5.12.15

Um intruso-visitante

Noutro dia, eu me aproximei do tanque para torcer uma camisa de academia do Fiotão que estava de molho, e algo molengo passou em meu pé descalço...
Algo molengo na lavanderia? Não tenho mais cão para atrair ratos... Me percorri em ojeriza e logo vi uma pelotinha negra ganhando o quintal.
Naquele piso escaldante do sol de meio-dia o pobre fugia à procura de sombra. Estava desnorteado e talvez doente.
Tentou escalar a parede em vão, pipocava para cá e acolá; ficou exausto.
Em nenhum momento tentou usar as engenhosas membranas para voar. Era todo lindo assim ao sol resplandescente. 
Um ratinho adaptado aos hábitos noturnos. Poderia porém estar tomado pela raiva animal...
Tentei em vão que subisse na pá de lixo. Minha proximidade o apavorava mais e mais.
Com a vassoura, o conduzi à calçada até que ele ficasse nos matinhos ao pé da minha árvore. Deixei-o lá quietinho e adentrei a oficina para trabalhar.
Esqueci-me completamente dele após um tempo e nem sei que fim teve meu ilustre intrometido!

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