5.4.16

Carbo ciclagem

Não estou inventando termo algum. Há vários textos sobre o assunto aqui
Trata-se de uma modulação na ingesta de carbos: várias refeições quase sem carboidratos intermitentes a algumas de médio e até alto carbo.
É usado no mundo fitness, fazendo uma adaptação individual para otimização de hipertrofia, perda de peso e saída de platôs.
A alternância pode ser diária, semanal ou até mensal. É comum o aumento de carbos nos dias de academia para ganho de massa.
O "dia do lixo" pode ser readaptado para "dia do carbo" numa dieta low carb, por exemplo. Atletas também podem se beneficiar da ampliação na ingesta de carbos pouco antes das competições.
Acaba ocorrendo uma alternância entre os macronutrientes gordura e carbos, enquanto a proteína se mantém estável. 
O corpo, quando na maior ingesta de gordura, se vale da cetose : aprende a queimar gordura como combustível, e não mais só açúcar. Leva a um metabolismo saudável.
Esta estratégia pode otimizar funções hormonais que regulam peso e apetite (leptina, grelina).  Os hormônios testosterona e da tireoide também serão regulados.
O aumento de carbos na refeição noturna (janta) auxilia no hormônio melatonina (evitando picos de cortisol), facilitando o necessário sono relaxante. 
E  DAÍ?
Ora, chega-se à sensibilidade à insulina! No futuro, a carbo ciclagem pode auxiliar os diabéticos a fazerem uso saudável de carbos de digestão lenta, num equilíbrio fisiológico e psicológico.
Sempre achei mais adequado o termo "Slow carb" (carb de lenta absorção) em vez de "low carb"(baixo carboidrato). Impacta menos. A slow carb serve de estilo de vida, ao passo que a low carb é uma terapia para tempo determinado.
Na terapia diária de carbo ciclagem, o café da manhã torna-se very low carb (cetogênica); o almoço é low carb, e o jantar é slow carb: três subdivisões dentro do mesmo conceito - baixo carboidrato.