31.10.16

Açúcar amargo, salgado ou azedo?

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O Dr. Robert Lustig, professor de pediatria e endocrinologia na Universidade da Califórnia em San Francisco (UCSF) é o mestre em alerta contra açúcar aqui no continente americano.
Açúcar e amido  são carboidratos. Existem, na dieta humana, basicamente 3 açúcares simples, contendo uma única molécula:  glicose,  frutose e galactose
Juntando duas dessas moléculas, teremos os dissacarídeos: sacarose (glicose + frutose), lactose (glicose + galactose) e maltose (glicose + glicose). 
O que fornece o sabor adocicado ao açúcar é a frutose, por isso a lactose não deixa o leite doce, e a maltose conserva a cerveja bem amarga (cerveja é puro açúcar).
Na linguagem cotidiana, o açúcar - pó branco extraído da cana que usamos para adoçar, é a sacarose (glicose com frutose meio-a-meio). 
Lustig enfatiza que a frutose está presente na natureza em pequenas quantidades, em doses ocasionais, sempre associada a fibras em frutas ou vegetais adocicados. Ele considera a frutose uma toxina bem parecida com o álcool (são primos, vindos da cana), e que é metabolizada pelo fígado de forma similar. 
Assim como no caso do álcool, pequenas quantidades "homeopáticas" de frutose esporádicas não são ruins. A quantia excessiva e constante que consumimos no mundo moderno levam ao acúmulo de gordura no fígado (esteatose), resistência à insulina, gordura visceral (em volta dos órgãos) e omental (dentro dos outros órgãos), etc.
Lustig não é um "Low Carber", pois vê problema na frutose apenas. A glicose do amido não lhe assusta; ele aprova carboidratos naturais não adocicados, todavia é contra alimentos ultraprocessados pela indústria. 
Quanto às gorduras, ele afirma que a saturada é neutra, a monoinsaturada é saudável, ômega-6 em excesso é ruim (inflamatória) e o problema são as gorduras artificiais (óleos processados extraídos de sementes e gorduras trans).
Uma famosa palestra dele no Youtube é "Açúcar, uma verdade amarga".
Nota: açúcar mascavo, melaço e similares são apenas menos mal. O mel é pura frutose, assim como xarope de agave, bordo, de milho. Perigosos! Os benefícios do mel não pasteurizado, contendo micro-organismos, se anulam devido ao excesso da tal frutose...
Frutas silvestres são menos doces, evite aquelas "meladas". As frutas quando ainda não estão tão maduras possuem menos frutose. Fruta em geral, quando consumida integralmente, é mais saudável que seu suco. 
Imagem Net

22.10.16

Brasil - população regredirá em 25 anos?

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O Brasil não é um país densamente povoado e nunca será. Possivelmente em menos de 30 anos essa roda iniciará a "marcha a ré". Com cerca de 1,7 filhos por mulher, o que ainda impulsiona o crescimento populacional é a longevidade crescente.
Segundo o IBGE, a roda do crescimento populacional encontra-se na "primeira marcha e subindo uma ladeira íngreme." Crescemos 0,8 neste último ano e cresceremos cada vez menos até o final da década de 2030.
Se não houver reversão através de incentivos governamentais, poderemos iniciar a década de 2040 já com crescimento negativo (encolhimento populacional), ou bem próximo desse marco.
Pelas experiências de países europeus com população em decréscimo, não creio que apoio financeiro do poder público e outros benefícios, sejam suficientes para reverter esta tendência, que é mundial. E também nem julgo tão necessário assim.
Em Portugal, por exemplo, há conflitos de interesses no sentido de que os adultos atuais, que criaram seus filhos sem grande apoio governamental, não consideram justo arcar com a educação dos filhos "dos outros" através de impostos sofridos.
A França demonstra um crescimento maior que o Brasil graças, em partes, aos refugiados islâmicos que não podem evitar a gravidez por motivos religiosos, e outros imigrantes que recebem vantagens procriando no seio da nação hospedeira.
As buscas por essas possíveis vantagens são visíveis junto à população asiática que se instala no centro de São Paulo e vai logo engravidando.
Afinal, esse quadro  de queda populacional é bom ou ruim?
Pessimistas afirmam que a previdência vai falir; que o mercado de trabalho ficará sem mão de obra jovem e inovadora; que a saúde pública não dará conta de tantos idosos doentes; que os velhinhos viverão à própria sorte sem família para ampará-los; que o remanescente de jovens emigrará por falta de melhores oportunidades.
Otimistas afirmam que os recursos naturais, sendo menos degradados, irão se regenerar rapidamente; a violência urbana causada sobretudo por jovens de baixa renda, diminuirá drasticamente com uma população mais madura; os gastos com educação poderão ser destinados ao sistema de saúde, inclusive transformando escolas ociosas em asilos de bairros.
Realistas sabem que um amanhã sereno (ou menos tenebroso) dependerá de políticas públicas e individuais diversas voltadas à longevidade crescente, a iniciar-se agora
A alimentação saudável inclui exercícios físicos regulares, ingesta de água pura, boa gestão do sono e estresse, exposição solar consciente,  convívio e lazer salutares, desintoxicação mental (serenidade, meditação) e contato com a natureza.
Envelhecer totalmente saudável é o mote para que haja qualidade e equilíbrio nessa balança, com empoderamento e autonomia dos idosos; afinal, apenas com o andar da carroça é que as abóboras se ajeitam.