5.10.13

Comportamento

Nesta semana, por ter debatido o conteúdo deste livro com as crianças, passei a observar mais amiúde o comportamento masculino e feminino.
Na escola onde trabalho, 90% dos funcionários são mulheres (cerca de 40). Na oficina, é o contrário, não apenas em funcionários, mas também em clientes.
Os cumprimentos masculinos requerem um aperto de mão, e às vezes, um tapa nas costas.
Quando não se conhecem, se cumprimentam como se fossem amigos de útero.
 E quando são íntimos ou jovens, se tratam assim:
_  E aí, manguaça, cê tá bão? Continua corno?
_ Tô na paz, seu elefante (se o outro é gordo), só na vagabundice, hein?
Os adjetivos são inúmeros, mas ninguém concebe como bullying, é uma estranha troca de "elogios".
Quando o outro sai, aquele que fica diz:
_ Este cara é gente fina: trabalhador, amigão, deixa de beber uma para pagar prá gente, que beleza o carro dele (enchendo de elogios verdadeiros, o outro que se  foi).
Depois fala que está mal nos negócios, que o time perdeu, convida o fulano para tomar uma "loira" em determinado boteco, gosta das rodas do carro tão impecáveis quanto a mulher gosta das unhas. 
Quando vou fazer ordem de serviço e peço o nome completo, o homem diz para colocar o apelido na frente (elefante , vermelho, gordo, falta peça, malinha, etc), na maior naturalidade (E orgulho?).  
O homem, não via o outro a décadas, e mesmo assim, se falam como se fosse ontem.
Mulher é diferente, fala de compras, visual, religião, do orçamento apertado, nunca combina serviço ou compra algo sem saber o preço com exatidão. 
Faz questão de dez centavos de troco ou de desconto. Repete a mesma fala em minúcias. Não resiste a doces.
Se fica um ano sem ver a outra, é suficiente para fingir que não a conhece mais.
É educada, politicamente correta, vem logo beijando: na ficção,  porque apenas roça a bochecha. Chama de querida, de flor, amorzinha (afeminaram o amor), diz que está linda.
Mal a outra vira as costas e comenta sobre as olheiras, a roupa brega, a cor esquisita de esmalte. Bem ao contrário do homem!
Estereótipos! Será que  é assim mesmo?

O livro no Youtube, em forma de teatro:  daqui   

6 comentários:

  1. Uma abordagem interessante com estes comportamentos, que bem de diferenciam mesmo. Há nos homens uma certa cumplicidade.
    Um bom domingo amiga.
    Meu terno abraço de paz e luz.

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    1. Então, Toninho, se a mulherada resolve usar a "sinceridade" masculina, haje peruca para cobrir as carecas... devido aos puxões de cabelo.

      Abraços serenos também a ti.

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  2. Oi Cristina!
    Interessante... muito interessante!
    Você sabe se existe E-book com esse título? Se houver, vc faria uma resenha para o E-Library, e me remete por e-mail?
    No blog tem meu e-mail (http://thebookishere.blogspot.com.br/).

    Abração
    Jan

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    1. Olá, Jan!
      É um livro infantil que li para as crianças na aula de ensino religioso; trabalhei o auto conhecimento, o respeito ao outro.
      A autora fala de uma forma bem humorada, basicamente sobre as características masculinas e femininas (infantis).
      A criançada adorou prestar atenção às características individuais, o que reflete na coesão do grupo.
      Há muita coisinha legal na net sobre o livrinho, inclusive estou colocando o link dum teatrinho no rodapé do post.

      Abraços.

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  3. Oi Cristina!
    Vi o teatrinho e gostei...
    Tanto o teatrinho, quanto a resenha, são marketing para a venda do livro.
    Assim seria no E-Library, se houvesse alguma versão online,,, mas infelizmente não há e fica o dito por não dito ;-)
    De qquer forma, obrigada!

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    1. Ótima tarde, Jan!
      Realmente os livros infantis são mais escassos em E-books; também, né... a turminha gosta de cheirar, tocar as imagens, folhear ao máximo!
      Os livros infantis, além de ferramenta de trabalho, são minha paixão: compro sempre que posso, dou de presente, faço trocas. Tenho que ler vários para selecionar aqueles que melhor se adequem às minhas aulas. É uma das partes do dia mais apreciada pela turminha.

      Abraço procê.

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