24.8.14

Namoro

Imagem da net
Estava comentando com o meu Par sobre as gêmeas, que completaram 28 anos. São contraparentes (sobrinhas de meu concunhado) e nasceram nove meses após meu filho: doei várias coisinhas dele a elas na época; afinal, eram duas.
À época da gravidez foi um "auê", pois vivem numa cidade minúscula e o suposto pai não quis casar (era casado e "largado"), veio de fora trabalhar numa empreiteira.
Quando familiares foram tirar satisfação, praticamente com arma em punho, receberam a bomba de que a moça era "rodada", passava de mão em mão. Os parentes se afundaram e vergonha e decepção. Hoje as gêmeas são duas lindas mulheres idênticas (prá mim são idênticas).
Cerca de 10 anos após esse fato, trabalhando como conselheira tutelar, eu atendi uma família cujo pai deveria fazer teste de paternidade: eram anos 90 - época da febre de DNA. 
Tratava-se de um senhor com cerca de 50 anos, negro e bonito, uma senhora branca pouco mais nova e uma garotinha parda, de 7 anos. Todos muito pobres.
Numa reunião para convencer o suposto pai a proceder aos exames, o mesmo nos confidenciou em tom de desespero e indignação:
_ Mas eu paguei... paguei!
Então percebi que se tratara de prostituição, e que existe um código de honra entre cliente e prostituta. No caso, o código havia sido imperdoavelmente quebrado - ela engravidara e ainda queria que ele assumisse. A família original dele ficaria melindrada.
Não teve jeito, DNA pronto e pensão alimentícia por muitos e muitos anos. A criança? Situação delicadíssima em meio a esse embolo.  
Hoje os relacionamentos são mais amplos, claros e menos carregados em pré-conceitos culturais. Namorar, seja lá em que idade, é sinônimo de prática sexual. Gravidez é risco menor, contudo ainda é risco. 
Qualquer casalzinho que namora, logo um dorme com o outro: ou na casa dele, ou dela, ou ambas... sinal dos tempos. Se trocam de par diversas vezes, a ladainha se repete.
Eu conheci meu par aos 15 anos, quando ele tinha 17; e "ficamos" (namorico inocente). Depois de um tempo afastados, aos 16 e meio passei a namorá-lo. Me casei aos 20, tive filho aos 21. Era assim a cultura de minha geração, não precisávamos trocar tanto, éramos mais sossegados.
Hoje tudo mudou, porém não vejo o fato como o fim dos tempos, desde que não surjam gravidezes indesejadas, sobretudo com casais adolescentes, pois a vida da criança já se iniciará turbulenta. 
E um viva às emoções!

6 comentários:

  1. Concordo consigo. Mesmo nestes tempos modernos ainda ha gravidezes indesejaveis.

    (hoje sem acentos!)

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    1. E também tantas doenças com as constantes trocas de parceiros... mas jovem não vê risco.

      Bjs

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  2. ~
    ~ A SIDA ou AIDS, veio alterar rápldamente os hábitos hipócritas das noivas "puras", não se "pecava" em atos, "pecava-se" em pensamento e desejos.

    ~ Houve uma fase de casamentos prematuros, como o teu e, de seguida, passou-se à liberdade sexual durante o noivado.

    ~ O teu caso é exemplar, a maioria de casamentos precoces acaba em divórcio...

    ~ ~ ~ ~ ~ Parabéns. ~ ~ ~ Beijos. ~ ~ ~ ~ ~

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    1. Ainda hoje muitos casais não usam preservativos; apenas púlulas, após um tempo de convívio.
      A minha geração, aqui no interior, se casou cedo e permaneceu (com excessões). De uns tempos para cá os compromissos desandaram, e as crianças pagam.
      Havia um ditado muito comum por aqui: "casar cedo para lutar cedo" - e se desse para ser feliz, era lucro.

      Grata, e beijos também de cá!

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  3. Boa observação, Cris. A cada geração os costumes mudam!

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  4. E devemos acompanhar a moda, informação e responsabilidade são peças-chave nas mudanças de hábitos.

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