23.5.14

Afta, marquinhas e jaca.


Sexta-feira é sempre o dia mais tenso na escola, pois as crianças costumeiramente estão agitadas, e nós  mais cansadas. Na oficina, à tarde, é ainda pior: temos que entregar serviço a torto e a direito, ouvimos xingamento de cliente porque a roda não está pronta, outro fica lá rodeando os colaboradores (detesto trabalhar com gente desocupada rodeando, feito galinha destroncada). O "Partrão" estava furioso (e eu disfarçando a tensão perante os clientes).
Hoje, contudo, foi um dia excepcionalmente tenso. 
Estou com um parzinho lindo de aftas no beiço lábio inferior. Sabe aquela mordidinha acidental que vira afta? Então, dois furinhos se tornaram duas crateras maiores que o nosso complexo alcalino de Poços de Caldas. E eu mascando lascas de pimentão para abrandá-las - dizem ser o melhor a fazer... Na hora de entregar meus alunos, foi um martírio ardoroso dar-lhes 22 beijinhos.
Não bastasse, ontem meu par de óculos ficou pronto. Demorou! A armação do antigo estava se desmanchando e escorregando do rosto, e não compensa consertar à essa altura do campeonato. Conclusão:  estreei o novo. Os detalhes - são multifocais e estavam com as marquinhas
Meu oculista oftalmo pede para levar o par de óculos pronto para ele conferir, mantendo três marcas para apontar algo (?) . Trabalhei com dois pontos brancos e quatro vermelhos à minha frente; fiz o retorno ao médico apenas 15 h 00, quando após um chá de cadeira, a assistente limpou as marcas.
Saí do trabalho 18 h 30, noite fechada, cansada pela labuta desde 4 h 40 da madrugada, faminta por ter pulado o lanche de 15 h 30 e frustrada por ser tarde demais para correr. Liguei no carrinho de lanches e encomendei dois X salada, o meu sem maionese (me esqueci da batata palha).
Acabo de devorar o meu e ainda ouço reclamação do Par, por não ter pedido X tudo para ele (como se ele pudesse). O isoporzão pão tem alguns ingredientes saudáveis: alface, milho e tomate. O queijo prato é normal, contudo o hambúrguer parece algo com fermento, tipo bolinho com sabor carne... a carne mesmo deve ter passado longe daquilo. Sem falar na batata palha, pura gordura trans. "Jaquei" por completo.
Agora cá estou, chacoalhando a cabeça feito vaca  com moscas, tentando acertar os focos deste multifocal. Falta de teoria não foi: o médico explicou duas vezes, duas também o dono da ótica, e o Par já falou, falou. Pena que na prática, a teoria seja outra...  

Ouçam!


Alguém aí consegue ouvir o estaladinho do chuvisqueiro nas telhas do barracão? Após três semanas, enfim ela chegou. Não é uma pancada como daquela vez; cai intermitentemente desde a noite de ontem.
Ao escurecer, eu estava caminhando, e uma ventania se principiou. Pequenos redemoinhos se formavam na terra fofa da pista de corrida (pista em chão batido).
Iniciando a última volta, senti-a cair morninha. Corri 800 m sob chuvisqueiro abençoado, que ressuscitava as plantas, algumas já desmaiadas pela aridez.
Esta é a chuva boa, que vem de mansinho, molha a terra sem causar enchorradas, não traz consigo raios, trovões e ventos fortes. Pelas previsões, ela segue até a noite e retornará na segunda-feira, jorrando 20 mm.
Assim seja! 

20.5.14

É o fim da picada!

Esta expressão mateira diz respeito às trilhas que os caboclos faziam para procurar caça nas capoeiras. Quando não havia mais picada, a situação ficava nebulosa, encrencada, sem saída.
Minha segunda-feira começou quente na escola. Lá estava eu ajeitando a sala, quando exatamente sete horas, soou estrondosamente o sinal, a ponto de rachar a parede.
Fui ao pátio buscar minhas duas filas de 22 crianças, e pelo caminho ouvi choro e reclamações. Ao acomodá-los nas carteiras, fui sendo bombardeada com lamúrias: L estava encapetado brabo. 
Havia dado uma imensa cabeçada no E; beliscou a V a ponto de "sair o corinho" ; empurrou A pelo ombro, jogando-a na parede; deu um muro na boca da I, que chorava compulsivamente. Tudo isso já havia acontecido na segunda-feira, 7 h 00 da manhã!
Admoestando-o no corredor, senti que havia prazer naqueles olhinhos, sensação de puro poder. L não apresenta Transtorno Desafiador, apenas teve um final de semana de absoluta falta de limites. 
Então vamos lá:  atitudes ruins trazem consequências ruim. Ele queria pedir desculpas rápidas (sem aperto de mão - exigiu) e se isentar das responsabilidades. Fácil, fácil, mole, mole.
Não! Se divertiu `as custas da turma, então não precisa se divertir mais no recreio. Fará reforço comigo; pois necessita muito. E serão quatro recreios, um para cada "divertimento". A coisa está funcionando; trabalho alfabetização e intensifico os pontos comportamentais preocupantes.
Para não deixar barato, ao final dos castigos das consequências, ele faz questão de frisar:
_Moeza, moezinha (comendo os /L/ )!
Tão bonitinho naqueles olhões azuis, que dá vontade de morder!
Ao final da semana, o avanço em alfabetização será visível pelas "aulas particulares" que L vem recebendo; espero que também os avanços em cidadania ocorram, mesmo que lentamente.
Daqui a imagem.

Dengue

Mosquito da dengue
Meu filho contraiu a doença... há epidemia, tanto aqui no bairro, quanto em São Carlos, onde ele estuda aos finais de semana.
Desde quarta à tarde com dores no corpo e febre, passou pelo médico na quinta após o trabalho e ficou de sobreaviso: hidratação, antitérmico (paracetamol) e repouso.
Trabalhou na sexta, foi para São Carlos e passou o restante do tempo repousando. Ontem de manhã, nova consulta e exame em mãos: modalidade clássica. 
Amanhã cedo, fará hemograma de acompanhamento. No momento, está no trabalho, deixando algumas coisas em ordem.
O paracetamol não deve ser usado pois mais de 7 dias, devendo ser trocado por dipirona, para evitar lesão no fígado. O ideal é espaçar ao máximo as doses de ambos, pois o vírus da dengue já fere o fígado por si só.
Muitos medicamentos que afinam o sangue são perigosos, principalmente à base de AAS (Ácido Acetil salicílico) e são totalmente contra-indicados. Sempre há risco de hemorragia, mesmo na modalidade clássica, e a imunidade cai muito, devido à briga do organismo com a colônia viral.
A alimentação deve ser leve, ministrada a cada três horas, rica em proteína: carne vermelha magra, ovos, oleaginosas e alimentos probióticos como leite fermentado e iogurtes. 
A água de coco e determinados sucos ajudam na hidratação. Abacate, kiwi, folhas escuras, brócolis, beterraba, também auxiliam no aumento de plaquetas, que caem demais com a dengue.

Descobri que alguns alimentos que contêm salicilatos (contendo concentrações maiores de ácido salicílico) e os de ação antitrombótica (que evitam coagulação) devem ser evitados em caso de dengue, devido ao risco de hemorragias.
Por outro lado, como oferecer uma alimentação balanceada, restringindo tantos alimentos como suco de maçã, sopinha com batatas, água com limão? Se não é seguro ingerir limão e tangerina, como oferecer suco de laranja? 
Sem contar, que a lista dos salicilatos mais concentrados é controversa. Em determinados textos, abacate é benéfico, em outros é maléfico!
Os que mais aparecem nos textos são: ABRICÓ, AMEIXA FRESCA, AMÊNDOA, AMORA, BATATA, CEREJA, GROSELHA, LIMÃO, MAÇÃ, MELÃO, MORANGO, NECTARINA, NOZES, PASSA, PEPINO, PÊSSEGO, PIMENTA, TANGERINA, TOMATE e UVA.
Os alimentos que contém ação antitrombótica são: ALHO, CEBOLA, GENGIBRE (segundo a Associação Brasileira de Nutrição - Asbran).
Se tais alimentos podem realmente pioram o quadro da pessoa com dengue, melhor evitá-los por estes dias, contudo será que a concentração do ácido é mesmo significativa? E o inhame, é realmente milagroso ou apenas mito? estou com a pulga atrás da orelha. 

18.5.14

Água morta

Não se trata de alguma água-viva que tenha morrido! 
Como o próprio nome diz, esta água residual, uma espécie de lodo fecal acumulado no fundo das represas, com vários tipos de dejetos, metais pesados,  não deveria ser utilizada para consumo. 
Teoricamente não deveria, todavia desde janeiro estou preocupada com a falta de chuvas. A SABESP teve que utilizar esta água no sistema Cantareira, abastecendo toda a grande SP, para evitar ao máximo o racionamento. Dentro do pacote, haverá bônus e multas.
O nível de água das represas deste sistema chegou a menos de 10%, nunca antes atingido. Com a agregação da água morta, subiu para mais de 25%, devendo suportar a estiagem, se houver economia pela população.
Até mesmo a "semeadura de nuvens" ou chuva artificial foi tentada (clic "imagem" e vide reportagem). Creio que esta água necessitará de muito mais química para ser tratada, contudo metais pesados raramente são eliminados pelos filtros.  
Agora em maio, é que deveria se iniciar o período de estiagem. Daqui adiante as represas deveriam ir se esvaziando até metade de setembro.
Desde o início da década de 50 que não ocorre este fenômeno seco aqui na região. O normal é que chova quase todos os dias de janeiro, e que ocorra pancadas rápidas quase toda tarde de fevereiro e março...
O anormal foi não termos tido um dia sequer de chuva fina em janeiro (nem grossa), varamos os outros meses assim, na maior estiagem. Agora, em maio, as represas estão baixíssimas, não aguentarão até final de setembro.
Tivemos anos em que a chuva vinha apenas em outubro... como será? O preço dos alimentos dispara, pois a irrigação artificial encarece as plantações. Muitas hortaliças se tornarão inviáveis.
Nesta madrugada, ao passar sobre um córrego que abastece nosso rio Jaguari Mirim, o filetinho d'água, tão ralo, estava fétido.
Aqui no Município, não temos reservatório. A represa, antiga promessa de campanha, não saiu do papel por problemas ambientais (?). Nem água morta temos!

17.5.14

Leveza

Agora à tardinha: eu correndo solitária (adoro), o dia fazendo troca de plantão com a noite, e de repente, a Má em minha frente a fazer caminhada com sua linda cachorra loira.
Má lecionou a meu lado por três loooongos anos, e atualmente teve que mudar de escola (substituta efetiva). Abusando da intimidade com a amicolega, certifiquei-me ser ela mesma, e ao podá-la ultrapassar-lhe, lasquei-lhe um tapão na bunda  na nádega direita.
Ela assustou-se, e sendo TDA/H na modalidade impulsiva, soltou seus gritos, dizendo que a matei do coração! Completou dizendo que corresse por ela também... voltei-me, já adiante, e falei:
_ Imagine se eu fosse um negão de "zói" verde?
No que Má completa:
_ Uau!
Esta moça ficou bem obesa a sete anos, após o parto do filho, quando tinha 30 anos de idade. Está na reeducação alimentar a cerca de dois anos e ficou esbelta, cinturadinha, digna do rosto lindo que possui. Faz longas  e constantes caminhadas com uma vizinha.

Equidade

Dia da Bandeira / Flag Day
Com as novas manifestações, acabo de ler um blog de brasileiro "européisado", ainda deslumbrado, que "desce a lenha" na porcaria do Brasil. Ora bolas, eu também sou terminantemente contra quebra-quebra e outras manifestações ostensivas.
Sou igualmente terminantemente contra os eventos de copa do mundo e olimpíadas, pelos mesmos motivos de todo brasileiro "pé no chão".  Na hora do jogo, aproveitarei para andar de bicicleta com o Par, tendo as ruas desertas só para nós, pois boicotar é menos mal que depredar.
Gastar nossos tão suados impostos nestes eventos faraônicos é o mesmo que eu comprar uma avioneta da fábrica onde o "Fiotão" trabalha, sem ter dinheiro para manutenção, sem saber pilotar, sem uma banheira de hidromassagem, sem ter um carro zero, sem uma casa em bairro nobre.
Justamente isso acontece: pula-se a primordial saúde pública e cuidados ao idoso, a segurança, educação, transportes públicos decentes (nas grandes cidades) e vai-se direto ao oba-oba. Agora quero ver quem pagará o pato destas decisões arbitrárias. Os políticos foram avisados com um ano de antecedência.
Quanto à equidade , quero chegar até os europeus e ao vômito de alguns brasileiros expatriados. Todos sabem que o Brasil é um país adolescente. Também sabem que a população europeia está envelhecida. 
Senhores de 60 anos não têm disposição para sair às ruas reivindicando, só querem um asilo para envelhecer em  paz. E a Europa já tem boa infraestrutura acumulada em "milênios". Em 1500, o Brasil estava na era neolítica; seus habitantes (nativos) sequer conheciam o metal.
A população brasileira ainda é predominantemente jovem, cheia de vigor. Jovens com baixa escolaridade, que fazem mais besteiras e espetáculos que populações idosas. Precisamos entender esta importante diferença.
A Alemanha, por exemplo, quando tinha sua população ainda "caliente", fez o holocausto. Quando a Itália era "fogosa" tinha máfias terríveis. E por aí vai... Entenderam a equidade?
Que eles parem de cuspir no prato onde se alimentaram e respeitem-nos, visto que estamos aqui dentro, arregaçando as mangas para tentar educar (sem muita surra) esse Brasil adolescente rebelde. 
Será que é tão difícil um brasileiro expatriado explicar esta equidade lá fora? Precisa sujar ainda mais nossa imagem?
daqui a Bandeira.

16.5.14

Solanina

Alguns exemplos de vegetais da família das solanáceas: tomate, berinjela, batatas e pimentões. Créditos: janeshealthykitchen.com
Adicionar legenda
Não é nome de aluna minha, é um veneno existente nas plantas solanáceas. Há uma gama enorme de plantas venenosas oriundas sobretudo da América do Sul. Possivelmente elas utilizam a substância como forma de autodefesa.
O tabaco é um exemplo dessas plantas, cujos frutos mudam de cor: a berinjela se escurece quando madura; a batata fica esverdeada se exposta ao sol; outros frutos desta família são negros. Daí o nome "erva moura" para uma plantinha silvestre bem venenosa.
Em minha adolescência, me lembro que alguns colegas do ensino médio viviam loucos por determinados lírios (alucinógenos) para fazer chá. Fazem parte desta família, são "beladonas".
O que me assustou nesta pesquisa dos venenos, enquanto procurava por alimentos que diminuem a inflamação do esporão do meu Par, foi tê-los dentro de casa!
Eu não sabia que dentre eles, em menor grau de gravidade, estão a batata inglesa, a berinjela, pimentão/pimentas e tomate. Na minha infância rural, o tomate era alimento esporádico,  reimoso . O tomate cru é mais carregado de solanina, então prefira cozido. Esta moda de tomate verde também é perigosa, pois a concentração de solanina é bem maior.
Não está 100% comprovado, contudo as pessoas com inflamações crônicas, doenças degenerativas: calcificação (esporão, hérnia de disco) em qualquer parte do corpo, artrite, tendinite, e outras "ites" crônicas, podem se beneficiar com a diminuição destes alimentos, que aumentam a inflamação.
Dá pena pensar que um inocente purê de batatas pode complicar uma inflamação, principalmente nas articulações. Se a batata estiver esverdeada e meio amarga, não consuma! A solanina, presente sobretudo na casca, não desaparece totalmente com o cozimento. Alimentos com nitratos, lecitinas e saponinas se atenuam quando cozidos.
Existem outros vilões da inflamação, como glúten e outros grãos refinados (fubá, amido de milho), gorduras do mal/ carnes vermelhas (frituras), laticínios gordos, açúcar fino, álcool, química nos alimentos industrializados.
A farinha de trigo branca pode ser consorciada com mandioca, derivados do milho, mandioquinha salsa,  inhame, cará, batata-doce, pinhão, fruta pão, muita aveia e outros farináceos, minimizando os malefícios e potencializando benefícios.
Alimentos que nos desinflamam são linhaça moída, alho e cebola, açafrão da terra/gengibre, manjericão/alfavaca e outras ervas, óleo de canola e azeite virgem, aveia, clara de ovo, chá verde, leite fermentado (tipo yakult), peixes (ômega 3), folhas escuras (o espinafre contém muito ácido oxálico), cogumelo shitake, frutas e legumes alaranjados (betacarotenos), abacaxi, abacate, castanhas e amêndoas (em moderação), leguminosas bem cozidas (devido à lecitina). 
A inflamação prolongada contamina o sangue, levando a maior incidência de doenças cardiovasculares e até câncer. Portanto, a diversificação alimentar é o melhor caminho para evitar intoxicações, visto que há componentes bons e ruins em quase todos os itens.
O ovo, por exemplo, tem a gema inflamatória e a clara anti inflamatória. Se frito em óleo, fica bem inflamatório; se feito em panela antiaderente, com rodelas de cebola ou folhas de manjericão, se torna anti inflamatório. Tudo depende das preparações, combinações, porções e frequência de consumo. 
Imagem esta

15.5.14

Leite bovino?

Desenho Vaca leiteira pintado por vaquinha
Existem na Net e na boquinha das nutricionistas, muitas apologias ao consumir e ao abolir seu consumo. A questão da baixa tolerância à lactose, das alergias, acaba sendo um pormenor ante tantos outros fatores.
Relacionado à lactose, a partir dos 4 anos, nosso corpo começa a digerir mal este açúcar. Quem se dava bem com o leite, pode "ficar de mal" com o passar das décadas. É meu caso. 
Em minha adolescência, trabalhando numa fábrica desde o final da déc. de 70 até 1985, recebíamos toda tarde (15 h 30), um copo de leite com café. O leite vinha fresquinho do sítio do proprietário da confecção.
Semente mais tarde vim a saber que se tratava duma lei, obrigando empregadores a fornecê-lo, pois "limpariam" os pulmões dos funcionários expostos a pó (E. P. I.?).
A fábrica era uma confecção de roupas de brim e gerava poeira de algodão. Muitas outras empresas forneciam meio litro de leite a seus colaboradores, devido à estranha lei.
Me lembro que este "lanchinho da tarde" era um momento de intenso prazer, frente a uma rotina extenuante de cumprir metas, produzir e produzir. Conversávamos por uns minutos, matávamos a fome que já se instalava e voltávamos revigoradas às respectivas máquinas de costura (a minha era overlock).
Os leites atuais, armazenados há meses na caixinha, são muito diferentes daqueles de minha infância, tirado e fervido na hora. Se sobresse um gole ao final do dia, ia para os animais.
Nossas vaquinhas caipiras e orgânicas (Fortuna, Fortaleza, Favorita e Fumaça), produziam no máximo quatro  litros de leite, num tempo curto, enquanto o bezerro fosse bebezinho. Hoje, quarenta litros é o mínimo, e o tempo de lactação, imenso.
A pasteurização/esterilização elimina micro organismos, inclusive os probióticos; a industrialização dos derivados lácteos suga dele boa parte de sua gordura (não tão necessária).
Também é notório que o leite atual está contaminado com pesticidas (carrapaticidas, vermífugos e afins), agrotóxicos das pastagens artificiais, antibióticos e hormônios. 
O hormônio de crescimento, aplicado para ampliar o período de lactação das vacas, aparentemente faz nosso pâncreas produzir mais insulina, causando picos de açúcar e possível hipoglicemia, que pode causar mal estar e reserva de gordura (engordar).
Eu, que sempre ingeri o mínimo de antibióticos, poderia estar recebendo dozezinhas "grátis" através de certos alimentos (não apenas leite) e deixando meu organismo  perigosamente resistente a eles.
Consta na Net, que a China ingere pouco leite, tendo vegetais como principal fonte alimentar, e apresenta um índice baixo de casos de osteoporose. Os USA, ao contrário, pelo excesso de leite, tem grande incidência da doença, sendo que absorvemos 32% do cálcio deste leite, que é para bezerros e não humanos.
Certa vez, um médico me disse que a osteoporose começa na infância: quem vivia nas goiabeiras, como eu, não quebra. Nunca quebrei mesmo, apesar de ingerir leite de vez em quando.
Tais agentes nocivos podem acelerar processos cancerígenos e agravar doenças crônicas. Em contrapartida, sempre soubemos dos benefícios deste alimento quase completo, inclusive sendo de fácil consumo a pessoas debilitadas.
Em substituição ou complementação, há os leites de cereais, oleaginosas ou leguminosas, inclusive com receitas fáceis a rolar na Net. Na verdade, são extratos: de soja, arroz, aveia, amêndoas diversas.
Tais bebidas concentram elevados índices glicêmicos, suas proteínas são inferiores e a absorção é ligeira. Cálcio e vitamina D também são deficitários. O correto seria consorciá-los com derivados do leite bovino.
Há quem adore leite, sempre tomou e não sente malefícios. Eu consumo com moderação, pois sinto o aumento de gases intestinais quando ingiro em excesso. Meus familiares também fazem uso, contudo consciente. 
Extratos, apenas a avó usa, devido à diverticulite. Creio que informação atualizada e de várias fontes, equilíbrio e diversificação alimentar são as melhores formas de rebater as polêmicas que envolvem todos os alimentos, água mineral e até o ar que respiramos.
Você aceita uma xícara bem fininha, repleta de leite semi quase fervendo, com café solúvel e tiquinho de açúcar? Um bolinho de fubá com erva doce acompanha.
Imagem: essa

13.5.14

Até o diabo sai de perto...

Sou perseverante neste tal de suco verde, ao qual conhecia apenas em teoria e fui apresentada fisicamente no início deste ano, com a reeducação alimentar.
Me adaptei bravamente à meleca e sinto falta. Em janeiro, só tomava uma vez por semana; em fevereiro passei para a dosagem correta: toda segunda e sexta, de manhã.
Em março, comecei a tomar também de vez em quando à tarde, antes da corrida... em abril já estava sentindo "vontade". Não é bem vontade, é uma saudade da sensação de leveza, de missão cumprida.
Ainda a pouco, no lanche da tarde, a única coisa que me apeteceu ingerir foi esta pasta verdolenga! Fui lá em casa (aqui ao lado) e preparei minha alquimia. A poção mágica, para ser radical como eu gosto, precisa conter coisas exóticas.
Botei um rabo de calango (deixei o pobre sangrando e rabicó), o sangue de um sapinho que morava no quintal, as patas da barata que matei ontem, e para mostrar que sou uma moça urbana e civilizada, hoje coloquei alface!
Nem tão poderosa. Coloquei meia banana com casca e tudo, alguns brotos de trapoeraba, um pezinho de beldroega com flor, algumas azedetes (trevo), uma tampinha de limão (com a casca), o último broto de picão (amor seco). Todas essas plantas eu conheço da infância.
Para aproveitar os talos da alface que o meu Par almoçou, também pus no suco. Normalzinha! O sabor? Aguardo, aguardo... dizem que com o passar das décadas, o paladar se acostumará.  
Estou me sentindo uma fada, quase a flutuar. O danado é mágico mesmo, e falando sério, a tampinha de limão (limão cavalo) tapeia o sabor excêntrico da "mataiada" e o torna sorvível.
E a minha gastrite "milenar" que sumiu? As bactérias estomacais fugiram das ervas.
Casca de mexerica, mamão com casca, melancia com casca e semente, tudo vale para encorpar e enriquecer o suco. Eu não o gosto doce, então evito a parte vermelha da melancia. O fundamental é higienizar tudo muito bem. E boníssimo apetite!
Imagem daqui

11.5.14

blanche LII: Aridez

O inverno se aproxima de soslaio e o ressecamento do solo, de arrasto desde o estranho verão, arrocha ainda mais o cenário pedregoso, levando a vista a alcançar longas distâncias vergonhosamente nuas.
A pastagem amarelada e rala, a suspirar por esmola,  não supre as necessidades alimentares dos equinos, caprinos, ovinos, bovinos, muares e alguns mínimos bubalinos de Riolama, em pânico alvoroçante. 
Já magricelenta, parte dos rebanhos segue em comboio rumo à Corda Bamba, sob miseráveis farrapos de nuvens esvoaçantes, no único branco anilado a marcar o panorama acrômico. 
Resguardando os olhos do solão rutilante, os condutores, dentre eles o determinado Tom, se habitam sob imensos chapéus de palha crua bem trabalhadinha em sofisticados desenhos geométricos.
A toada rala e rastejante segue intermitentemente, com paradinhas abaixo de escassas árvores desfronhadas, quase defuntas pelas constantes podas pro de comer aos bichos. 
No pouso noturno, se valem de taperinhas viúvas à beira da ruivíssima estradiça, entulhadas do nada. Na noite fresca, um céu de transparência doída chamuscado de sóis afasta a esperança de um certincerto abluvião tardio.
A valia dos judiados animais cai abruptamente, e a iminência de mortes é escandalosa. Os condutores, serzinhos tão descomplicados, tentam criar ideias de forças atávicas para próprio uso, expulsando agouros preconcebidos. 
Um tropel de cavalo crioulo desloca uma verruguinha ali negrejando entrecortadamente na noite sertaneja, numa perfuração da estática paisagem: é Peter que retorna em vagia, após negociação árdua de somente parte do plantel. Desaquebrantou a fascinação dos agregados, ávidos por notícia enfatiotada.
Atochados ao torrão duro e recobertos apenas pelas lufadas da cruviana madrugadeira, dormitam até que o grosso da noite se afaste. De supetão acordam todos, estremunhados com o pedante estridular do urutau, num toco estéril. 
Em voz pastosa e bocejos rasgados, vão escorregando os bons dias habituais e cuidando da lida, enquanto o rubro do sol tenta clarear canhestramente o serrote magricela. Uma ovelha tão lanzuda chamada cinhaninha, está de mal a pior, e seguirá montada à burrica, em intensa tentativa de salvação à criaçãozinha. 
O rio orgástico anorexou-se num impotente filete d'água, onde no arrebol, um garoto encardido, com uma cabaça, colhe goles. É prá lavar a ramela da cara dos peões e derreter a rapadura deliciadamente num caldo fumegante. 
Após a tamborilante reza mastigada e dolente, aos punhadões, empurram a nutritiva paçoca de farináceos com jabá e oleaginosas. Um cão enfurecido arrebanha a manada, explodindo em brutalidade, tão delgado pela ausência de caça / alimento.
Num esgar opinioso, o gado emurchecido refuga diante do desapiedado capim seco oferecido sobre um chão semeadinho de pedraria, mais nada. Um dos moleques, correndo desatinado, ataca o  lagarto teiú e salva um futuro almoço ensopado.
Seguiram cabisbaixos e dilatados. Na parada de sol a pino, acocorado ao tronco duma paineira seca, Peter organizava a divisão de folhas verdes à manada mista, bem defronte à capoeirinha cujo facão de Tom mutilara galhos preciosos.
Reses escanzeladas, de ossos pontiagudos a fincar o couro dos quartos, consumiam competitivamente os suculentos brotos que os dois moleques da vila espalhavam pela relva  enxuta e aloirada. 

10.5.14

Filho da puta?



Não, isso não é mais um palavrão, virou fichinha diante dos "filhos da droga". Isso sim é palavra de calão gabaritada.
Aproximando-se o dia das mães, e sobretudo o dia da família (quinta-feira, dia 15), certas considerações saltam da gente em forma de ondas nebulosas. 
Hoje se concluiu que a profissão de prostituta é mais árdua que muitas ditas superiores. Não é mais considerada mulher de vida fácil quem se prostitui. Se há clientes, eles fazem parte primordial do pacote.
Uma prostituta grávida, se tiver bom senso, pode não alterar em nada a qualidade de gestação de seu bebê. Agora, o estrago que a droga faz no bebê que está dentro de uma usuária de certas substâncias, pode ser drástico e se prolonga por toda a vida.
Na sala de aula, sempre recebemos crianças, onde a própria família avisa que a mãe fez uso na gravidez. Há exceções, em que as crianças não são visivelmente afetadas, contudo são mesmo exceções.
Eu tive um garotinho ano passado, que neste ano está com comportamentos mais trabalhosos ainda. A atual professora suspira, respira... a avó tenta remediar. Com o passar do tempo, e a idade avançando, houve piora nos comportamentos que já eram inadequados.
O outro coleguinha, "elétrico ligado em fio trifásico" está subindo pelas paredes, quase literalmente. E a aprendizagem de ambos segue em passos de tartaruga. Quase dá prá ver o estrago devastador ocasionado nas conexões cerebrais desses inocentes.
O garoto da sala ao lado, citado aqui, sequer permanece em sala de aula, fica vagando pela escola, atrapalhando funcionários, hostilizando crianças que vão ao sanitário, burlando regras. Nesta semana, a genitora foi chamada à presença de uma supervisora de educação por não se comprometer. Solução? Duvido.
Nos casos de uso mais brando / espaçado, há dificuldade de aprendizagem, rompimento da estrutura familiar, falta de comprometimento com a criança. 
Então, se um dia você for inadvertidamente chamado de "filho da puta" no trânsito, menos mal. Obscenidade muito pior é ser chamado "Filho da Droga", infelizmente.

E um ponderado domingo de mães a todas nós!
Imagem daqui

7.5.14

Dodois

O meu Par está com fasceite plantar - a fáscia (na planta do pé) se inflama, de tanto o esporão de calcâneo cutucar. O esporão esquerdo é mais proeminente, contudo o direito é que inflama mais vezes (o Par é destro).
As causas do esporão e consequente inflamação são, por ordem: idade, esforço, peso corporal, formato do pé. A reforma "faztudo" no sítio agravou o problema, mas está na reta final.
O ortopedista aplica injeção no local e receita pomada; o fisioterapeuta fortalece a musculatura e estica a fáscia, todavia está inflamada e não dá prá esticar - a dor no dia seguinte é terrível (e o Par tem que tocar a oficina, comandando 6 colaboradores).
Eu percebi que o tendão de meu ombro esquerdo estava se inflamando (com dor moderada) e já entrei com anti inflamatório - a dois anos, aguardei demais e custou dois meses a desinflamar e parar de doer.
Estou dormindo apenas do lado direito a quinze dias, para não forçar, até que melhore totalmente; não quero facilitar e voltar a ter dor forte, quase incapacitante. Causa principal da tendinite: idade! É que com o passar das décadas, nossos tendões se encolhem, ficam rijos ou algo assim.
"Fiotão", tão novo e já está na quarta crise de labirintite, em três anos. A primeira foi aos 25 anos, quando fez bateria de exames neurológicos (tomografia e outros). Agora, nesta quarta crise, fará outros exames para tentar descobrir a causa da labirintite recorrente. 
Do nada, ele acorda vomitando, caindo pelo corredor, batendo cabeça, como se tentasse se equilibrar em pé sobre um touro mecânico. Geralmente em três dias pode voltar ao trabalho.
Na madrugada de segunda feira, me chamou, dizendo sobre a crise. O pai o levou ao plantão da Unimed, onde ficou no soro por horas - sozinho, pois o pai veio abrir a oficina e eu estava em aula. 
À tarde, eu e a namorada o levamos ao médico, que o encaixou. Ele ainda sem conseguir se alimentar, devido ao enjoo.
Agora já está melhor e amanhã volta ao trabalho, na fábrica de avionetas. Um colega o levará, pois não pode dirigir.
Fui até a fábrica levar a licença; "Fiotão" trabalha numa roça, após um milharal. O imenso hangar azul fica no aeroporto local.
No final de semana, a namorada o levará a São Carlos, onde faz especialização na escola de engenharia da USP (sexta à noite e sábado de manhã). Será bom para ela assistir as aulas, pois também faz engenharia.    
Imagem daqui

Assim, assado

   
E vão surgindo temas, e gosto de escrever com calma, e não escrevo, e tudo se embola...
Bom, a máquina fotográfica morreu! Aparece lá uma mensagem estrangeira dizendo que o software já era. Aqui no fundão interior não há assistência técnica Sony, contudo ainda não farei o enterro, quem sabe alguém conserta?
Justo agora que paguei oftalmo e pagarei lente multifocal. "Fiotão" comprou pela net, uma retrateira de R$ 670,00. Veremos!
Fiz tanta comida boa no fim de semana e não tenho imagem: pãezinhos de cenoura, aveia e manjericão seco (ficaram parecidos a pezinhos de bebê); strogonoff com ervilhas frescas; lombinho suíno com ervas desidratadas (melissa e alfavaca) e grão de bico. 
Hoje, no almoço, servi frango (peito) com molho branco (alaranjado com coloral) e pinhão. É que tive "visita": o Fiotão está dodói e a namorada almoçou com ele. Esse prato é uma versão do maravilhoso frango caipira com pinhão que comi na infância. 
Outono é estação de batata-doce, pinhão, pipoca e amendoim; os três últimos não faltavam nas roças caseiras; o pinhão era comprado. Toda semana pego na feira, um litro de pinhão (R$3,00) e meio kg de batata-doce (R$1,00). Aqui ainda se vende pinhão e jabuticaba aos litros...
Eu cozinho o pinhão na pressão, coberto por água e pelas batatas. Ao chiar, aguardo 10 minutos e desligo. Não aguardo a casca abrir, senão perde a cremosidade.
Ao perder pressão, abro e retiro as batatas, fecho novamente e deixo os pinhões nadando na própria água - ficam quentinhos o dia todo. Descasco, cortando ao meio com uma faquinha. Bom, barato e saudável. 

4.5.14

Reima

   

Ontem, no lanche da tarde, ingeri melancia, jabuticaba (que trouxe da serra) e inadvertidamente provei alguns pedacinhos de rebarba de carne bovina, junto ao meu Par.
Rebarbas são aquelas aparazinhas que sobram ao limpar a parte nobre da peça de carne. Eu costumo eliminar a gordura e aproveitar as rebarbinhas, cozinhando-as em pressão. Ao sentir aquela queimadinha, grudando ao fundo da panela, é só desligar, atirar uma cebola mal picada, acertar o sal e degustar como petisco. "Bão"!
Mas prá quê eu fui ingerir os petiscos bovinos sobre melancia e jabuticaba? É claro que prejudicou a digestão. Já passava das 16 h 00, então continuei despreocupadamente a limpar a cozinha, lavar panelas.
Por volta das 17 h 15 percebi que estava ficando com mal estar, "empachada". Fui fazer minha corrida, pois não havia sol. Lá na pista, me lembrei da asneira que havia cometido. Claro que a corrida amenizou um pouco os sintomas.
Após o banho noturno, fiz o suco verde e ingeri. Ih, a situação apenas piorou... fui preparar atividades escolares até a hora de dormir, já temendo a noite esperadamente mal dormida.
Acordei duas horas após o sono, com enjoo e boca amarga, salivando. Passei um tempo sentada na sala de jantar copa, tomando água, até que conseguisse verter tudo.
Continuei a tomar água bem gelada para abrandar o esôfago ardente. A noite foi de pesadelo, sonhos estranhos, até 4 h 40, quando enfim o celular despertou. Ufa! Vamos pedalar para espairecer.
Resumindo: eu sempre tive respeito pelos alimentos tabus. Na minha infância roceira, os alimentos reimosos eram muitos. Dentre eles, jabuticaba (com caroço) e melancia (incluindo os primos melão e pepino), por serem de difícil digestão.
Minha mãe conta que quando eu tinha três anos, comi paca que meu pai caçou; fiquei cheia de feridinhas (ela não sabia que era alergia: cozinha-se bem a caça, mata-se os micro-organismos, mas as toxinas ficam).
Aos onze anos, comi muita carne bovina pela primeira vez, na matança de um boi para o natal. Era época de manga, outro alimento reimoso. Tive treze furúnculos (cabeça de prego) nas nádegas e coxas, que doeram muito e duraram duas semanas. Há algumas marcas até hoje.
Os antigos diziam:
_Cedo é ouro, meio-dia é prata, à noite mata.
Ovo frito, carne suína e de caça, laranja com bagaço (mexerica, bergamota, tangerina, lima), manga de-vez (quase madura), amendoim, couve refogada, banana verdolenga (não tão madura) sujavam o sangue.
Quando alguém se feria, ficava doente, paria bebê, menstruava, esses alimentos eram terminantemente proibidos, a qualquer hora do dia, incluindo salada de folhas (devido ao tempero com limão cavalo e gordura animal), pimentão, tomate cru, pela acidez (não se sabia da solanina) e leite de vaca (o leite caipira era muito gordo - ignoravam a lactose).
Os alimentos "quentes" também eram controlados: diversos chás, como de canela; feijão; pimentas; chocolate; gengibre; carnes vermelhas; ovos; café, eram considerados bons para resfriados (frio) e frigidez sexual (frio). Para o sistema digestivo eram considerados preocupantes, assim como em febres e inflamações, necessitando um período de pousio.
Os alimentos mansos, como arroz, frango caipira, legumes e verduras refogados, sopas, mingaus, derivados do milho eram considerados hígidos e podiam ser consumidos livremente, evitando-se alimentos "pesados" durante a noite: pães e outras massas, feijoada, carnes assadas, frituras, molhos com queijo.
Hoje, pouco se pensa nestas categorizações do senso comum, da experimentação e observação empírica, pois há nutricionistas a orientar a alimentação, contudo realmente necessitamos observar os horários para ingerir certos alimentos, evitando mal estar.