17.10.15

Vigorexia e Ortorexia

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Quando pensamos em distúrbios alimentares, vem-
nos logo à mente a anorexia - "dieta das modelos"  (comer uma folha de alface ao dia para ficar "anoréxica"); ou a bulimia - compulsão alimentar - se empanturrar de gordices e depois, arrependida, induzir o vômito.
A vigorexia acomete sobretudo pessoas que não se sentem suficientemente fortes, "malhadas" e ficam viciadas em academia.
Uma distorção da própria imagem as leva a querer melhorar mais, numa eterna e sofrida insatisfação, que pode levar ao uso de doping.  
Na ortorexia, que consiste em seguir sua dieta (geralmente saudável) ao pé da  letra, antes de comer, a pessoa esmiuça minuciosamente o prato em busca de um detalhe que não se encaixe. Fica vasculhando com o garfo e separando itens indesejáveis.
Se ela é vegetariana, não come uma sobremesa sequer que contenha gelatina; se é natureba, não ingere nada que não seja comprovadamente orgânico; se segue dieta sem glúten (mesmo não sendo celíaca), revira todos os rótulos em busca do menor vestígio.
Algumas se apegam até à disposição das cores no prato, ou no tamanho dos pedaços e quantas vezes deve mastigar.  Chegam a sentir náuseas frente a determinados pratos.
Outras, contam e anotam calorias, pesando cada porção. Há quem seja exagerado com higiene, chegando a não comer nada fora de casa e a não comparecer a eventos que envolvam comida.
Até o tipo de panela (saudável) ou uso de micro-ondas pode influir. Há também quem não experimente novos alimentos, se atendo a uma variedade muito pequena, inflexível. 
Nem sempre há perda de peso excessiva, porém geralmente essas pessoas são magras. 
O convívio social, todavia, acaba sempre afetado - são pessoas consideradas "chatas" para comer e às vezes, desde crianças ou adolescentes carregam algum traço, mesmo que sutil: são detalhistas, organizados demais, não burlam regras e requisitam a proteção familiar com mais afinco.
Também podem ser ex obesos. Minha prima trata uma senhora que desenvolveu ortorexia  após um câncer, e tem medo de comer quase tudo e sofrer metástase.
É uma espécie de obsessão martirizada, um extremismo alimentar que na verdade não passa de uma modalidade especial do nosso peculiar TOC .
O primeiro passo para lidar com qualquer transtorno, é conscientizar-se dele. Eu mesma melhorei muito quando me vi uma TOC relacionada ao tempo
Passei a compreender meus comportamentos desesperados toda vez que o tempo era escasso. Entrava em pânico se houvesse duas festas (eventos) no mesmo dia...
Em casos extremos, qualquer transtorno requer tratamento e acompanhamento com equipe médica multifuncional. Sempre olhamos o outro, sem nos dar conta de que temos nossas próprias compulsões, mesmo que secretas.
Imagem google.