17.10.13

Indígenas






Consta do programa "Ler e Escrever", trabalharmos com o 1º ano, nossos queridos indígenas brasileiros.
Numa análise de textos e imagens de diversas etnias, vamos debatendo temas que os miúdos adoram.
A pintura no corpo de criancinhas Kaiapós, adereços e raspagem dos cabelos impressionaram mais que a falta de roupas.
As malocas do povo Waurá, são casas grandes contendo várias famílias. As ocas são menores, todas feitas de palha como na história dos três porquinhos, circundando um imenso terreiro...
Há salas de aula Guaranis parecidíssimas com as nossas, e outras do povo Xavante, com palha e chão batido. Os professores são índios ou não índios.
A pintura no rosto, com pasta de jambolão e um graveto fino, parece furar a pele do menino.
As mulheres Yanomamis, nuas, preparam mandioca na maloca com centro aberto, tipo campo de futebol.
Com zarabatana, o índio caça aves para comer; não há açougue na aldeia. Necessita conhecer seu ambiente a fundo e acompanhar o que cada estação fornece.
Na roça, há divisão de trabalho: homens preparam a terra; mulheres plantam, cuidam e colhem. Sem creche, amarram em si seus bebês.
A mandioca é o pão indígena (principal carboidrato), eles não têm padaria. Plantam diversos produtos e criam animais. Complementam a dieta com coleta na floresta.
Caça é atividade masculina, mas a pesca pode ser feita por toda a família, numa grande festa. Defumam o peixe, por não haver geladeira.
O pilão é o liquidificador indígena, e a criançada ajuda a manuseá-lo, assim como noutras tarefas cotidianas.
Os rituais, alguns incompreensíveis para nós, são fundamentais para a união tribal e marcação das fases da vida humana. Reforçam os valores e as formas de agir esperadas socialmente.
As ferramentas de caça, pesca e utensílios domésticos, têm um caráter estético que diferencia cada etnia. As cestas que as Yanomamis trançam para a colheita e coleta trazem seu traço cultural.
Os mitos e lendas, repassados oralmente, explicam o mundo físico e espiritual: para os Kamaiurás, o nosso Adão se chamava Mavutsinim.
Na lenda do guaraná, o fruto é o olho do indiozinho Aguiry, da tribo Satere-Maué, que foi atacado pelo demônio Jurupari.
Trabalhamos também os índios urbanos, semiurbanos e sua complicada relação com os não índios.
As crianças ficam maravilhadas, e aprendem ludicamente ao discutir a temática indígena, que remete ao próprio Brasil.

Fonte da imagem:olhe

4 comentários:

  1. E como elas gostam desse aprendizado. Tanto há pra mostrar, pra trabalhar nesse tema com elas. É rico! beijos,chica

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    1. Olá, Chiquinha!
      As crianças são apaixonadas por quase tudo que se relaciona aos indígenas, são não gostam muito que eles se tornem urbanos...

      Outros beijinhos.

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  2. Muito bem, Cristina, são de professores assim como você que este país precisa!
    Quando abrimos as mentes deles para aprofundar no conhecimento maior, não só mostrar o indiozinho vestido de cocar e semi nu, mas suas raízes, seus costumes, sua influência em nosso mundo.
    Eles devem ter ficado mesmo deslumbrados, imagino os olhinhos deles.

    Amiga, fiz um post último que espero seu comentário, como professora, o assunto é de seu interesse e tem um vídeo que você precisa ver urgente. Te espero lá.
    beijinhos cariocas

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    1. Oi, Betinha!
      Ultimamente os professores se aprimoraram, é uma exigência do MEC e um direito de aprendizagem das crianças.
      Vou já te visitar!

      Outros beijos a ti.

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