14.12.13

Papai Noel existe?


Imagem: A rena de Papai Noel na Lapônia – Pai Natal dando comida para a sua rena

Todo ano nesta época, as crianças de sete anos iniciam discussões acirradas, com o Papai Noel na berlinda. Claro que sou envolvida o tempo todo, contudo devolvo as perguntas e deixo que elas próprias se decidam.
Há aquelas crianças que tentam provar exaustivamente a existência do bom Velhinho, outras que reafirmam com veemência ser um personagem, e há aquelas que ficam em sima do muro: querendo que ele exista, porém sabendo que é fantasia. 
Neste ano tive até mesmo criança afirmando que o arquétipo do natal consumista é apenas alguém que ganha dinheiro para tal trabalho! Depravação total da magia.
Nesta faixa etária, eles estão em transição entre a fase da função semiótica (as brincadeiras de faz de conta) e a incursão no mundo real, do raciocínio lógico-matemático mais abstrato. O professor deve estipular um meio-termo entre deixá-los  no jogo simbólico e trazê-los para a realidade.
Quando a situação "ferve", levo o assunto para a questão do nascimento de Jesus Cristo, o aniversariante e verdadeiro motivo da existência de tal data, todavia eles sempre retomam Papai Noel x presentes; muitos presentes.

Imagem:  daqui

12 comentários:

  1. Acredito que enquanto der, a criança deve permanecer com a magioa do Papai Noel, não precisando ser pra pedir coisas grandes e caras, mas pra não perder o encnatamento.Até eu, ainda hoje me emociono ao ver ALGUNS Noéis... Nem todos ,pois tem de tudo, já vi um que puxei meus netos e disse pra nem passar por perto dele. O motivo? melhor nem falar aqui,sr...beijos,com o coração disparado pois faltam poucas horas pra ver o filhão chegar!! chica

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    1. Então, Chiquinha, fico na minha, apenas espreitando os debates ferrenhos.
      Fato é que o comércio sobrepõe a magia na maioria dos casos, contudo aqui no interior ainda há Noéis altruístas, que doam bugigangas e balinhas, apenas pelo prazer de ver olhinhos saltitantes.
      Magia mesmo está nesta bela sua espera. A ansiedade deles provavelmente é a mesma!

      Grande beijo pra toda a família retornante.

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  2. Oi!
    Na Noruega o foco no Natal significando o nascimento de Cristo é deixado bem de lado. Há muitos debates no momento sobre a atitude consumista que parece ter tomado conta do Natal. Eu fico sempre chocada com a quantidade de presentes que se dá e se recebe, na sua maioria coisinhas que a gente nem precisa. Um abraço!

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    1. Olá, Raquel!
      Infelizmente aqui é bem parecido... eu apenas presenteio em casos imprescindíveis, dando ênfase a livros, artesanato em crochê (que faço ao longo do ano), dinheiro em alguns casos íntimos e chocolates (nada caro).
      As crianças já sabem que de suas professoras apenas receberão algo do gênero (livro e guloseima).
      Dos familiares, elas recebem quadriciclos que ocupam mais espaço que suas camas, tablets comprados à prestações (a perder de vista) e muita coisa que irá acumular lixo em poucos meses.

      Abraços prá ti e ao Morten.

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  3. É minha amiga, dificil mudar este rumo.
    As crianças são envolvidas neste clima de presentes e não tem nada que as desviem do pé da arvore. Eu vivi este sonho e sei como é angustiante a chegada da manhã do dia 25.
    Carinhoso abraço amiga e bom fim de semana com toda paz e muita luz em seus dias.
    Bjo.

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    1. É bem verdade, Tonin. Na roça, nós esperávamos um brinquedinho mínimo (que nem sempre vinha) e aquele imprescindível guaraná caçulinha, que deixávamos resfriando dentro do "corguin" até após o almoço.
      O Pai fazia um furinho mínimo com um prego. Ficávamos horas retirando quase aos pingos, para durar bastante.
      O bom mesmo era quando íamos ao sítio da outra avó, aquela "gentarada" reunida em volta de um franguinho caipira com macarronada!

      Outro abraço a ti, e um domingo de serenidade.

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  4. São os valores que veêm no seio familiar onde o Pai Natal chega a ter uma posição/presença mais relevante que o próprio Menino Jesus. No “meu tempo”, dominava o Menino Jesus e ainda hoje me lembro dele quando o esperava na manhã do dia de Natal.

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    1. Olá, Catarina, bom te "ver"!
      Quando eu era criança, era comum as famílias fazerem uma oração no almoço de natal, não havia ceia noturna na véspera.
      Atualmente nos reunimos à véspera e rezamos em memória daquela época tão mais profunda e significativa.

      Um abraço da parte sul.

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  5. Oiiiii Cristina:) Todo o pai e mãe passa com seus filhotes por essa transição com eles, não é fácil...importa mantê-los ligados ao essencial.
    Cá em casa este vai ser um Natal marcante, porque marca o inicio de uma nova fase: Vamos ser só nós os quatro...a hipócrisia fica à porta e não tem assento na nossa mesa de Natal...já o Pai Natal...se quiser entrar será sempre bemvindo e convidado a jantar connosco:)))))

    Um Natal Feliz minha querida:) jinhoooossss Portugas:)

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  6. Oi, Gê! Adoro sua visita!
    Eu, na condição de profissional, não posso tomar partido a favor ou contra a existência do bom velhinho, pois há famílias que não aceitam o Papai Noel por motivos religiosos...
    Eu também só passo a noite com familiares maternos (tenho tias legais à beça), durante o almoço prefiro ficar em casa, sem visitas.
    O Papai Noel não vem aqui a muito tempo, pois o "Fiotão" desanimou logo dele. Acho injusto que "venha" só para mim.
    Quanto a você, logo a S estará trazendo um namoradinho para cear com a família!

    Beijinhos para ti, S e s; e que as festas lhe sejam de paz!

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  7. Presentes é o que todos nós queremos,não é verdade?! Costuma-se dizer que o natal pertence às crianças e não deixa de ser verdade. Afinal quando somos crescidos,já poucas são as pessoas que nos dão prendas. Vejamos o meu caso que nos meus seis e sete anos recebia muito dinheiro e imensas prendas dados por praticamente toda a minha familia e amigos. Agora tenho 27anos e é muito raro alguem me comprar alguma coisa,apenas tenho uma pessoa da familia a comprar e tenho a minha familia da holanda que me dá sempre dinheiro quando cá vem. De resto,tudo é para esquecer. Beijinhos fofinhos e até breve!!

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    1. Oi, Jô!
      Sempre recebo lembrancinhas de alguns de meus alunos (uma minoria) e gosto muito. O gesto lembrar-se do outro é até melhor que o presente em si.
      Tenho saudades da época em que era intensa a troca de cartões de natal, e até mesmo cartões postais quando viajávamos.
      Tenho um cartão postal de Fortaleza que recebi de um aluninho em 1993... guardo com carinho.
      Por aqui, esta tradição está se perdendo.

      Outros beijitos.

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