26.2.16

Que sentido tem a vida?

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... se não houver um filho sequer para acompanharmos suas pequenas vitórias?
A vida realmente não tem nenhum sentido, qualquer psiquiatra "maia-boca" sabe disso. Nós é que lhe atribuímos (ou tentamos).
"Fiotão" está num difícil emprego novo, como já citei. Após os dias de festa ele ia trabalhar fazendo ânsias de vômito por nervosismo, também como já citei.
Tem tido pequenas vitórias semana a semana. Não é o projeto de sua vida, não é sua tábua de salvação, entretanto ele aceitou o desafio de otimizar a empresa e deve cumpri-lo. Eu e o pai somos pontuais neste quesito e ele aprendeu.
Hoje trouxe mais um pontinho ganho. Tem sido jogado em vários departamentos, desafiado em vários projetos, tem sido testado, observado. É confiante, sabe o que fazer e como fazer. Evoluiu.
Foi tão bonitinho ver-lhe o brilho dos olhos, o desenrolar de mais uma etapa cumprida. Não almejamos este projeto a longo prazo, porém por ora ele fará o melhor. 
A gente conversa sobre, pesa prós e contras. Ele sabe minha opinião a longo prazo - mestrado (para pegar umas aulinhas nas universidades da região), empresa do pai e consultor autônomo (sua meta principal).
Ele valoriza demais o fato de pertencer a um dos locais mais nobres do Brasil - o interior de São Paulo. Temos o bom da modernidade tecnológica e temos a tradicional pacatez do interior.
Ele gosta do ninho - é um "Fiotão". E nós gostamos de tê-lo no ninho, de vê-lo e senti-lo, de pertencer a seu mundo.
Nenhuma vitória pessoal se compara à emoção de acompanhar a escalada do filho, jamais. Numa época de tanto desemprego, falta de oportunidades, pode-se aproveitar para estudos, esportes... O importante é emocionar-se com o que os outros acham corriqueiro.

2 comentários:

  1. Anônimo26/2/16

    Penso exatamente assim, cada pequena alegria de um filho se torna a minha alegria, assim como basta uma névoa no olhar para me deixar triste.VIrgínia

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    Respostas
    1. Não é mesmo que são eles que temperam a nossa existência?
      Essa geração de hoje se afasta cada vez mais da maternidade / paterninade; entendo as dificuldades.
      Entretanto, quando chegarem aos 50, 60, não terão muito por que lutar, por que se desafiar; e a vida vai perdendo o brilho.

      Obrigada pela troca, Virgínia!

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