31.10.15

China e filho único


Visando frear a explosão populacional, a trinta anos a China criou a tão controversa política do filho único.
Me lembro que na época a mídia exibiu um cartaz do governo com um casal e um filho, exposto na rua, onde pessoas desenharam (acrescentando) mais crianças.
Flexibilizando a política do filho único, no último dia 28, a China passou a cota para dois bebês por mãe.
O motivo? Crescimento acelerado no número de idosos, sobrecarregando os custos da previdência social e dos serviços de saúde.
Os bebês já nascidos teriam que arcar com o ônus da equação 6 X 1: quatro avós e dois pais para cuidar na velhice.
Com a cultura do filho homem, há 42 milhões de garotos a mais que garotas, levando-os a buscar esposas em países vizinhos, pois as chinesas escolhem "a dedo" o pretendente dentre tantos. 
A curto prazo, poderá haver mais nascimentos, todavia a cultura já se instalou e dificilmente as mulheres quererão mais filhos após o frenesi inicial, sobretudo sem incentivos financeiros.
A redução da população em idade ativa na China um problema a mais para a potência econômica.
Que lições o mundo tirará deste quadro?

2 comentários:

  1. A Natureza sempre sábia, cobrará dos chineses um alto preço pela manipulação do crescimento demográfico. Sem contar os desastres naturais ou provocados que sempre matam milhares de pessoas na China.

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    Respostas
    1. Oi, Vitor!
      A China envelhecida servirá de laboratório para o restante do mundo.
      Provavelmente a reversão não ocorra. Vejamos o exemplo do japão.
      Os filhos únicos, vários mimados e egoístas, não aceitarão abrir mão do narcisismo para ampliar a prole.

      Um abraço

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