17.9.14

Aposentadoria

Me aposentarei em dez anos e comecei a correr atrás de documentação em janeiro do ano passado. É, minha vida trabalhista é complicada: tenho tempo de INSS desde os treze anos de idade; tenho tempo no serviço público estadual; tempo no serviço público municipal e tempo como professora.
Nenhum dos três tipos anteriores de tempo de contribuição compensam ser misturados com a carreira de professora, senão perco a insalubridade (25 anos de magistério).
Pegarei  tudo que contribui trabalhando antes e amarrarei num pacote: dezoito anos e meio. Guardo para me aposentar por idade no INSS. Sessenta anos - um salário mínimo. Se a lei mudar até la, pago mais um tempinho à parte.
O tempo no magistério, deixo para a aposentadoria integral, pelo Instituto de Previdência Municipal, que também acontecerá por volta dos sessenta anos de idade. 
Há quem ache injusto duas aposentadorias, contudo já estou pagando a trinta e três anos (descontados os intervalos) e pagarei por mais dez, sendo que a segunda independe do INSS.
Tenho que garantir o futuro, pois quando eu tiver oitenta e cinco anos, se estiver viva, meu filho terá sessenta e cinco - idoso também. Precisarei de cuidadores ou a praticidade de um "lar de idosos"; ambos custam caro.
Então, aproveitarei esses dias de descanso devido aos jogos para adiantar alguns papéis.

8 comentários:

  1. Tens mesmo que garantir o futuro pois a dos GRANDÕES tá garantida e a do povo é miserê!!! bjs, chica

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    1. Certamente, Chiquinha, e não pretendo ser um peso para o filho, apenas vinte anos mais novo que eu.

      Beijão procê também

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  2. Olá, querida Cristina
    Quando eu tiver os 85, meu filho mais velho estará também com 65 também... rs...
    Gostei de ver os seus preparativos pra aposentadoria...
    A minha se deu há um bom tempo, como professora... saí no ano em que a lei foi mudada pra, além dos 25 anos, a idade de 55... não teria aguentado... francamente falando...
    Fui professora das antigas... cansava bem mais mas era a minha vocação...
    Se tivesse que escolher de novo... o faria, com gosto...
    O tempo passa muito rápido...
    Bjm fraterno

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    1. Olá, Rosélia! Que maravilha aqueles tempos...
      Quando eu trabalhava na creche, ela era vinculada à Assistência Social e então esse tempo não conta para professor. Tenho que contar dois tempos separados e haja papelada!
      Hoje em dia temos que trabalhar com jogos todo dia, fazer atividades em grupos, preparar rigorosamente aulas interessantes - cansativo. O bom é que os resultados têm surgido.

      Grande beijo prá você também

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  3. ~
    ~ ~ Que tudo te corra bem. mas não vivas ansiosa pela reforma.
    ~ ~ Vive estes dez anos em boa forma e descontração..
    ~ ~ Procura aliviar, na medida do possível, a tua carga diária laboral, seria bom que te habitues a uma faxineira ocasional.
    ~ ~ Envida esforços para que o Fiotão construa o seu lar. Só lhe fazes bem, pois já tem idade para isso.

    ~ ~ ~ ~ ~ F E L I C I D A D E S ~ ~ ~ ~ ~ B E I J O. ~ ~ ~ ~ ~

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  4. Oi, Majo!
    Estou deixando a papelada em dia, pois em dez anos a lei pode mudar, e estando documentada fica mais fácil acessar os direitos adquiridos.
    Gosto da rotina puxada, e sinto falta da criançada. Os cursos é que pesam (lição de casa), contudo são imprescindíveis para a qualidade educacional.
    Tenho uma faxineira quinzenal, e agora com a primavera e dias mais compridos, a rotina renderá mais.
    Descobriu o porquê do apelido dele? Já perdeu a penugem, mas terá alguns anos ainda conosco - a namorada só tem 21...

    Beijos felizes também a ti

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  5. Oi Cris!!!

    Por cá a velhice está cada vez mais em perigo, os pulhas dos governantes que elegemos nos ultimos 40 anos roubaram à grande e à portuguesa...somos uma população de gente velha, doente e cansada, sem alegria nem esperança...cada vez nascem menos e menos bebés....vejo um futuro negro, negro!!!
    Espero que nesses 10 que faltam você consiga um bom mealheiro:)))) Eu ainda tenho 20 anos pelo menos de trabalho pela frente...até lá ainda há muito para roubar...entretanto a gente morre e já não tem de se preocupar com reforma...

    Abraço Apertado!

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    1. Olá, Gê!
      O Brasil também passou a encolher: estamos com 1,8 de taxa de fecundidade.
      Trabalhamos tanto, descontam-nos religiosamente e tudo esvai-se sem explicações.
      Comecei a pagar aos 13 anos e já completei 33 anos pagos (descontando os espaços não pagos). Aqui também temos bastante medo do futuro, do sumiço do dinheiro arrecadado.
      Você tem nas meninas um futuro feliz, tenho certeza, apesar de nos preocuparmos mais ainda com a velhice de nossos próprios filhos... é assim a vida.

      Abraço apertado também procês!

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