30.1.13

Correios

"Fiotão" comentou, interessado, que a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) completara 350 anos de Brasil.
Perguntei se faz ideia de como angariávamos cartas (e documentos oficiais) lá na roça, no município de "Águas da Prata", onde vivi até os treze anos. Não fazia.
Obviamente, a maioria era entregue em mãos, por familiares ou conhecidos que intercambiavam. Quando em local mais próximo, bilhetinhos iam e vinham; se a distância aumentava, eram as sonhadas cartinhas.
E as cartas que vinham via correio? Bem, ou eram endereçadas a um parente na cidade, e ficavam aguardando o proprietário, ou...
Havia um meio muito eficaz para se obter uma carta de qualquer local do mundo, ou de uma fazenda em outro município.
Eram os latões de leite! Sim, leiteiros cruzavam cada propriedade, dia após dia, transportando com o leite, pessoas e cartas.
No caminho da escola, quando eu estava no primeiro ano, ia com a prima Ana (terrível), e passávamos pelas fazendas do Tio Antenor e do Rodolfo (pai do Dorival e Arnaldo -solteirões).
Os latões cheios de leite sempre já haviam sido coletados pelo caminhão, e os vazios e limpos ficavam depositados sobre um tablado próprio, aguardando serem  recolhidos para a cocheira.
Corríamos espreitar os latões `a beirinha do  caminho, abrindo a pesada tampa, para sondar as misteriosas cartas. 
Jamais encontramos nenhuma. Sabíamos que era proibido violá-las, por isso a curiosidade aumentava. Ai, que vontade de tocar este objeto cismático!
Eu seguia imaginando como eram colocadas nos latões corretos, antes de sair do laticínio... Quem organizava? Nunca atinei para o fato de que este trabalho pudesse ser realizado ainda no dia anterior.
Sonhei tanto, campeei tanto, nunca vi e muito menos recebi carta via latão... Guardo até hoje esta frustração.
A tempos fizemos um serviço de jateamento e pintura "cobre" nuns latões para um administrador de fazenda. Ele me deixou um latão de presente, está aqui no quintal e me mata a saudade das cartas que jamais recebi por este veículo tão ádvena.
Quando vou dormir na serra, fico lendo as cartas antigas pertencentes aos familiares: Os bilhetinhos entre amigas, cartinhas de antigos namorados das Tias, preocupações com entes queridos; me perco em histórias. 
     
fonte das imagens: http://leiriarteefesta.blogspot.com.br/

29.1.13

Um dia de férias!

Acordei costumeiramente às cinco, não mudo o cotidiano durante as férias. Esposo fez aquele café cheiroso enquanto eu arrumava a cama. Não pudemos beber - jejum para exames de rotina.
Para ele: Triglicerídios, colesterol e glicemia (daquele detalhado). Para mim, somente os dois primeiros. Fico "nos 80" em triglicerídios, todavia o colesterol estava "raspando", no ano passado. 
Fui à feira seis horas. Um verdadeiro breu devido ao horário de verão, nem enxergava as moedas; as abobrinhas pareciam brancas. A barraca do queijo "Minas" e das mangas baratas nem tinham sido montadas.
Me desloquei ao laboratório com a moto, peguei duas senhas; Esposo passou serviço aos funcionários e logo apareceu. Em 45 minutos eu tomava um golinho de café sem açúcar (lá mesmo).
Nos apartamos, fui à Diretoria de Ensino pedir "Certidão de Tempo de Serviço" - me mandaram a uma escola aqui perto, pois a que trabalhei (aqui na rua), agora é da Prefeitura.
Minha ex colega trabalha nesta escola (Loide - lindo nome). Aguardei-a até às nove, fiz uma solicitação de punho, protocolei. Levará vários meses, até ano, sendo que na Prefeitura (o meu outro cargo) saiu em dez dias!
Não faz mal, ainda não há tempo para me aposentar mesmo! Imagine quem deixa para última hora?
Ao sair, vi faxineiras da escola alvoroçadas. Um vizinho acabara de se suicidar com uma faca, dentro de casa. Havia quatro veículos oficiais nas imediações.  
Cheguei à oficina, muito serviço. Logo que deu uma brecha, voltei à feira na esquina, peguei o queijo e seis mangonas (enormes) por R$2,00. Darão sucos deliciosos. 
Subi para fazer um arroz fresquinho. Esposo sempre "bebe" a refeição e desce para que os funcionários saiam pros almoços deles. Tive uma saudade da Laura! Aquela do livro num post abaixo (Laura Ingalls Wilder). 
Peguei um livro dela e fui para o sofá (deveria estar ajudando o esposo). Adormeci uns vinte minutos após reler todo o capítulo de seu casamento. Acordei com um funcionário estacionando a moto barulhenta.
Treze horas! Desci voando e ninguém percebeu meu arroubo. A tarde transcorreu normalmente, com trabalho braçal em meio aos meninos do setor de pintura.
A vantagem do serviço braçal é que trabalha-se sonhando acordada. À tardinha, uma de minhas chefes ligou para passar o horário de sexta-feira: 7 h 30 às 11 h 30.
Eba! Melhor que o habitual (a partir de segunda), de 7 h às 12 h, já com os novos aluninhos. E assim vão-se as férias!
Uma "escola" no Nepal
Fonte: http://terraimunda.blogspot.com.br

28.1.13

Tragédia em Santa Maria

É fatigante para qualquer indivíduo alcançar as palavras que possam descrever tal horror, todavia nos solidarizarmos é uma necessidade da alma.
Trabalho com os filhos de outrem e tenho consciência de estar em desvelo com seus tesouros mais preciosos.
E sendo mãe, consigo apenas teorizar a angústia dilacerante destes tantos familiares.
Investimos todo nosso ser, nosso cotidiano e nosso amor em prol da vida que geramos.
Telefones celulares unidos aos corpos de seus proprietários, clamando em vão...
Consternação e comoção  inundam esta segunda-feira de  viscerais despedidas.
Jovens tão lindos, saudáveis, bem cuidados, adorados, estudantes (e trabalhadores). 
Restará então, um espaço vago aqui embaixo referente a cada luz que emigrou pro alto... 
Fonte: http://vidaemorbita.blogspot.com.br

26.1.13

Blanche - XI

*  Aqui  terá o conto completo!

Sexta-feira: Após as tarefas, a tarde reserva-se à exploração do suspeito “pedregal da suçuarana”.
A quase um ano, Blanche investigou o sítio arqueológico, onde os indígenas faziam cerimoniais, antes da criação daquela reserva, lá atrás da cadeia montanhosa. 
Numa gruta, ela localizou material lítico intrigante, que deseja compartilhar com Nick. Sua avó sempre lhe alertou, num tom cortante, sobre estes locais sagrados e os possíveis espíritos viventes ali. 
Sol a pino, saem montados "a pelo" na parelha de cavalos. A subida é vertiginosa! Há pedras soltas nesta estação seca.
Seguindo a íngreme e profunda trilha dos caprinos, cruzam por dentro do regato, dão de beber aos animais e nesta última curvinha, contornam o declivoso pedregal. 
Deixam os cavalos presos na frondosa e azulada figueira, seguem a pé por entre as pedras. Do lado oposto, rumo à floresta (e reserva), a misteriosa gruta se entorta,  contorcendo um sobreposto de três pedras que rolaram a muito tempo. 
Nick, ofegante, sonda de longe a entrada: Numa mureta escavada, há cabaças recortadas na horizontal, desde as bem miúdas até o tamanho de uma baciinha de banho, e também em formato de garrafas, trinchadas apenas no início do gargalo. 
Espia mais adiante, sempre na lateral, um copo ricamente entalhado em madeira, várias facas de pedra lascada, cordas trançadas em diversas espessuras, tecidos rústicos, capim seco formando um ninho imenso. 
Pedem autorização aos espíritos, abaixam-se e adentram aquele corredorzinho. Com pedras médias, foi construído um altar bem ao final. Blanche estremece no absoluto silêncio. 
Encontraram, espalhados por sobre o altar, assim como na ribalta, minúsculos ossos humanos. Um esqueleto incompleto.
Em local de destaque, numa bandeja de pedra, há um impressionante dildo em terracota, no tamanho natural. 
Os dois epifenômenos atraíram a dupla: Blanche está fascinada pelo bebê prematuro ou natimorto. Fora ele vítima de ritual macabro? Já chegara morto ao local, sendo implorada sua ressuscitação? Fora deixado vivo (e preso) numa possível permuta com os deuses? 
Muitos animais habitam esta colossal pedraria, e tocaram no corpinho, quando em decomposição. Não há como precisar a cena, apenas intuir, pelas pistas engastalhadas. 
Nick tateia suavemente o dildo com as extremidades digitais, intrigado: Nunca viu algo igual, tão perfeito, tão idêntico! Terá sido esculpido por um ancião? Por uma sacerdotisa? Por um especial?
Os homossexuais, na tribo, eram tidos como especiais – com poderes sacros. 
Qual a relação entre o bebê e o dildo de terracota? Seria um ritual de generatividade, onde a filha (ou esposa) de um chefe político ou religioso não engravidava?
Será que ela necessitava de um menino para a linhagem familiar e nasceu menina? Será que apenas imploravam chuva para a fertilidade da terra? Blanche e Nick nunca saberão.
Voltaram em silêncio, mas com a promessa de continuarem a investigação em tantos outros locais arqueológicos ricos, abandonados abruptamente na retirada da população indígena rumo a reserva.
Em casa, Blanche preparou um apimentado chibé como refeição, encorpado em carne seca desfiada, homenageando seus ancestrais. Arrematou o prato com o aluá de abacaxi e gengibre, que havia deixado fermentando a dias. Banquetearam-se.

25.1.13

Dicas de leitura

A Joana, do Blog "Boneca de Neve":  http://habitatpalavra.blogspot.com/ , recebeu (e me repassou - Grata pela lembrança, Joana!) um BC interessante:
- Partilhar pelo menos dois títulos de livros que lemos em 2012, e dois que estejam na lista de espera.

- Passar o desafio a 10 outros bloggers.




1- " A Massai Branca"  

Narra uma história real (e doida) de uma europeia que se apaixona por um guerreiro massai. Vale muito pelo choque cultural envolvido na trama (sem traçarmos juízo de valor), por apresentar um retrato da África, e pelo que resta de uma relação assim.
A narrativa mais chocante é quando o carro quebra no ermo com uma grávida ( o bebê morto a dias). No extremo desespero, ela senta-se, enfia as próprias mãos pela vagina e retira-o.
Para mais detalhes, fiz um post: Digite "Massai" em "Pesquisar".


2- "O Nome da Rosa"
Este é mais árduo, todavia narra os meandros da Igreja Católica na idade média. É interessante pelo cotidiano num monastério, pelo tratamento despendido à mulher, pelos dogmas e tabus. Uma história de detetives escrita por um italiano.
Se você tem o hábito de molhar o dedo indicador em saliva para folhear seu livro, receberá um choque!
Também há post:  Digite "O nome da Rosa" em "Pesquisar".




Quanto aos que quero (e necessito ler para me desengasgar) são os dois livros restantes da coleção "Laura Ingalls Wilder". 
Quem viu o seriado "Os Pioneiros", inspirados em todos estes livros?

Uma Pequena Cidade na Campina


    

Já li oito e restam estes:


"Uma pequena cidade na campina" narra o início de sua própria adolescência na cidade ainda germinando, na época da colonização do meio oeste americano (final do Sec IXX) - viveu lá até cinco anos após casada.    


O Longo Caminho de Casa    "O longo caminho de casa", foi quando Laura deslocou-se em carroça da cidade acima, para sua última morada, em seu sítio, local famoso, onde viveu mais de sessenta anos e escreveu a coleção de livros.
Também há um post sobre a Queridinha Laura: Digite "Laura" em "Pesquisar".




Pessoal: Esta caipira do interior está com V-E-R-G-O-N-H-A de elencar blogs. 
É delicioso participar, e de quebra, descobrimos novos títulos para 2013.

24.1.13

Blanche - X

*  Aqui  terá o conto completo!

Já estamos em meio à semana! Nick então confidencia a Blanche (e somente a ela), sua longínqua paixão secreta por Tom. Expõe sua felicidade resignada, visto que se encontra totalmente confortável naquela relação platônica. 
Expõe ainda a complexa amargura de Ariadne, a filha primanata de Willy, o cuidador de cavalos do  vilarejo, que logo se casará (forçosamente) com um desconhecido da cidade grande, amando a ele, Nick, desde que vivia em trançinhas.
Somente escaparia à sina, fugindo dali na surdina da madrugada, todavia para onde? Quem acolheria uma desgarrada (vista como desonrada)? O que seria feito dela numa terra androcêntrica?
Certa vez, uma menina púbere escapoliu por este motivo, para território indígena. Fora estuprada até a morte por índios adolescentes, que arremessaram suas vestes ensanguentadas em frente à igreja da vila, numa madrugada, como forma de troféu (são misóginos para com as brancas).
Os moradores locais acordaram com a gritaria bugre a galope. Tamanha barbárie em plenos idos de 1880...
O pai permutará Ariadne por três cavalos: Uma parelha e um montador. É hábito local estas práticas de dotes em forma de cabeças de animais. Quanto mais jovem e bonita, ou mais velho e deformado o candidato, mais animais.
A garota, com aquela resignação no olhar, é certa que necessita aceitar, pois estará contribuindo sobremaneira com a família, repondo parcialmente todo trabalho despendido em sua criação.
Fisicamente, Nick é baixo, loiro, olhos na cor mel aguado, penetrantes. Um pouco obeso para os padrões locais. Cabelo levemente esvoaçante, boca miúda e pálida, nariz delgado, com gestos brandos. Anda num leve chacoalhado. 
Ele reservou uma surpresa a Blanche: A avó lhe enviara por presente, um saquinho em tecido, todo com bordados geométricos, nos fios tingidos por ela em castanho, ocre e encarnado. 
A garota abre... Está apinhado com suas favoritas cerejas bravas secas, colhidas pelos irmãos às margens do suntuoso “Rio Orgástico” (pela tradução indígena). 
Sabor de aconchego! De infância ditosa... É a sensibilidade de Nick a lhe proporcionar tanto arrebatamento. Arregaça com os polegares a borda do saquinho e sorve lentamente o aroma concentrado. 
Os dois pés estão unidos por sobre a moitinha de capim, que macetou propositalmente, o corpo arcado para trás, cerra os olhos e ergue a prenda com ambas as mãos. Nick vê graça naquilo... 
Blanche arrasta-o pela mão direita, voando para o assoalho da varanda. Acomodados, vão degustando cada fruto, enquanto decifram esculturas de nuvens felpudas no horizonte leste. Os carocinhos chupados, ela amontoa num canto, sabe-se lá para que! 
Tudo é pacificação num deleitoso olhar sedentário. As casinhas do vilarejo, bem lá embaixo, estão mínimas no crepúsculo. As chaminés cuspindo branca fumaça, formam trilhas sinuosas a interligar-se no firmamento.
Então Nick retira do bolso, o último folhetim de Corda Bamba, e lê para Blanche, as quatro páginas com crônicas, notícias, reclames, e um misterioso conto, mostrando-lhe encantadoras figuras em preto e branco. 
O mais inacreditável para ela, que somente conhece uma mulher alfabetizada (Charlote), foi saber que justamente uma moça, escreve periodicamente os aguardados contos para o jornalzinho.

23.1.13

Blanche - IX

*  Aqui  terá o conto completo!

Domingo: Foi mesmo Nick quem elevou-se à Montanha dos Caprinos. Eric convalesce, todavia encontra-se bem. Teremos então, uma semana quase festeira, de criatividade e leveza.
Para tal, ele visitou os familiares da amiga. Rob e Erin enviaram conselhos, saudações, folhetins, sementes. Lastimam a distância da filha, conquanto regozijam-se por sua pluma sina. 
Nesta região, traz auspiciosidade doar sementes raras, principalmente aos mais íntimos, todavia muitas não germinam, ou quando nascem, não vingam nesta pedregosa, fresca e quase seca região, com botânica rica, porém peculiar. 
Uma deliciosa erva aromática, que Blanche necessita para os queijos, será semeada com préstimos, acompanhada de perto. Papai trouxe de sua última viagem à “Corda-Bamba”, comprada a um boticário! 
Nick é inquirido a repetir fidedignamente cada fonema, cada entonação de voz pronunciados na propriedade paterna dela, e a lhe descrever cada cena que presenciou. Ele se rende e narra... 
David, o irmão mais velho, com treze anos, continua resoluto auxiliando o ferreiro do Vilarejo. É empreendedor, astuto, ligeiro. Ainda em porte infantil, se faz homenzinho nas ações e atitudes. 
O Senhor Occan é deficiente físico: a perna esquerda improdutiva. Tão magro e tão loiro, faces róseas... Exímio em artes e ofícios: Domina a metalurgia, sapataria, atua como cabeleireiro e enfermeiro masculino. 
O irmãozinho Joe, com dez anos, frequentará a escola com os garotos maiores. Colabora sobremaneira nos afazeres rurais e já demonstra dons com trabalhos em madeira. Tão tímido e escafunchadinho. 
A avó Lisa, instrui Acte, de sete anos, nos esforços domésticos, e nos insólitos saberes indígenas, que anteriormente dirigiu `a Blanche: São os poderes das ervas, observações climáticas, culinária, a cultura tribal. 
Acte trajava uma veste indígena, pulseirinhas de terracota (especialidade da avó), colar de sementes. O cabelo trançado, foi preso num fitilho de crina de cavalo. E está banguelinha! 
Nick apenas omite sua percepção sobre Erin, que lhe importuna a tempos. A mesma aparenta a ele, não estar confortável naquela armadura de esposa prestimosa. Pode deter segredos presos com tramela em um espírito arredio.
Blanche nunca foi apegada a ela, que lhe era naturalmente arredia, e nem tanto ao atarefado pai, embora os respeite profundamente. A avó era seu carrapicho, com ela ocorriam os segredos, os socorros, a intimidade familiar em seu ápice.

Moden

Este aparelho essencial está definitivamente de mal comigo! E seus priminhos também...
Desde quarta à noite encontro-me outra vez instalada insularmente no leste paulista. Nada de conexão, em nenhum dos computadores.  
"Fiotão" acessa pela casa da namorada, e eu que não tenho muita amizade com TV, fiquei mais perdida que o lápis do Pablo (meu ex aluno).
Cansei de ligar, dia após dia, conversando meia hora com aquelas máquinas gélidas, até conseguir atendente humano (ou quase). 
Antigamente, os diversos graus de deficiência intelectual eram classificados por "Estúpido, Imbecil e Idiota", dependendo do QI.
Percorri os três níveis, porém hoje meu moden minúsculo e novinho foi trocado  (durou três semanas). 
E o roteador que comprei na mesma data? Inutilizado... Este é como o antigo - dois em um.
Estou de volta e com saudades! Bastante...
Fonte:  http://www.pontodll.com

15.1.13

Ablação do clitóris

Livro - Flor do Deserto
Fonte: http://www.submarino.com.br/produto/200481/livro-flor-do-deserto
Esta amputação injuriosa de parte da vulva, incluindo lábios vulgares, trata-se da exacerbação do androcentrismo. Há também os casos de clitóris minguados com ferro quente.
É a sujeição das mulheres em prol da ampliação do desejo sexual masculino, e sua "honra" como esposo.
O domínio sobre elas, através desta prática criminosa (e proibida), visa refrear o desejo sexual feminino, evitando que se tornem "fogosas".
As mães as levam para realizar a mutilação genital feminina para que fiquem puras, limpas, pois uma moça não infibulada não consegue marido.
A prática cruel consta do livro autobiográfico "Flor do Deserto" da modelo somali "Waris Dirie" (imagem cima).
A extirpação clitoriana recebe aval de mulheres influentes na comunidade, que amputam sem anestesia ou assepsia, usando uma lâmina de barbear, mediante pagamento.
As garotas não conseguem descrever a dor, passam mais de uma hora desmaiando e acordando, lavadas em sangue.
Ao costurar (inclusive com espinho de acácia, na África subsaariana), deixa-se uma abertura do tamanho da cabeça de um fósforo, tornando difícil urinar. Nos primeiros três meses, o ardor é medonho, evitam tomar água para conter a urina.
Quando menstruam, tudo fica empossado no canal vaginal, levando duas semanas a escorrer. As cólicas são hediondas devido aos espasmos corporais para tentar desobstruir a passagem.
É uma barbárie que mutila corpo e alma, inclusive de meninas pequenas, levando a infecções que chegam à morte.
Na noite de núpcias, o desconhecido marido corta novamente ou penetra-a à força, chegando o sangue a espirrar, sob gritos angustiantes.
No parto, ela deve ser reaberta a cortes. Se o bebê irrompe antes, a rasgadura pode atingir o ânus, e afetar o crânio ou coluna vertebral do recém-nascido pelo descomunal esforço.
A parteira deve coser novamente, deixando a mínima abertura, e assim sucessivamente a cada parto.

Menina de quatro anos é circuncidada em Sulaimaniyah, no Curdistão iraquiano, em abril de 2009 (Foto: AFP)
mutilação
Fonte da imagem:  http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/e-impossivel-descrever-dor-diz-modelo-sobre-circuncisao-feminina.html
Procurem por mais informações, ajudemo-nos nesta batalha contra o horror! 

Versão do livro em e-book (esta ainda não li - está em português de Portugal - que adoro):

14.1.13

Leitura Deleite - Blanche - VIII

*  Aqui  terá o conto completo!

Enfim, sábado! Peter iniciou seu declive pela penosa trilha “Deus me livre”, que plantou pedras soltas para ele. Resta a deleitosíssima solidão para Blanche.
Não forçará as expectativas; caso Eric não suba, é vez de Nick, o melhor amigo da garota. Ele é o único membro familiar alfabetizado, e lhe abre horizontes através de diálogos e leituras em voz alta.
No início da adolescência, permaneceu em internato, por um biênio, na cidade grande mais próxima, de nomenclatura indígena. Em tradução aproximada: “Corda-Bamba”.
O termo conflagrado é devido ao fato do antigo lugarejo ter recebido, como quem abre a fenda à Lúcifer, os primeiros povos brancos àquela região. Foi um início esmolambado. 
A cidade conta agora com quase 5.000 habitantes, possui uma tecnológica linha telegráfica, e reivindica uma ramificação da via férrea. Inúmeros povoamentos orbitam-na, invejosos. 
Nick obteve experiências e conhecimentos atípicos à sua limitada comuna, tornando-se um rapaz urbanoide, ícone entre seus pares. Um conselheiro e confidente, com força política. 
Adquiriu alguns livros, que conduz sob as axilas. Ao principiar uma leitura, logo um círculo é formado ao redor. Homens analfabetos correm a perplexidade ao longo da pele, tentando compreender a lógica daquele emaranhado de rabiscos. 
Somente ele conhece (parcialmente) o pesado segredo de Blanche e Eric. Assustou-se pela artimanha dela, utilizando Scott para pinguela nesta aproximação, e viu criança florindo de Eric... 
Então solicitou a ela, que em sinal de respeito, nada dissesse a seu adorado sobre a estrepitosa revelação. Nick é de uma imensa tolerância e generosidade para com a vida alheia. Digerirá aos poucos.
A basbaque paixão deste par faz-se transparente, contudo todos supõem ser dela pelo “Esposo” Scott, e dele por sua falecida Alexia, ainda a perdurar após tantos anos finada.
Alexia morreu de parto tão jovem, levando consigo a filhinha num diálogo sofrido; algo típico por aqui. Estão enterradas embaixo daquela amoreira de troncos contorcidos, na última curva da trilha. Era seu local de predileção.
Após longo e difícil trabalho de parto, a menina nasceu sem vida, era grande... a mãe então, sentindo uma enxurrada a transpassar-lhe, foi se esvaindo na hemorragia, até perder-se, para o desespero traumatizante da família e agregados.

13.1.13

Meu mundo

Eis a simplicidade e sossego do leste paulista! Mas até quando?

Esta obra é a casinha que Esposo comprou a sete anos (aqui do outro lado da rua). Foi uma luta convencê-lo a se predispor à reforma. Agora escolheu a estação chuvosa para iniciar.
Haverá um barracão, e à direita, uma garagem mais baixa com corredor (para a casinha de dois quartos - aos fundos).
Minha cachorrinha está enterrada lá embaixo daquela raquítica mexeriqueira...
Rua abaixo. Toda terça, há feira livre; venho às seis horas. A abobreira seguindo a cerca de arame farpado, e a única árvore que os feirantes não quebraram, quando a Prefeitura plantou. O piscinão `a direita.
Obra do piscinão (contenção de enchentes). Fui monitora de creche a anos, e posteriormente, diretora da mesma creche, aí neste complexo público.
No campo de futebol, há jogo agora. Ontem, embaixo de chuva, eu ouvia a algazarra. 
É campeonato internacional, categoria de base (segundo o "Fiotão", serve para revelar bons jogadores).
São adolescentes e ficam nas escolas próximas, inclusive aqui na rua, e também onde leciono. 
Já tivemos equipes do Uruguai, Argentina. Acontece todo janeiro.
O postinho de saúde na esquina de cima. Mesclo atendimentos aí, com o plano de saúde, pois aqui é "meu local de querência".
O prédio aos fundos (à esquerda) é a escola, na metade superior do quarteirão. Trabalhei lá antes da creche, em 1992. E "Fiotão" foi aluno.
A casa de minha mãe fica rumo ao orelhão, no próximo quarteirão, virada para leste (quase minha vizinha).
Moro na casa da árvore amarela, desde novembro de 1988 (estava inacabada). Ao lado, o barracão do Esposo, e a obra à esquerda, na quaresmeira. O jogo de bolas ali ao fundo.
A escola onde leciono é à esquerda, abaixo, uns dez quarteirões. Tenho o irmão, três cunhadas, tia, avó, primos, todos nas adjacências.

12.1.13

Generatividade

No conceito lato, trata-se do legado de experiências / conhecimentos visando a sobrevivência da espécie (e pensar a não estagnação do Planeta), focando sobretudo a adultez, o indivíduo proativo.
Inclui a necessidade de ser necessário (cuidar do outro). É onde a atividade profissional se insere, como contribuição individual na remitência da comunidade, ou dos soldos familiares.
Atividades espirituais, políticas, de civismo, voluntariado fazem parte deste rol, focando a manutenção e bem estar das próximas gerações. A descendência (parentalidade) induz a uma imortalidade simbólica ( estado agêntico).
No conceito estrito, diz respeito ao desejo de vir a ter prole, a experiência da maternagem.
Em meu curso "magistério", a Prof. de Psicologia do Desenvolvimento, explanava sobre a importância da sublimação, onde compensa-se a generatividade adotando um animal de estimação, realizando um projeto altruísta, cuidando de alguém.
No curso de Pedagogia, a Prof. dizia que temos "prazo de validade" enquanto possíveis genitoras. A idade ideal para gravidez existe: Abrange a década dos 20 aos 30 anos.
Hoje a gravidez ocorre geralmente fora desta faixa etária "ideal": Entre adolescentes, imaturas física, psicológica e financeiramente (dentre outros), ou entre mulheres que já atingiram tais requisitos, porém estão no limiar da maturidade física.
Sabemos que a população mundial continua crescente, porém o Brasil já desacelerou: Contamos no último senso (IBGE), com 1,9 filhos por mulher.
O Brasil já se encolhe! E o que significa? É motivo de comemoração? É  bom ou ruim?
Economicamente pode vir a ser ruim, pois a população ativa diminui em relação aos idosos (improdutivos e onerosos para o poder público).
Ecologicamente, pode se tornar uma positiva contribuição para a recuperação do Planeta (e de outras espécies), visto que nós, humanos, devastamos em demasia.
Esbrangendo esta visão simplista, há que se encontrar um ponto de equilíbrio na balança generativa, o que caberá às próximas gerações.
Fonte da imagem: coisaspraver.blogspot.com.br  

10.1.13

Blanche -VII

*  Aqui  terá o conto completo!

Quase finda a desgastada semana, e Blanche discerniu aos poucos, que Eric sofreu um acidente no trabalho. Não muito grave, porém Peter, por fulcro, o substituiu. Aflitas lagriminhas rolaram quentes na ribanceira do rosto, à escondida. 
Ela não puxará agrado à pradaria; ficará encarapitada na montanha, enfiada na distância. Encontra-se fastidiosa de Peter por hora, o que provavelmente é recíproco, por seu murmurejar solitário no tardeando.
Apesar de avarento, sexista, rabugento e tendo cisma contra indígenas, é homem sem concupiscência e pai aflissurado, capaz de trazer à família o ouro do sol. 
Sara, sua submissa esposa, que o mira com olhos tantinho fechados, está grávida do último bebê. Na cultura local, após o nascimento da quarta criança, o esposo passa a pernoitar na tulha, paiol, celeiro, ou algum anexo construído para esta finalidade.
É a forma tradicional de planejamento familiar. Ele apenas volta ao convívio marital noturno, caso uma das crianças venha a óbito, trapaceando os anjinhos, o que infelizmente não é raro.
Quando um casal burla as regras, desequilibrado no ardor, e o quinto bebê surge, o genitor é hostilizado na comunidade eclesiástica a que pertence e desintegra-se na vergonha.
Seu primogênito é Bêncio, um mirífico garoto de oito anos, agitado, trabalhador, falante. Seu olhar, verde claro correndo para um azul acinzentado, quando alguém acende a luz solar.
Iniciou seus estudos com a esposa do Reverendo, Charlote, mediante um honesto valor fixo mensal, pago antecipadamente. Vai saltitante, enchendo a trilha de alaridos.
Professora leiga, ministra aulas no anexo da igreja, às segundas e quintas-feiras para os garotinhos, `as terças-feiras para os mais avançados, e futuramente iniciará às quartas e sextas-feiras com garotas (Será?).
Não é hábito meninas estudarem; Charlote luta por esta possibilidade junto às instâncias religiosas superiores. Deseja tirar-lhes tantas palavras presas dentro do serrado dos dedos.
Caso aufira, necessitará do auxílio de um rapaz alfabetizado para os dias com aulas masculinas. Sairá com as meninas na direção da vida. Vida temperada no arzinho encantador das letras.
A comunidade ainda não condiz, pois arcaria com mais uma remuneração, somente para estudar "inutilmente" as mocinhas locais, com seus dedinhos rijos a cambalear!
Provavelmente no início, surgirão parcas e pedinchonas candidatas, com a parlapatice do povo montada em seus movimentos, que semelharão timidez e não serão. 
Quanto às outras crianças de Sara, Verna de seis anos, e Roya de três, já demonstram comportamentos tipicamente femininos (submissos), aprendidos à risca com a mãe, conquanto o pai almeja que recebam alguma educação formal, cutucando graça de viver.
Seu sentir cuidadoso é de que a família esteja sempre no arrepio da vanguarda, por serem o clã inveterato a se instalar na região, consolidando a primazia.
As obductas terras do Vilarejo pertenciam a seu avô Jhony, o desbravador. Robusto, enfrentando um sol dono do mundo, chegou de remanso. Olhos regurgitados na imensidão vazia.
Ele e os seus,crescendo em si mesmos, erigiram a primeira capela em local bem próximo à igreja atual. Uma cadatupa de poesia no ermo sem fim.
Este fraco arruamento tem se desenvolvido asperamente nos últimos tempos, bordando o vale emoldurado por tão vastos serrotes, onde cada vez mais as propriedades vão se subdividindo em outras tantas.

9.1.13

Blanche - VI

*  Aqui  terá o conto completo!

Prelúdio de arrebol domingueiro na Montanha dos Caprinos: O galo a cantar em voz erudita, o balir já de algumas cabras precipitadas, despejando um bom dia.
Blanche desperta em sobressalto. Quinta semana e o idílico Eric está por vir! Arruma-se ligeiramente, uma imbira seca de bananeira enlaça os cabelos negros.
Dia ainda sombrio, voa ao córrego com seus limpos paninhos. Escovação esmerada: embrulha-se um fino trapo por entre o dedo indicador, juntando uns fartos brotos de erva aromática. Esfrega-se ligeiramente, enxaguando em água de serra.
Rumo leste, o primeiro faiscar do dia. Hora de correr descalça para a velha porteira no muro de pedras. Na semana de Eric, ele rasga a madrugada para aproximar-se o quanto antes.
Naquele lajeado justaposto em enormes pedras soltas, Blanche se vê empoleiradinha estrategicamente a mirar o precipício, com a trilha "Deus me livre" em acesso à montanha.
Vai trançando o cabelo quase indígena, e trança também as perninhas magras, que num galeio fogem e voltam à lateral da rocha, trança uma prosa com seu íntimo.
Nada ainda. Nenhuma poeira ou vulto. Uma revoada em alarido corta seus pensamentos e ela se vira insolente, a gesticular que hoje não brinca, hoje a concentração impera.
Salta daquela pedra e distrai-se a atirar gravetos pururucando de secos, despenhadeiro abaixo, que ao rolar, vão arrastando consigo torrões secos de terra encarnada, numa tagarelação animada.
Sua veste tradicional indígena a torna ímpar: uma ígnea forja estética com têmpera perfeita, e numa idade perfeita: Revivescentes dezesseis aninhos conseguidos na amabilidade do tempo.
Os estrangeirados traços do loiro pai prevalecem na fisionomia, ao passo que a pequena estatura, cor de pele e cabelos num contingente de impressionar, denunciam a miscigenação, tão corriqueira na região.
Enfim, a carroça de longe diz presença, enchendo a poeirenta trilha de satisfeita delícia... E o sol já florescendo em botão, lambendo o orvalho. Demoraste.
Fugiu numa das tantas curvas, para despontar mais alto. Domou a destemperada montanha: surgiram os dois elegantes cavalos; ela já segurando a porteira aberta.
Peter? Que foi feito de Eric? Dilapidou os sonhos e enfrentou a escangalhada realidade, cumprimentando secamente o cunhado, que lhe corresponde, num fiozinho de voz quase belicoso. 
O fenecimento da ansiedade abre passagem à angustiante expectativa: Por que a troca? Estará Eric bem? Sem questionamentos extrínsecos e sensorialmente cuidadosa, tenta ler nas entrelinhas de seu agir!
Ao serrar a porteira, pula graciosamente na rabeira da carroça em movimentos sinuosos, com forçada naturalidade. Será uma longa e pesada semana, com trabalho (e carrancas) em punhados.

6.1.13

Qual é esta fruta?


As maiores têm um tamanho que enche a mão feminina, e as menores se equiparam à goiaba média; vão saindo da cor verde e adquirindo este maravilhoso tom róseo. Ao ser tateadas, são de uma lisura e maciez calmantes. Fresquinhas mesmo em temperatura ambiente. Uma fruta nada frugal.


Esta haste negra e forte, é o "umbigo" de uma imensa flor noturna (provavelmente fica ótima em omeletes, quando ainda em botão). Polinizada por insetos, gera o fruto, que na infância é de uma magnífica cor azulada.  Na adolescência, passa  para  um verde acinzentado bem exótico.

Com este cabinho resistente, ela permanece atarracada à sua mãe. E quando bem madurinha, se raxa toda e vai abrindo, para espalhar as minúsculas sementes negras e duras.É a perpetuação da espécie, para nosso deleite (e de inúmeros pássaros).

A casca suculenta e carnuda, é gosmenta de uma viscosidade fraca, parca em cheiro e sabor. Corta-se deliciosamente e não escorre líquido algum. É tranquilamente possível comer das cascas, em tiras, como pimentão maduro (porém suavíssima - estou comendo agora, a casca mansa, melhor que qualquer legume). Traz certa semelhança ao quiabo - possivelmente "varrerá" os intestinos... Eba!
O âmago assemelha-se a um sorvete de flocos. Apresenta um aroma leve, e sabor doce aguadinho, sem nada de acidez, e não se "amarra" à boca. É pouco fibrosa e quase sem viscosidade (estou degustando agora para melhor discorrer). Devido ao tênue aroma e sabor, não é enjoativa.
Solta-se facilmente da casca, é firme ao toque e quase nada pegajosa. Diz a medicina popular, que contém propriedades emagrecedoras e faz bem para diversas enfermidades terminadas em "ite" (gastrite, cistite,). 
O perfume, ao interior, é de fragrância bastante suave, com refrescância. As negras, pequeninas e firmes (durinhas) sementes trazem uma crocância peculiar à fruta, ao tilintar entre os dentes durante a mastigação, talvez um "caviar" frutífero (que arroubo)!  

Sua adstringência é tal que parece já termos feito a escovação dentária ao término de nos alimentarmos da fruta.
Quem nunca provou, recomendo a angelical experiência.
Meu avô não permitia que os filhos sequer a tocassem, considerando ser venético! Minha mãe assustou-se quando lhe levei uma, porém confirmou que somente a Tia Ana (espanhola), tinha coragem (e prazer) em saborear "o fruto proibido". 

5.1.13

Intemperismo elétrico

Fonte: vidadeengenheiro.wordpress.com/2011/08/29
Estive fora da Rede Mundial de Computadores desde momentos após a última postagem.
Uma faísca - denominação dada por nós, caipiras, aos raios, relâmpagos, foi a causadora da debandagem. 
Quando o primeiro estralo ocorreu (assim denominamos os trovões), corri em casa e desliguei o relógio de energia, todavia me esqueci da possibilidade de sulubilização da descarga elétrica irregular pela fiação telefônica.
Meu modem queimou! Após horas à linha telefônica, o "Fiotão" conseguiu: Novo modem em cinco dias úteis.
Em final de ano há dias úteis? Após uma semana, vem apenas o modem. O anterior possuía o roteador acoplado. Mais um dia para providenciar ( $ ) roteador, nova senha, instalação ...
E não é que nada ocorreu? Só hoje a net voltou a funcionar e estava caindo. Contudo já estava ruim a alguns meses.
Via fone, informaram ser problema entre o poste e a residência (culpa nossa)!
Que fiz então nesta semana "insular?
Terminei alguns livros largados ao meio, fiz crochê, estive com familiares, fui ao sítio (lá eu li cartinhas antigas) , consertei roupas, assisti TV, passeei pala redondeza (não viajei).
Estou de férias da Escola, porém dobro período na oficina (que não ficou em recesso).
Tenho tanta coisa para organizar (e material escolar para preparar) neste janeiro de "férias", que sinto o tempo a escorrer-me pelos vãos dos dedos. Vou ticando a lista, e novos problemas surgem...
Tenho e-books para ler, uma listinha de livros para comprar, e agora as leituras de blogs para atualizar!