31.10.15

Outubro tenso

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A crise está assolando também o cafundó.
Este mês foi pesado aqui em casa, não pela oficina ou sala de aula, que são estáveis.
Desde o meio do ano, a fábrica de avionetas onde filho trabalha, tem efetuado demissões sucessivas, por equipes de trabalho.
Tipo fila do matadouro...
Pais de família estão perdendo o emprego, sem perspectivas de recolocação a médio prazo. O desespero estampado nos rostos no momento do "corte" desola o filho... Ele volta desmotivado, cabisbaixo.
Não se vende carro, que dirá avioneta!
Alguns protótipos que custaram muito, muito dinheiro tiveram que ser abandonados ao meio. 
E agora a equipe dele também está na lista. Será o fim da linha após mais de três anos por lá. O desolador é saber que a empresa está a ruir, empresa que ele, o funcionário mais longevo,  ajudou a formar.
Quando tudo acabar para mais esta equipe, Filho voltará à oficina, como sempre aconteceu quando foi desligado. 
E os colegas dele? Gente que mudou-se da capital com a família, esposa pediu demissão, montaram casa aqui, colocaram criança na escola...
Trabalhadores que, devido a uma política besta da "não poupança", possuem financiamentos, prestações a perder de vista. Dívidas que não poderão ser saudadas, causando efeito cascata no comércio local.
E lá em Brasília, alguém pagará pelos danos financeiros e emocionais do Brasil? Alguém devolverá o dinheiro "desviado"?