31.7.15

Colesterol agora é do bem? E a fobia?

estreitamento_arteria
Eu tenho a oficina e sei a importância de manter as máquinas devidamente engraxadas. Nosso corpo também é uma máquina... 
Me lembro da receita antiga para engraxar os intestinos e evitar prisão de ventre (melhor que fibra): Uma colher de chá com gordura de porco (dissolvida em água morna) toda manhã em jejum.
Faz sentido... E com o sangue não deve ser tão diferente. Um sangue engraxado escorre melhor pelo organismo, desde que as artérias sejam saudáveis e espaçosas, pois nossa temperatura corporal não deixa que solidifique.
Quando fazemos pão ou bolo, se não colocamos uma graxa (óleo, manteiga, banha) a massa fica rija, parecendo isopor. Não é à toa que certas vitaminas são lipossolúveis...
A prescrição de estatinas para baixar o colesterol (leia o link) pode ter sérios efeitos colaterais, como dores difusas, além de favorecer a indústria farmacêutica (até "preventivamente" a receitam).
simples recomendação de redução de gordura na dieta do paciente (conforme demonstram pesquisas mais recentes) talvez não seja a indicação mais correta para evitar as crescentes doenças do coração. O foco recai sobre os carbos.
Atacar a inflamação crônica e extresse oxidativo tem feito parte dos tratamentos de vanguarda. A antiga dieta à base de carboidratos processados, açúcar e industrializados exagerados em ômega 6 só amplia o quadro inflamatório generalizado e a obesidade.
A inflamação ocorre pela entrada dum corpo estranho no organismo (pode até ser o que nosso organismo não reconhece como alimento). É o sistema imune tentando nos proteger ao declarar guerra ao invasor. 
A inflamação crônica generalizada é a doença auto imune que precisa ser evitada ou tratada, para excluir uma infinidade de complicações e até tumores cancerígenos. O colesterol é o "bombeiro" que vai lá tentar acudir a artéria inflamada.
Evitar alimentos / produtos inflamatórios, aliados a uma dieta com gorduras do bem e exercícios físicos regulares, pode ser remédio para o coração, reduzindo os triglicerídeos e risco de diabetes.
Os óleos industrializados e margarinas não eram usados até a um século. Quais os lipídios à época? Minhas avós e bisavós só cozinhavam na gordura de porco e passavam manteiga caseira no pão. Não havia excessos alimentares, mesmo porque, eram muitas bocas a alimentar.

Coronary Heart Disease Diagram


A arterosclerose nasce quando o colesterol rompe a parede da artéria, sendo comido por um macrófago.
O que nós comumente dizemos colesterol, na verdade é a lipoproteína que carrega colesterol, pois ele não se mistura com a aquosidade do sangue (tipo óleo e água).
HDL é a certinha e LDL, a travessa. As menores lipoproteínas LDL - de tipo B, são mais perigosas, pois são "bolinhas" que ocupam mais espaço no sangue que as LDL maiores, quase inofensivas.
HDL alto indica baixos riscos de problemas cardíacos. A ingesta de gorduras saturadas (carnes frescas, manteiga, bacon, leite integral, queijos) elevam-no e consequentemente protegem o coração.
O LDL travesso (de bolinhas miúdas) é aumentado com óleos vegetais e carboidratos refinados. E agora?
Dr. Souto explica como ninguém ao final da palestra.  
Resultado de imagem para lipoproteina bolas de golf

Imagens Google.

Cristais e "Mar de Minas"

Quando me vanglorio de ter visitado o queridinho "Mar de Minas", o povo paulista logo me diz:

 _  Ih, que pobreza!

Realmente o lago de Furnas está longe de ser um mar, porém em terra de cego, quem tem um olho é rei.
Durante minhas andanças por Minas, geralmente passamos por tentáculos do lago, na ida ou na volta. Aliás, sempre fazemos o caminho de volta diferente da ida, mesmo que implique uma distância maior.
Essas imagens ficam no município de Cristais - MG, embora eu não tenha visitado a cidadezinha em si. Nós paramos para esticar as pernas, ir ao "toalete" e apreciar a paisagem lacustre.
As tonalidades azuladas do céu, esverdeadas a marrom dos campos e novamente azul do lago, são deliciosas.
E lá atrás, indícios da cidade que visitaremos: O parque estadual "Serra daa Boa Esperança"!
Um parque em construção, ainda não estruturado. A  ingênua serra inspirou esta música, a partir desta história.

A estrada é boa, entretanto não tínhamos tempo suficiente para adentrar o parque. Voltamos ao asfalto e seguimos rumo  à cidade homômina. Este parque está em nossa lista de viagens futuras. 
Considerando que Minas tem quase o território da França, uma densidade demográfica de 35 habitantes por km quadrados e 9 dialetos, há muita natureza e cultura pela frente...

30.7.15

Inflamação crônica

Resultado de imagem para macrófagos microscopio
Os processos inflamatórios crônicos desencadeiam as piores doenças no nosso organismo, como câncer, diabetes, arterosclerose (infarto), demência, artrite reumatoide ... Enfim, quase tudo que termina em "ose e ite".
Uma inflamação ocorre como resposta imunológica contra uma infecção, lesão ou suspeita (invasor "psicológico"). Seu objetivo é destruir os agentes agressores e cessa quando elimina a causa ou mediadores. 
Quando o agressor persiste ou parte do material necrótico não é reabsorvido, ocorre a inflamação crônica e generalizada que pode causar sintomas difusos.
Micro-organismos, reações autoimunes, mutação genética e agentes irritantes ou tóxicos (inclusive dos alimentos) são as principais causas.
Macrófagos são urubus faxineiros células canibais que "comem" material estranho e restos necrosados, partículas inertes ou patógenos, contribuindo para a desinflamação. 
É uma "briga" imunológica constante, onde destruição tecidual e reparação com cicatrizes ocorrem simultaneamente.
Em obesos, a proteína RBP4 no tecido adiposo induz resistência insulínica e inflamação sistêmica.
Dietas com excesso de glúten, laticínios, açúcares, proteína (sobretudo purina), industrializados, antinutrientes, alimentos deteriorados, são suspeitos por desencadear severos processos inflamatórios além do estresse, fumo e álcool.
Não se sabe exatamente o que estimula a inflamação crônica e não se conhece com profundidade os padrões, dificultando novas opções terapêuticas para eliminá-la.
Na medicina natural ou alternativa, o jejum metabólico intermitente é um aliado terapêutico para aliviar o sistema imunológico por períodos de 24 horas semanais, propiciando reparações internas.

Fala, todavia não conversa.

Eu tenho um aluno que não emite um som sequer fora de casa. Nem espirro dele eu ouço ao vivo. Ele não vocaliza nem um "ai" quando esbarra.
Em casa se comunica normalmente, porém até na catequese, acompanhado da mãe, ele fica mudo.
É terrível sua timidez patológica ou fobia social. Em 20 e tantos anos trabalhando com crianças é meu segundo aluno nessas condições.
Fazia tratamento psicológico por encaminhamento da educação infantil, entretanto parou no final do ano passado - a psicóloga também nunca ouviu sua voz e a mãe desanimou.
Encaminhei-o a um atendimento multiprofissional gratuito, contudo ainda não há vaga.
Na classe, nem mesmo com os coleguinhas que estão junto dele desde a educação infantil ele vocaliza. Pelo menos, brinca e interage discretamente, mesmo sem a vocalização.
Ele é muito amado por todos, que se prontificam a ajudá-lo e a cuidar-lhe.
Para nos comunicarmos, ele aponta o que deseja ou escreve. Nas aulas de leitura, sua participação é limitada, pois só posso pedir que leia o que pode apontar-me como resposta (cadeira, macaco - com imagem na sala, etc).
E não é que a um mês um coleguinha ligou em sua casa e ele falou via fone? Eu e a mãe ficamos animadíssimas, também liguei, falamos bastante... Na manhã seguinte nada mudou.
Desde então, ligo toda semana, mesmo nas férias e incentivo os amigos a fazerem o mesmo. Em sua casa ele fala normalmente comigo.

29.7.15

Folato

Vitamina B9: importância, fontes de alimentos, valores nutricionais, carência e excesso
Vitamina hidrossolúvel B9,  é necessário para a produção e manutenção de novas células, sobretudo durante a puberdade, infância e gravidez (crescimento rápido). 
Indispensável numa produção normal de glóbulos vermelhos, previne a danificação do DNA e consequentemente determinados tipos de câncer. 
Sua deficiência induz desnutrição (pelo intestino mal refeito), anemia, doença cardíaca e trombose. A mais grave é a malformação do tubo neural do feto: estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal.
O Brasil, a partir de 2004,  repõe (e não enriquece) ácido fólico às farinhas de trigo e milho. É que no refinamento, as farinhas perdem seu folato natural. 
Ele diminui os níveis do colesterol e remove o aminoácido homocisteína, causador de danos às artérias (derrame), e assim retarda demência  e  degeneração macular. Alivia depressão, esquizofrenia, e sintomas do autismo.
O excesso de ácido fólico sintetizado pode mascarar anemia, prejudicar tratamentos oncológicos e até alterar o sistema nervoso.
O ideal é obter o folato de alimentos naturais como frutas, grãos (farinhas integrais), vísceras de animais, ovos e vegetais ( folhas escuras).
Como a maioria das vitaminas hidrossolúveis, permanece por períodos curtos no organismo. Seus estoques duram poucos dias e precisam ser repostos.

Fibras más? Será?

Resultado de imagem para imagem arrozal
Tenho pesquisado sobre os malefícios das fibras. Até elas estão na berlinda...
E as fibras insolúveis do arroz integral?
São ásperas - pura celulose - e arranham a parede intestinal. O revestimento de nossos intestinos é "uma pele interna", bem fininha e delicada.
Os arranhõezinhos constantes causam pequenas inflamações cá e acolá. Se o uso for contínuo e exagerado, pode desencadear um processo inflamatório maior.
Obviamente, as fibras não servem apenas para limpeza intestinal, elas também seguram a absorção dos alimentos por mais tempo, mantendo a saciedade; evitam mau hálito; reduzem o nível de glicose e o "mau" colesterol.
Em excesso, até mesmo as fibras solúveis podem nos prejudicar, causando dilatação estomacal, gases, cólicas, diarreia.
Formam barreira à absorção de hormônios para tireoide, vitaminas, expelindo eletrólitos (sais mimerais): cálcio, zinco, ferro nas fezes (ácido úrico). 
Grãos integrais possuem bem mais fibras que frutas e vegetais, pois esses são aquosos e aqueles são secos, concentrados. O limite recomendado é 25 a 35 gramas de fibras / dia, dependendo do peso corporal.
Fibras insolúveis - não absorvidas pelo organismo (mas sim pela microbiota), ajudam na formação do bolo fecal e absorção de água. Se estivermos desidratados, o efeito delas é inverso e causam prisão de ventre.
Fibras solúveis - absorvidas, ajudam a reter nutrientes e aumentam a saciedade.
Alimentos ricos em fibras são primeiramente cereais (com farelo) / leguminosas com película / frutas com casca e bagaço / hortaliças com talos e folhas. Cascas, bagaços, talos e folhas proporcionam fibras ricas em nutrientes.
É fundamental demolhar os grãos por ao menos 8 horas em ambiente ácido (água com gotas de vinagre) para amolecer as fibras e remover antinutrientes, evitando entre outros inconvenientes, os gases.
O abuso é que atrapalha. Moderadamente, as fibras trazem mais benefícios que malefícios. Podemos comer arroz integral ao almoço e sopa de legumes ao jantar.

Para quem sofre de prisão de ventre, o ideal é o sal amargo - magnésio: À tardinha para quem sofre também com insônia (matando já dois coelhos), e de manhã para os dorminhocos.
Gorduras também ajudam a "engraxar" os intestinos. Receita "tiro e queda" dos antigos: uma colher de chá com gordura de porco num copo d"água morna em jejum. Engraxa tudinho!

Imagem Google.

Somos o que digerimos

Trophology: A Ciência da Boa Alimentação
Vários estudos na área de nutrição podem apresentar resultados contraditórios: Exagerar nas frutas  (sucos naturais) traz problemas pela frutose; exagerar nos carboidratos não induz à saciedade, causa gordura abdominal e diabetes; exagerar nas proteínas e gorduras (dieta paleo) pode induzir um processo inflamatório crônico (purina); exagerar nos alimentos crus (crudivorismo) traz riscos devido aos antinutrientes...
Sem contar açúcar, lactose, glúten, industrializados, medicamentos. Na dieta páleo, pratica-se o jejum intermitente - o melhor detox - evitando-se processos inflamatórios crônicos.
Não há dieta ideal ou universal, considerando que cada indivíduo / grupo regional apresenta diferentes níveis de adaptação a determinados alimentos ou às proporções dos diferentes nutrientes, e há que se considerar também  a herança genética.
Cada povo possuía seu carboidrato: Mandioca e pinhões para nossos indígenas, batatas para os Incas, Milho para os Astecas, inhame e fruta pão para os melanésios, arroz para os orientais, trigo para os europeus. 
Com a globalização, tudo se bagunçou e comemos variedades (assim como quantidades) demasiadas, o que ampliou exageradamente os casos de alergias e intolerâncias alimentares.
É então mais prudente cada indivíduo estudar-se como único, procurando identificar suas especificidades, o que ingeria juntamente à sua família enquanto crescia e como se alimentavam seus tetravós.
Imagem

Arroz integral demolhado?

Resultado de imagem para imagem arrozal
Meu Par, relutantemente voltou a ingerir arroz integral. Então vamos nós estudar melhor o produto...
É sabido que ele possui mais nutrientes que o branco, pois este é só o miolinho do grão. contém vitamina B, minerais, maior teor proteico e lipídico, assim como maior controle do apetite. 
Ao ingerir o branco, devemos acompanhar com saladas de folhas e legumes ao vapor ou grelhados, para agregar fibras. É uma massinha quase prima do glúten.
É sabido que arroz integral possui arsênio em maior ou menor graus, dependendo da procedência (do solo em que foi cultivado), e se esse grau for alto, envenena-nos aos pouquinhos (é cumulativo). 
Todo grão possui antinutrientes (baixe PDF): Toxinas, quelantes, inibidores de enzimas e afins. Deixar de molho ameniza seus efeitos e “quebra” parte de proteínas de difícil digestão.
Todo grão, inclusive o arroz integral, deve ficar de molho num triplo de água com algumas gotinhas de limão ou vinagre (ambiente ácido), por pelo menos 7 h 00.
A mera prática de demolhar grãos antes de prepará-los aumenta em muito seus benefícios nutricionais.Além de neutralizar, ainda fica mais molinho para cozer. 
O abuso é que atrapalha. Moderadamente, traz mais benefícios que malefícios; podemos comer arroz integral ao almoço e sopa ao jantar. Bora deixar o arroz de molho?
As oleaginosas também devem ser demolhadas (e milho p/ canjica). A flatulência ao ingerir feijões se anula nessa prática essencial. Animais ruminantes possuem 4 estômagos para esse fim.
Fermentar grãos é ainda melhor (até para candidíase), porém fica para outro estudo.
Imagem Google (arrozal).

28.7.15

Mamografia

Ontem foi ao AME pela primeira vez. Já consertamos rodas dos carros de médicos de lá - o centro é todo administrado pela UNICAMP, uma referência na América Latina.
Estava marcado para 6 h 40; cheguei 6h 20 (sou TOC  relacionada ao tempo), estacionei a moto e fiz um social com o grupinho que já aguardava.
De repente, começou a chegar micro ônibus e ambulância de toda cidade da região. O ambulatório abriu às 6 h 30 em ponto e cada qual foi sendo encaminhado para uma ala.
Achei muito organizado, com senhas. Só senti falta mesmo de um recepcionista como há no Poupatempo - algumas pessoas mais simples ficam meio perdidas com tantas alas e senhas.
Após cadastramento e outra senha, fui atendida 7 h 30; passei bem mais tempo aguardando sem roupa da cintura para cima - tremendo de frio, que propriamente em atendimento com a moça gentil.
Minha bexiga estava em ponto de explodir devido ao suco verde - tive que usar (relutantemente) o sanitário de lá, que estava impecável.
Peguei a moto e fui para a escola, chegando antes das 8h 00, horário marcado para reunião.
Após um mês, o postinho aqui da esquina me liga, avisando que chegou o resultado, então marco ginecologista.
O plano de saúde? Deixo para emergências, pois o meu só dá direito a internações, exames diversos e médico ambulatorial.

Geladinho

Resultado de imagem para arrebol
Após um mês de julho mais quente que junho e maio, sábado houve um chuvisqueiro na madrugada, ficando nublado o dia todo.
Desde domingo, então, estamos com temperatura invernal e céu vidrado, praticamente sem nuvens.
No momento, o climatempo aponta média de 7º na cidade - delícia!
Estamos sem vento - 0 km... Antigamente ventava a ponto de nos arrastar, quando se aproximava agosto.
Os dias já estão um pouco mais longos, perfeitos para minha corrida após o expediente: O sol está "nascendo"  às 06:42h e se pondo às 17:46h.

Ontem foi meu primeiro dia na escola. Planejamento até hoje, em horário um pouco reduzido. Amanhã voltamos com a criançada.
Há muito o que trabalhar para que todos (todos ?) saiam lendo e escrevendo frases. As diferenças individuais fazem com que caminhem em ritmos diferentes; enquanto metade da turma já lê pequenos textos, alguns poucos ainda não lêem palavras.

Imagem Google.

26.7.15

A saga da cachoeira

Formiga não é servida por belas cachoeiras e como "em terra de cego quem tem um olho é rei"...
Esta cachoeira foi um verdadeiro engodo. Todos na cidade sabiam onde fica o tal "Morro Cavado", entretanto ninguém foi lá.
Seguimos rumo a Belo Horizonte, numa ótima rodovia. Por volta do km 17 deveríamos entrar à direita nalguma estradinha e logo chegaria.
Minas não tem placas para pontos turísticos e as entradinhas são todas parecidas. Passamos reto e adentramos o município de Pedra do Indaiá. Pedimos informações num ponto de ônibus e voltamos...
Entramos errado, antes, e não havia nenhum córrego passível de cachoeira; nenhuma alma para pedir informações. Voltamos ao asfalto e vimos a entrada correta pelo modelo do ponto de ônibus informado.
Na estradinha, descemos, vimos um regato possível, passamos por ele e subimos; achamos um casal de moto. Prestativos, nos explicaram direitinho como voltar e onde entrar, apontando-nos o telhado duma casa nova.
A bela vegetação de cerrado tinha muitas destas flores que consistiam numa haste de um metro e meio com  um pompom lilás à ponta. Um encanto!
Noutra ramificação, fomos descendo por uma floresta de eucaliptos totalmente deserta. Do alto silencioso, ouvi o som da corredeira e chegamos a um ranchinho desabitado.
 O "passa-um" foi tirado e a porteirinha de arame farpado estava encostada. Deixamos a caminhonete e descemos ao som de galos cantando e galinhas cacarejando, anunciando moradores na casa nova.
Aqui, o resquício de um muro de pedras feito por escravos. Naquela época não havia arame farpado.
Estamos "no tempo da seca" e a corredeira ficou minguada, sem graça... Uma placa de "proibido nadar" induz que os novos moradores à esquerda, não querem plateia. Então, nem descemos muito pela margem seguindo o regato.
A pinguela, à esquerda de meu Par, foi levada por alguma enchente. Um grande lajeado de pedras cobre a região; deve-se passar pela água para chegar à casa.
O local estava completamente ermo, ninguém à vista! Morta a curiosidade, voltamos para a cidade.

Formiga - arte tumular e chafarizes

Este chafariz fica de costas para a igreja matriz e servia como bebedouro público. É ricamente entalhado.
Junto dele se encontra uma placa com transcrição da petição de reforma dos três chafarizes da cidade, a quase um século.

Este outro fica na antiga torneira pública, próximo ao segundo cemitério da cidade - do Santíssimo. Bem mais simples que o outro, foi construído a pouco tempo, como enfeite.
Era ponto de coleta de água potável pela população na época em que não havia água encanada nas casas humildes do alto do morro.

Cemitérios contam a história da localidade: Sobrenomes, formas artísticas, religiosidade, poder aquisitivo, longevidade das pessoas, início da povoação, seus mitoscausospeculiaridades.
No 2º cemitério, nomes antigos como "Duquesa" chamam à atenção. Neste também já não há mais espaço para "carneiras" novas, então construiu-se um terceiro.
No 1º cemitério - do Rosário, não há estas estátuas tão grandes e belas. Essas possivelmente vieram da Europa, pois eles não tiveram um Furlanetto!
Nos dois cemitérios, o que me atraiu foram esses túmulos ornados "de banda". Eu nunca tinha visto exemplares assim (e olha que visito cemitério em quase toda cidade que conheço).
Há muitas imagens pequeninas e singelas - essa em torno de 40 cm.
Devido ao porte da área rural, há comunidades distritos que possuem  cemitérios, porém não visitei nenhum distrito por serem longe e o tempo, curto.

Puxamos prosa e fizemos amizade com muita gente pela cidade: O dono do hotel, o funcionário do museu, proprietários do comércio local, transeuntes a quem pedíamos informações e nos davam uma aula. 
As pessoas se comunicavam com outras via celular para complementar as informações de que não dispunham, passavam 10, 15 minutos falando conosco - isso é Minas!
O zelador deste cemitério, que formou-se contabilista no final do ano, fez questão insistente de dizermos nossos salários e detalhes de nossa vida financeira - sonha em um dia vir para São Paulo "enricar"...

24.7.15

Batata faz mal? Cê tá louca?

Minha amiga riu muito da minha cara quando eu disse que devemos evitar batata em excesso
Ela é viciada: Um alimento barato, de sabor suave que combina com tudo. Tá, eu também já fui viciada, porém é cheia de agrotóxico, um carboidrato pobre, transgênica e contém antinutrientes.
A garota faz batata quase todo dia: Nhoque, maionese, purê, batata refogada, pão de  batata, batata frita (diz que faz pouco), sopa de batata, carne com batata, croquete de batata, frango assado com batata...
A amiga "me informou" ser a batata  tão perfeita, que a Europa a adotou como seu carboidrato principal, sendo ingerida cotidianamente por lá também.
Ela disse que JAMAIS nenhuma nutricionista contra indicou o tubérculo devido à sua tendinite persistente. Crê ser pura neura e maluquice minha...
No início de 2014, meu Par passou por um processo inflamatório tenebroso devido ao esporão, então fui pesquisar alimentos inflamatórios e cheguei à solanina.
Eu volto a postar justamente um site europeu sobre o tal veneninho natural da batata, um escudo que ela desenvolveu para não ser comida em excesso. É importante abrir todas as abas na lateral esquerda do texto, inclusive fuçar na bibliografia.
Já sabemos que a inflamação é o verdadeiro vilão das artérias, e não apenas o colesterol um pouquinho acima das recomendações, como os médicos pensavam antigamente. Uma artéria saudável comporta muito bem o sangue percorrendo.
Dores persistentes como artrite e tudo mais que termina em "ite" são um sinal de alerta para processos inflamatórios crônicos que se agravam não só pelos antinutrientes.
Outros agentes inflamatórios são: Produtos industrializados carregados de química, gordura má, açúcares e sódio (para aumentar a validade), álcool, fumo, laticínios, carne embutida e de confinamento (bicho constantemente estressado), adoçantes, refrigerantes, frituras e carboidrato refinado (sobretudo glúten).
Nós somos o que nosso organismo digere e não custa variar os carbo: Baroa, mandioca, batata doce, inhame, cará, milho, arroz integral (fibras, vitaminas B, germe e endosperma), abóbora madura, beterraba e até cenoura.
Lembrando que muitos cânceres advém de inflamações crônicas, fazer uma bacalhoada com muita batata, pimentão e tomate é solanina demais! Só falta servir como entrada berinjela na torrada, jiló recheado e jurubeba curtida na pimenta comari... 
Há alimentos atenuantes: cúrcuma, gengibre, mamão, brássicas, mel (moderado devido ao excesso de frutose), ômega 3, legumes e verduras, oleaginosas, leguminosas, chás de ervas, clara de ovo, frutas avermelhadas (antocianina), vitamina C natural, probióticos.

23.7.15

Formiga - centro

O centro histórico de Formiga é coalhadinho de casarões centenários. Alguns mal conservados e até em ruínas e outros maravilhosamente conservados.
Os paralelepípedos dão o toque retro.
Mais abaixo situa-se a principal igreja. Estava toda enfeitada para um casamento - esplêndida! 
A máquina fotográfica ficou sem bateria e as pilhas novas estavam no hotel. 
Essa alameda de palmeiras é uma ladeira espaçosa. O grande prédio à direita é uma escola, antigo convento. 
Mais acima, fica um obelisco onde situava o pelourinho à época da escravidão. Uma placa transcreve a petição para construção do objeto de tortura, alegando necessidade. 
No espigão ao fim da rua, fica o primeiro cemitério da cidade - do Rosário: uma parte pequenina de grossos muros, envolta em outra etapa quatro vezes maior. É possível encontrar túmulos do final do século XIX, alguns estranhos enfileiradinhos ao longo do muro no sentido do comprimento, feito "vagões".
A via férrea serpenteia pelo centro. Em certos pontos, os carros vão lado a lado à "linha".
Aquele mezanino (espaço para eventos) no teto do prédio à direita é comum em muitas cidades de Minas e quase inexiste na minha cidade.
Há bequinhos, perambeiras, escadarias que levam ao quarteirão de cima e muitos bairros novos bem esparsos. A cidade é cheia de tentáculos.
Pelo que assuntei junto aos moradores, ainda é uma cidade calma, embora para os padrões de Minas, seja considerada grande (60.000 habitantes englobando a imensa área rural).
O povo tem um sotaque já meio "abaianado" e um dialeto onde fazenda se diz "granja"; oficina de funilaria é "lanternaria". Eles não pronunciam o nosso R retroflexo (caipira) do interior de São Paulo.
Desde o contato via fone para reserva de hotel, todos perguntam se temos parentes lá, se fomos devido a evento familiar, pois a cidade não é turística (essas é que são boas).
Escadaria até a parte baixa.

20.7.15

Imediações do hotel em Formiga

Hotel Bandeirante, higiene é seu lema: Altíssimo custo-benefício! 
Custou-nos R$ 90,00 a diária por casal, com estacionamento fechado, apartamento dos menorzinhos e menos equipados (há outras modalidades mais caras) e café da manhã com quatro frutas.
Lembrando que em Aiuruoca saiu-nos por R$ 140,00 sem estacionamento, é muito barato!
No corredor há um bebedouro com água geladinha e copos descartáveis (carrego meu próprio copo na bolsa).
Bem central, cortesia quase excessiva pelo proprietário, rodeado de restaurantes populares a preços também excelentes. 
Almoçamos comida caseira à vontade com um tipo de carne e muitos legumes pela bagatela de R$ 10,00 por pessoa (aqui, seria o dobro). De sobremesa, havia nutritivas bananas.
Uma pizza portuguesa com quatro pedaços custou-nos R$ 32,00 - um preço médio para o período noturno.
No quarto., Um batonzinho após a escovação dentária. 
O prédio é antiquíssimo e parece um labirinto percorrível com GPS. Carece pintura interna; os proprietários o compraram a seis meses e estão fazendo melhorias.
A higiene dos hotéis mineiros é quase sempre excelente. Camareiras ainda custam pouco no interior de Minas. Neste, o proprietário pede que os hóspedes examinem toda a higiene antes de tomar o quarto, inclusive aspirando o odor das brancas e macias toalhas.
Rua do hotel, com casario histórico. Que doce jardim!
Ainda na rua do hotel. As ruas centrais são de paralelepípedo e há lindos prédios centenários tombados.
Veja os detalhes do gradeado - uma renda. Algumas casas estão em mal estado de conservação.
Aqui, mais um dia amanhecendo, saímos do hotel para caminhar antes do café.