3.1.14

Paredão

Terminando o relato sobre as imediações do "Mar de Minas, na segunda-feira, saímos cedinho rumo a um local municipal terceirizado em Guapé: Parque Ecológico do Paredão. Paga-se R$ 10,00 com direito a três imensas cachoeiras, numa trilha curta.
Para acampar, paga-se à parte. A infraestrutura é boa e dista 17 km de da cidade. Em feriados prolongados, lota. A formação geológica, com pedra mineira, escavou-se numa ferradura, esculpida pelo riacho que cai do planalto.
Aqui, um dos tantos vilarejos perdidos pela região. Em Minas dizem "comunidade", aqui dizemos "distrito".
Eles costumam ter uma igrejinha e cerca de 20 a 40 casas, com pavimento asfáltico apenas no local.
Os moradores vivem da agricultura circundante. São locais pacatos e românticos, porém dependentes da cidade-sede. Quando me aposentar, vou morar ali... Será?
Chegamos ao paredão às 7 h 30, nos deixaram entrar. As aves (galinhas, perus, emas) aproveitam os restos do restaurante. As galinhas caipiras são prato famoso aqui.
Veja que lindo este pé de "saia de noiva". Brinquei muito embaixo deste arbusto na infância.
A formação rochosa - pura pedra mineira esculpida pela água do riacho, que se multiplica nas tempestades.
A trilha que leva às cachoeiras, à esquerda. São todas próximas; a mata ciliar nativa faz sombra todo o tempo. Uma delícia.
A primeira delas. O tamanho impressiona, assim como nas outras. O Par miudinho...
Siga a seta para a segunda, após cruzar o riacho.
Há trampolins naturais que acessam as piscinas de águas cristalinas.
Mais trilha íngreme. O Par já rompeu uma parte.
O lago natural transparente. Não há barro, só pedras. Veja a cachoeirinha lateral...
Incrível a segunda! Ele está observando a limpidez.
Siga a seta rumo `a terceira, à esquerda.
Olha o paredão em toda a volta, imagine uns 300 graus. E sinta a exuberância da mata.
Dá vontade de seguir por este córrego até o planalto, acompanhando a curva à esquerda, fresquinho devido à mata ciliar...
 A vista do complexo, até a abertura da ferradura à frente.
A inteligente trilha de volta, agora do lado oposto, acompanhando o canal que captava água para a usina.
Uma das cachoeiras, voltando pela trilha à direita.
O abrupto fim do paredão à esquerda.
A antiga usina hidrelétrica que colhia água na cachoeira superior e abastecia a cidade de Guapé e seus distritos.
Minas pode ter mini usinas, devido à legislação. Poços de Caldas foi uma das primeiras cidades brasileira a ter iluminação de rua elétrica, devido a elas.
O Par, no restaurante, trocando a água de nosso galão térmico. Aqui é potável (com análise). À direita há 5 barracas.
A ema fêmea pastando; o macho, brabo, fica preso num curral. Seu omelete é do tamanho de uma pizza e dá 12 pedaços, com outros ingredientes. É vendido no restaurante, quando há ovo.
Neste laguinho há belas carpas introduzidas.
Chegamos em outro povoado, rumo a Passos. Os tratoristas se encontraram, desligaram os motores e conversam displicentemente. Aqui a vida é devagar... O povoado anterior também foi devorado pelas água, então refizeram sobre o morro.
Os povoados antigos eram à beira de riachos, nas baixadas. Não havia água encanada. Muitos estão agora embaixo d'água da represa.
E não é que aqui encontramos o porteiro do parque? Demos carona para ele até o trevo do Passos, bem longe.
Cruzamos novamente o "Mar de Minas" pela balsa. Desta vez fomos apenas nós e pagamos R$ 10,00.
Aprendemos muitas coisas com nosso carona, que conhece bem a região. Deixou saudades. Não cobrará a entrada do Par, quando voltarmos (Que bonitinho!).

4 comentários:

  1. Olá amiga Cristina.
    Nossa que lugar lindo, encantador. Adoro a natureza e quando mais nova costumava acampar e fazer trilhas, uma delicia passear na natureza. Tem uma cidade próxima a minha cidade de onde morei por trinta anos Jaraguá do sul- SC, se chama Corupá e tem treze cachoeiras, só consegui ir até a sexta, pois o trajeto é bem longo e cansativo e como estava com as meninas pequenas decidimos voltar. Fazer um passeio assim recarrega as energias.
    Lindo passeio.
    Tenha um lindo fim de semana. Beijinhos.

    ResponderExcluir
  2. Oi, Flor do Marajó!
    É calmo e deslumbrante, voltamos recarregados mesmo.
    Aqui, temos um córrego com sete cachoeiras, também de difícil acesso e muito perigo. O irmão de minha amiga caiu e foi retirado de helicóptero.
    Também são lindíssimas e com água límpida da Mantiqueira. Lá há uma trilha para jipeiros tão braba, chama "trilha do orgasmo".
    Excelente descanso também a ti,
    outras beijocas.

    ResponderExcluir
  3. Oi Cristina!
    Você faz passeios MA RA VI LHO SOS e postá-los aqui é uma dica para todos que navegam por aqui.

    Abração
    Jan








    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ótima tarde de domingo, Jan!
      Eu procuro demonstrar que nosso Brasil não é apenas violência, carnaval (erotismo) e futebol.
      Temos muito o que ver neste país, com áreas tranquilas, passeios baratos e sem apelo exagerado ao machismo.
      As regiões não tão turísticas são as mais propícias para o convívio com a cultura regional, tão diversa e rica.

      Outro abraço a ti.

      Excluir

Desativado

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.