17.11.15

Pavlov e os reflexos condicionados

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No curso de pedagogia, estudamos Pavlov exaustivamente, pois os reflexos condicionados (ou condicionamentos respondentes) podem estar na base do comportamento humano.
O bebê aprende logo a "escravizar" a mãe sem noção da teoria Pavloviana (as bisavós sabiam por empirismo sobre esse aprendizado condicionado).
Na imagem acima, o cão vê um osso e começa a salivar, induzindo fome. Ao ouvir um sino, nem liga (estímulo neutro). Ao ouvir o sino e ver o osso ao mesmo tempo, logo saliva. Por fim, saliva apenas ao ouvir o sino, pois ele passou a representar comida. Mas com o tempo, o reflexo não correspondido cessa.
Fica nítido com as crianças assim que bate o sinal do recreio.
Quando se vai ao mercado com fome, os reflexos serão ampliados!
Esses reflexos também podem ser criados do nada, sem um motivo plausível, trazendo-nos soluções ou problemas. 
A publicidade faz uso dessa teoria o tempo todo. A moda também nos faz de "escravos" pelos mesmos motivos - se um pijama virou moda praia, "baba-se" em frente à vitrine feito um cão pavloviano. 
O condicionamento pode ser poderoso a ponto do cérebro alterar funções orgânicas, prova são os milagres movidos pela força da fé.
Um ditado diz que "gato escaldado teme água fria".
Lendo este texto do Dr. Fung, do Canadá, fica claro como pessoas se assustam com a ideia do jejum, devido a suposições. Pensam que se passa fome ou haverá compulsão alimentar e tudo mais... Basta condicionar-se!