9.1.14

Fêlo

Hoje de manhã, na saída do mercado, cruzei com o carro onde estava meu ex aluno. Ele foi meu por dois anos seguidos, e 2014 será seu último ano na escola onde leciono. 
Eu e esta criança nos amamos, embora eu saiba que com o passar do tempo ele se esquecerá parcialmente de mim. É algo natural da vida, eles crescem; amor de professor deve ser desgarrado. 
A irmã à direção do carro, e a mãe, também gostam de mim... fizeram questão de cumprimentar. A família é esplendorosa e apóia a escola ao máximo. Fêlo é temporão, após um casalzinho já crescido.
Ele tinha cabelinho de anjo (hoje é curtinho), atitudes de anjo comigo e com os coleguinhas, carinha de anjo, notas de anjo! Era hipotônico, molinho, medroso; eu tive que lhe ensinar até a pular barranco, correr forte.
Geralmente nos apegamos demais (a longo prazo), naquelas crianças "terríveis", que desgastam toda nossa energia. Aquelas, jamais esquecemos, porém o oposto também se aplica.
Eu e o Felipe temos um código: após o cumprimento, mesmo nos corredores da escola (quando conseguimos nos ver), eu aguardo para ele se virar e acenar.
Hoje eu fiquei na moto, pendurada de compras feito árvore de natal (atrasada), pronta para deixar o estacionamento, aguardando apenas eles seguirem ao mercado. 
Dito e feito: ao passar ao longe, ele me procurou com o olhar e acenou feliz. Eu? Chorei feito uma bobona! Acho que nasci para ser professora.
Quanto ao apelido, "Fêlo", fui eu que coloquei; sempre coloco apelidos carinhosos em algumas crianças e as mães nunca reclamam. Fêlo ficava triste quando eu dizia "Felipe", pensando que eu estava brava com ele.   
Imagem  daqui .

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