4.6.15

Autofagia e jejum

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(Texto meramente de estudo autodidata. Pessoas interessadas na prática devem pesquisar em textos científicos e procurar um profissional)



Autofagia é comer-se a si próprio. A absorção da cauda de certos girinos ocorre por este processo.
Todas as nossas células praticam autofagia fisiologicamente, digerindo partes envelhecidas de si mesmas com o auxílio de seus lisossomos. Essa atividade é indispensável à sobrevivência e saudabilidade celular.
Em momentos de escassez alimentar, as reservas do corpo se esgotam e as células passam a digerir partes de si mesmas como estratégia de sobrevivência. Acontece o mesmo na presença maciça de patógenos ou toxinas - inflamações.
No cotidiano, esse canibalismo natural permite destruir partes desgastadas e reaproveitar alguns de seus componentes moleculares.
A parte ruim é cercada, formando um envólucro a contê-la numa bolsa repleta de enzimas, tipo planta carnívora. Assim, a célula se recicla inúmeras vezes. Um fígado pode se regenerar em dez dias.
Uma falha de autofagia com acúmulo de resíduos danificados é considerado uma das principais causas das doenças associadas à inflamação crônica: Câncer, diabetes, arterosclerose (infarto), demência, artrite reumatoide ... 
Com o envelhecimento, nosso corpo vai perdendo a capacidade natural de Autofagia e precisa ser estimulado para evitar doenças degenerativas.
Jejum intermitente, quando exercido corretamente (com orientação de profissional especialista) acelera a purificação dos resíduos deixados pelas células mortas e danificadas, aumentando a longevidade. 
Esse jejum controlado é antioxidante / depurador, pois faz por nós o mesmo que uma boa faxineira faz por nossa casa, reduzindo inflamações e os males relacionados ao açúcar e outros alimentos agressivos.
Em alimentos gordurosos, a digestão pode durar de 6 a 16 horas. Se vamos acumulando refeições, todo o equipamento digestório (sobretudo o fígado) não descansa.
Em certas doenças graves, o apetite desaparece total e naturalmente. O hospital de muitos animais selvagens é o repouso na toca e o jejum.
Organismo estável por muito tempo "esquece" de se adaptar às intempéries: Um vírus resistente ou um grande acidente. A interrupção calórica pausada desenrijece e deixa o organismo resiliente. 
E a nutrição cerebral com glicose durante o jejum alternado?
No jeum de no máximo 24 horas, o organismo transforma o glicogênio armazenado no fígado e joga pro sangue. Também altera a gordura corporal (visceral) para ácidos graxos livres e alimenta as células - muda glicerol para glicose.
Nossa gordura visceral é literalmente uma "caderneta de poupança" para fases de escassez.
Assim, o risco do corpo canibalizar massa muscular (medo dos atletas) ocorre só em jejuns  prolongados.
E o "piloto automático / hibernação" (modo de sobrevivência)?
O organismo só armazenará gordura nessa "época de fome" após uns três dias seguidos de jejum. Antes disso, ele até nos dá um gás extra para "sairmos por aí à caça" de comida.
O jejum só é saudável se feito sensatamente, regularmente, moderadamente e observando o próprio metabolismo (as reações adversas). 
O que é bom para um é ruim para outro; se não proporcionar bem estar após a terceira tentativa, melhor rever a prática, visto que não se trata de ato sacrificial.
A aplicação periódica purifica o corpo, diminui inflamações, descansa órgãos digestivos, restaura o paladar e controla o vício por certos alimentos. 
Sendo "o outro lado da moeda", nos ajuda a sermos seletivos sobre o que ingerimos: Quanto, porque e quando comemos; nos leva a "dar as cartas" no processo alimentar e fechar o ciclo digestivo.
A ingesta de muita água saborizada, chás (sem adoçar) e uma pequena dose de suco verde (bem coado, livre de açúcares) no período de almoço a almoço (uma vez por semana) é eficiente e tranquilo para realizar.
Alguns estudos: 123, onde jejuar melhora resistência insulínica; diminui artrite reumatoide, pressão arterial e dores crônicas; alivia asma e bronquite.
O jejum intermitente só é indicado a pessoas saudáveis e em equilíbrio. Pessoas com histórico de distúrbios alimentares ou propensas a tal devem evitar qualquer tipo de variação na dieta básica, inclusive a "moda" das seis refeições, sem orientação de nutricionista. . 

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Grata, Louis!
      A conexão do jejum intermitente com a espiritualidade é fundamental, pois nas comunidades tradicionais o médico e o religioso são a mesma pessoa.

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