30.12.15

Ouro Branco e parque

O centro da Cidade me decepcionou pelo descaso com a história. Em volta da Matriz, tudo descaracterizado. A praça sem nenhum contexto, com reformas nada a ver - uma igreja maravilhosa ilhada no caos urbano... em  restauro... e fechada! Nem acesso ao adro foi possível, portões trancados.
Não há rua ou mesmo casas preservadas, com exceções raras e pouco significativas. A capelinha vizinha à nossa pousada ainda guarda um frescor, um encanto, com pracinha atrás, adro singelo e escadaria imponente, maior que ela própria. Também vive fechada.
Da pousada, tínhamos a vista para a serra, um lindo parque estadual.
A exploramos pelas estradas "encrateradas", onde carro de passeio não entra. Não há guarita, tudo gratuito. Também não há comércio ou posto de ajuda.
Praticamente vazia e divinal. A montanha é um amontoado repentino de terra e pedras tão próximo à cidade, porém difícil de contornar para alcançar o topo.
 A represa, a cidade e a vegetação logo abaixo completam um quadro bucólico. Uma brisa fresca sopra na altitude de 1500 mts. 
Impressionante saber que nesse planalto passava a estrada real: as mulas carregadas, os desbravadores rústicos.
O solo aqui é de uma areia branca com partes vermelhas a negras em puro ferro. Era hamada "serra Deus te livre".
Uma vegetação de campos de altitude, com florzinhas em todas as cores, formatos e tamanhos. No final do dia, uma nuvem gigantesca de andorinhas dava rasantes à caça de insetos.