31.7.15

Colesterol agora é do bem? E a fobia?

estreitamento_arteria
Eu tenho a oficina e sei a importância de manter as máquinas devidamente engraxadas. Nosso corpo também é uma máquina... 
Me lembro da receita antiga para engraxar os intestinos e evitar prisão de ventre (melhor que fibra): Uma colher de chá com gordura de porco (dissolvida em água morna) toda manhã em jejum.
Faz sentido... E com o sangue não deve ser tão diferente. Um sangue engraxado escorre melhor pelo organismo, desde que as artérias sejam saudáveis e espaçosas, pois nossa temperatura corporal não deixa que solidifique.
Quando fazemos pão ou bolo, se não colocamos uma graxa (óleo, manteiga, banha) a massa fica rija, parecendo isopor. Não é à toa que certas vitaminas são lipossolúveis...
A prescrição de estatinas para baixar o colesterol (leia o link) pode ter sérios efeitos colaterais, como dores difusas, além de favorecer a indústria farmacêutica (até "preventivamente" a receitam).
simples recomendação de redução de gordura na dieta do paciente (conforme demonstram pesquisas mais recentes) talvez não seja a indicação mais correta para evitar as crescentes doenças do coração. O foco recai sobre os carbos.
Atacar a inflamação crônica e extresse oxidativo tem feito parte dos tratamentos de vanguarda. A antiga dieta à base de carboidratos processados, açúcar e industrializados exagerados em ômega 6 só amplia o quadro inflamatório generalizado e a obesidade.
A inflamação ocorre pela entrada dum corpo estranho no organismo (pode até ser o que nosso organismo não reconhece como alimento). É o sistema imune tentando nos proteger ao declarar guerra ao invasor. 
A inflamação crônica generalizada é a doença auto imune que precisa ser evitada ou tratada, para excluir uma infinidade de complicações e até tumores cancerígenos. O colesterol é o "bombeiro" que vai lá tentar acudir a artéria inflamada.
Evitar alimentos / produtos inflamatórios, aliados a uma dieta com gorduras do bem e exercícios físicos regulares, pode ser remédio para o coração, reduzindo os triglicerídeos e risco de diabetes.
Os óleos industrializados e margarinas não eram usados até a um século. Quais os lipídios à época? Minhas avós e bisavós só cozinhavam na gordura de porco e passavam manteiga caseira no pão. Não havia excessos alimentares, mesmo porque, eram muitas bocas a alimentar.

Coronary Heart Disease Diagram


A arterosclerose nasce quando o colesterol rompe a parede da artéria, sendo comido por um macrófago.
O que nós comumente dizemos colesterol, na verdade é a lipoproteína que carrega colesterol, pois ele não se mistura com a aquosidade do sangue (tipo óleo e água).
HDL é a certinha e LDL, a travessa. As menores lipoproteínas LDL - de tipo B, são mais perigosas, pois são "bolinhas" que ocupam mais espaço no sangue que as LDL maiores, quase inofensivas.
HDL alto indica baixos riscos de problemas cardíacos. A ingesta de gorduras saturadas (carnes frescas, manteiga, bacon, leite integral, queijos) elevam-no e consequentemente protegem o coração.
O LDL travesso (de bolinhas miúdas) é aumentado com óleos vegetais e carboidratos refinados. E agora?
Dr. Souto explica como ninguém ao final da palestra.  
Resultado de imagem para lipoproteina bolas de golf

Imagens Google.

4 comentários:

  1. Ficou bonitinha esta aula destas meninas que tem feito uma auê nas reportagens entre mitos e verdades.
    Ganha espaço o ovo e a gordura de porco, com a qual fui criado até minha maioridade nas Minas Gerais. Minha mãe ainda colocava as carnes embebidas na gordura para conservar, pois nem geladeira tinha naquela época.
    Minha mãe morreu com 95 anos sem problemas de colesterol.
    Um bom fim de semana Cris.
    Um abração de paz e luz.

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  2. Então, Tonin, o que a indústria nãofaz para vender, hein?
    Meu primo tem uma "venda" na roça, onde vende "carne na lata" - essa embebida em gordura de nossa infância.
    Há diversos movimentos alimentares que presam a volta às origens, preferenciando a comida de verdade.
    Grande abraço e um domingo iluminado!

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  3. ~~ «Volta às origens» seria enfrentar todas as tardes uma trouxa de roupa para lavar no tanque ou rio, uma horta para mondar, desboroar milho e pilá-lo num enorme almofariz de madeira, com um pesado maço de madeira, carregar água da fonte para a moringa, carregar uma série de gravidezes, aleitar, etc.
    ~~ Tudo sem grande pressas, nem ''stress''...
    ~~ Não havia como fazer depósitos de gordura: tudo se gastava...
    ~~ Fritava-se em banha, mas comia-se pouca carne, apenas na altura das matanças...
    ~~ Doces também se transformam em gordura...
    ~~ Havia poucos, em dias de festa...
    ~~ Os ovos eram racionados, porque se vendiam...

    ~~ Tudo o expus, foste tu que tens contado neste blogue...

    ~~ «Voltar às origens, envolve muita coisa.
    ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

    ~~~~ Abraço amigo. ~~~~~~~~~~~
    ~ ~ ~

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  4. Tirando as assustadoras gravidezes feito coelhos, o resto me dá tanta saudade, Majo!

    Não tínhamos multitarefas sobrepostas como hoje e sempre havia alguém ajudando (sem cobrar nada).
    Com uma penca de bananas montávamos um alegre piquenique durante o trabalho. E quando íamos lenhar, subíamos cantando em coro, pois não havia rádio.
    Todos éramos magrinhos e não precisava correr toda noite, fazer jejum para evitar processo inflamatório.
    A coisa só ficava tenebrosa quando adoecíamos, porém adoecer é tenebroso sempre.
    Considerando que tudo mudou drasticamente em meio século, não há organismo que consiga se adaptar! Daí vem a epidemia de síndrome metabólica arrastando consigo tudo que é doença.

    E você, quando vai escrever as memórias de infância?
    Abreijos!

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