefiro comer fora quando vou às cidades vizinhas.
      Aqui no município, me apetece ficar em casa, descansando sossegada.
      Também vou muito à zona rural, onde a família cozinha em conjunto.

      Outros beijos.

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  7. Cris,
    este é um menu pra lá de variado e suculento.Bravo!!

    Agradeço teu enriquecedor comentário lá no post sobre o Paulo Freire.Gostei de saber das novidades em andamento nas CAs.Eu,pessoalmente atribuo ao grande mestre todas as inovações benéficas que vieram a partir do método criado por ele: aprender a significar o mundo.
    Bjos e boa semana aí.
    Calu

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    1. Olá, Calu! Temos uma paixão em comum.
      Ontem à noite, coincidentemente, vi uma entrevista realizada com estudantes do ensino médio em Córdoba (Argentina).
      Uma das garotas citou Paulo Freire, como um dos ícones brasileiros (em vez de carnaval e mulher nua). Fiquei emocionada e me lembrei de você.

      Outros beijinhos, e semana ótima.

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  8. Nada se compara à comida caseira, tanto pelo sabor quanto financeiramente.
    Estou ficando até enjoado de pizza, agora que estou estudando, meu nível alimentar decaiu e seu post me deu água na boca Cris (posso lhe chamar assim?).
    Boa terça.

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    1. Olá xará! Bela, a nova foto em preto e branco.

      Pode me chamar como queira. Meus aluninhos dizem "Tia Cri", a família diz Cris, amigas dizem Tina, e por aí vai...
      Realmente a alimentação, para quem não fica em casa, é algo complicado.
      O freezer ajuda nesta questão: eu adianto uma parte aos fins de semana, e acordo de madrugada para complementar (a lavar a louça), pois à noite não tenho pique.
      Para quem não cozinha, os enlatados e uma omelete com salada é muito simples (ou arroz).
      Grande abraço, e bons estudos.

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  9. Olá Cristina.
    Estou bem, só um pouco cansada com o corre-corre.
    Quanto ao palmito em conserva, não é usado vinagre, é só na água e sal, quando é cortado fica de molho em um produto para não deixar escurecer. Talvez em conservas caseiras usem o vinagre.
    Adorei a ideia do arroz bem mais pratico, também faço feijão e deixo nos potinhos, Estas praticas facilitam bastante a vida. Concordo com você quanto a restaurantes domingueiros ou qualquer outro dia, família prefere comer um arroz com ovo do que as comidas de fora, nada como a comidinha da gente não é?
    Adoro estas comidas caseiras, fiquei lembrando das cabeças de alface que colhíamos do quintal, combina bem com estas delicias, deu água na boca...rsrsrs
    As roupas de calor é o ano todo por aqui, eu só não consigo usar aqueles shorts tão curtinho como a moça lá da foto, não combina com minha pessoa,
    Obrigada querida pela linda visita. Beijos,

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    1. Oi Verinha!
      Agora fiquei interessada no palmito fabricado aí na ilha... com menos acidez que o vinagre, poderia degustar quantidade maior.
      Deve ser interessante todo o processo de fabricação...
      Quanto à alface, agora já fica muito frio para saladas, então eu troco pela chicória refogada (couve não me faz muito bem).
      Em relação aos shorts, eu nunca usei, pois a parte do meu corpo que menos gosto, desde a puberdade, é a parte detrás das coxas (até mesmo de outras mulheres), mania estranha...
      Amei a visita,
      beijões.

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  10. Minha querida que bom deve ser todos esses seus cozinhados, eu também cozinho, e até meu marido muitas vezes faz o jantar nada de complicado estufados ligeiros, nós almoçamos sempre em restaurante perto dos locais de trabalho, eu pelo menos sempre comida ligeira.

    Deixo igualmente aqui a resposta que ficou no meu blog
    1 beijinho

    Querida Cristina
    Estou bem sim obrigado, e você tudo bem?
    Mesmo pelas distancias vai haver sempre algo que nos une a mesma língua com as suas noances diferentes.

    Na próxima postagem vou colocar o mais interessante da arquitectura da Vila com muito característica desta área do centro do País.

    Deixo também um abraço reforçado com 1 beijo

    Lídia

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  11. Oi Lídia! Eu também estou ótima...

    Sorte, seu marido também cozinhar, o meu frita ovos! Nós moramos perto do trabalho (no mesmo bairro) e sempre almoçamos em casa (com exceção do filho, que recebe marmita pela empresa).
    Estou curiosa pelas fotos deste vilarejo, que deve ser recheado de cultura e história.

    Outros beijos e abraços.

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  12. Ai, ai, essas suas comidinhas têm uma cara tão boa! E acho que você é daquelas que têm gosto pela coisa!

    Bj

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  13. Olá, querida Pragmática!

    Realmente eu gosto de cozinhar (e se não gostasse, teria que fazê-lo da mesma forma) todavia prefiro pratos rápidos, daqueles que não sujam tanta louça durante a confecção.
    Esta história de seguir receita rigorosamente não é meu forte, faço adaptações, substituições, sempre procurando incorporar alimentos mais saudáveis. Fritura é algo raro em minha cozinha.

    Outro grande beijo para ti.

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