8.1.16

LIVRO - Jejum: Uma Nova Terapia?

Resultado de imagem para Jejum: Uma Nova Terapia?
Sem preconceitos, nem tudo na medicina é indústria farmacêutica. Fui criada na roça e vi muito bicho se curar sozinho com jejum, num canto qualquer.
Quem me lê, sabe que após estudar muito, me preparar fisicamente com alimentos de baixo carboidrato e monodieta, passei a uma interrupção calórica que foi se estendendo aos poucos a 24 horas (1 dia) por semana.
Estou nesse último protocolo desde abril. Nesta semana, estendi experimentalmente uma carência  de 4 dias. Estou no 3º, com muita água, goles de café sem doce ao acordar e dois sucos verdes diários: coados, salgados e engordurados com uma lasquinha de abacate para aproveitar as lipossolúveis. O sal no suco evita cãibras (e deixa menos amargo).
Minha vida continua absolutamente normal, com 2,5 km de trote (corrida leve) toda manhã, sono revigorante, pilotando moto, serviço aqui na oficina e em casa, preparação de alimentos para a família.
Não sinto fome exagerada, estou animada, saudável, parece que não me alimento a duas horas.
Nenhuma dor ou tontura ou sonolência ou preguiça. Apenas um vaziozinho no estômago. Estou serena, gostando bem de mim mesma!
Vamos refletir no por quê de nos idos atuais a terapia milenar da omissão nutricional ter virado uma aberração?

Para quem não conhece o livro de  Thierry de Lestrade, eis a sinopse:

“Prática ancestral e religiosa, o jejum conquista cada vez mais adeptos. Para além de um exercício de ‘purificação,’ a prática surge como um novo meio de curar a si mesmo.” (Le Monde)

E se o jejum for um método simples e eficaz para tratar vários males? Eis uma pergunta provocativa, até mesmo escandalosa para aqueles que defendem os dogmas médicos e científicos. Porém, desde o dr. Henry Tanner, que jejuou durante quarenta dias em 1880 sob o escrutínio de seus colegas, até o biólogo americano Valter Longo, que atualmente aplica a técnica do jejum em ratos cancerosos com resultados surpreendentes, estudos sobre o tema são numerosos. No entanto, poucos sabem que, por exemplo, pesquisadores e médicos russos, desde os anos 1950, curaram milhares de pacientes com o auxílio de técnicas de jejum.
É este resgate histórico que Thierry de Lestrade faz neste livro incrivelmente bem documentado, fruto de uma longa pesquisa para um documentário francês de mesmo nome. Jejuar é perigoso? Quais as estratégias de jejum? É possível medir seus efeitos? Qual sua ação sobre células cancerosas? A todas essas questões e a muitas outras os pesquisadores forneceram respostas – muitas vezes surpreendentes.

O que vemos, então, é uma história da medicina na qual o jejum já foi praxe, mas que atualmente privilegia uma visão de corpo humano como um mero conjunto de peças intercambiáveis, em detrimento de abordagens mais globais e sistêmicas. Mesmo em países ocidentais desenvolvidos, a medicina moderna enfrenta vários limites. Face a essa constatação, a prática do jejum, tão antiga, surge como uma possível nova terapia. E, de quebra, em uma cultura materialista, gulosa e consumista ao extremo, o renascimento do jejum coloca uma questão paradoxal: Menos pode ser mais?
Aqui,  o primeiro capítulo do livro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Desativado

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.