31.1.15

Umami

Imagem do "padrinho"
(Texto de estudo)
A palavra originou-se no Japão, significando "sabor delicioso". Também lá foi sintetizado o "glutamato monossódico".
Dito a grosso modo, umami é o sabor sobretudo das carnes; o líquido amniótico (com moléculas da dieta da mãe) e depois o leite materno são os primeiros contatos com umami.
Então é culpa dele o fato de muita gente não conseguir viver sem proteína animal, necessitando desse quinto gosto para o cérebro disparar a sensação de saciedade? 
Assim como o rabo do macaco é aceito como seu quinto membro, esse é considerado o quinto sabor, além do amargo, doce, azedo e salgado que aprendemos na escola (aprendizado que cai por terra).
Na verdade, ele representa o gosto de um aminoácido relacionado à palavra "glutamato", mas não só. Também é encontrado em certos legumes, cogumelos, ervas / especiarias, algas, produtos fermentados e envelhecidos.
Ele completa o sabor de um prato e amplia a palatabilidade de alimentos associados pela harmonização de sabores, daí o sucesso dos caldos na culinária. Alimentos umami aumentam o apetite.
O glutamato artificial, rico em umami, é cheio de controvérsias. Até segunda ordem, melhor evitá-lo. Um molho com carne, tomate (seco) e queijo (parmesão) surtem o mesmo efeito naturalmente. Ele aumenta a salivação e mantém o sabor na boca por mais tempo.
Mais informações aqui

Bandidagem

Até meados do ano passado, podíamos nos gabar AINDA da tranquilidade interiorana, dos furtos esporádicos  ocasionados por drogadictos (esses existem até no céu). Tínhamos alguns homicídios passionais (incluindo brigas) e raros motivados por latrocínio.
Atualmente, tivemos bandidos seguindo pessoas que fizeram saques no banco e sobretudo o que está nos assombrando é uma (ou mais) dupla de moto, roupas e capacetes escuros, que assaltam o comércio a mão armada em plena luz do dia.
Ontem, 16 h 50, atacaram uma loja de materiais para construção a 200 metros daqui. Sorte que o caixa é esvaziado a cada duas horas, entretanto limparam o que tinha e levaram a carteira de todos os vendedores e dos clientes - um arrastão -palavra que só conhecíamos da TV.
Questão de minutos. Coisa de profissionais. Possivelmente não é gente daqui; as cidades no entorno de Campinas reforçam o policiamento e eles migram para os centros menores.  
No início da semana, a uma quadra de lá, outro comerciante levou um tiro no braço a se assustar com o assalto. Sorte ter sido de raspão. Mesmo assim, levaram algum dinheiro e o celular. O pior é o trauma que persiste, até mesmo para quem não foi envolvido diretamente.
A polícia? Precisa sair do quartel ANTES do acontecido e fazer um trabalho preventivo que ao menos iniba ou amenize a "farra" e conclamar a população para que denuncie algo suspeito.

28.1.15

Amarantácea

O amaranto está na moda (quinoa também é da família), entretanto o caruru é um primo seu menosprezado ultimamente. Nesta época chuvosa ele abunda quase que espontaneamente.
Eu tenho olho clínico para esses matos: Quando passo em um terreno baldio e vejo umas moitas acenando prá mim, vou logo fazendo amizade. Sou doida por ele desde a infância - e alimento (dos porcos) de infância é sucesso garantido. 
Higienizo, separo folhas e caule, cozinho os caules em vapor e "assusto" parte das folhas em alho e óleo só para dar uma murchadinha; com pitada de sal está pronto. Separo um pouco pro suco verde e o resto das folhas, liquidifico e rego as plantas.
Uso em sopas de feijão, recheio de omeletes ou coloco no prato com arroz, feijão e qualquer proteína,.
Vi neste site uma tabela nutricional onde o caruru possui 538 mg de cálcio por 100 g da verdura. Estou aqui pensando: então não posso consumi-lo com carnes ou ovos... E agora? Sopa sem carne não rola; a omelete enroladinha é tão boa; e arroz com feijão sem uma proteína fica estranho.
É que com tanto cálcio assim, não deve ser ingerido com alimentos quelantes - que pinçam o cálcio e roubam-no. Fazendo seis refeições diárias há como repartir os nutrientes, o "diacho" é o paladar...
Os alimentos ricos em ferro querem passar pela mesma porta que o cálcio ao serem absorvidos, então pode haver perda do cálcio se o ferro for abundante. Na verdade, a perda é mútua.
Excesso de sal, café, chocolate, refrigerante, cereais integrais (ricos em fitato), gordura saturada (manteiga, carne gordurosa)  também diminuem a absorção do cálcio. 
Alimentos ricos em oxalato, como carambola, beterraba, certas folhas escuras tipo espinafre e acelga, dentre outros, são outros quelantes de cálcio. O porém é que o caruru também é rico em oxalato... E agora?
Luz solar moderada e cotidiana, inclusive nos horários de sol a pino (vitamina D) e exercício físico de impacto (caminhada, corrida) são amiguinhos do cálcio, ajudando na sua fixação. O fósforo e sobretudo o magnésio (sal amargo) organizam nosso cálcio, retirando onde há excesso e colocando onde falta.

Passei numa rotatória ao lado da universidade e fiz esta bela recolecção: Um buquê de amaranto caruru.
Veja seu pendão amarantáceo: Daí saem inúmeras sementinhas pretas. O rabisquinho arroxeado nas folhas é característico.
Esses talos carnudos são mais saborosos que brócolis e não agridem a tireoide. Devorei tudinho. Só não dei conta de devorar todas as folhas; parte virou adubo.

Sacrifício



Fui convidada para uma reuniãozinha numa padaria badalada da cidade. Estive "casamiga" da escola, cerca de 25% do grupo compareceu. Me inteirei das novidades, da verba curta prá educação...
Esses encontros entre amigas do trabalho nos aproxima, faz com que possamos nos conhecer melhor e iniciemos o ano de trabalho com o pé direito. Eu evito faltar.
Chegando lá, uma das chefes que já foi minha colega de sala porta a porta, comentou que estou usando óculos ininterruptamente. É. Fazer o que?
Expliquei a ela o sacrifício que foi para colocar um tiquinho de maquiagem neste rosto cinquentão: se coloco os óculos, não consigo me maquiar; se o tiro, não enxergo nada e corro o risco de ficar feito o palhaço Arrelia! 
São os prós e contra do processo de envelhecimento: o que ganhamos mental e emocionalmente, para compensar, perdemos fisicamente. 
Eu queria um rosto disfarçadinho para tirar a atenção do cabelo que estava por pintar (com xampu tonalizante ainda, e por teimosia). No final das contas conversamos, brincamos, vivemos momentos excelentes, com ou sem velhice, com ou sem produção.

Mas que bate uma saudade doutrora com a visão em 100% e cabelo todo castanho e fininho, ah, isso bate! 

Escolhas profissionais difíceis



Quando alguém chega em uma encruzilhada profissional e se vê na iminência de tomar uma decisão que afeta seu futuro, a agonia, espectativa e esperanças são grandes.
Quem não conhece aquele maravilhoso vendedor que virou chefe e caiu em desgraça? aquela moça que mudou de área e hoje lamenta? Aquele senhor que buscou um emprego melhor e foi demitido meses depois?
A vida profissional é mesmo um jogo, e se passamos a vez sem tentar a sorte, ficamos remoendo a culpa por décadas. Nunca saberemos o desfecho...
Uma colega e amiga me ligou atarantada por ter sido convidada para um cargo: Vice-diretora na outra escola onde atua. 
Contras: Deve exonerar-se de um dos dois cargos de professora. Gravíssimo? Não deixa de ser, pois seriam duas aposentadorias independentes, em regime estatutário (integrais). Professores de escolas públicas não pertencem ao regime comum INSS.
Se algo não der certo, ela volta à sala de aula em apenas um cargo, tendo a renda diminuída. Nunca mais terá acesso ao cargo de professor em educação infantil.

Prós: Está chegando aos 40 anos, não tem filhos, o marido tem bom emprego e ambos fizeram "pé de meia". A mãe dela é bem idosa (minha vizinha) e requer mais tempo livre da filha. 
Ela já está cansada de trabalhar exaustivamente, levar consigo para casa "duas escolas" todo final de semana e esta possibilidade lhe permite focar em um só trabalho, num único turno de 40 horas, sem levar serviço prá casa. 
Ela atualmente trabalha das 7 `as 17 h 00, com uma hora de almoço. À noite tem dois dias de reuniões, cursos em dobro, preparação de aulas para infantil e fundamental, dois segmentos bem diferentes.
Se o cargo não vingar e ela voltar como professora, terá mais tempo livre e carregará consigo uma comissão ($) pelo tempo em que atuou na vice direção. A experiência sempre será válida, mesmo que seja para "desencanar" da possibilidade.
O cargo de vice se ancora no diretor, um amparo. O salário é maior que coordenador pedagógico e essa amiga tem perfil para seguir a trilha da diretora, executando suas ordens com mansidão.

Conselho? Pedi que consulte nosso Instituto de Previdência (da Prefeitura) e se intere sobre as perdas relacionadas à exoneração, assim como da possibilidade de guardar esse tempo de serviço para uma possível aposentadoria pelo INSS (salário mínimo), pagando uma parte como professora particular no futuro (ela pode dar algumas aulas de reforço escolar).
Também contei minha trajetória - sucessos e frustrações - do tempo em que atuei em cargo parecido, enfatizando que foi uma grande experiência e os motivos que me levaram à desistência. 
Orientei também que ouça o marido, e caso decida pela mudança, se espelhe em uma profissional amiga em comum, pois possuem perfis parecidos.
A decisão é sempre da pessoa, contudo quanto mais opiniões forem ouvidas, mais linha haverá para tecer a teia e decidir conscientemente. Agir por impulso pode ser catastrófico.

24.1.15

Aqui...


Resultado de imagem para imagem tranquilidade
Esta foi uma semana rotineira: boa, calma, sem novidades. A novidade é que no meio da semana a temperatura caiu. Caiu! Permaneceu entre 25 e 30 graus na maior parte do tempo... Dormimos feito anjos adolescentes.
No momento, após boa pancada de chuva, beira os 30 graus com sensação de 20 e pouco. Meus pés até estão gelados fresquinhos! Dá vontade de uma bebida quentinha (mas não sou boba e bebi água, muita água).
De resto, tudo vai na mesma: Reeducação alimentar com pequenas ranhuras (estou de férias, afinal); corridas às seis horas (ainda escuro). É, continuo acordando 4 h 30 mesmo nas férias, não sou besta de perder meu tempo dormindo e desmanchar a rotina!
Ao voltar a trabalhar, sentirei falta de seguir com a vida calmamente e principalmente de correr cedinho, pois terei que voltar às corridas noturnas. Nem me lembro da Escola, faço três horas de almoço para assistir "Os Pioneiros, Bonanza e Dra. Quim" no TCM, seriados western antigos. Vou crochetando em simultâneo.
Meu celular que usava como despertador a dez anos, acabou morrendo após longa convalescença. Pobrezinho, parecia ter sete vidas... Agora comprei dois (dois pra garantir) reloginhos da China: um normal; o outro grita para o quarteirão todo em plena madrugada - inviabilizado.
Já chega a barulheira que faço antes das 6h00 com o tal suco verde. Ninguém merece esta vizinha barulhenta  (Fiotão que o diga).
Falando em suco verde, foi barra voltar a ele após os cafés de manhã mineiros, lá de Aiuruoca. Foi barra, porém consegui. Tem quase um ano essa bebida infernal dos deuses... Um dia ei de habituar o paladar, mesmo que leve mais dez anos. É ruim e é bom, me sinto mal sem meu "delicioso" suco verde no desjejum...
Ah, passei na médica cubana: exames perfeitos: hemograma completo, creatinina, ácido úrico, glicemia. Com exceção do colesterol que continua nos 200 a três anos. Caminhei, mudei alimentação, corri, emagreci OITO quilos... Triglicerídeos 80, e o insuportável não desce. 
Ela disse que isoladamente e com estilo de vida saudável não há tanta preocupação, entretanto duas vezes ao ano eu devo monitorar para não subir além disso. Em julho, farei exame detalhado apenas do colesterol. Também fiz papanicolau e aguardo resultado para marcar mamografia com o médico brasileiro (um amor de velhinho). Pronta para mais um ano!

21.1.15

Máfia da medicina



Domingo houve vestibular para medicina aqui no Município e a polícia tentou desmantelar uma quadrilha especializada em fraude que possivelmente age em todo o País. 
Segundo esta e esta reportagens, uma pessoa com "altas habilidades" (quase gênio) entrava, fazia a prova e levava o gabarito para fora. Outro integrante repassava por celular aos "clientes" lá dentro.
Como passava? As mulheres colocavam um celular antigo em preservativo e introduziam no canal vaginal. Os homens chegaram a usar fraldão geriátrico para esconder o aparelho.
Ouvindo a mensagem, iam ao sanitário, anotavam as respostas em gabaritos minúsculos e transcreviam para a prova. Esse esquema, pelo jeito é antigo!
Então certos médicos formados, que estão atuando legalmente, podem ter entrado assim? Provavelmente sim.
Eita profissão complicada! Fizeram tanto alvoroço contra médicos estrangeiros e aqui dentro há essa baixaria? Será que é desespero em ajudar o próximo? Dedicação ao doente pobre? Está o maior zum-zum-zum na cidade...

19.1.15

Sindicatos

Eu, por trabalhar em dois locais diariamente, convivo com as duas extremidades relacionadas às entidades sindicais.
Na Prefeitura, o sindicato era bem forte a mais de 20 anos, quando ingressei, com foco nos funcionários do Pátio Centralizador de Serviços (pessoal de serviços gerais e afins).
Ao passar dos anos, os serviços gerais foram gradativamente sendo agregados por empresas terceirizadas. Seus funcionários são de terceira classe comparados aos antigos funcionários públicos na mesma função. Até médicos passaram a ser contratados por terceirização.
O tema terceirização merece um post à parte. Trata-se de um problema mundial que cria facções na sociedade. No caso da prefeitura: ela paga caro pelo serviço e o trabalhador possui o mínimo de benefícios
O sindicato? Só não perdeu mais força porque as professoras cobriram parte do rombo acarretado pela terceirização. Agora, são elas quem ditam regras; eu fico no meu canto...
Na oficina, vivencio as inúmeras taxas pagas ao sindicato, obrigatórias para cursos que não são efetivamente oferecidos; taxas extras na contratação e demissão e tal. São descontadas tanto do patrão, quanto dos funcionários.
Aliado às altas taxas de impostos e piso salarial acima da média, empresas de maior porte procuram alternativas. Prova é o deserto em algumas ruas predominadas por barracões no ABC paulista (perto da casa da cunhada).
Está acontecendo com um conglomerado local. A terceira geração de uma empresa que começou com recolecção de sucata, após imenso crescimento, está levando suas duas empresas para Minas Gerais, mantendo aqui apenas a administração.
São numerosas demissões. Certos funcionários-chave estão sendo convidados a migrar, entretanto nem todos aceitam, pela dificuldade em se separar da família ou levá-la consigo.
Um rapaz que gosto muito, trabalhou conosco por três vezes, saiu a um ano para um emprego melhor nessa empresa. Está na rua. Não posso contratá-lo pela quarta vez, optei por um garoto de 18 anos que iniciará amanhã.
Ele reclamou ao colega que está conosco, alegando que seu salário subiu demais devido à intransigência do sindicato. Apertaram demais a empresa e como um parafuso, ela espanou.
Sexta-feira liguei para um motorista de confiança dum dos donos, avisando que a roda estava pronta. Ele me avisou que não trabalha mais lá, se prontificando a avisar o outro motorista que restou. Não tive palavras, apenas um sentimento pontiagudo. Profissional de alto gabarito, quase um guarda-costas. 
Por tantos benefícios acaba ficando inviável um quadro de funcionários numeroso, fazendo com que empresas optem em mecanizar toda a produção. Em países de primeiro mundo não se pensa em abrir empresa justamente pela dificuldade em manter um funcionários frente a tantas exigências.
Obviamente todo funcionário necessita de benefícios, entretanto perder empresas pela inviabilidade deles é prejudicial para toda a região do entorno, inclusive para o próprio sindicato.
Precisa-se achar o fiel da balança nesta questão que se tornou uma faca de dois gumes. Estive no sindicato esta manhã pagando guia e a moça está uma fera com a Dilma, devido  às mudanças trabalhistas.
Imagem

18.1.15

Trânsito

A prima, alegre como sempre!

As pessoas vão se aglomerando em cidades, vão comprando veículos, vão aumentando a pressa nem sempre necessária. O trânsito moderno é tão eficaz quanto mortífero.
Nem bem chegou 2015 e na semana passada, "Fiotão" chegava na esquina de trás e alguém cortou sua frente. Sem vítimas, apenas danos materiais, entretanto há que se fazer B.O., perder horas de serviço para acionar seguro, levar à oficina para avaliação, ficar um tempo com veículo amassado.
Eu fico aqui remoendo compaixão pelo policial que estava num carro velho e será cobrado do seguro. O capô e toda a saia frontal do carro do filho serão trocados. Fico também pensando no risco ocorrido com o filho...
No outro dia, ao almoço (horário de rush), passei ao lado de uma moça caída da moto, numa esquina movimentada. Escorria-lhe sangue pela boca, apesar de estar consciente e quieta (sem gemido ou choro). Ficar deitada no asfalto, rodeada por estranhos até a chegada do resgate deve ser uma eternidade angustiante. 
É um segundo para acontecer e nem sempre os danos são reversíveis. Na última terça, a moça da papelaria aqui do bairro foi atingida. Ela trafegava por um cantinho tranquilo, às 16 h - fora do horário de pico, e um rapaz, após gracejos com a namorada, deu uma guinada de 360 graus sobre ela.
Não seria tão grave não fosse uma parte do carro pegar seu pé, quase separando-o da perna. Foi implantado e aguardamos temerosos. Ela é muito querida pelos clientes da papelaria; sua irmãzinha que estava na garupa nada sofreu de grave. 
Algo extremamente desrespeitoso e que caberia pena legal foi que em minutos a foto do pé estava na Net. Já passamos da hora de uma lei severa proibindo que se filme o fotografe acidentes para estes fins.
Eu estava melancólica após esses três episódios próximos, quando minha mãe ligou avisando que uma Kombi  matou a esposa do primo que se exercitava de bicicleta. A amiga está em terapia intensiva; provavelmente serão anos de luta e até sequela permanente.
Pelos relatos, todos estavam numa subida sem acostamento quando o sol acabava de nascer, cegando completamente os que iam em seu sentido. O veículo se aproximou, pegou-a pelas costas e depois à amiga, num local de baixíssimo movimento. 
Meu irmão e cunhada, que eram demasiadamente íntimos do casal de primos, ficaram muito abalados e ajudaram ao máximo, indo e voltando daqui à cidade vizinha onde morara a falecida. O viúvo não foi ao velório, preferiu guardar a imagem da esposa viva. Só o tempo abrandará esse vazio pesado e frio.
É aflitivo analisarmos que nascemos, vivemos nossas dores e delícias, para sair do palco sabe-se lá quando e como. Indagamos se é destino ou fatalidade, se há um algo mais ou nossa crença é puro mecanismo de defesa. 

15.1.15

Parasitas internos


Essas presas deixam um rastro de
inflamação enquanto eles se
deslocam dentro de nós.
Quando meu filho era pequeno, até 18 ou 20 anos, eu lhe dava vermífugo todo janeiro e tomávamos também. Depois fui espaçando até perceber que não tomávamos a cerca de quatro / cinco anos, afinal não são só pets que necessitam.
Pesquisando na Net sobre a real necessidade e possíveis contra, descobri este texto  e também aqui, alertando para o perigo desses viventes que nos colonizam. Procurando o meio-termo, visto que não apresentamos sintomas aparentes, fui à farmácia em comprei dose única para todos.
Minha preocupação é se o medicamento não afeta a flora intestinal, dizimando organismos benéficos (como ocorre com antibióticos). O que fazer: nos intoxicar com os bichinhos  ou pelos remédios contra eles?
Será que minha compulsão meu desejo por doces é verminose ou "senvergonhice" mesmo? Pelo sim, pelo não, já era tempo de vermifugar, e que seja para melhor.
A tão bem mal falada Candidíase Crônica chega a ser um problema de saúde pública, e eu só fiquei sabendo a poucos anos. Há opiniões médicas que quase a ignoram por fazer parte da humanidade e há profissionais que chegam a acusá-la até de câncer. Nenhuma vermifugação básica cobre este parasita.  
Eu estou aqui me aprofundando um pouco na teoria, contudo já li sobre cápsulas de lactobacilos acidófilos, óleo virgem de coco, redução de carboidratos, sementes de abóbora, chá de hortelã como coadjuvantes na eliminação de micro-organismos internos.
Encontrei até pesquisadores que afirmam ser o câncer apenas uma simbiose da célula humana com a do parasita, e que sem ela a doença não surge.
Encontrei uma droga polêmica chamada Lufenuron, proibida, que parece ser a mais eficaz contra fungos.
Nosso organismo, estando saudável, age espontaneamente sobre a proliferação de parasitas internos, numa briga feia e ininterrupta. 
Na verdade, não custa dar uma forcinha vez ao ano, visto que o que mais me impressionou nos estudos foi o fato dos monstrinhos arranharem nossas entranhas e morderem-nos, causando inflamações; invadirem dutos e liberarem toxinas o tempo todo.
Para quem sofre um problema crônico com parasitas, uma dieta com alimentos alcalinizantes é o indicado.

14.1.15

Calorão



Olha, esse janeiro está tão quente, tão atípco, visto que nos outros (exceto o janeiro seco do ano passado), ficava aquela garoa constante por dias, refrescava até a alma. 
E eu não digo sobre o Rio que é praiano, quente por natureza. Não digo sobre o Nordeste. Eu digo aqui do interior, no início da Serra da Mantiqueira (serra que chora na língua indígena - chorava).
Tenho estado até melancólica, viu? A gente chega a se esquecer de que não é assim o ano todo, nem na Terra toda. Dá impressão que o universo não está em expansão e sim sendo sugado aos poucos pelo sol. 
Comer e dormir? Só beber e tomar banho... ganhar a rua é um sacrifício. Domingo à tarde, eu e o Par combinamos de pegar uma estradinha rural com a moto, após 16 h, com intuito de refrescar, espairecer e fazer recolecção de limões por aí.
Nem 17 h... Desistimos. Imposível sair naquele sol escaldante sem necessidade, mesmo sentido roça.
Ao menos não está seco como no ano passado, entretanto temos aquelas pancadas rápidas que escorrem e não encharcam a terra. As nascentes sofrerão novamente no inverno (eu nem lembrava mais dessa palavra).
Só não durmo de janela escancarada em pleno térreo porque acordaria sobressaltada com medo dum doidão pular o altíssimo muro lateral e nos atacar.
Mas como nem tudo no mundo está perdido, a Karine me deu um antidepressivo cavalar nas nádegas. Fique aí sem tomar banho, Ká, fique sem culpa. Tome um satisfatório banhinho de assento, pois sinto inveja, enquanto minha pele fica gasta de tanto me molhar!  
Gente, até escalda-pés ao contrário estou fazendo, com água geladinha e pedras de gelo... tenho até medo de fazer mal como me fazem o ventilador e ar condicionado. Detesto usar apenas trajes íntimos em casa, senão apelaria para a moda.
Neste instante, que se não estivéssemos no horário de verão seria 11 h, já faz 30 graus. A previsão é de 34 para o fim da tarde, como vem ocorrendo sempre.

12.1.15

Toxinas

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Lembrando que este texto é sobretudo para meu estudo próprio e para troca de ideias com vocês. Se queremos uma informação mais científica, respaldada, devemos procurar nos sites de universidades ou com profissionais da área.
A moda das práticas detox, com ênfase nos sucos verdes, tem levado muita gente a entrar na onda sem a menor noção do que seja antioxidante, radicais livres, radiação, poluente. Nem se compreende poluição como sinônimo de toxina.
Por exemplo: um filme de terror, video game ou reportagem de criminalidade podem induzir pensamentos poluídos, negativos, que fazem o organismo aumentar desnecessariamente o cortisol e outros hormônios, intoxicando as pessoas que são mais frágeis neste quesito. 
Decorrem doenças como gastrite (no meu caso) enxaqueca, respiratórias, urticária, colite, metabólicas. E com a idade, o acúmulo aumenta, sobrecarregando células, tecidos e órgãos.
O mais fácil de sujar e também de limpar é sempre o sangue, seguido pela pele, órgãos internos (nossos miúdos) - rins, fígado, basso, pâncreas, testículos / ovário. O último a ser contaminado e muito mais difícil de ser limpo é o cérebro.
A pele é uma peneirinha que aspira poluição do ar, da água e de produtos passados nela (hidratantes). O desodorante, quanto mais forte, mais perigoso. Se for também antitranspirante, deve conter alumínio disfarçado de alguma sigla. O acúmulo desse metal causa demência.
Companheira me ensinou a usar leite de magnésia como desodorante. Aderi. E de quebra recebo um suprimento de magnésio, que é sempre bem vindo.
Na adolescência eu e as amigas usávamos pomada de cânfora (minâncora) com bom resultado contra odor. A transpiração é benéfica e necessária - absurdo essa cultura artificial da axila seca num país tropical como o nosso.
Nos produtos de higiene e beleza, quanto mais aroma, cremosidade, cor, espuma, mais tóxicos. Devemos optar pelos mais neutros, ralos e fraquinhos. Por vezes, o mais barato chega a ser melhor (no sentido de menos tóxico).
Creme dental com muito flúor é mais maléfico que benéfico, pois este é uma toxina potente.
Na alimentação, há glutamato monossódico - realçador de sabor altamente tóxico - em praticamente todo produto industrializado, salgados, doces e até ervas tidas por naturais.
Os agrotoxicos ou "revolução química", além de contaminar solo, água e trabalhador, no consumidor causam doenças físicas, aumento de estresse, desordem de conduta (aumento de casos de autismo, transtorno bipolar). São produtos caros que beneficiam empresas multinacionais.
Os aditivos: Conservantes, espessantes, corantes e tanto mais, são grandes vilões. Industrializados cheios de nitrito, como embutidos e enlatados também são perigosos. Sem contar que animais para abate levam vida estressante, e assim como leite e ovos são cheios de hormônios.
O glúten é uma toxina em forma de cola que gruda na parede intestinal, dificultando a absorção de nutrientes e levando a inflamação. As farinhas de trigo, mesmo integrais, não são tão integrais assim.
Vale acrescentar às receitas mais fibras de trigo, outros carboidratos (pãezinhos de baroa, cenoura) e diminuir o consumo. Se lermos atentamente o rótulo de um pão integral veremos o excesso de lixo na receita.
A lactose necessita de uma enzima produzida no estômago para ser quebrada. Na adolescência passamos a diminuir essa produção, deixando-nos menos tolerantes ao leite. As opções estão nos outros laticíneos, por terem a lactose já dissolvida.
A gordura trans, se aparecer na quantidade menor que 2% por unidade, não precisa constar no rótulo. Acontece que se uma criança comer um pacote de bolacha recheada e não uma unidade, consumira muita gordura trans...
Certos adoçantes são toxinas cumulativas no organismo. Melhor consumir açúcar mascavo, mel, melado ou cristal / demerara em pouca quantidade. Sem contar que há muito açúcar nos industrializados salgados e muito sal nos doces, e muita gordura em ambos para aumentar o prazo de validade.
Peito de peru, bolachinha água e sal, requeijão parecem tão inocentes,,, Temperança e moderação nos permitirá usufruir sem nos intoxicar tanto. A feira livre deve ser nosso ponto principal de consumo e a culinária prática nosso lazer.
Um banho ou escalda-pés semanal de sal amargo (condimento - baratinho), desintoxica o organismo por osmose reversa (suga toxinas), sendo a pele peneirinha. Para quem não tem problema estomacal ou intestinal, uma pitada diária de magnésio via oral (de farmácia) também é benéfico.

11.1.15

Combinações alimentares catastróficas


Nesses textos nutricionais, meu objetivo principal é de aprender, apreender conteúdos. Vale também a troca de ideias com leitores para a potencialização dos avanços.
Depois que resolvi me preocupar de verdade com os alimentos, tentando compreender as combinações, nutrientes principais, antinutrientes, prós e contras, perdi o sossego nunca mais olhei para o prato com a mesma ingenuidade.
Ser ignorante nos faz mesmo mais felizes, visto que quando nos embrenhamos nesta viela dos alimentos saudáveis nos deparamos com cada conflito!
E eu ia imaginar que leite com café, leite com chocolate, espinafre ao molho branco seriam combinações perigosas? Aliás, o próprio leite passou de santo a demônio nos últimos tempos. 
Café, chocolate (ferro) e oxalato (do espinafre) roubam o cálcio dos laticínios. Melhor arranjo é vitamina de leite com fruta. Melhor ainda: queijo ou iogurte, que já trazem a complicada lactose quebrada.
E queijo com presunto, não pareciam o par perfeito? Divorcie-os. Juntos, eles dificultam a absorção tanto do ferro quanto do cálcio. Quantos pratos e sanduíches já comi com essa dupla... 
O ideal é ingerir o queijo (cálcio) numa refeição e a carne (rica em ferro), noutra. Ferro e cálcio brigam feio. Aqueles pratos ricos em presunto com muçarela devem ser repensados.
Líquidos junto às refeições, sobretudo café, chocolate, chás e refrigerantes: A cafeína deles e o açúcar simples afetam a digestão. Devemos esperar uma hora ou tomar meia hora antes.
Mais de uma variedade de carne no mesmo prato, aliado à leguminosa: O excesso de amônia (tóxica) causa flatulências. O ideal é um só tipo de carne por vez.
Álcool com alimentos gordos: O ideal é ingerir um copo d'água entre cada bebida, evitando desidratação e amenizando a quantia. Aliado às calorias, o álcool propicia acúmulo rápido de gordura pela lentidão metabólica causada por ele.
Lembrando: um grama de álcool puro contém cerca de sete calorias vazias. Bebida alcoólica engorda muito - uma garrafa de vinho contém cerca de 650 calorias!
Caldos industrializados (de carne, realçadores de sabor) adicionados a refeições saudáveis: O glutamato monossódico por si só é altamente tóxico, sem contar o excesso de sódio e outras químicas que sabotarão o prato.
Mais de um carboidrato na mesma refeição aliados a doces: Absorvidos apenas no intestino, os doces dificultam a digestão do amido (sobretudo em excesso), prejudicando a digestão.
Os solanáceos, como já citei bastante, também não devem estar no mesmo prato (mais de um - tipo tomate com batata), evitando potencializar processos inflamatórios.
Alimentos com oxalato, como já citado acima, também devem ficar longe do cálcio. Nem pense em creme de beterraba para sobremesa. Entretanto, com solanáceos fazem sinergia.
Certos antibióticos e medicamentos suplementos de ferro não devem ser ingeridos com laticínios ou alimentos gordurosos.
Isso é só o começo... A dica é: Se uma refeição causou azia, má digestão, flatulências e outros, é sinal que houve má combinação.

Refeição-coringa

O badalado "Cheat Meal" consiste numa única refeição periódica (geralmente semanal) bem calórica, focada nos carboidratos de baixa complexidade (evitando gorduras e excesso de proteínas), sem exagerar na quantidade.
Uma macarronada, pizza, lasanha, sanduíche "tudo", risoto, feijoada leve e completa, panquecas, polenta, nhoque e outros pratos com batatas. Acompanha uma porção controlada da sobremesa  favorita.
Esta refeição pode ocorrer em qualquer dia e horário da semana, já caprichando no social e servindo de válvula de escape. Pode ser aquele evento de sexta à noite, o casamento no sábado, um almoço domingueiro com a família... desde que não exceda um episódio semanal para não fugir ao controle. É fundamental escolher apenas um evento social para a refeição-festa.
Mas por que?
Aparentemente, quando restringimos calorias por longos períodos, pode desencadear uma diminuição do gasto calórico: O metabolismo estaciona (o cérebro pensa que estamos passando fome, vivendo num deserto) e paramos de emagrecer.
O hormônio Leptina é fabricado em nosso tecido gordo. Quando estamos sem alimento suficiente (literalmente ou em dieta), ela é inibida. Assim que seus níveis caem, o cérebro "lê" que precisa diminuir o metabolismo - economizar nesses dias de "escassez". 
Segundo a lógica, após um tempo perdendo peso, se fizermos uma única "refeição truque" (calórica) por semana, a leptina dá recado ao cérebro de que a escassez acabou e ele reacelera o metabolismo. Ela regula a homeostase energética
Uma boa caminhada de manhã ou ao final da tarde equilibra esse descompasso alimentar e potencializa o efeito benéfico, devido à resistência à insulina nas 24 h posteriores. Os glicogênios vão abastecer os músculos e dar boa disposição para exercícios pós "jacada".
Esta técnica exige muita disciplina, foco e cuidado. Um prato carregado em toxinas pode minar nosso propósito, colaborando até mesmo com um estresse oxidativo.
Quem ainda não está na fase de manutenção deve ter cuidados redobados ao introduzir uma refeição-bagunça. A vantagem é o choque / reativação no metabolismo para que acione a marcha a ré; a desvantagem é o risco de subir o ponteiro da balança.
Creio que nem todos precisam ou conseguem adquirir esta prática. Há o risco de exagerar ou desencadear maus hábitos. Aqueles metabolismos que continuam queimando, mesmo que diminuidamente, também não devem trocar o certo pelo duvidoso.
Quem pode contar com um Nutri deve pedir melhores orientações antes de se aventurar. E lembremos: é uma única refeição, não o final de semana todo "de lixo", pois o sentimento de culpa pode ser um efeito colateral terrível!
O objetivo social é interagir com o grupo de convívio; o objetivo psicológico é saciar a gula e o objetivo físico / metabólico é reativar a leptina, mostrando que há combustível de sobra no tanque. Reflita...
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Janeiro esquisito...

Os dois primeiros tapetes, doados à Jana e Gi - duas professoras inseparáveis.
Está chovendo, contudo aquelas pancadas fortes e rápidas, que não encharcam a terra. A temperatura está em 34 graus aqui no interior, junto às montanhas e muito verde. Minhas corridas estão sendo feitas ao clarear do dia e um pouquinho ao anoitecer devido ao calorão.Passei o natal em Minas, e lá o povo estava assustado com a secura incomum dos dias de festa. Janeiro entrou e aquela chuvinha mansa, fresquinha que dura três, quatro dias não chegou.
Após o primeiro recesso de dez dias em todo o tempo da oficina, voltamos com carga total. Muitos serviços foram agendados ainda no final de 2014 e bailamos para entregar as rodas da semana.
O ano vira e as pessoas ficam apreensivas, melancólicas, introspectivas. A cidade está quieta e o povo fala da crise, da violência que se aninha, das contas a pagar.
Uma grande empresa está de mudança para Minas e quem não for junto será demitido, o que gera um burburinho no comércio. Lojas reclamam das vendas e adolescentes soltam pipas - muitas pipas. 
Os geminhos com 5 meses daqui de frente foram embora. Desde o fim da gravidez o casal foi se desalinhando. Foram três idas e vindas, mês lá - mês cá, com os meninos até o desfecho final. A veterinária de Ribeirão Preto não se acostuma aqui e voltou para o colo dos pais; levou os bercinhos ontem... Já não se fazem mais famílias como antigamente.
E eu que sem mudar a rotina nessas férias, não dou conta dos estudos que devia revisar, do monte de crochê, dos passeios que planejei, dos filmes que pretendia ver, dos programas na TV, das leituras emperradas,dos textos incompletos salvos em rascunho. Tudo meio amarrado...
Na verdade, o que vem me emperrando nestas férias é o crochê. Ganhei sacão de linhas, lãs, barbantes e quero dar fim. Já estou no sétimo tapete - seis já foram de presente por aí.
Espero não termos dez anos de seca. Espero que a onda de violência se dissipe. Espero que apesar, o governo dê certo e a crise não se instale. Espero que a saúde seja boa para todos nós. Espero uma boa classe de alfabetização para 2015.