31.1.16

A última semana de férias

Após um mês e meio, quarta-feira acaba a mamata e terei que agilizar a madrugada para aprontar tudo ao horário.
Na terça-feira a professora mais chegada - Carminha, veio fazer feira-livre comigo. Passeamos adoidado pela feira; compramos, conversamos com o povo. 
Viemos tomar café e depois levei-a de moto com duas sacolas cheias - somos loucas igualmente. Na casa dela, ganhei material (xerox) de primeiro ano, pois ela ficará com segundo desta vez.
Amei de paixão nossa manhã, que não acontecia devido a tanta chuvarada.
Essa é minha quase irmã
Na quinta-feira, tive uma tarde gostosa na lojinha da igreja (brechó onde mãe é voluntária); fiz 7 tapetes com pernas de calças e doei. Uma vizinha querida ficou lá conversando conosco e também uma freguesa animada que mora aqui perto. Tarde tão simples e tão boa!
Na oficina, foi uma semana intensa de trabalho - chovia serviço. Janeiro foi corrido e ótimo.
No sábado à tarde, fomos à festa de S. Sebastião no vilarejo "Pedregulho", uns 20 km afastado da cidade.
O Filho pediu a caminhonete para ir ao Pico do Gavião que fica pertinho da Serra do Mamonal, onde há o sítio da Avó e terras de parentes. A chuva deixou crateras que impedem carros de passeio.
Fomos com o carro dele. Eu quis ir por terra e voltar à noite pelo asfalto. Adoro terra!
Havia um lagarto teiú "quentanu sor". Ao fotografar, o danado fugiu...
Logo adiante, uma goiabeira "de raça"; pegamos duas sacolas de goiabas. Já fiz doce com as mais maduras e doei à vizinha que ajudou na recolecção.
Chegamos ao Pedregulho pela direita, na única rua. À esquerda há poucas casas e  logo vira uma estrada.
O bairro singelo é de pequenos agricultores, com essas casinhas meigas.
Chegamos quase 18 h 00 para ver o restinho do leilão de animais vivos doados. Foi adiado para domingo à tarde...
O carro do filho à esquerda, em frente a uma das mansões que também marcam o bairro. Meu Par atrás do casal de vizinhos.
A igrejinha num dos becos que entram da única rua. Par e casal de vizinhos. O barracão de festa é à direita.
Ficamos por lá até 19 h 30, quando nos acomodamos. Começaram a servir 20 h 30, quando acabou a missa.
Aqui, a tradição é comprar um frango assado picado num prato de papelão, e comer devagarinho com as mãos. Ideal para o Par que não ingere carboidrato.
Eu adorei ficar observando os muitos casais idosos, e famílias inteiras com rosto marcado pelo sol da lavoura e vidinha roceira... felizes ali na 85a  festa. Eu totalmente anônima!
Por volta das 21 h 30 saímos, compramos uma cocada e voltamos comendo. Estava chegando muito carro (jovens) para o show (barulheira).
De manhã, fomos com o vizinho pedalando à Prata. As fotos estão no celular do Par.
Almoçamos no rancho do João. Foi reunião de família da cunhada e nos convidou (esqueci a máquina). Jamais perco um almoço de família lá... a comida é variada, deliciosa e barata. O rio Jaguari está cheio, vigoroso. Passei uma tarde fofa com a irmã do Par e mais três cunhadas dele.

29.1.16

Animais de estimação

Pão com fermentação natural levain - de mandioca.
Corante natural - cúrcuma e dendê.

Uma fornada de pães é a maior reverência que podemos fazer aos ancestrais.
A alguns meses eu vivo toda feliz cuidando de meus bichinhos preciosos: Kefir e levain.
Não é nome de cachorro, não!
O kefir é o "iogurte da longevidade" - aquelas colônias com aspecto de couve flor. Toda manhãzinha eu "ordenho" e sirvo à família. Gosto de acrescentar a água da lavagem da colônia ao iogurte, ele fica mais leve, menos ácido.
Com o levain estou fazendo os pães de abóbora / cenoura / mandioca / broas de fubá salgadas, com biomassa de casca de banana. Ficam fofinhos e mais saudáveis. De quebra, diminuo o glúten.
O levain ganhei da colega professora. Ela recebeu da mãe; está a décadas em sua família, porém um levain novo, feito do nada, não é inferior. O levain cultivado a tempos é apenas mais resistente.
Quem disseminou o Kefir na escola foi uma das faxineiras. Eu estava procurando a tanto tempo para substituir o leite fermentado industrializado do marido!
Quando jejuo, coloco uma xícara de café com kefir para saborizar um litro d'água. Fica bom.
O curioso é que estou encontrando dificuldade em estabelecer uma doação que vingue. A mãe pula fora; uma amiga desistiu do levain (que pediu tanto) sem fazer um pão sequer.
Já ofereci o kefir e ninguém se interessa... tive que descartar uma parte. Pena que as pessoas não compreendam seu valor nutricional e cultural!
Minha nora possui o kefir de água, que propicia a confecção de espumantes caseiros. Uma amiga me falou sobre o kombuchá (faz-se um chá com cafeína, deixando fermentar num kefir tipo "panqueca" - biofilme). Ainda não me aventurei nesses últimos.
Foto - pão de abóbora fermentado com levain.
E então? Vai um probiótico aí?

A profecia não se realizou

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No ano passado foi cogitada a possibilidade da natureza repetir o padrão de seca para este verão. Com a secura de outubro, a apreensão foi grande. 
Entretanto, em novembro começaram a ser abertas as comportas do céu. A chuva não parou mais, para nosso deleite, e alguns transtornos isolados.
Determinados pontos típicos aqui da cidade foram inundados, como já era de se esperar. Nada além do corriqueiro para a estação das águas.
Tivemos a inundação na Prata, cuja mais grave havia sido em 1972 - ano em que eu estava na 2ª série e vivi a escolinha rural sendo inundada. 
Na terça-feira passada houve uma enchente em Poços, nunca antes ocorrida. Oito dias depois, anteontem - nova inundação. A 1ª com 80 cm de água nas ruas centrais, e a 2ª com 30 cm.
Após uns dias quentes e chuvas de verão, ontem o chuvisqueirinho gelado voltou. Está assim até agora; fiz minha corrida sob garoa. 
Todos os rios da região estão bufando. O nosso Jaguari sai de suas bordas em vários pontos. O El Ninõ atípico anunciado em setembro tem sido caridoso conosco...

27.1.16

E é assim:

A chuva se precipita... Cai toda frondosa, forte, num vigor
Trovões ao longe, quase quietos, medrosos, com clarão chocho
Admiro pela janela, e as gotas me afagam; carícia mansa, veludo
Corre a enxurrada límpida, sem pecados, vida plena
Os jorros que precipitam, regato quase, abundância
Que Planeta extraordinário, uma Terra em só natureza
Vinte horas e o horizonte ainda se mostra, fraco, lento, se mostra ainda no vão da chuva
Uma chuva que a quatro horas nos visita carinhosa, visita educada
Agora mostra a que veio: Limpar, expurgar, refrescar, animar
Gratidão, lindezura, exuberância simples, afago doce, receptividade
Convidei pro jantar: Caldo de feijão e linguiça, pipoca de dendê com orégano, creme caseiro de chocolate com manteiga e café solúvel - suave, manso a combinar com a força da pancada - o café na receita massageia todas as papilas gustativas, todas!
Ponta dos pés, me debruço na janela a beber na goteira da telha, como feito sempre... sempre desde a infância
Chuva em forma de água, água em forma de chuva... e a brisa a bailá-la, conduzi-la... ora para cá, ora acolá
Meu Par me chama proutro ângulo... Licença, viu?

Crise, trabalho, economia, custo x benefício


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Eu já falei que sou esquisitona, sempre fui. Sou focada em custo x benefício (blog antigo, "ceis já mi cunheci").  Quando eu comprei o terreno de minha casa em sociedade com o Par, eu tinha 18 anos e meio. Abrigo próprio sempre foi minha prioridade, não roupa de marca.
Aqui em casa, todos nós três sempre trabalhamos em média 9 h por dia. Fiotão começou aos 16 anos (aqui na oficina); eu com menos de 13; o Par com 10 (meio período).
Crise sempre houve, contudo desde pequenos soubemos viver com o que tínhamos, separando um pouco para o futuro. Eu e o Par nunca perdemos o emprego. Filho perde e pega outro.
Cidade pequena, tudo pertinho, relativa segurança (relativa atualmente), alimentação barata (sabendo comprar, coletar por aí e cozinhar), serviços públicos mediamente satisfatórios, clima ameno (economia).
Poupando muito e deixando uma folga no orçamento, sempre conseguimos viver dignamente, passear pela região, manter amigos - eventos, carro decente, montar a empresa.
Salão de beleza é raro - apenas corte, aqui mesmo na vila. Pinto e mantenho o liso natural que Deus me deu, faço unha (pé) em casa. Cuido da pele por minha conta.
Eu faço corrida e pedalo com o marido. Raramente saímos à noite. Consideramos mais proveitoso um almoço de domingo em restaurante, em datas especiais ou reunião de família.
Academia (+ pilates), só o filho, que tem uma vida de jovem mais agitada, gasta muito com cursos de pós graduação, precisa se vestir bem, trocar celular - aquelas desculpas. 
Há 7 "meninos" trabalhando aqui na oficina. Uns são mais econômicos, outros descontrolados. Uns ajudam em casa, outros ficam com o salário. Bem ou mal vão evoluindo, comprando carro, moto, guardando. Aconselho não contraírem dívidas ( nem sempre ouvem).
Aqui na oficina, eu larguei de colocar a "mão na roda" desde 2014 - fico mais na retaguarda. A algum tempo a meta é diminuir o serviço pesado do Par. Muito serviço, muito! 
Não ambiciono o mundo e o fundo... Ambiciono a serenidade. Já plantei muito, agora cuido da lavoura com calma. Sigo trabalhando, entretanto degustando tranquilidade sempre que possível.

E o frescorzinho se foi...

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Na tardinha de domingo o calorão deu o ar da graça. Temos tipo pancadas de chuva noturna ou ao fim da tarde e logo o calor retorna. Será assim até fim de março - e ponto.
Com a terra menos úmida pela parada dos chuvisqueiros quase constantes, resta ligar o ar condicionado, ventilador, tomar banhos frios, frequentar piscinas e cachoeiras, usar menos roupas e calçados abertos, dormir na banheira.
Fevereiro e março passam rapidinho com suas ondas de calor, e em abril o clima refresca novamente. É sempre assim, ciclos e mais ciclos conforme as estações do ano.
Pena que aqui o invernos seja sempre tão apressadinho!
Com o universo em constante expansão, no futuro longínquo o ano será maior, o dia será maior. Na época dos dinossauros, o dia tinha 22 horas, pois a órbita era menor.
E aí? Será que com a distância cada vez maior em relação ao sol teremos mais frio? E o aquecimento global como fica? Ufa! 

Proteína ou carboidrato?

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Recebi um e-mail de uma senhora pré-diabética solicitando algumas informações sobre minha prática atual com a glicemia alterada do Marido.
Minha experiência pessoal não é com diabéticos que se medicam diariamente; e sim, com pré-diabetes (predisposição)
Estudar em muitas fontes, inclusive internacionais, e "ler" o próprio organismo, é fundamental para complementar o tratamento médico. Cada pessoa reage diferente a cada situação.
Açúcar / glicose = carboidratos em geral: amido, frutose (levulose), sacarose, lactose, maltose, celulose. Se numa embalagem industrializada tiver maltodextrina - é açúcar.
***O carboidrato celulose não é digerido por nosso intestino onívoro, então compõe o bolo fecal. Para isso, necessita de gordura para lubrificar e escorregá-lo, não travando.
É importante frisar que o substituto do carbo não é a proteína, e sim a gordura natural, não industrializada.
gorduras: oleaginosas - amendoim, castanhas, amêndoas. Sementes - gergelim, girassol, abóbora. Frutas - coco, azeitona, abacate, azeite de oliva, óleo de coco e dendê. Animal - ovo (gema), manteiga e nata, banha de porco caseira, gordura natural de laticínios e das carnes (principalmente peixes).
Na minha infância rural, todo mundo comia amendoim fresco e orgânico desde o nascimento, éramos adaptados. Hoje há certos casos de alergias.
A quantia de proteína ingerida não varia muito quando se diminui o carbo justamente porque as gorduras devem aumentar. Elas imporão saciedade. Dieta sem passar fome é sinal de sucesso.
Três refeições são suficientes, com um ou dois lanchinhos intermediários contendo gordura.
Medir a glicemia (adquirir o aparelho) antes do desjejum - menos de 100. Exatamente uma hora após as principais refeições - menos de 180. Essa medição após as refeições indicará quais carbos alteram mais a glicemia daquela determinada pessoa, para eliminá-los.
Eu deixo o queijo para o café, a carne para o almoço e à tardinha ovo com um carbo leve: caldo de mandioca / feijão / baroa / fubá feito na banha com legume ou verdura /  milho com manteiga / batata-doce e abóbora madura (quem gosta) com granola de sementes.
No desjejum, o carbo é a banana prata. No almoço praticamente não há carbo. O caldo ou tubérculo cozido é o carbo do jantar.
O carbo é de digestão rápida e não sobrecarrega o aparelho digestório à noite. A carne requer mais tempo e energia para ser digerida, por isso no almoço é melhor.
Fruta pode? Nem todas!
Fazer trocas inteligentes - banana nanica pela prata / mamão papaia pelo formosa / maçã comum pela verde / melancia pelo melão / manga pela goiaba / caqui pelo morango. Citrus sempre com bagaço / frutinhas menos doces.
As frutas devem ser ingeridas como sobremesa ou com gorduras: Uma laranja inteira após o almoço / banana com goiaba e granola de sementes - gergelim, girassol e abóbora. Um maracujá roxo ou pêssego com coco ou oleaginosa após o jantar.      
A fruta sozinha eleva a glicose, pois a frutose metaboliza rapidamente no fígado e há outros açúcares na fruta. Sempre junte uma gordura. Xarope de milho é a frutose concentrada - perversa da indústria alimentícia (feito da maizena - karo). 
Cardápio: desjejum - 1 fatia queijo branco, iogurte de kefir, abacate, café sem adoçar, banana prata com outra fruta e granola de sementes.
Almoço - uma porção normal de carnes variadas (incluse miúdos), salada mista com azeitonas e lâminas de frios, legume gratinado com queijo curado e um citrus.
Jantar - caldo ou tubérculo cozido (pouco) com manteiga; coco, oleaginosa com frutinha de baixo índice glicêmico, ovo - 1 ou 2.
Lanchinho - guloseima / petisco - azeitonas, amendoim, palmito, coco, castanhas, frios moderados (salame, lombo canadense, peito de peru) queijo curado, chocolate 70% (1 quadrinho), vinho tinto...
NÃO PRECISA FORÇAR A GORDURA, tempere naturalmente.
Para meu Marido, o resultado surgiu em uma semana - baixa glicêmica de 167 para cerca de 130. Depois, a diminuição no peso, que continua aos poucos. A pressão arterial elevada com 10 anos de medicação, SAROU! 
O ânimo e disposição foram visíveis e as dores difusas se foram. O abdome globoso murcha e diminui medidas. A glicemia em jejum só passa de 100 quando ele abusa da cerveja na véspera - está trocando pelo vinho tinto.

24.1.16

Fim da historinha

Para encerrar, foto do nosso quartinho do século XVIII em Ouro Preto - sacada com deslumbrante vista ao fundo. Paredes de 80 cm e soalho antigo de madeira - range e balança (parece que vai ruir). A pousada tem duas imensas suítes e quatro apartamentos.
O sanitário é pequeno. A porta dupla toda trabalhada, o arco do portal e os gradis de madeira da sacada são arte pura. 
Pudemos adentrar os apartamentos vazios e suítes da frente. Tudo antigo, simples e muito limpo. A vista é sempre espetacular, pois ficamos na Praça Tiradentes, num platô.
Casa da ópera, a um quarteirão de distância. Bem espraiada ao lado da Igreja do Carmo. Em restauro.
Igreja do Carmo, 100 metros da pousada. Muito ouro, azulejos decoram a lateral do altar mór. R$ 3,00 para entrar, incluindo o museu anexo.
Cemitério lateral. Nos artísticos portões, ossos que foram anteriormente sepultados no piso da igreja. Atrás da grade, cemitério convencional em uso.
 Vista da cidade pela janela do museu sacro, no piso superior da igreja.  Por onde se olha, há sempre um morro com natureza e uma igreja.
 No corredor lateral, escadinha apertada que leva à sala do sacrário, à esquerda. Transcendência.
 Pintura de teto na sala de reuniões, onde funciona o museu sacro (sobre o altar).
Detalhe do lavatório em pedra-sabão, folheado a ouro. Lindos retratos originais da família real portuguesa. Bancos em madeira de lei maciça, entalhes delicados.
Museu da mineralogia, na esquina da pousada. Requer ao menos duas horas (e estudos prévios). São muitas salas temáticas, não só de mineralogia. Excelente custo x benefício.
Foi o local onde havia mais gente falando enrolado estrangeiros. Os jovens do Brasil eram raros na cidade, apenas alguns mochileiros.
Essa escadaria leva a uma ala da escola de mineralogia. As rochas abaixo são minérios especiais.

 O jardim frontal. Lá dentro não se fotografa.
Uma passadinha da Igreja Mercês de baixo. Fechada para restauro. Aí fica o museu Aleijadinho e seu túmulo. A pintura externa já foi refeita e realça de longe.
Há muito dinheiro público nessas restaurações, conforme consta das placas expostas.
As adoradas escadarias originais.
 O amanhecer da pousada. Igrejas e mais igrejas. A lua ainda acesa se esgueirando entre nuvens.
 A matriz do Carmo, pertinho. Onde mostrei o museu sacro (acima).
A pousadinha histórica - últimas três janelas lá abaixo. Uma suíte acima e outra abaixo. Nosso quartinho dava para os fundos.
Na esquina de baixo, o museu da Inconfidência e igreja do Carmo. Na esquina de cima, o museu de mineralogia. 
Essa esquina acima é particularmente caótica. Em Ouro Preto não existe rua preferencial ou sinal de PARE. Todos se enfiam como dá, vão acenando e embocando.
Um desce, outro passa reto, outro sobe. Na mão contrária é igual - todos seguem em todas as direções.
Todo o passeio foi espetacular em custo x benefício. A comida de Minas é deliciosa, saudável e barata. Um restaurante com almoço self service à vontade sai entre R$ 10,00 e R$ 15,00, com enorme variedade de pratos.
As branquinhas moças estrangeiras viam toda aquela comida por um só preço, repetiam 4 vezes (nós também). Tudo é feito em lindas panelas de pedra-sabão.
As pousadas também são mais baratas que aqui em SP. Não usamos guias, pois estudei previamente. Muitos passeios ficaram para a próxima, é atração demais...

"Quentação di sor"

Janeiro é um mês, que apesar de verão, apresenta a menor insolação do ano aqui em minha região. Todo dia chove um chuvisqueiro longo com períodos de estiagem onde o céu fica repleto de nuvens, encobrindo o sol.
Semanas cinzentas cobram seu preço. Quinta-feira eu estava prá baixo, com dia tumultuoso. Então programei minha helioterapia para sexta-feira à hora do almoço.
Certinho, deu sol! Posicionei-me no quintal, dez minutos de frente e dez de costas, nas partes brancas apenas. Uma injeção de ânimo...
O sol nos proporciona muito mais que o hormônio D e toma apenas meia hora de nosso tempo.
Alimentação natural bem leve; "terrapia" no final da tarde - andar descalça na pista da esquina; recreação à noite - lanchinho com a família; pensamentos limpos e boa noite de sono.
Na manhãzinha de sábado, pedalar até a Prata, curtindo as montanhas e colhendo goiabas. Tudo que se precisa para a saúde. Acabo de repetir a helioterapia, aproveitando o tempo limpo.
Ontem fiz terapia na cozinha. Pães de abóbora com fermentação natural levain.  Fofinhos.

 Torrei outro pão que já tinha pronto. 
 Bolo de chocolate amargo com café solúvel e biomassa de casca de banana, para doar.
 Esse, comi no café da manhã. Para beber, kefir (iogurte natural da longevidade) diluído em água.
Curimbatá assado sobre folhas de couve. 
A casca da abóbora, após higienizada, foi assada dentro dele. Depois virou uma pastinha temperada com cheiro verde e azeitonas. Bom com as torradas.
O almoço de hoje foi frugal, filho viajou à capital...
Omelete, bolinho de legumes, salada e farofa com peixe desfiado (aproveitei as extremidades).
Tarde linda! Quando o Par acordar da siesta, daremos uma voltinha de moto na área rural para curtir a vista (e procurar frutinhas).
*** Fomos a pé às imediaçãoes; colhi goiabas e tomatinhos cereja.

23.1.16

Época de fartura - milho

Há tanto milho verde nessa época, que compramos 3 espigas por 1 real. Um carb de qualidade, cheio de fibras e nutrientes, para comer com manteiga.
Plantei de brincadeira uns pés de milho na minha "hortinha" e um deles vingou.
A horta em si está sofrida pelo excesso de água e falta de sol, todavia o milho vai de vento em polpa.
 Uma espiga já embonecou e cresce a cada dia.
Veja que lindo o cabelinho ruivo! É a mágica da natureza.
Brinquei muito com bonecas de milho na infância... Entretanto, a palha me dá arrepio.
Com a natureza, apenas sou "fresca" com palha de milho, mandarová (que na roça dizíamos "mandruvá") e salada de tomate (prefiro cozido).
Falando em fartura, em outubro levei sementes de abóbora para a faxineira da Escola plantar no quintal - um canto fértil e inutilizado atrás de minha sala de aula.
Vingaram 4 lindas abobreiras! Desandamos comer cambuquira. Eu dizia: "não deixem a abobreira alastrar, retirem a cambuquira para dar força ao pé. Até a mãezinha da Diretora, com mais de 80 anos, fez sua tradicional sopa de cambuquira.
Em dezembro, já havia abobrinhas. A primeira foi da outra faxineira. A segunda, ficaria para amadurecer e virar doce. A terceira foi para a faxineira da escola ao lado, que esticou o olho no nosso abobral.
Em janeiro, até pensei e ir buscar mais cambuquira, porém a chuva não dava trégua. Encontrei uma das faxineira na feira e a notícia...
A Prefeitura cortou os pés para gramar a escola toda. Em quase 20 anos, nunca mexeram naquele quintal, foi só plantar. Elas espalharam abóboras e cambuquira para a vizinhança toda.

Macaquinhos impossíveis!

No domingo de manhã, chegando de bici em Águas da Prata, presenciamos uma "chuva" de mangas no Bosque Municipal.
Os macaquinhos estavam acordando e tentando tomar café. Devassavam as mangueiras, derrubando as frutas como a foto acima. Veja a mordidinha - grande demais para eles...
Eu trouxe 10 que não foram mordidas, entretanto a queda apodreceu 6. Tive que fazer a recolecção usando capacete. O chão ficou forrado de frutas perdidas, um desperdício.
Nas outras mangueiras pela cidade, salvei uma cá e outra acolá. Acabou-se a festa grátis. Tenho mangas na geladeira para mais duas semanas, economizando. E congelei polpa.
A primeira manga que consegui foi em setembro - precoce, aqui na minha cidade. De outubro para cá, foram à vontade. A maioria se perde.

As ruas de Ouro Preto

Há muitos chafarizes na cidade, a maioria interditados para restauro. Deveriam restaurar um a um; é chato encontrar tapumes por todo canto...
Apreciei esse gigante - o Chafariz dos Contos, rememorando a época ativa. Magnificamente entalhado!
As ladeiras sempre! E sempre as sacadas, admiradas pelo Par.  Uma lindeza no clarear do dia.
As ruas estavam sujinhas no feriadão, faltou amor da administração. Entretanto, a segurança pública é nota 10! Muitos guardas municipais pelo centro e nenhum contratempo.
Agora desce... Veja a natureza ao final. É sempre assim: pedra e natureza.
No último dia, encolhemos a estada porque meu Par estava travando o joelho.
A barriga da minha perna direita queimava...
Eu no marco zero - estátua de Tiradentes na Praça Tiradentes. Mesmo no centrão, vê-se a natureza.
Acima, o museu e escola de minerologia. abaixo, o museu dos Inconfidentes e catedral do Carmo atrás.
Ficamos numa pousada antiquíssima, aí nesse carro. Barata, limpa e com ótimo café da manhã.
Há bastante hostel (albergue) - eu vi três, contudo não aprecio dividir quarto. Hotéis caros também existem.
Por ser natal, a cidade não estava tão cheia. Muitos jovens estrangeiros, bem mais que do Brasil.
Eu no Museu da Inconfidência. Barato, imenso e compensador - no mínimo duas horas de visita para quem pesquisou antes. 
Administrado pelo ibram, com salas temáticas. Há túmulos lá dentro, inclusive de "Marília", que foi retirada da igreja de origem, e "Dirceu", que foi trazido do degredo na África.
Há uma dúzia de museus na cidade.
Eu descendo à outra igreja S. Francisco - essa é "de Assis", pertinho do centrão, ao lado da feira de artesanato. Andando "quinen" cachorro sem dono...
Não se pode estacionar nessas vielas. Estacionamento particular não existe. O rotativo pago só dura uma hora... O jeito é estacionar longe e "bater canela".
Loucura de trânsito. Em certas descidas, acionamos a tração 4x4, tamanho o penhasco.
Passinho. Essas capelinhas comuns em Minas, são usadas na Semana Santa para procissão dos 12 passos da paixão de Cristo.
Nessa ladeira espremida, os locais dirigem a 1000, até me gelava a espinha...
Veja os morros por todo canto, e a vegetação verdinha.
Uma parada para o Par respirar. Muros grossos e escadinhas são comuns com tanta pirambeira.
Muitas calçadas são magrinhas e em forma de escada.
Não dá vontade me viver aí por um tempo?
A igreja "Mercês de baixo com pintura nova, porém ainda em restauro por dentro. Museu e túmulo de Aleijadinho aí. 
Rumaremos para bem mais adiante, no morro da Igreja S. Efigênia...
 Um sobradinho típico, com a taipa exposta. Pede restauro...
Mais vista de morros, cada qual com sua igreja. Por onde se olha é pura lindeza, pura contemplação, pura poesia, pura história!
Viela que corta caminho da Igreja S. Efigênia pelo meio das casinhas. Uns 500 degraus... Quando se pensa que acabou, entorta pra outro lado. Meu Par poupando o joelho.


comida in natura

O Guia alimentar nos orienta que coma-se comida in natura, feita na cozinha. 
Pense na finada pirâmide alimentar e coloque na base produtos in natura. Acima, os minimamente processados; mais acima, os processados; os ultraprocessados no topo, para comer feito guloseima ou temperinho esporádico.
Veja o exemplo do leite: in natura é aquele "solto" que o produtor entrega nas pequenas cidades. O Minimamente processado é aquele "de saquinho"(não desnatado); processado é de caixinha; ultraprocessado é leite em pó.
Entre os queijos, requeijão, muçarela e tantos outros são processados. Prefira queijo branco artesanal - feito de leite cru - fresco ou curado.
Já sabemos que a banha de porco é menos processada que óleos vegetais (soja, canola, etc). É tão fácil comprar toucinho e fazer a banha! Não entope artéria e ainda teremos torresmo (o que entope artéria é alimento ultraprocessado à base de carb). Banha contém muitos nutrientes, inclusive vitamina D.
Meu toucinho fritando para extrair gordura.
 Gostosos torresminhos sem carboidrato.
A gordura esfriando para ser guardada em geladeira. A comida fica mais cheirosa e sustenta mais, mata a fome por mais tempo.
É totalmente in natura, pois comprei o toucinho direto da roça. Muito mais saudável que óleos.
O toucinho bem quentinho acompanha salada verde e carbos in natura: batata-doce, milho e mandioca. Não faltam aqui em casa, são baratos e disponíveis o ano todo.
Uso ervas e especiarias in natura, além de sal grosso. O sal do Brasil é marinho, não de mina - de excelente qualidade e barato - não gaste com sal exótico por 1% a mais de benefícios, é burrice.
Um de meus temperos favoritos é a pimenta doce sininho, mais delicada que pimentão. Compro madura para minimizar a solanina. É delícia até na salada.
 Uma refeição: Salada in natura com azeitonas (processadas), peixe desfiado que sobrou do assado (minimamente processado - era congelado), frutas de sobremesa - in natura (mangas colhidas no pé).
Nada para beber. Aqui em casa se bebe água - entre refeições.
As primeiras goiabas vermelhas e brancas, que catei na Prata. Compota com pouquinho açúcar mascavo (minimamente processado) Já acabou.
Sorbet de jaca - ganhei 2. É só tirar o envólucro dos caroços, espalhar numa assadeira e congelar. Endureceu, armazena-se as bolotinhas como queira e haverá sorbet no verão.  Um perfume!
Os enormes caroços podem ser cozidos na pressão. Eu não gosto.