28.4.15

Eu mato a Carminha...

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Foi assim:
Em MARÇO eu levei para a "colegamiga" um "papelzinho" impresso com o site que ela deveria entrar, imprimir os rendimentos da bolsa de estudos do curso que fazemos, para a declaração de imposto de renda.
Tá. Dei em mãos. E ainda lembrei-a de pegar outra parte que ela recebeu pela Prefeitura (e eu não).
HOJE a Carmen chega toda mansinha em minha sala de aula, pedindo o tal site. Não lembro de cabeça...
Me ligou a umas horas, minha net (horrorosa) fora do ar... Custei a mandar-lhe por e-mail.
Ela é hiperativa - TDA-H. Eu sou T.O.C.- obsessiva por tempo. T E M P O
Como pode uma criatura deixar para procurar documentação em 28 de abril à tardinha? 
Estou até com taquicardia, trêmula. Dá vontade de nem me importar, mas é amiga-irmã, amiga que te dá até a roupa do corpo, como muitos hiperativos são.
Na semana que vem, depois que a declaração for entregue (se for), lhe darei uma bronca daquelas que saem até fumaça. Só não fiz isso hoje para não deixá-la ainda mais nervosa...
Sempre fiz a declaração em março. Eu estava crente que a dela também, senão tinha lhe atazanado tanto, até a declaração sair.
Meu colesterol deve estar em 300, de tanto estresse pela desmiolada.

Imagem net.

27.4.15

Alimentos perigosos? Até que ponto?

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* Salsicha
Pode contar a bactéria Listeria monocytogenes, que causa diarreia e fortes cólicas abdominais. Evitar o sanduíche de rua a aferventar a salsicha em casa é recomendável.

* Ostras / outros frutos do mar
Consumidos crus, representam um risco potencial. Ostras se alimentam filtrando partículas e germes em suspensão na água, acumulando bactérias do gênero Vibrio e seu armazenamento pode ter sido precário. Há risco de gastrenterite - inflamação do estômago e intestinos, trazendo febre, náuseas, vômitos e diarreia.
Camarões e similares são altamente alergênicos. O corpo se torna mais sensível às proteínas que não consome diariamente. 


* Ovo

A salmonelose é a contaminação mais comum e pode ocorrer na ingestão de ovo mal cozido (gema mole) ou cru (maionese caseira). Um em cada 200 ovos em uma granja pode estar contaminado, embora leite e carne também são passíveis de Salmonella. Diarreia, dor na barriga, febre e desidratação são os principais sintomas e se manifestam 12 a 72 horas após a infecção.


* Presunto, carpaccio e outras carnes cruas

O presunto pode conter o bacilo chamado Clostridium botulinum ou Clostridium perfringens, causador do botulismo (o palmito também pode conter a toxina botulínica). 
Sintomas: Diarreia, dor de cabeça, vômitos, visão dupla, perturbação do olho, até paralisia dos músculos respiratórios - morte.
A toxoplasmose, doença infecciosa causada por um protozoário chamado Toxoplasma gondii, pode ser resultado do consumo de carnes mal passadas ou cruas; 10% dos infectados apresentam sintoma - inflamação nos gânglios.
Pessoas com baixa resistência imunológica a doença se manifesta com dores de cabeça, nos músculos e articulações, cansaço e até alterações visuais com comprometimento da retina (cegueira).
A carne deve ser armazenada sempre em temperatura inferior a 5º. Optar pela preparada na hora e bem passada.

* Amendoim 
Pode causar reações fatais por ser altamente alergênico. Reações: coceira e vermelhidão na pele, formigamento em volta da boca, diarreia, náusea, vômitos e até mesmo dificuldade para respirar.
Ele também pode conter aflatoxina, produzida pelos fungos Aspergillus flavus e Aspergillus parasiticus, que adoram amendoim. Umidade repetida em más condições de estoque propiciam a proliferação.
Torrar o amendoim ajuda a diminuir o antinutriente lectina. Consumi-lo cru, só em pequenas porções! 

* Queijos crus / outros derivados do leite
Pode resultar em brucelose. Os sinais iniciais são suor excessivo e febre com calafrios. A progressão da doença, causada pela bactéria Brucela, é lenta e raramente fatal. Se não tratada, pode acometer articulações e visão. 


* Folhas cruas

Bactérias podem estar ali escondidas. Mergulhar por 15 minutos em água com hipoclorito de sódio – para cada litro de água, uma colher de sopa de água sanitária de boa procedência e não odorizada.
* Cogumelo
Estima-se 60 mil espécies pelo mundo; 80% comestíveis e 5 mil venenosos. 
Doses altas da toxina podem causar danos irreversíveis para rins, fígado e coração, podendo levar à morte. Os sintomas são vômito, sede intensa e dor abdominal. 


* Enlatados

Latas possuem um verniz interno para preservar o conteúdo. Batidas (amassados) podem romper a proteção e comprometer o produto. Lavar com água e detergente antes de abri-las evita xixi de rato e outras contaminações.

Anomalias como bolhas e aspecto fermentado é indício de produto estragado - descarte. Drene a água e consuma ou prepare imediatamente. Retire as sobras da embalagem, coloque num recipiente com tampa; consuma em três dias”.

* Alimentos saudáveis
Sim, até os mais saudáveis podem conter antinutrientes importantes, que prejudicam sobretudo quem já possui alguma enfermidade. São a solanina, isoflavona, cianeto, arsênio, oxalato, fitato, lectina, nitrato / nitrito, inibidor de proteína (tripsina, quimiotripsina) / ensima (amilase), tanino. 
Eles interferem na digestibilidade, absorção ou utilização de nutrientes, diminuem a disponibilidade biológica dos aminoácidos essenciais e minerais, causam irritações e lesões na mucosa gastrointestinal.

O ideal é consumir a maior variedade possível em menores quantidades, evitando industrializados, artigos exóticos à sua cultura e cuidando da higiene.

25.4.15

Divórcio digestivo

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(Texto de estudo)
Determinados alimentos devem ser divorciados entre si, devido ao desastre que causam durante a digestão. Eis alguns exemplos:
A) Mais de um amido na mesma refeição - digerem em tempos diferentes; acidificam e fermentam o estômago. Se houver fruta ácida, a digestão amilácea piora, pois a enzima ptialina requer ambiente alcalino (massa com molho de tomate).
B) Frutas oleaginosas com frutas doces: A gordura se mistura com o açúcar e causa fermentação alcoólica.
C) Sobremesas açucaradas sobrecarregam a digestão, assim como mistura de amidos e açúcares. O amido é digerido da boca até o estômago; os açúcares se digerem no intestino delgado. A mistura os retém no estômago e passam a fermentar (canjica, arroz doce, roscas - usar o mínimo de açúcar).
D) Leite com frutas azedas: ele coalha no estômago e envolve partículas das frutas, isolando-as do suco gástrico, prejudicando a digestão.
E) Gordura e proteínas: Ácidos graxos diminuem a secreção gástrica, o ácido clorídrico e pepsina no suco gástrico, demorando ainda mais a digestão das proteínas. Alimentos ácidos inibirão ainda mais a enzima pepsina.
F) Mais de uma proteína na mesma refeição: cada proteína requer tempo e composições distintas de suco gástrico para se digerir. O suco gástrico p/ carne tem PH máximo no início da digestão e o do leite tem no final. Bife a cavalo não é boa composição.
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Crista da onda

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Na faculdade, estudamos que o período mais propício à gravidez vai dos 20 aos 30 anos, sendo que a "crista da onda" é aos 25. A partir daí os óvulos já começam a envelhecer, pois eles estão com a mulher desde a fecundação.
Um escancaramento nesta janela abarca as faixas etárias dos 15 aos 20 / dos 30 aos 35 anos. Ter o primeiro filho sem inseminação após os 35 ainda é viável, entretanto a cada ano perdido as chances são mais precárias.
Agora, convenhamos: Com a atual conjuntura brasileira, onde a taxa de fertilidade já se encontra abaixo da reposição, esse tema deve vir à tona com seriedade.
Percebo mulheres com 35, 38, falando em engravidar num futuro... futuro. Aparentemente elas perderam a noção de que mulher tem prazo de validade, por mais que o prazo tenha sido prorrogado.
Quando enfim resolvem e percebem que a chance natural foi perdida, entram em desespero. Ajuda profissional é muito caro e não traz garantias de sucesso absoluto - é uma loteria.
Existe a possibilidade de congelamento de óvulos quando a mulher está abaixo dos 30, mas quem pensa na possibilidade? E quem se dispõe a gastar um dinheiro alto com algo assim remoto? 
Com tantos problemas mais urgentes na saúde pública, o governo não poderia assumir mais este, entretanto pelo que se descaminha, em menos de uma década será necessário pagar para as mulheres conceberem, como já ocorre em determinados países.
E quem rejeita o programa "Bolsa Família"? E quem alardeia que a diminuição da população será catastrófica? E quem apregoava a superpopulação brasileira? E quem não crê em nada disso e sabe que sempre se dá um jeitinho?

23.4.15

Abril e sopão

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O mês de abril é propício às sopinhas espessas e caldos diversos. Acontece que neste abril em particular, as temperaturas estão piores que fevereiro e março.
Neste instante estamos com 24º e sensação de 30. Céu nublado, com iminência de chuva. Tem chovido por esses dias, entretanto não refrescou.
Aguardemos a primeira frente fria outonal para irmos às sopas; por enquanto sirvo-me de uns risotos à noite. Ontem fiz com lentilhas à azeitona e sobra de carne assada.
Nesta região "das Mantiqueiras", o mês de maio costuma ser o mais frio do ano, pois coincide chuva com frente fria. Agosto, embora em pleno inverno, esquenta devido ao clima seco. 
Imagem net.

20.4.15

Noite do lixo

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Na sexta à noite (18 h 30) aniversariou uma das sobrinhas-netas do marido. Foi uma noite em que afundei o pé no brejo. Eu comi cerca de 15 salgadinhos, de cinco variedades. Comi um mini hot dog, um pacotinho de batatas fritas.
Parei? Que nada! falta os doces: Meio copo de suco de goiaba, uma raspadinha, um pedaço de bolo embrulhado, 8 docinhos de três variedades, umas gominhas e duas balas de coco. 
E ainda finalizei com meio copo de coca-cola. Foram duas horas e meia de comilança! Prá quê isso? No sábado, acordei com remorso... Adianta? E nem aceitei redimir minha culpa acusando o tal "dia do lixo". 
Foi o dia da esganação, mesmo. Para compensar, mudei meu gabarito de corrida: Fiz outra tirinha com seis nós - ao menos duas vezes na semana, terei que correr 6 voltas. Bem feito!

Pratos-coringa

Para quem cozinha e gosta de exercer uma gastronomia pragmática, econômica, saborosa e aproveitando produtos locais, o bom é observar o menu de restaurantes a quilo (triviais).
Para acompanhar o tradicional arroz com feijão / macarrão, eles oferecem pratos básicos como farofas variadas, quibe assado, panqueca, salada maionese / salpicão, omeletes recheadas, lasanha, polenta, pasteizinhos, batata frita.
Tudo vem acompanhado de legumes diversos cozidos, saladas cruas, um arroz mais sofisticado, uma feijoadinha ou outro grão...
Usa-se muita cebola e cheiro verde / outras ervas para dar um visual, salpicando ovinhos de codorna, passas, palmito e azeitonas para incrementar. 
Aqui no interior é difícil encontrar incrementos como cogumelos, alcachofra, alcaparras, algas, damasco ou tâmaras. 
Também é difícil encontrar caldos, sopinhas, que os (muitos) clientes idosos adorariam, sendo pratos super baratos.
Dentre as carnes, costuma haver lagarto bovino ao molho pardo, frango assado em pedaços, almôndegas (atualmente assadas), um peixe, lombo suíno com abacaxi, algum embutido (geralmente linguiça), strogonoff, bife à rolê.

O meu problema na cozinha tem sido a falta de contingente para degustar. O filho almoça na fábrica e volta tão tarde, que já lanchou e raramente janta; aos finais de semana come em eventos, reuniões de amigos. O marido faz um prato cada vez menor a cada ano e prefere um lanchinho no jantar... 
Tenho optado por pratos que possam ser congelados, pois sempre há sobras. Reciclo sobras de legumes para farofas, recheios, sobras de saladas coloco em sanduíches.
Doces de abóbora, goiaba, canjica, certas bolachinhas acabo tendo que levar às colegas do trabalho, pois muitas vezes eles nem experimentam.
É o dilema de famílias tão curtas... eu adoro cozinhar, entretanto detesto fazer tudo a conta-gotas ou observar sobras e mais sobras.
Aproveitando o fim de semana prolongado, fiz língua bovina - um prato exótico e econômico que o marido adora. Doei uma parte para a concunhada, que também é adepta. Filho não gosta nem do cheiro.
Quando faço, uso duas unidades, que cabem direitinho na panela de pressão. Uma eu congelo cozida e limpa, a outra coloco molho de urucum com pimenta sininho e sirvo.
Não posso fazer sempre por conter muita purina - ataca a "gota" dele.
As goiabas remanescentes da recolecção - congeladas.
A compota pronta - congelarei a metade.
Bolachinhas de abóbora com amendoim. Feitas com sal amoníaco e açúcar mascavo. Filho não gostou por ficar pouco doce... Congelarei uma parte e levarei aos meninos da oficina (que comem até pedra com patê).
Bolachinha salgada de aveia e ervas - muito alecrim; também com sal amoníaco. Uso nos lanches da manhã e tarde, congelando uma parte. Os dois enjoados nem tocaram - não gostam de ervas...
Doação para a colega de trabalho, que gosta de pratos estranhos (leia-se com muitas ervas).
Produtos caseiros não podem ser doados a qualquer um, pois o excesso de industrialização, com saborização artificial exacerbada estragou o paladar das pessoas. Aromas suaves e naturais são descartados.

18.4.15

Maioridade penal e T.D.O.

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Toda essa discussão minimalista de achar que uma simples medida de redução em dois anos fará diferença me assusta! Outros países reduziram e voltaram atrás por ineficiência da medida.
Jovens ricos, que podem pagar excelentes advogados, sairão privilegiados como sempre; os pobres abarrotarão ainda mais as cadeias, saindo de lá com "doutorado", alguns anos depois.
Há aqueles discursos exaltados referindo que a educação, como entidade mágica, é a solução para todos os males... discursos abstratos, generalistas.
Levando ao pragmatismo, nós, pedagogos, realmente temos boa parte da solução. Desde a alfabetização (6 anos), já podemos detectar vulnerabilidades.
Aquelas crianças desafiadoras e negativistas podem estar externando sinais de T.D.O./ T.P.D., sendo  importante lembrar que cerca de 90% dos adolescentes infratores reincidentes apresentaram esses sinais na infância, todavia ninguém os ajudou a reverter, nem orientou os leigos pais.
Logicamente não é regra. Uma criança pode estar apresentando os sintomas em decorrência de um trauma. Tanto que nos relatórios para psicólogos e outros profissionais, nós apenas descrevemos os atos concretos, sem etiquetar crianças.
Ao disciplinar, dizemos em voz baixa e acocorados frente à criança:
_  Eu gosto muito de você. É com o comportamento inadequado que estou descontente e não contigo.
Entretanto, se houver um protocolo para rastrear traços exacerbadamente desafiadores e negativistas desde a educação infantil, aos 6 anos já é importante iniciar um tratamento multiprofissional.
Aos 8 anos, quando a fase das funções semióticas (jogo simbólico ou faz-de-conta) desaparece, fica mais nítido e sério o problema e a criança passa a ser taxada com "má índole", "mal educada", "sem limites".
Chegando na adolescência à deriva, a criança carrega tais comportamentos já exacerbados e o rótulo muda para Transtorno de Conduta.
E aí você me acusa:

_  Cri, então aquele garoto que atirou na filha de minha amiga podia ter sido "salvo" na infância e vocês, pedagogos, não fizeram nada?

Estou tentando sair desse "nada" aqui.  
Informação é uma arma poderosa. Você deve pesquisar muito em fontes confiáveis (sites de universidades) e formar uma rede de informações. 
Muito mais importante que baixar a idade penal é  cuidar do TDO, pois aos 18 anos, o rótulo muda novamente: "Banditismo".
Nem todo bandido foi um TDO na infância, porém os TDOs costumam exercer função de liderança importante dentre os bandidos.

Tire seus livros da gaiola!

A campanha da Luma termina hoje... Corra!
Eu coloquei esses dois no tronco da minha quaresmeira, bem expostos e chamativos. Rapidinho foram adotados.
Os autores pertencem à Academia de Letras aqui do município e são aqui residentes, sendo que o da esquerda possui uma editora conjunta a colaboradores.
O livro de Nege Além é ambientado na cidade de Guaxupé – Sul de Minas, na ruazinha Taboão, onde morava um garoto engraxate, numa casinha tão mínima e prazenteira quanto ele.
Fala de um mundinho quase rural e uma época idílica, com água, poeira, frutas no pé - uma miséria tão rica que eu também conheci na infância...
Ai, dá uma vontade de passar um fim de semana prolongado nessa cidade aqui tão perto de mim! Mas como nada é eterno, o moleque cresce.
Os capítulos são como "post", narrando passagens importantes. Eu abro mão do livro, pois sei que não iria voltar a ele! Mas voltarei a Guaxupé com certeza!

O da Lucelena retrata Florianópolis - uma fábrica de bebidas. Um romance policial que transcorre numa fábrica e aborta o Mercussul! Interessante... Me fez lembrar um pouquinho certas tramas de novelas.
Penso que atrairia o público jovem masculino também, pelo "detetive" que nos faz avivar.

16.4.15

Cocares...

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Com criancinhas de seis anos, não é possível esmiuçar a delicada questão indígena, o desrespeito ao longo desses 500 e poucos anos, a massificação e perda da identidade, a situação das reservas e seu entorno.
Estou aqui, amarrando lastex em mais de 20 cocares para que amanhã meus bucólicos indiozinhos possam entrar no clima. Eles pintaram usando simetria, sequência lógica, cores primárias e secundárias.
Também reproduzimos esta linda mandala... Sou apaixonada por mandalas, que representam o infinito, a perfeição, o transcendente.
Exploramos a religiosidade indígena vinculada à questão do tabaco, e por fim, fizemos frases curtas sobre seus principais costumes.

Tiradentes, Proclamação da República... são temas que a gente "pincela" para esta faixa etária, em meio a inúmeros outros conteúdos e pela urgência da leitura e escrita.
Estarei em casa na segunda: O Prefeito, atipcamente concedeu ponto facultativo... Mas na terça iremos "cantar os hinos" na Escola, apresentar um jogral (alunos maiores) e expor cartazes sobre as datas comemorativas. Rapidinho.
No mais, tenho avaliações para corrigir, formulários, boletins e prontuários para preencher... Estudar o cotidiano de cada criança para elaborar uma nota, que geralmente vai de 9 a 5 (acho que ninguém com 6 anos merece nota vermelha).
Fim de semana prolongado e cheio!  

Dengue e frutas

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Nova epidemia na cidade: A dois meses, estamos com os postos de saúde e pronto-socorro central travados.
Exames de rotina foram adiados; consultas de rotina demoram um tempão na triagem (medir pressão e tal); crianças perdendo aula; trabalhadores pendendo dias de trabalho.
O fumacê passou apenas nas ruas do bairro vizinho, marcou aqui na nossa e adiou... Reclamações de moradores devido ao cheiro? Toxidade? No ano passado, passaram três vezes dentro dos quintais. 
Fizemos passeata com as crianças pelas imediações da escola, trabalhamos diversas vezes o tema, passamos filme.
O pessoal da vigilância epidemiológica só se preocupa com água parada... E aí? MOSQUITO COME ÁGUA?
A fêmea apenas se alimenta de sangue em época de postura de ovos. No mais, ela e o macho se alimentam de líquidos adocicados.  LEIA-SE: FRUTAS.
No ano passado, numa seca danada, até o "Fiotão" pegou. Indagando-lhe sobre a ilógica da coisa, ele me alertou sobre as frutas podres nos quintais: Mangas principalmente.
Faz sentido. Final de safra, abundância de comida - nascem mosquitos aos quilos!  Por hora, é usar repelente e torcer para que alguma autoridade atine para a questão ÁGUA + FRUTA...

13.4.15

Puts...

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Derramei água sobre o telefone  na frente do patrão... Me embananei com a canena e lá se foi! Toca correr atrás de um pano, chacoalhar o aparelho, sob reclamações do tipo:

_  E depois é o fone que não presta, e pede para comprar outro, nem diz o motivo.

Fiquei secando o dito cujo, ali, muda e calada. Só fui testar se houve avaria depois que meu Par se afastou reclamando. Por sorte está funcionando corretamente...

12.4.15

Pedilúvio

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Nossos pés são compostos por 26 ossos, 107 ligamentos, 33 articulações e vários músculos. Contam com quase 70 mil terminações nervosas associadas aos nossos  órgãos vitais.
Um balde, água até cobrir os tornozelos pouco acima da temperatura de banho, um pouco d'água quente à parte para ir temperando, uma toalha,  uma colher de sal grosso para a “limpeza energética”.
Uma colher de sal amargo - magnésio, que compra-se em farmácias, gôndolas de tempero no mercado ou casas de fertilizantes, é o principal ingrediente. Sem mais nada, faz-se apenas com ele.
Sentar-se confortavelmente em local sem corrente de ar e usufruir desse benefício por 20 minutos trará um sono de bebê, sobretudo devido ao magnésio. 
Duas dúzias de pedrinhas de rio ou bolas de gude, farão o massageamento. O escalda-pés deve ocorrer à noite, ao menos duas vezes na semana.  
Ervas aromáticas e medicinais como arnica, arruda, capim-cidreira, hortelã, melissa, sementes de erva-doce, flores de camomila estimularão o olfato e aumentarão o relaxamento, otimizando este tratamento milenar.
Utilizado para diminuir dores nos pés e estimular a circulação sanguínea das pernas, também serve de porta de entrada para o magnésio, mineral organizador do cálcio no organismo. 
Bom para calos, frieiras, chulé, olho de peixe, gota, esporão. Abranda artrite, reumatismo, dor lombar, insônia e melancolia.
A pele é uma peneirinha a absorverá o magnésio diretamente na corrente sanguínea. As ervas também serão absorvidas, devendo ser escolhidas de acordo com a necessidade.
Para quem tem acesso à água do mar, é só aquecê-la e odorizar, pois já contém o sal e o magnésio em abundância. Aproveita-se a coleta para caminhar na praia.
A auto-massagem e o aquecimento dos pontos nervosos imantam e equilibram o corpo todo. Um creme hidratante e um par de meias finalizam o pedilúvio.
Uma vez por semana deve-se ficar descalço por ao menos 10 minutos em terra bruta, grama ou areia, para receber íons negativos e descarregar toxinas eletromagnéticas. Praticar  helioterapia também ajudará a energizar o organismo.
Pessoas não saudáveis, sobretudo diabéticos, além de crianças, idosos,  gestantes sempre, sempre são um caso à parte e devem consultar seu médico antes de qualquer tratamento alternativo. 

Lavar cabelo

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Antigamente, as mulheres mantinham o cabelo bem longo. Me lembro da infância rural onde as moças solteiras lavavam seus fios uma vez ao mês - era o normal. 
E elas trabalhavam carpindo, colhendo grãos, plantando ao sol escaldante. Durante o trabalho, usavam um lenço e um chapéu, não se via o cabelo. 
Ao final do dia, após lavar apenas "a cara", braços e os pés - pois o banho de bacia era aos sábados, jantavam por volta das 17 h 00. 
Então era hábito as mocinhas fazerem "gamela" - se aglomerarem embaixo duma árvore ou na casa  dalguma delas para  conversar até cerca de 20 h 30, quando iam dormir para acordar antes do sol.
Nesses encontros levavam frutas do pomar ou qualquer guloseima de época. Conta minha tia que devoravam meia saca de laranjas num grupinho de amigas.
Nessas ocasiões, elas soltavam parcialmente o cabelo, preso por um lenço dobrado, uma trança, rabo de cavalo, tiara ou grampos. 
Se o sábado de lavar cabelo caísse quando a moça estivesse menstruada, esquece! Transferia-se para o seguinte. Pois ficaria doente com certeza se infringisse a regra.
As casadas ou mulheres mais velhas, apenas lavavam cabelo na véspera da ida à cidade ou nalgum evento, o que podia demorar meses. Sem contar que não havia xampu ou condicionador, lavava-se com sabão de pedra. 
Eu não estou falando de um século atrás, falo da vida rural na década de 70 aqui em São Paulo - um dos estados mais modernos do Brasil. E mais: Era proibido lavar cabelo na dieta - quarenta dias após o nascimento do bebê.
Eu fui mãe em 1985 e as mulheres de minha família cobraram desde a gravidez que eu guardasse a dieta do cabelo, pois poderia ficar louca - a melancolia pós parto (baby blues) era atribuída à lavagem.
Cortei o cabelo antes do parto e fiquei 19 longos dias de verão - outubro / novembro com aqueles fios emplastados, usando talco para disfarçar a oleosidade. No vigésimo dia tinha médico para retirada de pontos da cesária, então aproveitei a deixa... 
Eu achava incoerente tantos malefícios por uma lavagem de cabelo,  mas fiquei receosa até que os quarenta dias da dieta se completassem. Uma conhecida que teve filho um mês antes de mim, foi logo lavando e ficou "louca" mesmo - queria passar o bebê a ferro.

5.4.15

Leite, farinha, açúcar, antinutrientes...


(Texto para meus próprios estudos autodidatas)
Quantos venenos que desconhecíamos a certo tempo atrás... Bem se diz que a ignorância é deliciosamente ingênua! Comer despreocupadamente é coisa dum passado distante.
O leite bovino, como já mencionei  aqui e aqui, foi o perigo de maior surpresa e desgaste emocional para mim. Apenas a cerca de quatro anos foi que percebi a sua indigestibilidade.
Se é um alimento historicamente oferecido a bebezinhos, como poderá nos fazer mal? A algum tempo atrás, eu ainda não tinha as respostas.
 Eu cresci entre vacas, doce de leite, receitas com leite, queijo frescal e o mesmo queijo curado e ralado. Eu sou quase mineira, gente! Sou geneticamente café com leite...
Aliás, o queijo frescal seco, feito uma pedrinha que se pode chupar, é uma iguaria sem igual. Quando sobrava os restinhos do queijo ralado eu atacava feito uma ratazana. Que saudade daquele sabor! Hoje, tento curar o queijo frescal, porém acabo devorando antes do ponto.
Sendo a lactose a vilão do leite, devemos optar sempre pelos derivados fermentados.
A farinha branca foi outra facada: O nosso pão de cada dia, alimento sagrado desde a bíblia, de repente ataca nossos intestinos devido ao "tar" glúten? O ideal é maneirar.
Há farinhas diversas sem glúten, entretanto ainda são difíceis de se encontrar. Comido com manteiga ou outra gordura, o açúcar do pão passa a ser absorvido mais devagar - uma opção.
Ainda bem que não sou tão doida por pães e na roça a gente tinha outras opções. Sem contar que a farinha daquela época não era transgênica, não tão carregada em glúten.
E o açúcar? A alegria das crianças... As pessoas da cidade sempre levavam balinhas à criançada rural. Até o padre, que ia uma noite por mês rezar missa, nos dava balinhas.
Antes, era a sacarose a vilã, agora até a frutose entrou na dança! Mel, xarope de bordo ou agave por serem bombas de frutose, também já estão na lista cinza... É que a frutose se transforma em álcool no fígado, e sabemos o mal que o álcool faz a este órgão. 
Os macrobióticos restringem a ingestão de frutas justamente por este fator. Sucos e frutas secas são mais concentrados, entretanto há frutas com teores diferentes de frutose.
Quanto aos antinutrientes, são fitatos, oxalatos, taninos, nitratos e nitritos, cafeína, solanina, arsênico... O arsênio é cumulativo e carcinogênico.
O ideal é estudar bastante, pois cada caso é um caso. Oleaginosas devem ser deixadas de molho, descartando-se a água antes de cozer. Solanáceas não perdem a toxidade após cozidas. 
Até com as fibras devemos tomar cuidado, pois as insolúveis podem vir a arranhar as delicadas paredes intestinais. O correto para pessoas saudáveis é ingerir moderadamente cada item, sem muita mistura na mesma refeição.
Para lavar as toxinas - água oito vezes ao dia, começando e terminando o dia com ela. E há também o jejum - que estudarei melhor antes de me posicionar.
* O glúten é um antinutriente / antimetabólito. Serve para proteger a planta (o pé de trigo) do ataque de predadores. Por isso pode fazer mal se ingerido em excesso.

*Repensarei stevia...

Água de berinjela

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A alguns dias, uma amiga chegou toda animada me dizendo que está tomando um copão de água de berinjela em jejum todos os dias e já notou perda de peso. Disse que tem um leve amargor, porém é "bebível".
A garota estava animadíssima, então eu delicadamente perguntei se não há perigo de efeitos colaterais. Ela respondeu que imagina, é totalmente natural e funciona mesmo!
Sem querer jogar um balde d'água fria, eu aguardei um tempo enquanto ela falava com outras pessoas, anotei a palavra solanina num papel e me aproximei.
Disse à ela sobre a família da berinjela, seu sobrenome, os antinutrientes presentes em qualquer alimento saudável, a questão da temperança...
Lembrei que a diferença entre o remédio e o veneno é a dosagem e então pedi que pesquisasse em diversas fontes sobre aquela palavra escrita.
Na segunda-feira, ela me procurou assustada, dizendo que jamais imaginara que produtos naturais poderiam fazer-lhe mal. Queria abolir a água milagrosa, então orientei que pode tomar meio copo de vez em quando, nunca em excesso, entretanto a Reeducação Alimentar com atividade física diária (para queimar calorias) é o melhor emagrecedor.

Abóbora moranga

Neste início de outono, temos iguarias que são dádivas do verão. Na feira livre desta semana garimpei estas pérolas:
Pinhão das terras altas aqui da Mantiqueira. As araucárias são belíssimas e só frutificam nessa época, entretanto os pinhões são bem duráveis. Vende-se a R$ 5,00 o litro bem medido - esta porção. 
É só cozinhar na pressão, aguardar 10 minutos após chiar e deixar em água até que acabe. Se cozer demais perde a cremosidade.
O pinhão foi um importante carboidrato para nossos indígenas no entorno da Mata Atlântica.
O caqui é de produção comercial, deve ter veneno, porém eu amo. Exagerando no consumo, causa prisão de ventre, entretanto com uma pitada de sal amargo tudo se resolve.
Banana roxa orgânica e abóbora moranga da banca da Zelinda. A banana roxa não existe em produção comercial por aqui, sendo difícil de achar.  
A variedade moranga é minha abóbora favorita, pelo visual e pela cremosidade. Sem contar, que de uma abóbora bem higienizada se aproveita tudo.
Paguei R$ 4,00 por esta, orgânica e enorme. Da parte mais nobre, o miolo, fiz este doce com coco. Pico bem miúdo, coloco em fogo baixo e deixo soltar a própria água. 
Usei açúcar cristal em baixa quantia, pois o demerara me parece mascarado e o mascavo, que adoro, neste caso escureceria a receita e alteraria o sabor.
Na foto, com o coco.
Aqui, o doce pronto. Ao soltar líquido, coloquei bastante semente de erva doce, pois aumenta a "docicidade" e agrega substâncias importantes.
Dividi em três partes: uma em tigela tampada em geladeira para consumo imediato, outra melhor acondicionada, também em geladeira, para consumo a médio prazo e o resto congelei. 
Aqui, casca e parte com fiapos do centro. Liquidifiquei e amassei broas de abóbora. A broa é uma massa de pão mais mole, que facilita crescer e mantém a fofura, visto que a abóbora diminui a quantia de glúten, que imprimiria a maciez.
Usei golinhos de água para liquidificar e nenhum líquido a mais para amassar, apenas dois ovos e duas colheres bem cheias de gordura de porco caipira.
Aliás, já me convenci de que essa gordura em moderação é menos maléfica que qualquer óleo industrializado. Nem no azeite extra virgem se pode confiar, pois o adulteram ou o pobre oxida...
As broas ficaram saborosas e saudáveis. O sabor bem leve. Temperei com duas colheres de chá com sal grosso, três das de sopa com açúcar cristal e fermento biológico um pouco além do recomendado, pois a massa fica mais pesada com menos glúten
Antigamente eu preferia o pão de cenoura pelo fato da abóbora não me permitir colocar leite na massa, pois solta muita água naturalmente. Eu me cobrava um pão com leite, achando ser melhor para a família...
E as sementes secando ao sol! Uma iguaria riquíssima em minerais, sobretudo meu queridinho magnésio e contém cucurbitacina, um poderoso anti inflamatório. Deve ser consumida com moderação, pois também é riquíssima em antinutrientes - o ácido arsênico. Por isso é vermífugo...
E da abóbora, apenas rebarbas foram ao lixo.