31.10.15

China e filho único


Visando frear a explosão populacional, a trinta anos a China criou a tão controversa política do filho único.
Me lembro que na época a mídia exibiu um cartaz do governo com um casal e um filho, exposto na rua, onde pessoas desenharam (acrescentando) mais crianças.
Flexibilizando a política do filho único, no último dia 28, a China passou a cota para dois bebês por mãe.
O motivo? Crescimento acelerado no número de idosos, sobrecarregando os custos da previdência social e dos serviços de saúde.
Os bebês já nascidos teriam que arcar com o ônus da equação 6 X 1: quatro avós e dois pais para cuidar na velhice.
Com a cultura do filho homem, há 42 milhões de garotos a mais que garotas, levando-os a buscar esposas em países vizinhos, pois as chinesas escolhem "a dedo" o pretendente dentre tantos. 
A curto prazo, poderá haver mais nascimentos, todavia a cultura já se instalou e dificilmente as mulheres quererão mais filhos após o frenesi inicial, sobretudo sem incentivos financeiros.
A redução da população em idade ativa na China um problema a mais para a potência econômica.
Que lições o mundo tirará deste quadro?

Há ocorrências ótimas também!


Filho viajou cedinho com a namorada para Araraquara. Voltam amanhã à tarde.
Foram participar de  uma formatura informal da especialização em Engenharia de Produção. 
Sim, ele terminou as aulas presenciais e só falta a monografia!
A estada na fábrica de avionetas foi excelente para o desenrolar da especialização, que durou dois anos.
Em breve terá um tempo para se debruçar sobre a monografia e adquirir o certificado - férias forçadas.
Neste resto de ano ele talvez fique sossegado, ajudando na oficina. Em janeiro pode tentar algumas aulas (foi professor do SENAI por bom tempo) e jogar o currículo atualizado na Net. 
Perspectivas? Poucas.
Planos para a oficina? Sim, entretanto com muito pé no chão - ampliar só um tiquinho.
Novo curso para 2016? Talvez um mestrado (que seria impossível, estando na fábrica).
Na pior das hipóteses, engatilhar nova especialização o quanto antes. Preparado já fica difícil enfrentar a crise, imagine sem preparo!

Outubro tenso

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A crise está assolando também o cafundó.
Este mês foi pesado aqui em casa, não pela oficina ou sala de aula, que são estáveis.
Desde o meio do ano, a fábrica de avionetas onde filho trabalha, tem efetuado demissões sucessivas, por equipes de trabalho.
Tipo fila do matadouro...
Pais de família estão perdendo o emprego, sem perspectivas de recolocação a médio prazo. O desespero estampado nos rostos no momento do "corte" desola o filho... Ele volta desmotivado, cabisbaixo.
Não se vende carro, que dirá avioneta!
Alguns protótipos que custaram muito, muito dinheiro tiveram que ser abandonados ao meio. 
E agora a equipe dele também está na lista. Será o fim da linha após mais de três anos por lá. O desolador é saber que a empresa está a ruir, empresa que ele, o funcionário mais longevo,  ajudou a formar.
Quando tudo acabar para mais esta equipe, Filho voltará à oficina, como sempre aconteceu quando foi desligado. 
E os colegas dele? Gente que mudou-se da capital com a família, esposa pediu demissão, montaram casa aqui, colocaram criança na escola...
Trabalhadores que, devido a uma política besta da "não poupança", possuem financiamentos, prestações a perder de vista. Dívidas que não poderão ser saudadas, causando efeito cascata no comércio local.
E lá em Brasília, alguém pagará pelos danos financeiros e emocionais do Brasil? Alguém devolverá o dinheiro "desviado"?

Soutien


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Estava aqui arrumando as lingeries e voltei no tempo... em 1976, lá na sexta-série, eu usava como uniforme uma camisa branca.
Minha mãe, grávida do irmãozinho, foi ao posto de saúde da Cidadezinha e trouxe meu primeiro soutien, daqueles vendidos em bancas, bem fajutinhos.
Era azul claro e eu amei! Fui à aula toda pompa e meio envergonhada por ele se fazer notar sob a camisa escolar.
Acontece que a magreza era tanta, e o busto ainda tão incipiente, que à cada mexidinha com o corpo, a peça íntima deixava de ser íntima e vinha quase ao pescoço.
Gente, que aflição ficar puxando aquilo prá baixo, tentando encaixar na "tábua" do meu peito... eu não sabia se ganhava mais raiva do soutienzinho escorregadio ou da transparência da camisa, que denunciava a gafe.
No natal, meu irmão nasceu e a Tia Cilene, de SP veio conhecê-lo. Trouxe-me um daqueles mais delicados - da Hope, listadinho de azul, rosa e branco, que tinha fecho de "bolinha". 
Quanto eu usei aquela peça... Acho que até desmanchou-se com o tempo.
No meio do ano seguinte, eu passei a trabalhar aos fins de semana e os comprava na rodoviária. Eu me acabava naquele "shopping" da rodoviária, que misturava roupa com pastel com fruta com sombrinha.
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Missa de sétimo dia

Sendo pedagoga, eu adoro o desafio das novas aprendizagens. É instigante passar a borracha nos dogmas recorrentes, assoprar o pozinho e absorver novos paradigmas.
O tabu da baixa ingesta de gordura estava na UTI a bom tempo, por obsolescência. Morreu e ficou congelado, aguardando identificação.
É que a gordura apresenta tantas facetas... saturadas, insaturadas (poli-insaturados e monoinsaturadas), trans 
Mesmo depois do enterro, muita gente se recusa a crer na "tragédia".
Havia a crença numa relação direta causa x efeito - come gordura, fica gordo, entope artérias. Será que alguém de pele negra, ao ingerir apenas leite integral tornar-se-ia branco em pouco tempo?
As gorduras mais temidas: abdominal (externamente na barriga - mole) e visceral (parte interna da barriga - dura) são acumuladas devido aos triglicerídeos ( carboidrato - açúcares -  glicose).
Este texto do Dr. Andreas, da Suécia, aborda o polêmico tema,  apontando notícias e  estudo científico. 
A ideia é de que ingerindo menos gordura, não haverá saciedade suficiente, levando ao consumo excessivo de carboidratos, industrializados, guloseimas.
As gorduras que mais usamos (e quase abusamos) aqui de casa são: chocolate amargo, azeitonas (prefiro ao azeite), abacate, amendoim não processado, carnes (nem magras, nem gordas), queijos, óleo de soja e creme de leite ocasionais, sementes (girassol, gergelim, abóbora), manteiga, banha caseira (de porco, de galinha, de peixe), ovo (gema), polpa de coco, castanhas (macadâmia).
Hummm, nem sei se é melhor temer gordura ou carboidrato denso...
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30.10.15

Hiperpalatabilidade


A hiperpalatabilidade é uma armadilha criminosa envolvendo adição de saborizantes artificiais a produtos alimentícios industrializados.
Nos excitam numa intensidade de sabores muito além daquela presente na comida natural.
Pesquisas científicas milionárias financiadas pela indústria, buscam certas características em nosso paladar para potencializar sabores mais aceitáveis e inibir outros.
Essa química leva-nos a comer muito além da fome. A epidemia mundial de obesidade começa aí.
O consumo cotidiano de industrializados estraga nossas papilas gustativas e alimentos naturais "ficam" sem gosto. O estrago é muito maior em crianças, com possível dependência.
Na infância, eu tinha um paladar limpo, rural. Certa vez, meu pai trouxe iogurte, eu e meu irmãozinho detestamos! O mesmo aconteceu quando experimentei azeitonas em conserva.
Levando ao oposto, para quem precisa emagrecer (muito), estudos apontam que o ideal é diminuir os temperos dos pratos; alimentos mais insossos induzem à saciedade mais rapidamente. Faz sentido, pois não massageia-se tanto o centro do prazer localizado no cérebro.
Daí o conceito trigger food para determinados produtos irresistíveis, insaciantes, que certas pessoas não podem nem passar perto - e  devem evitar mesmo! Descarregar a compulsão ou ansiedade fome emocional no alimento trará no mínimo ganho de peso.
Muitas pessoas deixam de experimentar novos alimentos ou simplesmente colocam um "não gosto", sem atinar que estão sendo arrastados por uma avalanche quase sobrenatural e perversa da indústria alimentícia. Quanto mais industrializados comemos, mais queremos - obsessivamente!
O excesso de açúcar, sal e gordura, tudo misturado nas dosagens milimetricamente perfeitas, aliados a esses hipersaborizantes, causam o estrago perfeito, pois o cérebro malandrinho quer recompensa. 
Ah, contudo podemos recompensá-lo de outra forma: com a saúde, emagrecimento, longevidade. Essas estratégias também agradam a um cérebro inteligente!
Numa análise evolutiva, sabores  doces causam no cérebro a ideia de fonte de energia; o salgado indica teor de minerais essenciais, eletrólitos; o amargo alerta para algo venenoso; acidez muito forte alerta para comida estragada, azeda.
Cozinhar em casa, sem caldinhos prontos, usando ervas e especiarias, é o caminho para "desintoxicar" desse ciclo vicioso. Uma guloseima ocasional seria aceitável apenas após um farta refeição saudável.






Tava só de boca aberta, aguardando para o bote.

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Marido saiu de madrugada seguindo mais uma vez o Caminho da Fé; aquele que também fiz. É tradição cá no cafundó. 
São 10 veículos tracionados entre jipes e caminhonetes. O perfil? Donos de oficinas variadas!
Mediu a glicemia... Eba! Está em 109. A pressão arterial que o fazia tomar medicamentos a 12 anos, despencou com a queda nos carboidratos. Está tomando no máximo um comprimido por semana.
Sim, há 12 anos me preparo para esse "defeito" anunciado. Foram alguns passos prá frente e muitos prá trás. Agora "mordi" e não largo... 
As  excruciantes inflamações (esporão, gota, dores difusas) sumiram todas e ele está tão disposto, que passou a acordar meia hora antes (4 h 30 - comigo) e pedala alegremente toda manhã.
Um avanço e tanto de um pico glicêmico com 167 para três meses de reeducação alimentar, sem remédio e sem nutricionista.
Não prefiro as nutris tradicionais daqui, que recomendam comer de tudo com  moderação: Arroz integral, pão integral industrializado, raízes boas, uma "latinha". O que falha, mas falha mesmo, é o medão que elas têm da gordura (boa).
Nascemos híbridos, utilizando carbos e gorduras para combustível no organismo. Quando a intolerância insulínica (dificuldade na coleta de glicose para alimentar as células) se instala, temos que usar a gordura como combustível preferencial, e não mais carboidrato.
Simplezinho!
Há muito sobre essa equidade na Net, e este texto do Dr. Souto é o mais esmiuçado - já fiz ele ler e reler (e continuarei fazendo)!
É aquela velha história com os profissionais tradicionais: Se saem do protocolo e recomendam gordura; dali uns anos o paciente morre coincidentemente do coração, a família os processa e não haverá respaldo legal (ainda).
O sucesso do meu Par em emagrecer (seis kg, por enquanto) e baixar glicemia sem passar fome, foi incluir as gorduras nas seis refeições (suas células agora estão bem nutridas).
Então, como emagrece? Pelos diários exercícios moderados e pela baixa ingesta de carbos. Marido tornou-se um "veículo a diesel, tolerando baixa quantia de gasolina".
No desjejum - abacate / lanche matinal - amendoim cru / almoço - "maionese" de abacate e azeitonas na salada (confio mais que azeite) e carne (nem magra, nem gorda).
A quarta "alimentação", por volta das 13 h 30, é um "suco" com meio limão grande, uma colher de café com magnésio, canela em pó (de qualidade), um punhadinho de urucum, uma pitada  de cúrcuma e bicarbonato de cálcio. 
Nesse 1º lanche da tarde, a gordura (pouca, porém excelente) está na casca do limão que vai junto, e algumas sementes de girassol que ele ingere em seguida. Às vezes, liquidifico tudo, usando "pedacin" da casca.
O 2º lanche da tarde tem gema de ovo cozido / o "jantar" sempre termina com polpa de coco. Também há manteiga nas omeletes ocasionais, crepiocas, milho cozido e tudo que vai à frigideira. 
Os queijos também contém certa gordura e eu cozinho com banha de porco caseira. Uso sementes de gergelim e alguma castanha ocasional (aqui no cafundó há macadâmias frescas). Tudo bem moderado.

Da forma como o Brasil vem aumentando as concentrações de álcool na gasolina, é mais seguro para o motor, comprar carro flex. Para nós, acima dos 50, mesmo sem resistência insulínica, também fica mais seguro ingerir menos carbos densos e passar longe da Síndrome Metabólica.
E ele viajou. Armou-se com medidor de pressão, medicamentos todos, medidor de insulina, sapatão ortopédico (esporão).
Recomendei cuidado com "latas" e alimentação de hotel. Fiz lanchinho para a tal viagem de três dias: salame, queijos, amendoim, frutas e galão térmico de água com gelo.  

29.10.15

Como era na sua infância?

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Lá no cafundó, tínhamos comida, e não produtos alimentícios. Nada vinha em pacotinho. A variedade era pequena e dependia da estação, do regime de chuvas (que era sempre prá mais e "melava" a produção).
O leite da minha infância era tirado na hora, e a gente chamava cada vaca (que dava "poquin" leite) pelo nome próprio. O que sobrava ao fim do dia, virava coalhada ou ia pros porcos.
As bolachas, quando havia, eram de sal amoníaco; portanto, num doce quase salgadinho. O macarrão tinha a massa caseira de ovo caipira e o "molho" de coloral (urucum). O suco domingueiro, ou era limonada ou garapa prensada na hora. 
E a água mineral de toda hora? Vinha direto da mina, talvez com uns bichinhos, e daí? A gente filtrava na talha, porém quando estava no mato, debruçava de boca no regato e sorvia sem cisma.
Barrinha de cereais era o bolo de fubá, com tanto fubá (grosso, do monjolo), que raspava a garganta e só descia com um golinho de café preto (plantado na propriedade).
A farinha "branca" para o pão caseiro era  bem amarela, não tão refinada quanto hoje. E o pão de forno à lenha levava muita banha de porco (além do leite gordo  e ovo caipira).
Nossos "embutidos" eram o toucinho, linguiça e chouriço que ficavam defumando naturalmente sobre o fogão à lenha, sem nitratos e nitritos.
O o queijo? Era só o frescal - aquele de tábua... Sim, ele ficava curando lá na tábua da dispensa, sendo virado e polido a cada dia. Coisa boa!
E a latinha de ervilha? A vovó plantava, e as favas verdes eram colhidas no avental, só o punhadinho referente à sopa do dia.
Doces? Só de domingo! Mel e rapadura, pé de moleque caseiro, doce de leite com banana, goiabada cascão, bananada e doce de abóbora ou mamão, cidra ou de batata-doce-roxa. Não conhecíamos chocolate...
Sorvete com muita gordura hidrogenada e aditivos mil? Só umas vezes na vida, quando íamos à cidadezinha com tempo (e dinheiro) de sobra.
A horta e o pomar eram a extensão de cada quintal - carpido pelas galinhas. Frutas eram somente ao pé; ninguém na roça venderia fruta aos vizinhos, era pecado.
E na época correta do ano, imperavam as culturas de subsistência: Pipoca, amendoim, batata-doce, milho verde, abóbora madura, vagem, baroa, mandioca... Além do arroz com feijão e batatinha.
O peixe era pescado na hora - lambari, bagre e "barriga podre". Tão pouco, que a gente nunca enjoava. Carne de caça - pássaros. Criação - porco e galinha. Tudo aos pouquinhos, bem aos poucos (até ovo caipira).
Era melhor que hoje? Não se trata disso; só outros tempos, outro mundo, outra filosofia onde se abarcava a natureza  de uma forma quase teológica...
Imagem Google.

27.10.15

OMS e embutidos cancerígenos

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Ontem estampou-se nos jornais o alerta da OMS - Organização Mundial de Saúde, que todos já sabíamos: Embutidos devem ser utilizados apenas como temperinhos.
O risco? Câncer colorretal e até mesmo de pâncreas, próstata. Hummmmm... Esses estudos são tão polêmicos... Há tantas variantes não consideras, entretanto... Os nitritos, nitratos & cia é que são os vilões aí.
A OMS coloca os embutidos no grupo 1, o patamar mais elevado, junto ao tabaco, amianto, álcool e ar poluído, sendo então potencialmente cancerígenos, todavia leves perante o risco desses outros.
Viver em grandes cidades, mesmo que vegetariano, inalando ar com fumaça de diesel, envolve mais carcinogenicidade que ingerir moderadamente embutidos.
Então, venha prá Mantiqueira (brincadeirinha para descontrair)!
Embutidos são carnes processadas industrialmente: salsicha, presunto, linguiça, carne enlatada, carne seca e em conserva, molhos com carne.
O peito de peru, salame, bacon defumado, mortadela, hambúrguer, nuggets e afins, toda proteína incluindo vísceras ou outros subprodutos como sangue e pele fermentados, curados, salgados, defumados, acrescidos de aditivos, incluem-se.
Houve revisão bibliográfica científica (só de estudos observacionais) realizada por 22 especialistas de 10 países ligados à Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC, em inglês), que integra a agência de saúde das Nações Unidas. Não é um experimento. Não creio que se analisou todas as variáveis.
Uma porção diária de 50 gramas de carne processada aumentaria o risco de câncer colorretal em 18%, considerado bem pequeno comparado ao cigarro, por exemplo, que aumenta talvez 40 vezes frente aos não fumantes. O risco aumentaria conforme a quantidade ingerida.
Lembremos que a distância entre o remédio e o veneno está na dosagem. Equilibrar riscos e benefícios nutricionais é o mote.
suspeitas (evidências menos sólidas, inconclusivas) de que até mesmo a carne vermelha (boi, porco, carneiro, bode, cavalo - mamíferos) possa ser cancerígena, enquadrando-se no grupo 2A. Mamífero confinado e sob hormônios ou criado a pasto?
Se for churrasco, deixa de ser mera suspeita, pois a forma de cozer influi na qualidade final!
Especialistas da França e da Grã-Bretanha orientam que pode-se continuar consumindo carne vermelha numa quantia de meio kg por semana, incluindo-se processados apenas esporadicamente.
Grupos ligados à carne, "esperneiam" lembrando que Espanha, Itália e França fazem uma dieta mediterrânea com boas quantias de presunto ou salame, sendo longevos saudáveis. 
Agrotóxicos e herbicidas dos vegetais devem contem efeitos cancerígenos nas mesmas dimensões, visto que os transgênicos já são citados como tal. Guloseimas industrializadas (e telefones celulares) também.

Bora sermos todos prânicos! Cê tá habituado ao jejum?
Imagem Google.

24.10.15

A prática continua

A quarta "alimentação" do marido, por volta das 13 h 30, é sempre um caldo bem peculiar, a anos.
Misturo o suco de meio limão grande, uma colher de café com magnésio, canela em pó (de qualidade), meia colher de café com cúrcuma em pó, um punhadinho de urucum e uma pitada de bicarbonato de cálcio.
Não mudou nada.

Por volta de 16 h, um lanche mais reforçado, que vale por janta.
Antes, ele só comia uma maçã nesse horário.
Aqui, mandioca cozida (só no sal grosso), abacate (gordura; transferi para o desjejum), ovos e maracujá roxo (para comer de colher, menos azedo).
Coco (gordura boa) - sempre coloco coco nesta refeição; yacon, que já abandonei - seu paladar não aderiu; pêssego, muçarela, ovos com azeitonas.
Maracujá roxo, mandioca com ovos, coco, abacate, goiaba branca.
Eu compro uns queijos especiais para incrementar, com o salaminho. Palmito e atum em lata, de vez em quando - industrializados. 
Goiaba, morango, coco, frango assado (que sobrou do dia anterior), abacate.
Morango e melão foram bem aceitos; abacaxi, nem tanto.
Maracujá, meia maçã, queijo branco, coco, abacaxi com banana.
Ultimamente deixei o queijo para o café, e ovos cozidos / fritos /omelete para esse lanche. Coco nesse e abacate cedo. Banana e mamão cedo; goiaba e outra fruta nesse.
Goiaba, maçã fugi, manga (que ele não comeu), coco, maracujá e dois ovos caipiras cozidos. Esquece a manga... frutose demais. Batata doce também é impossível...
Seu repertório de frutas é excelente, o que gera um bom rodízio. Com a gordura da gema e do coco, sustentam. 

Por volta de 19 h 30, o último lanche que é o mais variado de todos; pode ser desde uma latinha de cerveja alguma vez na semana (faz o que?), até milho cozido com manteiga, amendoim torrado, pão de queijo (2) ou quibe assado (4) na maquininha...
Antigamente, ele jantava arroz com feijão ou beliscava algo. Também pedia miojo (eca!) ou pão.
Aqui, crepioca feita na manteiga, recheada com muçarela. Um ovo rende quatro - uma para mim, uma para ele e duas para o filho. Prefiro tapioca comum, só que é carboidrato demais para ele...
 Purê de mandioca com sabras. Aqui, feijão, legumes e carne desfiada. 
 
Nas noites frescas ou com chuva, sopinha de legumes em caldo de carne caseiro. Aqui, chicória (sempre), chuchu, abobrinha, cenoura, cheiro verde no caldo de frango assado, com gordurinha e tudo. Sobrou pro almoço seguinte, juntando uma carne.
Caldinho de pernil assado e mandioca cozida. Cheiroso!
Sempre compro costela bovina com mocotó / joelho de porco com costelinha / pé e pescoço de frango. Cozinho por três horas na pressão com muito tempero natural e sal grosso, coo, desfio e faço caldo (congelo). Nada de glutamato!
Sanduíche aberto num pão caseiro de cenoura, fininho: tomate, ovo "frito" na manteiga e verduras. Outro será meu.
 Pernil acebolado com beterraba (glicêmica).
Funciona porque sacia. O segredo é a gordurinha boa na medida certa. O ovo, omelete, crepioca, eu sempre faço na manteiga. A gordura da gema também é boa. Ele come ao menos um ovo por dia e adora!
Emagrece por ter pouco carboidrato e a glicemia cai, trazendo muita disposição. Glicemia alta dá fraqueza - as células passam fome, é uma judiação!

Na prática

A dias, recebi um e-mail solicitando refeições práticas que faço para meu Par, com glicemia alterada, algo infelizmente "quase banal" hoje em dia.
São seis refeições diárias, evitando-se ao máximo carboidratos densos - amidos, açúcar branco.
Ele acorda 5 h 00 e logo faz esse lanche: café preto praticamente sem açúcar, abacate - gordura boa sacietógena, uma proteína (gerallmente queijo branco) e duas frutas.
Aqui, milho com manteiga e meia goiaba (que sobraram da noite anterior), ovo cozido e pêssego. Também faço omeletes para variar.
O abacate sempre: compro dois verdes, deixo um amadurecendo na geladeira e o outro fora. O que está em uso, cubro com filme plástico, envolvo naquele isopor do mamão e vou tirando partes.
O desjejum mais comum, que uso 6 dias por semana, é esse: mamão formosa (papaia tem mais frutose), banana prata (nanica doce demais também), naco generoso de queijo branco e abacate.
Aqui, outro queijo mais curado junto ao branco. O resto é igual. Nutre e sacia. E ele parte para uma pedalada antes do trabalho.
O desjejum dele mudou pouco. Já tinha o abacate e mamão formosa, troquei a banana nanica por prata e o sanduíche natural pelo queijo, tirei o leite a mais de ano, devido às inflamações.
Cerca de 8 h 30, o lanchinho. Pouquinho de amendoins crus e leite fermentando. Essa marca tem menos açúcar, segundo a Proteste e ele gosta da galinha pintadinha. Devido às gorduras boas, é um lanche sacietógeno.
Ele usa o leite fermentado desde que teve fascite plantar (esporão) e tomou anti-inflamatórios demais.
Nesse lanche, só troquei a fruta pelo amendoim.
Cerca de 11 h 30, o almoço. Uma saladona e carne. Eu tenho abusado do curimbatá assado. Nesta versão, inteiro com vinagrete de chuchu. Gordura boa - ômega 3.
Qualquer carne acompanha a salada: frango, suíno, bovino, miúdos. Aqui, molho de abacate (gordura boa) com limão, vinagre de maçã e cheiro verde.
O que mudou foi a saída quase completa do arroz com feijão. Batata eu cortei a mais de ano, devido ao esporão (ela é inflamatória - solanina).
Aqui, curimbatá sem recheio e sem as extremidades (que usei para fazer um caldo) e aqui, picado em postas. Esse peixe é amarelo e firme; rende bastante e não vem com água injetada, como os filés.
Uso duas variedades de folhas na salada; a chicória gosto muito. Pepino em fatias finas também é constante.
A refeição completa: Salada, abobrinha com cenoura, linguiça com cheiro verde e arroz branco polvilhado. Uso pouca carne processada, porém ele havia pedido linguiça. O salame também uso, apenas para avivar um prato.
Até eu, que prefiro as sopas (no verão uso ao almoço), aderi às saladas. Dele à esquerda e minha à direita .
Na dele tem pimenta sininho madura, pepino, brócolis, cebola, chicória e rúcula, azeitonas e muçarela.
E uma generosa carne quentinha sempre! Pode ser pura ou com feijão, ou arroz integral ou mandioca cozida - tudo muito pouquinho.
A carne necessita de um pouco de gordura para levar à saciedade e a dieta vingar.
Sempre tem que ser algo palatável e familiar a ele, senão não come. No post seguinte, mostro as três últimas refeições.

Até parece...

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Quem vê a Cri vir ao blog cantando vantagens sobre o sucesso do Par, quase tem uma invejinha...
O que a malandra não conta de jeito nenhum, é que quase se pegaram aos tapas nesse meio-tempo.
No início desses meses de transição, tivemos três brigas feias porque ele "se acabou" na cerveja. Pão líquido, cheinho de carboidratos, bate direto no fígado. Industrializada, pura química artificial.
Eu ficava de mal por alguns dias, dava boas "patadas", deixava alguns mimos por fazer. Acabei por chegar a um ultimato. O "bixu" tem 53 e age feito criança mimada - autopiedade!
Ah, como eu detesto a cerveja... Depois das recaídas, ele tem tomado uma latinha de vez em quando; não mais que uma naquele dia.
Agora, com os resultados promissores, a batalha está mais fácil. Sua pressão arterial caiu para 12 x 7 sem os carboidratos, e a cerca de dez dias ele não toma mais remédio, entretanto mede toda manhã.
Tiro medida da circunferência abdominal, também está diminuindo. O principal é a disposição e ânimo que a dieta proporciona. Ele está pedalando toda madrugada e ainda me traz mangas que recolhe nas chácaras do bairro vizinho.
Nesse instante ele está num churrasco masculino. Não estou agoniada a pensar na cerveja,  por saber que a consolidação ocorreu; claro que algumas recaídas ainda surgirão de vez em quando.

Imagem Google.

"Nun conformo!"

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Logo cedinho, fui ao mercado com a lista habitual de frutas inviáveis na feira livre:  abacate (fora de safra), coco seco, mexerica morgote, goiaba. Não achei goiaba para meu Par, apesar de caríssima.
Gente, não é normal uma fruta que nasce em qualquer barranco, que vinga sem adubo, ser trocada assim por uma cultura (importada) da maçã.
Nada contra a fruta, adoro! Sou plenamente a favor da diversidade, entretanto eu tenho alunos que nunca experimentaram goiaba: A merenda nutrição escolar não compra, nem os pais. É só maçã, mexerica ou banana / banana ou maçã...
A fruta que eu mais comia na infância, depois da banana, era a goiaba. Na natureza, ela tem a safra que vai do início de fevereiro a fim de abril e a mini safra temporã, de agosto a setembro. Fruta perfeita - não ácida, sem casca, sem caroço e em compota potencializa o licopeno.
Bora plantar mais goiabeiras, agricultores, pois mercado haverá com certeza!
Imagem Google.

Comida boa p/ diabético


Quando iniciei meus estudos autodidatas em nutrição no ano de 2013, e em 2014 comecei a reeducação alimentar com embasamento teórico mínimo, não imaginava que fosse necessitar tanto desses conhecimentos...
marido deu-nos um susto danado!
Igual a qualquer outra área, quanto mais se estuda nutrição, mais necessitamos rever o já apreendido, visto que novos paradigmas surgem a cada dia.
Uma dieta baixa em carboidratos densos não é torturante. Há tantas opções! Basta determinação e perseverança para mudar a cabeça e a rotina.
Estou concluindo que a alimentação correta para pré-diabéticos é boa também para nós que não apresentamos problemas de saúde.
Comida natural - diminuição drástica de industrializados / processados;  legumes e verduras à vontade; proteínas nas três principais refeições (sem misturar proteína no mesmo prato); café e chás naturais sem adoçar ou água (saborizada) como bebida; tubérculos / raízes / bulbos, leguminosas, oleaginosas e grãos integrais  com moderação.
Frutas in natura como sobremesa (de menor índice glicêmico) devem ser acompanhadas de fibras e gorduras boas para diminuir o pico glicêmico. Daí seu bom resultado na sobremesa e resultado ruim no lanche (fruta sozinha) e como suco, mesmo que integral sem adoçar. Esqueça os sucos.
Proteínas sobretudo de origem animal: ovos; queijos diversos; carnes sem processamento, com um pouco de gordura para impor saciedade (peixe, frango, suíno, bovino, miúdos e outras fontes possíveis).
Gorduras boas são abacate, polpa de coco, azeitonas, oleaginosas, manteiga, creme de leite ocasional (não é gordura pura - tem proteína e carbo), gordura de porco (banha caseira), gordura natural que escorre de carnes assadas - separar aquele caldo temperadinho, levar à geladeira, retirar a gordura que sobra na superfície e usar o caldo bom para ensopados. Usar aquela gordura para cozinhar (misturo frango com peixe e fica bom).
Óleo de coco e azeite também são considerados bons, porém há o cuidado com adulteração e oxidação, que "matam" o óleo.
Oleaginosas são nozes, castanhas, pinhão, amendoim e amêndoas. O amendoim (in natura), embora polêmico devido aos antinutrientes e risco de alergia, oferece o melhor custo X benefício. Barato, sacietógeno, facilmente encontrado e versátil. 
Ingerido cru, uma dúzia por dia fornece gorduras insaturadas, fibras e vitamina E, que controlam a fome. Aqui no interior, somos adaptados a ele desde a infância, o que diminui os riscos. Torrado em casa, deve ser ingerido com menor frequência, pois sua gordura é melhor crua. Não uso amendoim industrializado / processado.

O resultado? Glicemia de 167 para 117, 112... (e alguns picos de 120 quando fura a dieta) com seis kg a menos, num período de três meses; sem remédios.
Imagens Google.

22.10.15

Esterilidade voluntária

A ideia do crescimento populacional perpétuo ainda obceca muitos políticos e economistas, que sombriamente advertem para o custo social de um Planeta idoso. 
Na outra ponta, com o possível pico de crescimento humano a ocorrer em meados de 2060, os ambientalistas suspiram por uma Terra verde, com as outras espécies repovoando áreas dantes devastadas. 
Cada vez mais, casais / indivíduos optam pela esterilidade voluntária e mais grupos lutam pelo direito à interrupção voluntária de gravidez nas primeiras semanas.
Pessoas a favor da natalidade, se assustam em pensar que familiares talvez não terão quem olhe por eles na velhice, que a solidão e o vazio atacarão drasticamente sua qualidade de vida na terceira idade.
Convictos da não gestação argumentam que em suas vidas não cabe um bebê, que as atuais exigências da sociedade  nos ombros da  família  (não pode isso, não pode aquilo) e o custos financeiros de uma criança assustam.
Outros optam por investir na carreira, morar fora, rodar o mundo e adiam a maternidade para após os 40. Os riscos inerentes à escolha são altos, pois mulher parideira possui prazo de validade, ainda que tão estendido.
Quando tudo funciona, há que se pensar no tal choque de gerações, na adolescência muitas vezes complicada, que ocorrerá quando os pais tiverem mais de 60. Nessa idade é mais difícil passar madrugadas à porta da balada aguardando a saída do filho ou aceitar (passivamente) mudanças drásticas de valores dentro da própria casa.
Também há pessoas que ficam sobre o muro, lutando entre a generatividade e a esterilidade voluntária: Não realizam ações concretas em prol da maternidade / paternidade, todavia alimentam um desejo quase eterno de gerir. 
A relação ambígua de medo e desejo em experimentar um amor tão absurdamente visceral, quase escravo ou prisional, inenarrável, faz com que adultos de meia idade não aceitem abrir mão da liberdade e ao mesmo tempo queiram preencher aquele vácuo que lhes sobra quando o frescor da juventude passa a esvair-se.
Muitas pessoas tentam  suprir a generatividade com animaizinhos de estimação humanizados. Algumas partem para processos de adoção ou "pseudoadoção" de sobrinhos ou afilhados; outras se afogam em trabalho, cursos, viagens.
Também há "eremitas" de ambos os sexos que não conseguem um parceiro estável para aplacar uma segurança mínima que lhes auxilie na preparação do terreno em prol da fertilidade.
E alheio a todas essas ponderações, o Planeta Terra segue por mais poucas décadas, carregando humanos além do ideal e nos devolvendo os danos daí advindos.
Eu engravidei aos 20, entrei no curso de pedagogia aos 29, fui subindo de servente escolar (limpeza, almoxarifado e afins) até diretora de creche; me pós graduei com vários cursos, retroagi e me estabilizei como professora alfabetizadora.
Nunca tive ajudante, nem faxineira até o Cláudio ser um jovem; marido sempre fez horas extras no trabalho e não lava um copo, porém ele cuidava do garoto nas folgas. Minha mãe "fica na dela"; me ajudou no primeiro emprego após a maternidade, quando o filho tinha de 3 a 6 anos. Todo o resto foi comigo.
Sim, fiquei mais de três anos fora do mercado, sendo mãe, dona de casa e fazendo bicos. Todavia lancei mão da persistência e retornei, me reinventei. Marido e mãe eram contra eu trabalhar fora...
Então é possível viver a vida e criar filho, com certas concessões, porém sem sofrer. Fazíamos passeios apenas com ele; sempre evitamos consumismo. Ele não apresentou problemas sérios de saúde, comportamentais, de aprendizagem. Entretanto, não havia creches suficientes, nem transporte escolar; meus empregos eram com salários quase mínimos.
Foto - Cláudio hoje, aos 30 (eu quero muito que ele viva a experiência da paternidade, por egoísmo).

21.10.15

Saborização da água

Aqui no interior "nóis tá" numa metideza com a tal água saborizada, nesta primavera verônica. Virou moda fitness e ganha cada vez mais adeptos.
Eu recebi um e-mail solicitando detalhes sobre a prática de saborização.
Não há segredo: Basta utilizar uma água de boa qualidade. Eu uso água corrente do nosso sagrado Rio Jaguari Mirim, tratada pela SABESP e filtrada (tenho torneira com filtro acoplado).
Também podemos buscar água mineral corrente e gratuita na Prata, cidadezinha a 10 km daqui. Muita gente daqui faz isso ao menos uma vez na semana.
Para agregar sabor, basta utilizar produtos saudáveis como citrus ou outras frutas mais aquosas (abacaxi, maracujá roxo, maçã fugi, morango, melancia, etc). O interessante é cortar em lâminas.
Especiarias também são ótimas: Canela, gengibre,  cravo, anis, sementes de erva-doce, flor de camomila, casca desidratada de citrus.
Ervas frescas aromáticas retorcidas (temperos - manjericão, alecrim, salsa) e medicinais (chás - hortelã, capim-cidreira, erva doce, melissa, alfavaca, folhas de citrus).
Para combinar dois ou mais ingredientes, dependerá do paladar dos degustadores e da criatividade. E assim, agrega-se valor ao líquido mais nobre da Terra!
Imagem  minha - saborização com morango.

Outubro rosa


Cê tá com a mamografia em dia? Eu fiz a minha em julho. É importante marcar na agenda uma data para correr atrás.
A conscientização teve início nos Estados Unidos, unificando ações isoladas em prol da luta contra o câncer de mama; hoje a campanha ocorre em praticamente todo o mundo.
Minha tia, aos 43 anos, detectou nódulo no autoexame, pois nunca tinha tido "tempo" para mamografia, trabalhava demais.
Ficar apenas o autoexame não é o indicado, por já detectar o nódulo num estágio mais avançado. Ela teve sorte e não gerou metástase; o episódio beira dez anos.
No tratamento, ela levou quase dois anos. A rádio necrosou a região dos pontos. Parecia que seu seio estava anelado por furúnculos que nunca secavam.
Depois do episódio em que ela passou cinco anos em observação, ficou mais atenta à saúde. Otimizou o plano de saúde e faz até colonoscopia anual.
Um mercado grande aqui próximo, aderiu à campanha e todos os funcionários usam o laço rosa. No folheto deles, está estampado o tema.
O curso de medicina de uma universidade autárquica enfeitou toda a fachada do prédio histórico com tecidos rosa. A iluminação noturna do prédio também está toda rosa. Ficou emocionante (imagem acima)!

Jantarzinhos de niver do Filho - JUBILEU!

No domingo, a namorada do Filho lhe presenteou com jantar: Galinhada feita pelo sogro. Na entrada, serviram patês diversos com torradas. A sogra fez o bolo e salada maionese. A Gi fez brigadeiro e salada verde.
Eu e o Par fornecemos as bebidas (refri e cerveja) e água saborizada com limão e abacaxi, que fez o maior sucesso naquele calorão. 
Havia sete pessoas da família dela, nós três aqui de casa e seis convidados do aniversariante: Três primos paternos muito achegados e três amigos (dois amigos desmarcaram de última hora - contratempo).
Esqueci a "retrateira"...
Ontem, aproveitei o dia de folga para paparicar o filho. Preparei pão de queijo para levar de lanche à fábrica, comprei um bombom e pedaço de bolo de fubá com creminho - lanche para ele o o melhor amigo.
Num calor de 30 e tantos, jantar: entrada com salada verde (rúcula, alface e chicória - que amo), couve-flor no vapor, pepino com tomate, cebola, azeitonas, pimenta sininho madura em rodelas e muçarela.
O molho é de vinagre de maçã com limão, sal grosso, cheiro verde e abacate. Bati com água gelada até obter ponto. A gordura do abacate é melhor que certos azeites (que podem estar adulterados ou oxidados). 
Prato principal: Mandioca cozida no sal grosso de Cabo Frio (não precisa encarecer um produto tão básico, trazendo do himalaia ou qualquer outro canto); parte de pernil assado; arroz branco (visitas) e um curimbatá em postas.
Comprei as carnes de véspera, aguardei descongelar e marinei com sal grosso (tudo é com sal grosso), alho e limão.
Compro sempre o maior peixe. Retirei extremidades (cabeça, rabo, barbatanas) e fiz caldo com muito tempero, duas horas na pressão. Piquei em postas para assar - fica melhor para servir.
Escorri o caldo do pernil, conforme ia assando, e depois do peixe. Juntei os três caldos e guardei para uma sopa de legumes saudável.
Peixe em filés não dá. Ao descongelar, vira uma "sopa". Injetam água? O sabor é aguado...
Sobremesa: melancia, pêssegos (quase natal) e morangos (fim de safra).
Fiz esta torta-coringa de banana com canela e maçã - integral. Meia receita de massa sobre cinco bananas abertas ao meio e polvilhadas com muita canela. Sobre a massa, uma maçã em lâminas.
A "famiia": Par, aniversariante, Gi, minha mãe, meu irmão. A esposa dele estava ministrando um curso numa cidade próxima. Minha cunhada só tem um defeito - não quer filhos (brincadeira)!
Para beber, coca-cola (visitas) e água saborizada com lâminas de gengibre e rodelinhas de laranja. Fiquei feliz porque a água foi quase toda e sobrou muita coca - consciência (e as ações da coca-cola, enfim estão caindo de valor)! 
Não chamei a família do Par porque é muiiiito grande! E domingo já fizemos a reunião de família (dele) no rancho do João. Levei a garrafa nova com água saborizada - lâminas de pêssego. O povo "oiô cum respeito".
 O parzinho - estão juntos a mais de três anos.
 O trio. Eu, com "vistidin di andá in casa".
 Ele, completando trintão! "Véiu, hein Fioti"!
Muitas horas de trabalho, porém vale a pena. A glicemia do Par subiu de 117 para 126... No dia-a-dia ele não janta mais.
Com a salada que sobrou, fiz lanche matinal, separei para o almoço; congelei o pernil e parte do arroz branco. Meu irmão levou marmita - trabalhou até 6 h 00 da manhã. Nada se perde.

Chove!

Resultado de imagem para imagem raio
Ontem, pouco mais de 23 h 00, acordei com trovoadas. Atônita de alegria, corri retirar eletrodomésticos das tomadas.
A chuva veio em pancadas, umas mansas entremeadas a instantes mais vigorosos. Uma sinfonia gentil de trovões ao longe, que me fez desligar o ar e dormir com a janela escancarada. 
Na madrugada, tive até que cobrir-me com lençol, coisa que não fazia a semanas! Meu Par dormia tão profundamente, que fui chacoalhá-lo para ver se estava bem...
Acordei 4 h 30 e ajeitei a cozinha até 6 h 00, onde já havia claridade para correr, visto que estou de folga, compensando quatro dias referente ao trabalho nas eleições passadas.
A pista de corrida estava delícia: úmida, porém sem  lama. A brisa refrescante e a felicidade das pessoas que iam trabalhar, ao dar um bom dia. Uma manhã especial!
Voltei e "garrei" terminar a cozinha, muita coisa para voltar ao lugar após o jantarzinho de aniversário do filho.
Poxa, um solitário trovão viripotente acaba de ocorrer.
Imagem Google.