12.10.15

Tranquilidade, bici e moto

Com o feriado de hoje emendado no fim de semana, daria para uma viagem curta, entretanto ficamos por aqui no sossego. 
Fomos de bicicleta à Prata ontem e hoje de madrugadinha - são apenas dez km em pista duplicada e acostamento asfaltado. Bem cedinho não há trânsito algum e vários "bicicleteiros" fazem o percurso.
A cidadezinha esteve deserta pela manhã, nem pedestres havia na rua. No bosque, onde se pega água mineral gratuita, apenas garis e algum velhinho com seus muitos galões.
Ah, ainda não contei que neste segundo semestre passei a trabalhar pedalando: Comecei de vez em quando e agora vou de moto só de vez em quando - inverti. Minha casa fica a 900 metros do trabalho, contudo há um morro longo e ameno, ideal para subir seis vezes na semana e ajudar nos exercícios.
Ontem à tarde, saímos de moto pelas estradinhas rurais, como fazemos a décadas e repetimos percursos: 
Única capela presbiteriana rural, e com coreto. Em frente há uma sede de fazenda, contudo não aparenta ser histórica - foi mexida.
Casinha abandonada - o meio rural vem ficando cada vez mais desolado. Ninguém aceita mais essa vida simples e retirada.
Este entroncamento quádruplo no meio do nada cafezal me encanta. É mágico! Se eu fosse de macumba, usaria este local: À frente dá em Andradas, à direita sai no Jardim e as duas de cá, dão aqui em S. João.
Meu Par admirando a rabetinha oeste da Serra da Mantiqueira, apesar da névoa seca que faz borrão em tudo.
Atrás dele, cafezais sem fim. Estamos num belo platô a uns 30 km de casa.
Vista linda deste ponto: uma matinha acima, a terra encarnada esperando chuva, o verde do café e a moldura da Mantiqueira de um lado a outro... E tudo gratuito!
Achamos pés de mamão carregados, entretanto estavam à beira dum precipício. Me contentei com essa jaboticabeira carregada, quase no ponto de madurez.
Esse casarão antigo no planalto, ao qual sou apaixonada. Uma das últimas grandes sedes de fazenda da região. Os sítios (menores) imperam por aqui a muitas décadas.
Veja outro ângulo da majestade. Deveria pipocar gente a meio século atrás!
Aqui, subindo noutro morro para descer ao "sítio da Avó".
A primavera em tapetes coloridos cá e acolá - este é todo azul. Essa é a entrada do sítio de minha Tia Cida.

É a estação com poucas frutas no início. Nem limões encontrei por lá, entretanto as jaboticabeiras todas carregadas.
Essas jaboticabas e os jambos com odor de rosas, do sítio "da Avó". Semana que vem é que as "neguinhas "estarão bem maduras.
As mangas, juntei nesses dois dias à Prata, bicicletando.  Lá tem centenas de pés. As comuns são as primeiras a vingar e a se acabar.
Tanto abacateiro com frutinhos minúsculos por aí... Nem os matinhos exibem exuberância ainda!