26.10.13

Pés de lótus

A mais de uma década, assisti a um documentário impressionante, pela "Nat Geo", que ultimamente pude rever, há em locadoras.
Trata-se de mulheres, e alguns homens chineses (diz-se que aqueles criados por travestis), que tiveram seus pés mutilados na infância.
O procedimento consistia em enfaixar permanentemente os pés das crianças com bandagens apertadíssimas, iniciando entre três e oito anos de idade. Quanto menor a idade da criança, mais "perfeita" a técnica.
A dor era terrível, e ficava-se sobre a cama quase o tempo todo, "privilégio" da classe média e alta, porém os pobres foram gradativamente aderindo à "vantagem", ao menos com a filha caçula. 
Quando usamos um calçado um pouco apertado, sentimos o incômodo e dor, que dirá permanecer assim dia e noite!
O mal cheiro recendia, sendo necessário higienizar diariamente os pés e trocar as faixas, sob risco de sérias infecções.
Imagino o alívio do desenfaixamento, e ao mesmo tempo, a dor ao toque... as unhas de dedos retorcidos sob a sola dos pés, cresciam e cravavam a carne, enquanto os pés tentavam o mesmo.
Gangrenas por má circulação sanguínea eram comuns, e alguns dedos acabavam sendo perdidos, facilitando o trabalho do cuidador. 
Após os treze anos, e para o resto da vida, as ataduras eram feitas pela própria "pés de boneca", pois a manutenção garantia o sucesso.
Sapatos especiais faziam parte do "tratamento de beleza", e eram artisticamente criados por artesãos e pelas próprias "´pés de lótus", como forma de lazer.
Muitas crianças ficavam tão debilitadas pela dor, impossibilidade de sono e dificuldade na alimentação, que qualquer probleminha de saúde as matava.
A "lótus dourada" era o comprimento de 7,5 cm para os pés, ideal quase inalcançável. Ultrapassando 10 cm, o trabalho era considerado malfeito.
Na juventude, era considerada a mais alta sensualidade, os pés de lótus suscitavam mais fetiche que a vulva, e um homem abastado apenas se casava com uma "pés de lótus", compensando o sacrifício familiar. 
O marido envolvia seu pênis no vão dos dois pés aveludados (por não pisarem), como forma máxima de excitação sexual. Eram pétalas de lótus, e se a esposa os usasse para acariciar o esposo, então...
Na vida adulta, a pessoa era praticamente deficiente física, estando impossibilitada à maioria dos trabalhos e tornando-se um peso para a família. Cuidava da casa com apoio de diversos banquinhos.
Ainda hoje há velhinhas remanescentes desta barbárie abandonada (será?), que quando conseguem se locomover, necessitam de bengalas, tamanha a desproporcionalidade dos pés em relação ao corpo.
Há várias hipóteses para a comparação com a bela flor de lótus: o tamanho mínimo resultando em passos suaves, a curvatura do pé, que fica arqueado para baixo, imitando um salto alto, dentre outras.
A tradição durou cerca de 1.000 anos, e uma das justificativas era de que assim a pessoa "não criaria asas": não fugiria de casa ou não se aventuraria.
A prática se disseminou para outras partes da ásia, contudo em menor grau. Hoje é considerada arcaica, pois causa quedas e problemas ósseos na coluna e quadris, devido ao deslocamento irregular. 
A última indústria de calçados para pés apequenados fechou em 1998, por falta de clientes.
Eis um poema, trazido ao ocidente por Howard Levy:

"Todas as noites, eu respiro seus pés, esse odor é teu e ninguém o possui... Eu só lamento não poder colocar na minha boca teu pé inteiro... como se fosse uma branca castanha... Mas eu posso lambê-lo todo... ah, isso eu posso."

Não postarei fotos, procure-as sob o título do post, são imagens incompreensíveis à nossa cultura, contudo anexadas à vaidade imposta por um padrão (destorcido) de beleza. E a origem da prática estava no maior prazer sexual masculino. Sempre!
Além do documentário, realizei inúmeras leituras para aos poucos, compor um esboço deste post, inviabilizando uma lista bibliográfica.

Vale ressaltar, que em minha infância na roça, ser rechonchuda e ter pernas grossas fazia parte da ditadura da beleza, que só escravizava as filhas de fazendeiros, pois não precisavam trabalhar duro nas plantações.
Os pés acima da numeração 37 eram discriminados, pois as raquíticas moças caboclas não passam muito de um metro e meio de altura.
Ser magérrima, mutilada pela anorexia, como as modelos esquálidas de hoje, era sinal de pobreza e desnutrição no início da década de 70. 
Atualmente, o uso de  perigosos saltos altíssimos não nos faz refletir? E as desconfortáveis calcinhas "fio-dental", em corpos até de meninas pequenas...imposições do "parecer" se sobrepondo à simplicidade do "ser".

Pães de cenoura

Dois kg de farinha de boa qualidade;
Uma colher (sopa) rasa de sal, e seis colheres de açúcar;
Setenta gramas de fermento de padaria ou similar (biológico). Se estiver muito calor, 50 gramas de fermento é suficiente;
Cerca de quatro cenouras médias (meio quilo) batidas no liquidificador com água; 
Três ovos e um copo americano pequeno de óleo;
Dois copos de leite; água para amassar.

É tudo de cabeça, viu? Mas deixe mais farinha de reserva: pão é alimento ancestral, não requer receita escrita...
Numa bacia grande, acrescente o leite, misture todos os ingredientes, juntando água aos poucos, até o ponto de massa de pão. Sove por 10 minutos.
Tampe com uma toalha dobrada (se tiver frio, jogue um cobertor sobre) e deixe crescer até dobrar de tamanho (uma ou duas horas, varia com a temperatura do dia).
Enrole de diversas formas e tamanhos, recheie uma parte e deixe dobrar novamente de tamanho.
Asse em forno forte, já quente, até dourar.
Cubra tudo com a toalha de mesa e cobertor sobre, para a casca ficar macia. Hummmm!!!!
Congele parte da safra após esfriar e também presenteie, surpreenda seus convíveres!

A massa fica amarelinha, devido às cenouras (e saudável)! 

Se rechear com carne moída, use músculo moído na hora (mais barato e sem gordura), tempere e deixe cru, vai assar simultaneamente ao pão.






A massa crescendo.

Enrola, e novamente a crescer.
O "Fiotão" trabalha numa fábrica de pequenos aviões, no aeroporto (na roça); faço lanche com pão caseiro porque aquele de padaria murcha rápido e não sustenta um moço faminto. Esta forma com 10, dará para duas semanas de lanche matinal, após congelamento.

23.10.13

Organizando o caos

Este trabalho com sucatas favorece sobremaneira a aquisição de conceitos matemáticos básicos, pois aos sete anos eles necessitam de atividades concretas.
Eu aprendi num curso que fiz a mais de dez anos, com um grupo de doutorandos da UNICAMP.
Faço uma vez por semana, antes do recreio (porque a turminha "pega fogo"). São três etapas: na 1ª, eles contam as peças, anotam e comparam com o par.
Na 2ª etapa, seguem meus comandos: seriar, classificar, criar uma sequência, etc. Na 3ª etapa, disponibilizo um tempo para "jogo de construção" (montagem livre).
Em cada semana exploro conteúdos diferentes, e o registro no caderno, na aula após esta atividade, também varia.

Aqui, D. anota o numeral, após a contagem (vale solicitar ajuda ao amigo). A quantidade de peças que disponibilizo aumenta ao longo do ano.
No dia anterior, eu havia trabalhado a mandala no Ensino Religioso: representa o infinito, a perfeição, e consequentemente, a transcendência. R. compreendeu.
Pedi que reproduzissem a mandala, seriando (peças maiores no miolo, diminuindo ao final). Esta é da M., as tampinhas metálicas (menores) estão na última fila, numa sequência lógica, intercalando com as pet. 
Nesta classificação, surgiu o quadrado e a torre. O H. classificou por cores / tamanho.
Outra classificação por cores, e outra torre. Olha o equilíbrio, persistência, concentração e coordenação fina da K.!
O J. montou um muro, utilizando apenas um tipo de tampa. Foi preciso negociar trocas com colegas.
Nesta aula, pedi a torre, seriando do maior para o menor. L. está compenetrado. 
Neste registro, a B. colocou a data, colou o numeral, escreveu-o por extenso e reproduziu a mandala. Falta fazer a legenda.
Nesta época do ano, um textinho espontâneo também é possível (em duplas produtivas). No primeiro semestre, uma frase curta é suficiente.
Para crianças mais velhas, uma diversidade maior de materiais é recomendada. 

22.10.13

Cidadania


Hoje o carteiro deixou uma notificação do DETRAN, órgão estadual de trânsito. Antes de tocá-la, já fiquei ressabiada... Será uma multa?
No ano passado, recebemos uma notificação de multa por falar ao celular sobre a moto da oficina, com baú. 
O ocorrido foi na capital (onde a moto nunca esteve), e com uma moto de passageiro - clone fajuto.
No momento da foto, nossa moto estava estacionada e sendo filmada, sob nossa câmara de segurança, no barracão.
Tentamos recorrer e desistimos, pois o desgaste emocional e as horas de trabalho despendidas, sem certeza de vitória, sairiam mais caro que o valor da multa. E tranquilidade não tem preço - pagamos e ficamos em paz com a burocracia.
Sempre senti o DETRAN como punitivo, avesso aos seus clientes motoristas, cutucador de geração de divisas ($) e nada pedagógico.
Tamanha a surpresa quando li: "Procedimentos de Renovação da CNH" (?). Nunca havíamos recebido tal documento.
E não é que agora resolveram dar um salto rumo à cidadania e nos alertar com um mês de antecedência, de que a carteira está por vencer?
Poxa, mas isto os despachantes já faziam... Sim, contudo considero um avanço - grande. E ainda elencaram um passo a passo com quatro etapas.
Que a iniciativa se estenda a outros órgãos governamentais, e todos eles passem a nos tratar como clientes que somos.
Sabe-se que os postos da Receita Federal têm fechado o cerco contra pessoas e empresas desorganizadas, e também espertinhos.
Eu fiz uma monografia para especialização em "Educação Empreendedora" e ouvi histórias tristes, sobre dívidas com a União.
Avisos prévios como este poderiam ter evitado "nomes sujos", perda de bens e até falências de minúsculos empresários, que inclusive são mal orientados por seus contadores (quando há).
O atraso num pagamento pequeno gera juros sobre juros, multas, e acaba triplicado, quase obrigando o microempreendedor a transferir a empresa a um familiar.
Há também contadores de má fé que lesam seus clientes propositalmente, sendo que a Receita Federal deveria seguir esta simples lição de cidadania com um mero aviso prévio, pois quando ela "joga a bomba", muito tempo já se passou e a dívida cresceu.
Enquanto isso não acontece, uma boa dica é entrar no site da Receita e conferir sua situação, ao menos duas vezes por ano.
Imagem  daqui    

Mantiqueira


Há maior belezura que esta eminência? Nenhuma cidade poluindo até onde a vista alcança! 
O nosso Planeta Terra é de fazer inveja a qualquer alienígena que acesse a rede mundial de computadores! 
Vivo apenas na rabiolinha à borda oeste desta magnânima Serra, porquanto em meu município, há vários estabelecimentos e loteamentos que possuem este belo nome, tamanha pretensão pertencimento à "mãe serra".
A afetação  é tão robusta que eu diria: o "crânio" da Mantiqueira é aqui... uma febre de 39,75º com interveniência na própria geografia.
A altaneira Mantiqueira abriga quatro dos dez maiores picos brasileiros. Ela contorna três estados: SP; MG; RJ, delineando a fronteira, e atinge 2.798 em sua cumeeira maior.
Possui cachoeiras e regatos em qualquer rasgão, hidrata quase 70% da população economicamente ativa do País (cerca de 15 milhões de pessoas).
A "serra que chora" ou "casa das chuvas", que verte águas cristalinas em vários pontos, é também mineral: Caxambu, São Lourenço, Cambuquira, Serra negra, Poços de Caldas, Águas da Prata, Caldas, Lindoia...
Este poderoso sobrenome Mantiqueira, é subdivido em diversos prenomes. 
No famoso "Pico do Gavião" (veja imagens), a oito km do sítio da Avó,  o prenome é "Serra do Caracol", na borda sul do complexo alcalino de Poços de Caldas (vulcão).
O Pico do Gavião (abaixo) é considerado um dos melhores locais do Brasil e até do mundo para se praticar parapente, voo livre ou paraglider. Com um bom binóculo, se avista mais de 30 cidades, num ângulo completo (360 graus)!

As unidades de conservação nela existente são uma "caderneta de poupança" com espécies muitas vezes endêmicas, tanto em  flora quanto fauna. 
A avifauna é deveras variada: gralha-azul, tucano, maitaca, inhambu, jaçanã, seriema, gavião carcará, corujas, dentre tantos.
Veado campeiro, lobo-guará, onça parda (suçuarana, puma, leão baio, pantera ou jaguar), cachorro-vinagre, jaguatirica, paca, macaco sauá,  bugio, quati,  esquilo, ouriço caixeiro, lagarto teiú são exemplos da fauna. 
Minas é a maior donatária, com cerca de 60% da cadeia montanhosa que beira 500 km de extensão! Uma cultura tradicional cabocla ainda está preservada por essas bocainas e boqueirões, com culinária de causar salivação.
Nas áreas de pico elevado, a temperatura por vezes se aproxima de 0º no inverno, com possibilidade de geadas, dando aquele charme à região, que possui campos de altitude e rincões de mata atlântica semi preservada.
As araucárias (coníferas) dão um espetáculo visual, assim como a embauba prateada, as quaresmeiras, ficheiras e minhas czarinas paineiras, pitangueiras, jatobazeiros, jacarandá, cedro, canjerana, guatambu, ipês, canela, angico, jequitibá, dentre tantas outras (eu amo a lobeira: veja  ).
Trilhas centenárias são mantidas vivas nos espigões de serra por aventureiros: motoqueiros, jipeiros,  gaioleiros, ciclistas, cavaleiros e peregrinos a pé. Bonito de se ver! 
A raça canina Pastor-da-Mantiqueira, também denominada "Policial" pela aptidão ao pastoreio, foi sendo apurada na lida diária de peões e tropeiros, tornando-se endêmica da Serra, todavia está em risco de extinção pelo excesso de miscigenação com outras raças.

Em quinze de novembro, estaremos seguindo com três veículos 4x4 sobre ela, rumo à Aparecida do Norte, pelo famoso "Caminho da Fé", criado pelo senhor Grings.

Fontes de apoio: Wikipédia /  Fundação Mantiqueira  /  aqui
Fonte das imagens:aqui   e    aqui 

20.10.13

Inclusão de classes



Este conceito matemático (piagetiano) consiste em compreender se a criança já consegue incluir uma subclasse dentro de uma classe mais ampla.
Outro dia, durante o recreio, sentei-me com a criança mais nova do grupo, tendo um frasco de álcool quase cheio e minha garrafa d'água quase vazia. Questionamos se o xixi também é líquido.
Mostrei que o álcool é líquido, não se trata daquele gel, balancei a garrafa d'água. Então perguntei qual dos líquidos há mais.
Prontamente respondeu que a água está quase vazia e o álcool, quase cheio. Portanto, há muito mais álcool. Sempre respondendo aos porquês.
Então uni as duas garrafas e perguntei se agora há mais álcool ou mais líquido. Foi enfática em apontar novamente o álcool.
Retomei o conceito de líquido e perguntei se há mais água ou líquido. Teimou que era o álcool, mesmo sem eu o citar. 
Estava certa da resposta, não conseguindo abstrair o pensamento (se tudo é líquido, há mais líquido, portanto).
No dia seguinte, trabalhei com a criança mais velha. Quando cheguei à terceira fase: água ou líquido, entrou em conflito... o álcool estava de fora, percebeu. Passou um tempo matutando e não chegou a nenhuma decisão.
Esta criança, um ano mais velha que a outra, ou mais de 15% mais velha, está bem mais avançada neste raciocínio lógico-matemático, como se esperaria.
Com ela, já é possível introduzir atividades mais abstratas, pois a dúvida significa que ela deixou a acomodação da resposta simplista, e passou a assimilar um conceito mais amplo, ainda que não consiga externá-lo.
É interessante como uma pedagoga quase pode enxergar as conexões neuronais completadas (ou não) por suas crianças...
Este conceito deve ser vivenciado, porém não ensinado, pois não é um conhecimento social, requer experiências múltiplas, por isso os mais velhos se saem melhor (mas nem sempre).
Imagem    daqui     

"Fiotão"



Hoje ele aniversariou, almoçamos num restaurante rural, como é tradição nos domingos especiais e ensolarados daqui do interior.
Esses restaurantes oferecem vista deslumbrante, pratos inúmeros, no estilo sirva-se. Paga-se "por cabeça" com café e sobremesa inclusos (bebida à parte).

Acompanharam-nos, a namorada e seus pais. Ela fez até bolinho surpresa e cantamos "parabéns"; todavia, ao chegarmos procurando pela reserva, o atendente perguntou sobre o bolo (estragou a surpresa)!

 O aniversariante não paga seu prato, é cortesia da casa. Estamos na serra que emoldura a cidade, o vento deixa o ar fresco e com cheiro de mato.
Aos fundos, uma cachoeirinha de regato lança um ruído reconfortante.















Semanário

Recebi um e-mail, solicitando um exemplo das aulas de alfabetização. Peguei uma semana de setembro, pois faço a rotina no computador da oficina, e outubro está salvo lá.
Esta tabela, demora cerca de três horas para ser preparada, incluindo a leitura prévia dos livros a serem trabalhados com a separação de atividades; eu uso o "esqueleto" da semana anterior.
Encolhi a tabela ao máximo (e resumi) para caber aqui, tirei a quinta-feira e apaguei os detalhamentos.
A média etária é de exatos seis anos em fevereiro e quase sete agora. Bem novinhos, com a mudança para o ensino fundamental de nove anos. Aprovei! 
O ajudante do dia, que segue a ordem alfabética; fica exposto a algo mais, ajuda e é ajudado. A esta exposição se diz "atividade de auditório". 
A tarefa de casa é recebida logo às 7 h 00, e entregue e explicada a próxima. Apenas esporadicamente, temos tarefa às sextas-feiras. 
AP é atividade permanente/ AO é atividade ocasional (tipo avaliações)/ ASe é atividade sequenciada, como as letras do alfabeto, trabalhadas uma a uma/ P. é projeto/ AD é atividade diversificada. 
O trabalho é intenso: ao mesmo tempo, vamos "brecando" a bagunça e dispersão dos mais afoitos e exigindo mais dos alunos em defasagem (na mesma atividade, o trabalho com eles é diferente). 
Na "leitura deleite", trabalhamos o letramento, onde todo tipo de texto é apresentado: poemas, trava-língua, embalagens, lista telefônica, panfletos, jornal...
Neste ano, o MEC enviou caixas de literatura infantil (de qualidade) para o cantinho da leitura e apoio às aulas convencionais. A turma amou!
O trabalho de consciência fonológica é feito dentro do planejamento, mas também sempre que sobra um tempinho, assim como jogo da velha, forca, músicas infantis...
A consciência fonológica é atividade oral: conscientização sobre os sons que compõem a fala: rimas, sílabas, fonemas (BA= "bã"+a). Eu jogo a bola, a criança pega e diz, por exemplo, os fonemas da sílaba BA.
Os alunos sentam-se em duplas produtivas, onde têm como se ajudar mutuamente. Nunca um aluno avançado demais deve estar com um aluno defasado, pois respeitamos a "Zona de Desenvolvimento Próximo".
A aula termina 11 h 30, quando saímos devagar e entregamos um a um, até 11 h 45. Se sobra alguém, fica com o estagiário, para arrumarmos nosso material até 12 h 00.
Na tabela abaixo, temos que enumerar os principais "Direitos de Aprendizagem", atingidos em cada disciplina, conferindo o planejamento bimestral (currículo), que recebemos pronto.
Ao longo da semana, vamos completando a tabela de reflexões: o que deu certo, etc, para acompanhamento da coordenação.
O mais difícil, é frear a aula o tempo todo, para "torear" os vários alunos levados e resolver conflitos.
        E.M.E.B. “DR. ...”.  Semanário:  15 a 19/09 de 2013; 1º ano C; Profª   Cristina
15    Seg. – f
16   T - feira
17     Q - feira

19     S- feira
Aj./auditório:
Ajud./auditório:
Ajud./auditório:

Ajudante/audit.:
Para casa: Ciênc. - Órgãos sensoriais  (anexo).
P. casa: Mat.: Sistema Monetário (anexo).
P. casa: Port. - Recorte e cole pal. com M. Faça 1 frase.


AP Leitura pelo aluno/auditório:

*Debate sobre o final de semana.
AP Leitura pelo aluno/auditório

*Música: “Meninos”
Juraildes da Cruz.

E. física   *Pular corda”, ler e debater as regras.
Movim. (quadra).
* Registro no livro de mat., p. 228 Gráfico e interpret.

P.  M. encant.:
Leitura coletiva da capa.
*A criança conta a história,  expõe o livro e  ilustração feita por ela.
AP  Leitura deleite
Livro- “Sete camundongos cegos”.
Caixa MEC.

*Reconto: ajud.
AP  Leitura deleite
Livro de Port., p. 145:
Poema “Macaco”
Ruth Rocha.
*Cantar (caixa de som).
AP   Leitura deleite
*Panfleto de supermercado”.

* Debate sobre produtos supérfluos.

Maleta encantada:
Prof. lê o livro escolhido pela criança.
Coleç. Mary Franç Reconto– ajudante.
Mat.:ASe.*Data / calend. Coletivo.
*Calend. individual.
Grand. e medidas
*Dias da semana.
Números ordinais.
*Observação do relógio da sala (horas fechadas).
Mat. :ASe.*Data / calend. Coletivo.

Números:
*Pinte os números ditados, de 10 a 70
(anexo).
Mat. :ASe.*Data / calend. Coletivo.
Adição e subtração com palitos de sorvete.
*Intervir em algumas duplas, explor. estimativa.
*Jogo de construção ao final.

Mat. :ASe.*Data / calend. Coletivo.
*Calend. individual.
Desafio:
A SABESP fará um reparo e acabou a água da escola. O que fazer?
Façam um textinho em duplas,.
At. de Auditório:
*Lista de cores dos ratinhos da história.
*Transcrevê-la e numerá-la ordinalmente; fazer a leitura coletiva.
At. de Auditório:
Jogo do mico.
Livro de Port., p. 144:
*Ler e debater as regras.
*Recortar e jogar em duplas.
Texto espontâneo.
ASe.      Por.:* Meu tesouro ( palavra iniciada com M): vogais, consoantes, sílabas / leitura / frase.
* Figuras com M para nomear. Façam uma frase (duplas).

At. de Auditório:
P. pote surpresa (letra da semana – M ): Após a dinâmica de adivinhação, sistematizar em apostila  própria.
9 h 10  /  9 h 40: Ed. Alimentar   / Recreação dirigida na quadra.
Ciências: *Órgãos sensoriais: debate  livro: Sete camundongos cegos”.
*Pinte os pares de cor igual.



Informática (com o monitor Sérgio).
Livro de Port., p. 150/ 151:
*Jogo das rimas.

*Amarelinha de sílabas.

At. Diversificada:
P.  Coleções – explorar matematicamente a coleção, sistematizando em caderno próprio.
Hist. / Geog:
*Brinc. “Gato Mia”: Vedando o ajudante, trab. percurso: através do tato e audição
do “miado”, descubra o colega.

Livro de Port., p. 146/ 147: *Interpretação do poema lido acima.

* Leitura e produção de rimas.
At. de Auditório:
Roda de biblioteca:

Exploração da literatura infantil caixas MEC.
*Intervir em algumas duplas.

Port.: At. Auditório: Bilhete.
*Coloque seu nome num papel. A prof. recolhe e faz a troca.  Escreva um convite para o destinatário.
Arte
*Desenhe a brincadeira, lembrando dos termos: “para frente, à direita, perto, entre”. Faça a legenda.

Matemática
Livro didático
P. 165 :
*Interpretação de imagem.
*Dúzia e meia dúzia.
E. Religioso : Comunicação oral-
O amor à vida.

*Acróstico – “Vida saudável”.



Continuação:
*As garotas irão à frente, uma a uma, para ler (com ajuda) os bilhetes que receberam.
L . port.

Deu   certo - porque

Matemática



Ciências

Não  deu   muito certo - porque

História



Geografia

Dúvidas

Arte



E. Física

Observações:    alguns    alunos


19.10.13

Travessão



Numa produção textual, após os pequenotes terem feito um teatrinho dos três porquinhos, pedi que cada um a seu nível, reproduzisse a historinha.
A menina B., ainda com seis anos, encontra-se no nível silábico qualitativo de alfabetização, onde coloca uma letra (correta) para cada sílaba.
Para cachorro, grafa KXO; para tanajura - TNURA, já acertando uma sílaba.  
Seu texto, um montinho de letras aglomeradas, ainda é ilegível, o que não impede que ela vá à frente, toda orgulhosa, suba na cadeira e "leia". 
Sabendo que se trata de algo escrito, ela mudou sua fala coloquial e "leu" na norma escrita da língua. Inventou uma bela história, com coerência, princípio, meio e fim lógicos. A certa altura, parou e chamou a atenção dos amigos:
_ Pessoal, agora tem um travessão aqui, vou fazer a voz do bicho, tá?
E imitou direitinho o lobo mau.
Verifiquei, e o travessão estava lá, misturado às letrinhas. Uma  criança que apresenta mais dificuldade que as outras, já está dominando o princípio do travessão!   E a turma a aplaudiu com palminhas!

aqui   imagem.