15.6.16

Cuidado com os lanchinhos...

  
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Essa história de comer 6 vezes ao dia, até 8... Hummm, pode ser o gatilho que faltava para os deslizes.
Aos poucos as guloseimas vão chegando, a vontade dos docinhos repete a cada dia e o peso sobe.
Para quebrar esse vício, é necessário um almoço low carb com proteínas e gorduras (de fontes saudáveis) na quantidade suficiente para saciar, além da abundância de vegetais de baixo amido. Evitar frutas muito doces também ajuda.
A ociosidade e tédio, falta de planejamento e organização do cotidiano, levam a ficar pensando naquele pudim, no sorvete tal, bate aquela vontade de roer alimentos que trazem conforto à alma, que lembram momentos felizes - uma mimada fominha emocional.
Ler um livro, fazer um artesanato, ver um vídeo questionador, degustar pedrinhas de sal grosso, tomar um chá sem adoçar ou focar num trabalho, ajuda a dissipar a gula.
Outra saída é tomar muita água - nosso mecanismo de sede é mal desenvolvido e se confunde com vontade de gelatina, sorvete, melancia, cerveja (p/ alguns) - água disfarçada.
Principalmente é bom caprichar em outra escovação dentária, mesmo sem necessidade - ela "mentirá" ao cérebro que acabamos de comer. 
Se for uma vontade verdadeira de algo específico, uma lombrigagem que dura dias, o melhor é "jacar" mesmo e acalmar as "bichas". Na roça, diz-se "desconfiado" a essa condição de desejo.
Caso seja apenas desejo pelo sabor doce, um adoçante natural (esporádico) pode resolver. O xilitol é interessante; melhor ainda é a estévia misturada ao eritritol, pois ela sozinha é meio amarga.
Eu geralmente tomo um suco verde coado, salgado e engordurado com abacate, no desjejum. O sal grosso é importantíssimo na Low Carb. Nunca tive fome ao acordar, e acho excelente! No recreio escolar, estou tão ocupada que o tempo passa voando e nem lembro de fome. 
Meio dia, almoço uma sopa de folhas, talos, vegetais não folhosos e carne com osso. De sobremesa, consumo amendoim torrado ou nacos de coco. Finalizo com uma laranja e bagaço ou outra fruta de baixo glicídio.
Quando consumo salada crua bem variada, abuso da azeitona, cubos de abacate, queijo ou lâminas de salame. Fortaleço com ovos ou alguma carne. Goiaba, kiwi, morangos, melão, urvalha, nêsperas não atiçam as papilas gustativas.
Aguento bem até 17 h 30. Subo para casa e janto algo parecido com o almoço / vegetais gratinados ou carboidratos de lenta absorção - "Slow Carb": batata doce; pinhão; milho na espiga; mandioca; baroa; um fatia fina daquele pão caseiro cheio das biomassas. 
Aí sim eu pego sobremesa: Fruta de baixo glicídio; um pouco de mel com canela; um iogurte congelado (picolé); 2 quadrinhos de chocolate 70%;  uma xícara quentinha de cacau em pó com canela.
Alguma vez esporádica eu me permito a indulgência de lanche da tarde com guloseima de padaria - biscoito de polvilho, um pedaço de bolo de fubá ou pudim, bolacha "caseira".
Lembrando que a bastante tempo estou no peso ideal - 59 kg, e toda semana faço um jejum intermitente mais longo, sem banalização - foco bastante no âmbito espiritual enquanto jejuo, depuro a mente.

Compulsão é outra coisa muito mais severa, uma dependência e fuga através do constante comer desenfreado sem selecionar - tudo vale, até arroz puro na panela, mesmo sem fome. 
Ataca-se a geladeira no meio da madrugada, não se come em público... Nesses casos, pode haver comorbidades (bulimia e afins) e uma equipe multidisciplinar deve intervir.