30.12.15

Estrada real - pontes históricas

As dádivas de Ouro Preto não são apenas igrejas... Para quem sabe apreciar.
Pavimentada só em 2001, a estrada Ouro Branco-Ouro Preto, com 30 km aproximados, escondeu as pontes e muradas do velho caminho, a maioria em arco romano.
Meu Par se debruça sobre a ponte rupestre, num muro com 70 cm de espessura aproximada. Ela fica ao lado da pavimentação asfáltica.

O córrego cristalino que se formou logo acima na união de dois regatos que descem das montanhas.
Quase morremos de rir com a "carinha" do Par no lado direito!
 Da ponte velha, vê-se um belo grafite de pássaro na ponte nova.
 Um dos famosos e resistentes arcos romanos que suportaram o peso de tantas mulas de ouro.
O canteiro era o mestre de obras especializado em cantaria - essa técnica milenar de talhar e domar a pedra para ajuste perfeito sem argamassa.
 Uma prainha e a união dos regatos. A comunidade usa para lazer (tinha algum lixo ali).
Outra ponte, feita por 147 trabalhadores escravos e livres, onde o investidor privado cobrava pedágio para resgatar o custo da obra.
Rancharia. A energia desses monumentos impressiona. A rusticidade quase indelicada de enormes pedras alinhadas de modo a perdurar.

Este poético itororó deságua no riacho à borda da ponte. Observe o arco à direita. Aqui há pouco vestígio de lazer local,  apenas a sinistra trilha que desce da ponte ao rio no meio do mato.
Eu tenho olho clínico e ouvido apurado para achar esses tesouros encobertos.
Nesses diversos e pequenos cursos d'água que escorrem de tantas montanhas, pululavam mineradores artesanais com suas bateias de madeira à cata do ouro de aluvião - em pó e algumas pepitinhas.