30.9.15

Até salsinha contém carboidrato...

... todavia, um carbo inteligente (complexo).
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Estou por aqui nas andanças para esmiuçar os tais carboidratos, devido à alta taxa de glicemia do Par. Cada vez mais chego à conclusão de que eles estão presentes, em maior ou menor graus, em quase todo prato.
A salsinha que usamos como tempero e no suco verde, também não escapa: Possui cerda de 6 % de carboidrato. Então não há perigo de estarmos nos privando dessa fonte de energia que não deixa de ser importante para o funcionamento normal do organismo.
Usando ervas, temperos, frutas, verduras, legumes, feijões, tubérculos: Mandioca, batata-doce, cenoura, beterraba, baroa, yacon, inhame, cará, taro, abóbora madura, araruta, bardana, etc, não necessitaremos tanto dos malconceituados carboidratos densos (arroz branco, trigo refinado, batata inglesa).
Com eles, ficamos recheados dessa fonte de energia e também suprimos as necessidades de vitaminas e sais minerais, se complementarmos a refeição com uma proteína animal, que traz consigo a gordura necessária para absorção das vitaminas lipossolúveis.
As cinco vertentes alimentares estarão contempladas: Carboidratos - energia (fibra entra aqui); vitaminas - anticorpos; sais minerais - metabolismo e tecidos orgânicos ; proteínas - reparação do organismo; gorduras - "posto de combustível".
Reduzindo-se um combustível - carboidrato denso, aumenta-se outro combustível - gordura natural, e a saciedade se fará sem queda glicêmica. Como se fosse um carro flex. Proteína magra em excesso libera amônia (tóxico).
O consumo de eletrólitos - sal (grosso), potássio (vegetais) e magnésio (sal amargo), também se fará mais presente. O milenar e nutritivo caldo de ossos caseiro é rico em eletrólitos.
Imagem Google.

28.9.15

Banqueiros e a gordura saturada


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O que um banco suíço tem a ver com o novo paradigma das gorduras?
Credit Suisse é uma renomada instituição financeira internacional sediada na Suíça. Está bombando na imprensa devido ao extenso relatório sobre ciência nutricional, que deixará muita nutricionista querendo rasgar seu antiquado diploma!
O instituto de pesquisas do Credit Suisse avaliou cerca de 400 trabalhos especializados sobre o tema e altamente respaldado, lançou  este contundente relatório.
Ele servirá para que os investidores, até meados de 2030, façam suas apostas $ em empresas alimentícias que produzam proteína animal - gordura,  carne vermelha,  porco e ovos - tudo orgânico e in natura.
Nada de investir em empresas relacionadas aos carboidratos refinados, pois as projeções futuras é que eles tenham paulatinamente seu consumo reduzido, sob orientações médicas sérias devido à diabetes e outras enfermidades.
Açúcares processados? Nenhum banco que se preze aconselharia investimentos de longa data nesses produtos tão consumidos atualmente. Em breve serão arcaicos, impactando atuais investimentos.
Óleos vegetais tradicionais (canola, soja, girassol, algodão e afins)? Fuja dessas empresas, elas tendem a vender cada vez menos, devido às novas inclinações alimentares que se esbrangem timidamente.
Fábrica de margarinas especiais? "Casca fora" delas, compre ações das indústrias que embalam manteiga; essas "anciãs" trarão retorno financeiro garantido.
Laticínios desnatados? Podem até falir num futuro longínquo; invista sua grana nas indústrias de laticínios integrais (orgânicos) - é a tendência gradual (com moderação).
Indústrias pesqueiras sustentáveis? Muito boas; suas ações tendem a se valorizar muito até 2030 (talvez uma aposta melhor que Petrobras).
Pomar de abacateiros, coqueiros e outras frutas de baixo índice glicêmico e boas  gorduras? Invista aos montes, pois surtirão lucro certo.
Em suma: Comida natural e limpa será a commoditie do futuro. Cozinhar na vilipendiada banha de porco já é moda retro. Moderadamente, não engorda. Carboidratos refinados, açúcares processados e óleos industrializados é que nos põem fofinhos.
A gordura natural saturada (que erroneamente "entupia as veias") deixa de ser temida e se tornará reverenciada. O colesterol também tem sido revisto sob uma ótica mais abrangente.
Triglicerídeos é que presumivelmente são vilões da síndrome metabólica. 
Moderação, comedimento, temperança, prudência, sobriedade, equilíbrio, cautela, modéstia, parcimônia, reserva, ponderação, sensatez, sofreamento, são adjetivos importantes na alimentação.
Cérebros servem inequivocamente para pensar. Pesquisas aprofundadas expandem o cérebro. Vá em frente...
Imagem Google.

O Silvio Santos nutrólogo



Em minhas pesquisas por alimentos com baixo teor de carboidratos devido à glicemia alterada do meu Par, encontrei este vídeo num blog de dieta páleo.
Trata-se do famoso apresentador de televisão Sílvio Santos, impressionado em como uma garota linda por demais (que está no programa) é tão gordinha...
Não sou sua fã, porém me deixou intrigada o fato de disfarçadamente ele bancar o nutrólogo em rede nacional para execrar os carboidratos (possivelmente os refinados) e tentar auxiliar a moça.
Ele também rejeita a lactose e sugere ingesta de café. Dá dicas de alimentos proteicos variados e mostra a si mesmo como exemplo de saudabilidade.
Até aí, nada de mais... 
Acontece que o apresentador tem por volta de oitenta e quatro anos e aparenta (sobretudo mentalmente) pouco mais de sessenta. Ponto importante para o estilo de vida dele.
Outro aspecto intrigante é que por seu status, ele provavelmente consulta os mais modernos nutrólogos do mundo, portanto deve saber o que diz (e ingere) devido a orientações altamente conceituadas.
O vídeo "dá pano para a manga"! Radicalizações à parte, não concordo muito com o incentivo aos embutidos (carne processada).

27.9.15

Gruta e cachoeira Itambé - Altinópolis

Ainda sobre a viagem, chegamos à gruta numa manhã bem cedo. Nenhum turista, nenhum nada... Sorte haver casas um pouco próximo e termos encontrado carros voltando.
Veja lá atrás - passamos nessa trilha sinistra escura e deserta, sob chuvisqueiro, até atingir a gruta nesse espraiado.
Meu Par um pouco mais à frente e a maravilha! Dizem não ter sido explorada totalmente, tamanha imensidão.
Estávamos ressabiados, explorando só o início, e o guarda chegou. Foi nosso guia gratuito - sorte grande!
Uma nascente oriunda do Aquífero Guarani forma um regato na caverna, porém a região maior e pouco transponível, é seca. Até tentamos a sensação claustrofóbica...
O guarda caminhou conosco nas duas bordas, numa beirinha escorregadia que molhava o tênis. A água contém cocô de morcegos.
Eu, com as pupilas dilatadas pela escuridão da caverna!
As lanternas e a saída eram as únicas fontes de luz. Há reentrâncias, frestas, um castelo cheio de cômodos. Muitas fotos internas, mesmo com flash, saíram escuras demais...
Esse itororó artificial é a água perene da caverna.
Próximo dali, numa trilha fechada, vamos  à cachoeira. Muitos cursos d'água e pequenas nascentes fluem por lá.
O guarda-guia nos levando à cachoeira, toda seca! Ela não é perene e voltará a despencar com a chegada das chuvas, que começam naquele instante, por lá.
 Muitos pequenos itororós escorrem na lateral rochosa da cachoeira dormente, deixando a parte baixa bem úmida. A água é potável, por brotar direto da rochas, sendo filtrada na hora.
 Musgos e líquens destoam da paisagem ressequida ao redor. Finalzinho de inverno...
 Por ali, a água jorrava na estação chuvosa. Não era comum secar todo inverno, porém ultimamente... 
 Na volta, um cucuruco  sobressaindo na paisagem, nas adjacências da gruta.
 O rochedo onde estávamos, nas proximidades da cachoeira.
Uma senhora é dona disso tudo. Ela possui outras fazendas e doou este espaço para a prefeitura explorar turisticamente e preservar. É proibido por ela a cobrança de qualquer taxa - tudo gratuito.

26.9.15

Praça da esculturas em Altinópolis

Enquanto viajávamos, visitamos também Altinópolis para conhecer a famosa praça  das esculturas de Bassano Vaccarini..
Ela fica ao alto, na entrada da cidade - veja o horizonte. Estávamos no auge da seca, portanto a grama toda marrom.
As esculturas de Vaccarini estão por toda a cidade e região, porém aqui ficam concentradas em sete monumentos, contando ao todo 42 estátuas, que enaltecem a mulher e a família.
Nesta, mãe com criança e mulheres recepcionistas. São alongadas e imensas.
 
Major Garcia e Maria Thereza. Casal que doou as terras para o povoado.
 Mulher sensual. Fica sozinha fitando absorta, as montanhas ao longe, dando as costas à Cidade.
  As 20 estátuas da grande assembleia política em prol da emancipação feminina.
 Mulheres rompendo barreiras, representadas pela travessia da parede.
 Outro ângulo das 20 figuras. Aqui à frente, parece um trio de monges, representaria o poder da Igreja.
  Mulheres e os cuidados para com a delicada prole.
Meu Par entre dois monumentos e a bela cidadezinha ao fundo. Ampla praça num planalto tranquilo. Moradores caminham ao redor.
 Enigmática moça de trança, arrebatada do mundo a fitar a solidão do infinito...
 Mamãe brincando de "serra-serra, serrador" com o filho. E eu, de esconde-esconde!
 Eu, circundada pela afetividade do clã, nesta manhã que fecha o inverno e traz a chuva.

Frutas e carboidratos



Pessoas com glicemia elevada devem evitar amidos - os carbo mais pesados. Uma boa fonte de carboidratos complexos (bons) são as frutas, sobretudo aquelas com menor teor de frutose (menos doces).
Pesquisei na Net algumas frutinhas mais comuns, verificando o teor médio de fonte de energia. Há divergência cá e acolá... Encontrei sites em que o carboidrato do abacaxi varia de 6 a 20 % ; o mamão, de 10 a 25 % (?)
Colocarei em forma de porcentagem para facilitar a visualização e entendimento, lembrando que é uma média aproximada apenas.

Limão  8 %    /    Maçã 15 %    /  Banana 20 %

Polpa fresca de coco 15 %   /   Uva 15 %

Mexerica / laranja 12 %   /    Abacate 8 %

Abacaxi   13 %     /    Goiaba      9  %

Maracujá roxo  20 %    /    Melancia  11 %

Melão  9 %    /    Morango   9 %

Pêssego / nectarina / ameixa (todos primos) média 12 %

Mamão 20 %    /    Pera 15 %

Caqui 25 %     /     Jaboticaba 20  %

Manga (comendo-se parte da casca) 20 %
É importante se esforçar e ingerir parte da casca da manga. Aquelas partes avermelhadas são molinhas e diminuem sobremaneira o índice glicêmico dessa fruta, cuja safra começa agora.

Amendoim e azeitona preta meu Par consome todo dia, em baixas quantidades, então fica também a porcentagem de carboidratos: Amendoim cru - 15  %   e azeitona preta - 5 %.

Imagem Google.

25.9.15

Alzheimer seria contagioso?

BBC
Cerca de metade dos casos de desenvolvimento de demência são caracterizados como Alzheimer - precisamente aqueles sem nenhuma outra patologia associada: as células do cérebro vão morrendo e ele encolhe.
Um estudo britânico recente aponta hipoteticamente para o "raro" risco de se contaminar pacientes acidentalmente com instrumentos cirúrgicos (agulhas) com fragmentos mínimos da proteína beta amiloide, que leva ao início da doença degenerativa. 
A evidência foi levantada após verificar-se via autópsias, que uma técnica atualmente proibida de injetar em crianças, hormônios do crescimento oriundos de cadáveres, poderia  ter carregado a letal proteína para o hospedeiro sadio.
É importante cautela quanto à estimativa teórica; mais estudos precisam ser efetuadas. Por ora, os principais fatores desencadeantes são a idade, a genética e hábitos de vida (álcool, tabaco, sedentarismo - físico e mental).
Muitos fatores estão envolvidos e estudou-se apenas 8 cérebros com depósitos de placas amiloides, para alcançar tal resultado, embora estudos com animais corroborem a tese.
Os cadáveres estudados eram bastante jovens - na média dos 40 anos, sem histórico familiar de Alzheimer. Morreram em decorrência da "doença da vaca louca" (Creutzfeldt-Jakob), que lhes foi transmitida com os tais hormônios de crescimento. Apenas um não continha traços de Alzheimer.
Um segundo sinal de Alzheimer no cérebro são os emaranhados da proteína nomeada "tau".

23.9.15

Equinócio - palavra linda!


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O equinócio de setembro marca o desabrochar primaveril (ponto vernal) aqui no Brasil. Trata-se de um fenômeno astronômico onde o Sol se esbrange mais intensamente pelas regiões próximas à linha do Equador, na interseção do círculo da eclíptica terrestre.
O equinócio ocorre no momento  exato em que o Sol atravessa perpendicularmente o Equador de sul para norte, o que  hoje aconteceu às 5h20.
Neste interessantíssimo fenômeno, o dia apresenta exatamente a mesma duração tanto no hemisfério Norte quanto no Sul, fazendo o período diurno e o noturno durarem tempo idêntico de 12 horas!
A distribuição diferenciada entre os raios solares dos dois hemisférios é consequência da inclinação de aproximadamente 23°27’ no eixo rotacional terrestre. Trata-se do giro que a Terra efetua em torno de seu próprio eixo, durando 24 horas.
Esse giro relaciona-se ao eixo de translação, sendo esse o movimento que a Terra realiza em torno do Sol ao longo de um ano. 
Assim sendo, em certos períodos do ano, a luz solar incidirá com maior intensidade sobre um dos hemisférios, alternando em outra parte do ano, conforme o movimento planetário.
Imagem.

Uma tranquila mudança de estação a todos, seja ela primavera ou outono!

Primavera e desabrochar dos alunos

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Todo ano, algumas crianças vão no reboque dos demais, no próprio vácuo dos coleguinhas. Descem "na banguela" que é uma beleza, entretanto se tiver que "engatar uma primeira marcha" para subir sozinhos, o câmbio trava. 
Ficam por lá, na marcha lenta, sendo constantemente empurrados até um determinado ponto em que acordam "do transe" e saem desacompanhados do "ponto morto".
Quando desabrocham vivazmente, é como a flor mais perfumosa... Toda a turma comemora e vibra com vigor! Os olhinhos deles faiscam assustados, por virem-se enfim capazes.
É justamente em torno do início da primavera que  acontece o milagre da alfabetização para certas crianças mais dificultosas.
A emoção do professor perante o fenômeno equipara-se a uma flutuação em águas translúcidas numa madrugada enevoada e fresca.
A sinergia da sala de aula a esta altura do ano propicia a confiança mútua e estimula a segurança dos não tão capazes a ousar aprender. E quando ousam, conseguem - "simples" assim.
Nenhum professor universitário, em curso de doutoramento que seja, experimenta um êxtase tão intenso quanto a participação nesse processo intrincado e árduo com os alunos em dificuldades. Nos sentimos quase salvando alminhas desprotegidas...
E eles? Em razão do grandioso esforço despendido, estão convictos de que aprenderam absolutamente sozinhos. Nem mesmo os amiguinhos contribuíram. E que lhes brilhem os holofotes de primavera!
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22.9.15

Brinquedos que viram mania

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De tempos em tempos surgem brinquedinhos que se tornam monopólio nas escolas. A bons anos voltou a febre dos piões, porém a criançada de hoje é menos calma que em outras épocas, e aquele prego na pontinha do brinquedo deu o que falar...
Uma mania que está custando muuuuito a passar é mais uma onda das cartinhas de personagens. Ah, já está ficando irritante... Alguns espertinhos desenvolvem uma habilidade incrível em "rapelar" os colegas.
No início, só levavam às sextas-feiras, dia de brinquedo. Depois passaram a levar escondido, começaram a usar no recreio todo dia, então na entrada, depois na saída.
Agora, já sabe: Vira e mexe tem criança chamando o colega para "bater cartinha" durante a aula. Eu faço uma "espatifeira" danada e ameaço rasgar as "preciosidades" - há hora para tudo. 
No começo do ano, apenas moleques batiam, agora as meninas também entraram na moda, e o tempo todo vejo cartinha deslizando pela sala, de mão em mão. 
Toda sexta-feira eu deixo os últimos 15 minutos de aula para brincarem livremente. Ultimamente, já estão reivindicando todo dia... Será que essa tendência se esvairá logo?
Pelo menos, hoje consegui introduzir a antiga brincadeira "escravos de Jó" com sucesso no grupo!

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20.9.15

Sou prima das macacas...


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... E não quero dizer prima assim como vocês, em grau distante! Sou prima irmã mesmo - tipo duas pessoas de uma casa que se casam com duas de outra casa - tio duas vezes e tal.
Uai, "prá modi quê" tão parente das macacas, Cri?
Sou aquela do maior custo-benefício possível. Vivo ponderando tudo: Custo financeiro, ecológico, emocional, sociológico, político... Somente pago mais caro se compensar por outro lado.
Eu sou  pragmática ao último grau - a começar pelo nome: Cristina é um palavrão de 8 letras, então "Cris" é mais prático. Que tal "Cri", mais econômico ainda?
Sou um esculacho nas vaidades, acho desnecessário até um batonzinho básico para iluminar o rosto... Aquele lápis preto de imitar panda, até tenho só para casamentos. E um pó de arroz blash quase incolor. Sombra eu adoro, porém não sei passar - nunca uso, e se uso, exagero... Fico igual aquele do circo.
Salto alto? Pra que, se o conforto é uma ideia tão brilhante?  Mudar de brinco? "Larga mão", esse minúsculo aqui já é de ouro mesmo...Trabalheira. Vai que inflama a orelha à toa...
Limpeza de rosto e cremes aprendi "male-má" aos 30, por absoluta necessidade de manutenção. 
Fazer unha? Ficar me entupindo de veneno em forma de esmalte, aguentar a neura do salão, depois tendo o trabalhão de tomar cuidado ao lavar louça. Não compensa. Só faço pé em casa, por higiene.
Pintar cabelo? Só aos 42, quando não dava mais para disfarçar os intrusos. Secador e escova? Imagine, deixa os pobres fios secarem ao vento, tão mais natureba!
Guarda-roupas? Ah, aprendi a costurar na adolescência; vivo comprando em brechó "cê que sabe". Reformo daqui, renovo dali, reciclo de lá. Até para o Par. Fiotão não aceita...
Alimentação? Custo-benefício total - aproveito até as cascas e talos no suco verde, sopas, massa de pão e o resto liquidifico para as plantas, que amam o "esterco"!
Rotina é o extremo da serenidade. Eita "trem bão" ter tudo previsível, com pitadas salutares de modificação! Para uma TOC relacionada ao tempo, como eu, ter a rotina planejada e organizada é paraíso.
Ah, o pior: Sou antissocial "bixu do mato" e serviria para eremita; detesto ir na casa das pessoas porque posso estar incomodando. Amo a natureza, minhas montanhas, espaço quase sem humanos.
Gosto de tudo em pequenas doses - poucos amigos, poucos raros eventos sociais. Detesto sair à noite, sou diurna ao extremo, a ponto de acordar todo dia de madrugada.
Não sou de organizar festinhas, considero desnecessidade e bagunça. Prefiro a maravilhosa praticidade dos piqueniques.
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19.9.15

Batatais - igreja, área externa

Meu Par na maior amizade com Portinari, emoldurados pelas palmeiras centenárias, à lateral da Igreja Matriz.
 A obra de perfil, com suas várias lâminas e o suporte inoxidável.
 O nome da obra e do artista que a criou.
Meu Par no coreto na praça da Igreja, o dia está clareando, porém nublado.
Meu Par posa frente à Matriz, com seu majestoso domo e delicado pinote.
O jardim em topiária no auge da seca. Quando estivermos em meio à estação chuvosa ficará esplendoroso!
 A vista externa da igreja com seu Pintor máximo à lateral.
Almoçamos bem aí do ladinho, num simpático e gostoso restaurante a quilo que estava tristemente vazio...
 Portal entre a igreja e a praça anexa.

Batatais - centro histórico

Eu contei o fim da viagem, a chuva, e faltou mostrar o meio...
O centro de Batatais possui calçadas largas com incontáveis casarões históricos da época áurea do café. Eis um lindo palacete!
 Veja que ruas amplas e mais casarão. Esse, restaurado.
Aqui, meu Par frente à diferença nos paralelepípedos - esses vermelhos são belíssimos. Ruas espraiadas e tranquilas.
 
 Calçada toda artesanal, trabalhadinha em azulejos antigos. Ruas com sextavado. 
 Este palacete não aponta sinais de vida... Fico imaginando a época de seu esplendor! O casario é de impressionar - a maioria restaurados e em uso doméstico.
Aqui, maravilhosas fotos e mais completas, inclusive com obras de Portinari na Matriz. É só seguir as páginas no topo do site.

O que é a Sugestão Popular 15, de 2014?

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Segunda-feira eu fiz este texto por ser um tema por demais relevante ao empoderamento feminino. Na próxima quinta-feira, 24 de setembro,  ocorrerá em Brasília uma Audiência Pública Interativa.
Irá instruir a SUG 15, de 2014, que regula a interrupção voluntária da gravidez, dentro das doze primeiras semanas de gestação, pelo Sistema Único de Saúde
Ninguém é a favor do aborto indiscriminado, é apenas uma das alternativas para a mulher (pobre) decidir com seus familiares (ancorada em profissionais de apoio) em reparar (ou não) uma eventual "gravidez desestrutural".
A natureza é malandrinha para perpetuar a espécie. Aproveita as menores brechas num ato sexual aparentemente seguro. Quantas adolescentes engravidam na displicência e os avós que se virem... 
A classe média aborta clandestimanente, enriquecendo clínicas inseguras. Romper a solidão, a culpa, o medo da justiça e a vergonha é um direito familiar. Muitas mães pobres, "despejam" crianças após gravidez forçada.
Inicialmente, os motivos alegados contra eram religiosos. Hoje, com a maior força da laicidade, vem à tona a "implosão demográfica" que "quebrará" a Previdência.
Ora! Obrigar a família a levar a cabo uma gestação ocorrida sem planejamento e sem possibilidades de êxito, em nome apenas da ingerência da Previdência Social, é no mínimo hipócrita. 
Depois, lá vem as próprias brasileiras que vivem outra realidade no exterior (onde não se nasce à deriva), acusar nossa extrema violência,  má qualidade educacional, mentalidade atrasada. 
Mais vale menos crianças nascidas com excelência, que um contingente de bebês "ejetados", onde a sociedade finge que ampara com "Bolsa família"  e educação ruim em tempo integral.
Se a educação ainda não atingiu a qualidade necessária, não é dobrando período que o quadro se reverterá, muito ao contrario: ruim + ruim = péssimo.
Quando essa mesma criança "arremessada ao acaso" cresce e vira "noia", atacando a comunidade circundante, há um pensamento "em coro" para que a polícia lhe acerte (sem querer) uma bala perdida. Aí pode!
Diferenças gritantes na sociedade estão sendo incentivadas pelo abandono de gestantes que tributam razões muito próprias para uma difícil decisão de interrupção. O autojulgamento já é o bastante; não necessitando julgamentos alheios vazios.
E quanto ao argumento do assassinato? Vida solene não é o mesmo que quantidade de vidas miseráveis. Uma alma (para quem acredita) tem o direito de nascer dignamente, e não ser apenas expelida por uma família que não apresenta condições básicas para acolhê-la.
Lembra minha infância, quando a questão do desquite estava na berlinda... Parecia algo imensamente absurdo! Era como se todo marido a partir dali, abandonasse as esposas e filhinhos por força de uma lei. Hoje, o divórcio é uma realidade tão banal e nem por isso é menos doloroso quando necessário.
Estou casada a mais de trinta anos e apoio totalmente a possibilidade do divórcio! Com a interrupção da gestação é a mesma coisa.
Eu vivo no estado de São Paulo, tenho um marido "mente aberta" que aceitou fazer vasectomia (pois pílula é falível). E mulheres muito jovens, ou sem parceiro fixo, ou de regiões remotas, ou sem acesso às informações, ou sem condições financeiras, ou sem apoio familiar?

18.9.15

Glúten?

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Com toda essa polêmica de uns anos para cá, aos poucos fui dando um basta no monopólio do trigo, que se instalou no Brasil.
O carboidrato de origem deste país é a mandioca, seguida do milho e seguido por uma infinidade de opções roceiras que foram deixadas ao desuso.
Fortaleci o consumo da mandioca cozida, da batata-doce, da baroa, da polenta, do pão de queijo, do biscoito de polvilho, da tapioca, da farinha de mandioca, do arroz integral, da aveia. 
Inhame e cará ainda uso com moderação e sinto muita falta da farinha de araruta.
Apesar da diversificação ser mais rica que o monopólio, são amidos e devem ser ingeridos com parcimônia, sobretudo por quem está com a glicemia elevada. 
E então, vai uma tapioca com uma fatia de muçarela derretendo, um chá (porque leite também não pode) e um pedaço de fruta?
Imagem Google.

Parque infantil

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Nosso parquinho lá da escola estava caindo aos pedaços. Alguns brinquedos foram retirados por falta de segurança e o que sobrou era insuficiente para uma classe toda brincar.
No início do ano, chegou uma garotinha com deficiências múltiplas ao 1º ano, de família abastada (ramo de loteamentos).
Os pais financiaram a reforma do parque, adicionando acessibilidade, que havíamos solicitado a tempos e nada... 
O gira-gira perdeu 50% da capacidade, porém ganhou uma plataforma fechada para cadeirante. O balanço também ganhou acessibilidade, o que beneficiará outras crianças com deficiência física. 
Uma das gangorras passou a levar uma cadeirinha aclopada, o que a criançada adorou e usa para outro fim, pois não dá para gangorrar sem adulto.
O parque novo foi instalado em meados de agosto, entretanto por chuva, excesso de contingente, horários indisponíveis, eu não conseguia levar a turminha para lá.
Na segunda-feira, fui logo às 7 h 00 e a criançada se esbaldou. Novas cores, novos brinquedos, nova disposição dos brinquedos antigos no espaço, grama aparada.
O risco de machucarem ou fazerem bolhas nas mãos é grande e está no esquema (apesar de meu pavor). Por enquanto, tudo em paz, nem um arranhão. Estou intimada a levá-los toda semana, sob pena de protestos...
Imagem Google

16.9.15

Conselho Tutelar

Sabe que eu já fui até conselheira tutelar?
Sim, em 1996, quando foi montado o Conselho aqui, eu fiz parte da primeira turma e cumpri meu mandato de três anos.
Tudo era novo: A filosofia "estranha" do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente); o modo de atuar não tão ostensivo do Conselho em comparação ao antigo trabalho desempenhado no Fórum; os problemas sociais gritantes da cidade que saíam de debaixo do tapete...
O povão confundia e vinha querer proteção contra as crianças, pois essas gritavam em seus quintais, jogavam bola em suas calçadas, perturbavam à noite...
Ter que fazer "via sacra" ao Fórum, até então um local sinistro, foi bem tenso. Mandar ofícios ao Juis da infância digitados em máquina de escrever, sem nenhum errinho; ouvir termos técnicos esquisitos; ir ao banheirinho colocar saia e salto para visitar o local...
Sair em noticiário de jornal local, ministrar palestras "praqui e prali", bancar a autoridade e tomar decisões seríssimas.
Cumprir plantões nas madrugadas, ficando na delegacia (a pedido do delegado) como babá de adolescente para que os direitos elencados no ECA não fossem desrespeitados pelos policiais militares (que queriam dar uns pescoções naqueles malandros)...
Em 1996, aqui no tradicionalismo arraigado do interior, foi dificílimo os pais entenderem que poderiam trocar a surra pelo dialogo... Como assim? Não se fala com criança, se corrige e pronto!
Então o bode expiatório desses pais perdidinhos passou a ser os professores. Tudo era motivo de denúncia. Aqueles mesmos professores que até 1995 chegavam a chacoalharar uma criança, num de-repente nem podiam dar um pio.
Entretanto, uma marca registrada do tal ECA  era manter a criança no seio familiar a quase todo custo. Apenas em casos extremíssimos elas iam temporariamente para uma família substituta.
Esse tema voltou à minha cabeça porque desde o início do ano, estamos sendo bombardeados com notícias sobre o "Conselho Tutelar" Norueguês, que em possível arbitragem (?), retira as crianças das mães, inclusive brasileiras, sem respeitar o choque cultural.
Há muitas formas de mudar a atitude familiar sem o trauma de retirar a criança à força. Por melhor que seja o lar substituto, sempre será um imenso ato de violência aos olhos da criança.
Retirar da família o direito de gerir a maternidade de acordo com sua  cultura, e não ancorá-la educacionalmente às leis locais, equivale a desempoderá-la e diminuí-la.
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