22.10.16

Brasil - população regredirá em 25 anos?

Resultado de imagem para imagem crescimento vegetativo negativo
O Brasil não é um país densamente povoado e nunca será. Possivelmente em menos de 30 anos essa roda iniciará a "marcha a ré". Com cerca de 1,7 filhos por mulher, o que ainda impulsiona o crescimento populacional é a longevidade crescente.
Segundo o IBGE, a roda do crescimento populacional encontra-se na "primeira marcha e subindo uma ladeira íngreme." Crescemos 0,8 neste último ano e cresceremos cada vez menos até o final da década de 2030.
Se não houver reversão através de incentivos governamentais, poderemos iniciar a década de 2040 já com crescimento negativo (encolhimento populacional), ou bem próximo desse marco.
Pelas experiências de países europeus com população em decréscimo, não creio que apoio financeiro do poder público e outros benefícios, sejam suficientes para reverter esta tendência, que é mundial. E também nem julgo tão necessário assim.
Em Portugal, por exemplo, há conflitos de interesses no sentido de que os adultos atuais, que criaram seus filhos sem grande apoio governamental, não consideram justo arcar com a educação dos filhos "dos outros" através de impostos sofridos.
A França demonstra um crescimento maior que o Brasil graças, em partes, aos refugiados islâmicos que não podem evitar a gravidez por motivos religiosos, e outros imigrantes que recebem vantagens procriando no seio da nação hospedeira.
As buscas por essas possíveis vantagens são visíveis junto à população asiática que se instala no centro de São Paulo e vai logo engravidando.
Afinal, esse quadro  de queda populacional é bom ou ruim?
Pessimistas afirmam que a previdência vai falir; que o mercado de trabalho ficará sem mão de obra jovem e inovadora; que a saúde pública não dará conta de tantos idosos doentes; que os velhinhos viverão à própria sorte sem família para ampará-los; que o remanescente de jovens emigrará por falta de melhores oportunidades.
Otimistas afirmam que os recursos naturais, sendo menos degradados, irão se regenerar rapidamente; a violência urbana causada sobretudo por jovens de baixa renda, diminuirá drasticamente com uma população mais madura; os gastos com educação poderão ser destinados ao sistema de saúde, inclusive transformando escolas ociosas em asilos de bairros.
Realistas sabem que um amanhã sereno (ou menos tenebroso) dependerá de políticas públicas e individuais diversas voltadas à longevidade crescente, a iniciar-se agora
A alimentação saudável inclui exercícios físicos regulares, ingesta de água pura, boa gestão do sono e estresse, exposição solar consciente,  convívio e lazer salutares, desintoxicação mental (serenidade, meditação) e contato com a natureza.
Envelhecer totalmente saudável é o mote para que haja qualidade e equilíbrio nessa balança, com empoderamento e autonomia dos idosos; afinal, apenas com o andar da carroça é que as abóboras se ajeitam.