13.7.13

Brazilzão

As manifestações brasileiras já se arrefeceram? Não creio... estão sendo ruminadas numa cavidade estomacal e posteriormente serão regurgitadas.
Aquelas últimas, encabeçadas por sindicatos e outros, interrompendo estradas, não considero espontâneas. Onde fica o direito democrático ao trânsito? 
Nossos persistentes contrastes sociais ainda são terríveis, principalmente nos rincões e periferia de grandes cidades. 
Tivemos conquistas: muitos galgaram a classe média, com a transformação do país numa potência econômica mundial.
O avanço econômico deve agora atrelar-se à qualidade da educação e saúde. A segurança deve ser prioridade absoluta, principalmente nos grandes centros urbanos.
O ex presidente e a presidente atual sofreram de câncer e tiveram acesso aos melhores tratamentos médicos (particulares); e a população carente? 
As avaliações internacionais que medem o nível dos estudantes, demonstram que  governo,  sociedade,  profissionais de educação e classe estudantil necessitam urgentemente de mudança na mentalidade.
A TV deveria ser melhor aproveitada para campanhas conscientizadoras na área de segurança, educação e saúde, e também para levar educação de qualidade a todos os brasileiros, principalmente no horário nobre.
Há um trabalho ínfimo neste sentido, lembrando que rádio e TV são concessões estatais. Os canais de TV apresentam o extremo da violência, o extremo do fundamentalismo religioso, o extremo do consumismo, o extremo em programações e shows musicais de má qualidade (que deseducam).
Me gela o estômago, pensar que meus aluninhos estão de férias, expostos a todo este lixo, e não há controle governamental - não digo censura, digo qualidade artística e afins.
O custo de vida brasileiro também está desmedido, o que potencializa  o incentivo ao endividamento - até um par de tênis se compra à prestações, com altas taxas de juros.
Não há campanhas governamentais incentivando a poupança, tudo gira em prol do "aquecimento do mercado", e o povo que se endivide.
Em minha região, os imóveis adquiriram valores elevadíssimos nos últimos cinco anos, chegando a quadruplicar - um terreno de R$20.000,00 simplesmente voou para R$80.000,00.
Os preços dos produtos alimentícios industrializados, de higiene, limpeza,  perfumaria  e remédios assustam. Ainda salva-se os produtos de feira livre. 
Nossos alimentos industrializados são exacerbados em sal, açúcar, gordura, química (corantes, realçadores de sabor, etc. ), e os órgãos públicos pouco interferem, pois diminuiria-se o prazo de validade dos mesmos, prejudicando os fabricantes.
O excesso de embalagens com intuito propagandista, e sua inadequação, com letras minúsculas e excesso de informações, faz com que o consumidor desista de estudar os rótulos e embalagens.
A prestação de serviços também é demasiado elevada. Pedreiros e afins, por exemplo, estão nos transformando pouco a pouco em "Europeus" - no clássico estilo "faça você mesmo", começando-se pela faxina e cuidados pessoais.
A falta de segurança (principalmente nos grandes centros), é ampliada pelo autoritarismo, bairrismo e despreparo policial, fazendo com que apenas seus "protegidos" recebam atendimento vip. 
Na minha região, eles gostam de aplicar multas de trânsito, mas se o bandido está à esquerda, correm para a direita - salvo exceções. 
Nos poucos casos de invasão a domicílio com reféns, eles deixaram os assaltantes (que vêm da região de Campinas) fugirem. Se solicitamos uma viatura, eles sugerem o vigilante particular do bairro.
Os gastos com obras faraônicas desnecessárias, sugam o dinheiro pago em inúmeros impostos, facilitam os desvios e não levam retorno à população pagante. 
Outro ponto preocupante, já citado, e visível em inúmeros canais de TV (sem nenhum controle governamental), é o fundamentalismo religioso que assombra a vida do cidadão. 
Eu mesma, sou obrigada a lecionar religião numa escola pública "laica"  (ao menos, ainda tenho uma abertura pedagógica, e faço uso de meu discernimento).
Estas aberrações, assim como a tal lei "Cura gay", são lideradas pelas bancadas religiosas presentes no Congresso Nacional, que a cada período eleitoral aumentam, alavancadas por programas de TV.
O fundamental de toda esta miscelânea, é que o país está ficando politizado, antenado nas questões públicas, acorda para os atos de nossos políticos. Este é um caminha sem volta (espero).

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