8.2.15

Fezes sadias

Tabu para alguns, fato é que a busca por uma defecação saudável também faz parte da Reeducação Alimentar.
Odor, consistência, cor, formato, frequência e até flutuabilidade podem indicar se as fezes estão saudáveis ou nem tanto.
Essa história de evacuar, tapar o vaso, dar a descarga e encerrar a operação é coisa para amadores. 
Quando fui monitora de creche, um pediatra pedia as fraldinhas cagadas dos bebes. E eram de pano naquela época. Ao retornar à creche como diretora, perguntei pelo médico e não estava mais na cidade.
Voltando ao odor: A dieta influi bastante neste quesito, assim como os dejetos das próprias bactérias intestinais, entretanto se o fedor aumentar muito, pode ser sinal de intolerância alimentar (tipo lactose) sangramento interno excessivo, infecções ou inflamações.
As fezes ficam mal digeridas e apodrecem durante o processo. Alimentos presos no cólon também geram fezes mais fedidas.
Consistência: Quanto mais rápida a evacuação, mais maleável o bolo fecal. Passando dias nos intestinos, as fezes perdem água e endurecem. Infecções causam diarreia, com má absorção e excesso de água, que pode levar à desidratação quando persistente.
A consistência ideal é de uma massa úmida moldada.
Quanto à coloração: No meu caso que tomo suco verde, elas saem esverdeadas - normal, pois a alimentação e a bile influem na tonalidade.
Se há sangramento no início do aparelho digestivo, as fezes saem enegrecidas; caso haja hemorragia no intestino grosso, elas saem avermelhadas.
Fezes muito lustrosas pelo excesso de gordura e amarelas pode ser indicativo de problemas no pâncreas. Em caso problemas hepáticos , as fezes saem esbranquiçadas. 
Formato: Tubos são os mais comuns, entretanto massas firmes também ocorrem em situações normais, conforme a dieta; fezes constantemente em forma de bolinhas indicam prisão de ventre severa - colite, diverticulite, tumor; se forem fininhas, pode haver problemas nos esfíncteres (músculos contratores) e obstrução das tripas; diarreias persistentes carecem averiguação.
Frequência: Uma vez ao dia seria o básico, entretanto a quantidade normal varia de três vezes ao dia a três vezes por semana.
Fora desse padrão por longo período pode ser patológico. A ingestão de água e fibras regulam a evacuação, assim como certos alimentos podem  soltar (mamão, beterraba, quiabo) ou prender (chocolate goiaba, caqui) as fezes. 
O sedentarismo também causa prisão de ventre. Educar os intestinos, aguardando pacientemente no vaso toda manhã é uma boa prática; para tal, deve-se acordar meia hora mais cedo.
Ingerir uma beterraba num dos lanches pode indicar o período de expulsabilidade, pois ela manchará de rosa a parte das fezes correspondente. Se não sair nos próximos dias, pode estar havendo atraso na excreção.
Flutuabilidade: fezes que vem à tona no vaso podem ser indicativo de combinações alimentares erradas, gases em excesso (ingestão de batata-doce, feijões, verduras brássicas, lactose, açúcares, dietéticos), gorduras não digeridas pelo pâncreas ou excesso de determinadas fibras que boiam, como a parte branca da laranja ou do maracujá. 
Além de resíduos alimentares, muita água, fibras, bactérias mortas "por idade" e células mortas compõem as fezes bem digeridas, então o mais lógico é que imerjam parcialmente, num meio-termo.
Entretanto, se a excressão é mais assídua, a chance de pairar é maior. Fezes ressecadas (intestino preso) dificilmente boiam, então afundar demais nem sempre é sinônimo de saudável.
Se flutuam constantemente, pode estar havendo má absorção  (perda) da alimentação no trato intestinal; se o fedor aumentar, é mais sério. Se houver sangue, gordura, febre e perda ponderal é mais sério ainda.
Geralmente diagnósticos incluem relatos sobre o período do fenômeno (mais de quinze dias), a dieta, exames de fezes, endoscopia e colonoscopia.
Resumindo: Quanto pais limpo ficar o papel higiênico, mais saudáveis as fezes.
Observar atentamente as fezes, anotando sua variabilidade é sinal de esperteza. Qualquer estranhamento persistente, um médico deve ser procurado. 
primeira Imagem

4 comentários:

  1. Assunto "fedorento" né Cris? rsrsrsrs
    Mas é de grande importância e vc tratou muito bem dele.
    Parabéns por sua clareza e coragem!

    Mas... sinceramente, não gostei da imagem...

    Abração
    Jan

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    Respostas
    1. Oi, Jan, tudo bem?
      Esta privadinha antiga da imagem era um luxo à época, pois o povão só tinha a moita de bananeiras!
      Prá mim, que lido com crianças, é um tema muito natural. Quando eles reclamam das fezes, corro logo investigar.

      Grande abraço de cá também

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  2. Muito boa essa matéria, tenho diverticulite e só melhorei depois que aprendi os alimentos que causavam a dor....mudei minha dieta e hoje estou bem.
    adorei,
    abraço!

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  3. Oi, Lena!
    Nos conhecendo melhor, podemos evitar males maiores. A função intestinal satisfatória previne e afasta diversas doenças, pois é ali que nutrientes alimentares são (ou não) absorvidos.

    Abração também procê

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