18.12.13

Brasil + Croácia



Este texto em itálico é da Marília, deste blog aqui .
É comum, expatriados falarem do Brasil, após aqui passarem as férias: ou falam demasiadamente bem, ou apenas apontam inúmeros e generalizados defeitos, como se nunca tivessem contribuído para este "lixo" que afirmam. 
Esta visão maniqueísta, do "8 ou 80", acaba ferindo o brio de muitos de nós que estamos aqui dentro dando o sangue, fazendo a nossa parte, por menor que seja, em prol do nosso País.  
Marília usou de uma enorme sensibilidade, apontando nossos pontos fracos, sem contudo ser indelicada. Soube medir os elogios pragmaticamente e apontar questões-chave, sem colocar juízo de valor.  
Olha, pessoas como a Marília me fazem ter vontade de arregaçar as mangas, assumir a sala de aula com todo afinco, e fazer dos meus miúdos, os melhores brasileiros do mundo.
Seu texto é todo esperança... avante Brasil adolescente! E vamos pintar este paraíso com as cores que ele merece.

"Falar do Brasil é difícil, pois temos diferentes Brasis e cada pessoa tem a sua visão, mas mesmo assim ouso escrever o que penso.
O meu Brasil é um país de terras continentais, de uma diversidade imensa que existe em poucos lugares. É um local que abriga europeus, africanos, asiáticos e gente do resto do mundo, mas rejeita os donos daqui, os indígenas. O meu povo é aguerrido, irreverente, mas muitas vezes acaba usando isso contra si. O jeitinho brasileiro acaba atrasando o país ao invés de fazermos uma nação melhor para nós mesmos, com educação, segurança e um sistema de saúde de qualidade. A terra em que tudo dá, infelizmente acaba sendo mal usada e distribuída, e o desperdício de comida é tamanho que temos gente ainda passando fome.
Não existe povo como o brasileiro, alegre, criativo, musical, dançante. Chegar em casa é sempre um alívio, é como se me sentisse abraçada por esta terra e gente. Me pego perguntando por quê o meu país é o inferno e céu para si mesmo? Mas ainda não tenho resposta."

Imagem: daqui

4 comentários:

  1. Ola.

    Penso que essa Marilia é um pouco como eu. Temos em comum esse equilibrio entre o gostar dos nossos paises mas quando é preciso apontarmos o que esta mal. Penso que isso contribui mais para o desenvolvimento dos paises aos quais pertencemos, do que um amor cego que esconde os defeitos.

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  2. Então, Bruno, o apontar sem criticar, sem grosserias, sem colocar os conterrâneos para baixo é que faz a diferença.
    Nós estamos aqui remando contra a maré, tentando evoluir neste Brasil com pouca idade, e precisamos de incentivos, de ânimo.
    Quando um brasileiro que está aí fora chuta a nossa lata de lixo e se vai, sem arrumar, ficamos tristes e bravos.
    A Marília soube temperar seu texto como ninguém. Mostrou que nem tudo está perdido.
    Que seria de mim, que trabalho com crianças, se perdesse a esperança neste gigante? Como lhes transmitiria garra?
    Gosto muito do seu trabalho justamente por isso: você também faz a sua parte, não apenas em prol do seu belo Portugal, contudo em prol da vida digna.

    Até a próxima prosa!

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  3. Cristina,
    fico contente que tenhas gostado do texto e o tenhas publicado aqui!
    Obrigada,
    abs,
    Marília

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  4. Oi, Marília! Que bom ter me visitado!
    A tempos eu estava procurando um texto assim, ponderado, leve e que realmente retratasse o Brasil.
    Eu tenho tantos planos para este País, tantos sonhos de que possamos evoluir em uma ou duas décadas...
    A saúde e educação estão infinitamente melhores do que em minha infância. Minha mãe frequentou escola por três anos apenas, era comum na época dela.
    A criminalidade é que está ficando totalmente fora do controle, principalmente nas grandes metrópoles, e necessita de múltiplas ações, com urgência.

    Grata pela visita, abração.

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