5.8.13

Gravidez da adolescência

Imagem Google
Não são apenas as fêmeas humanas que engravidam "antes da hora". E esta circunstância é penosa para qualquer espécie animal.

Passei o final de semana na serra da família e constatei um caso que deixou a mim e ao Par preocupados.
Na madrugada, uma vaca com "voz" muito jovem, não parava de berrar. E parece que berrava doído... até o priminho de seis anos acordou, incomodado.
Ao voltar com o Par, da caminhada matinal, descemos pelo pasto e logo vi uma "garotinha" ainda com parte da placenta dependurada. Havia parido aquela noite.
O bezerrinho, todo ruivo, também ainda tinha um longo cordão umbilical ensanguentado. Não passava de uma novilhazinha miúda e já se tornara mãe!
O Par inqueriu um dos primos, que explicou a história: certa vez, ela arrombou a cerca e misturou-se com as vacas "solteiras". Foi onde pegou cria de um imenso touro Gir.
A prenhez seguiu até o fim, apesar de seu pequeno porte físico, o que deve ter sido muito sofrido durante o parto.
Agora o bebê também sofrerá. Nestes casos, o leite é pouco (quando desce) e ela ainda não tem "maturidade" para cuidar do filho.
Observando-a mais tarde, vimos que estava lá no alto do pasto, e o bebê entre outras vacas, que o lambiam de vez em quando.
O primo disse que devido a esta precocidade, ela nunca será uma excelente vaca leiteira: para as crias futuras, também haverá carestia de leite.
Provavelmente o bezerrinho tenha que ser alimentado à mamadeira ou adotado por outra vaca, e talvez futuramente ela tenha que ser enviada ao abate, por produzir leite insuficiente...
A natureza pode apresentar-se implacável.
E há outras situações, em que o instinto de proteção aflora tão fortemente na mãe, que ela amoita o bezerro.
Ao menor sinal de perigo, ela emite um som diferente do berro, e o bebê:  ZUPT! Se alonga no capinzal.
Houve um caso lá na serra, em que o retireiro mudou as vacas de pasto, sem prestar atenção a este fato. O bezerrinho ficou dois dias amoitadinho, enquanto a mãe berrava do outro lado da cerca. Foi difícil encontrá-lo.
Também há alguns casos em que a mãe se esquece do filhote escondido, e aparta-se com o rebanho. Os urubus acabam denunciando (tardiamente) seu paradeiro, morto de fome, sede e insolação.

2 comentários:

  1. É mesmo, Cristina, a natureza pode ser implacável!
    Beijinho

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  2. Oi Marina!
    Adoro observar os comportamentos dos animais, nós reclamamos tão sem motivo...

    Outro beijo prá ti.

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