12.11.15

Quase cai o céu


À sujeição de corpulenta tormenta, calvaguei a Mantiqueira sobre a moto, domando aguaceiro e granizo que precipitavam encarniçadamente, com ventania uivante e friagem congelante a esmagar até os últimos ossinhos dos dedos das mãos...
Voltando à realidade:
Ontem à tarde fui fazer serviço de rua com a moto e passei na mãe, reclamando do calorão. Ela disse que  havia previsão de chuva, porém não levei fé.
Já na oficina, fui percebendo a formação de nuvens, o céu escurecendo e logo iniciou-se uma ventania com pancadas "de banda", num ângulo de 45º.
Cerca de meia hora, água entrando pelas frestas, oficina fechada com clientes dentro, e então cessou.
Subi para casa num chuvisqueiro leve, aproveitei para fazer sopa de mandioca (a mandioca é o carboidrato primogênito do Brasil) com repolho & cia - se aguardar o frio, só farei sopinha ao fim de abril.
Não é que então a chuva voltou com tempestade elétrica? Fui tirando tudo das tomadas, catei minhas havaianas por proteção, e fiquei meio apavorada, apesar da família estar em casa!
É que o piscinão estava quase ao meio de água da primeira pancada e isso deve atrair raio "prá dedel"...
Só pude saber se a mãe estava em ordem mais de uma hora após - falar ao telefone é um perigo, com tempestade elétrica.
O banho? Só depois do risco passar. Ninguém prudente se enfia embaixo de chuveiro elétrico com relâmpagos à solta.
Nesta manhã, a criançada só falava na tempestade!
Imagem Google.