9.4.13

Asilo

Fonte: http://inperennemovimento.blogspot.com.br
Sou esta "garotinha" aí, compenetrada em seu lep top! Me vejo exatamente assim na quarta idade: lecionando para minhas coleguinhas de asilo (aulinhas de informática).
Sempre comento com o "Par": aquele que ficar sozinho deverá sair à caça de um asilo o mais rápido possível, enquanto tiver boa saúde.
O "Fiotão" é apenas vinte e um anos mais jovem que eu, e estará bem velho quando eu estiver assim (caso consiga), não pretendo jamais ser um fardo para ele.
Com a taxa de natalidade caindo (no Brasil, estamos a 1,9 nascimentos por mulher), esta imagem tende a se multiplicar, para desespero dos assistentes sociais.
Quando passo em frente ao belo asilo da Cidade, localizado em um espigão arejado, fico admirando o local e me imaginando lá dentro; é o  recanto mais apropriado para uma(a) idoso (a) sem par.
Procuro trabalhar bastante agora, garantindo aposentadoria suficiente para bancar um quarto individual. 
Hoje em dia é chique denominarmos "Casa de Repouso" para esses recantos, contudo eu sou muito apegada aos termos de origem, e asilo me soa mais natural.
Eu poderia dar aulinhas para estimular o raciocínio lógico da equipe, memória, criatividade, ludicidade; não seria produtivo?  
Sinto apreensão por esses idosos que não aceitam viver em comunidade e ficam sozinhos, de maneira precária, ou se tornam uma preocupação extra para familiares (quando há).
Cada época da vida tem suas agruras e alegrias, e desde que as aceitemos como são, tudo fica bem.

12 comentários:

  1. Amiga Cristina, eu vejo muito isso em Portugal, o meu pai tem 78 anos, mais 9 que a minha mãe, e queixa-se muito da solidão de não ter ninguem para conversar, e nada para fazer...ele nunca mexeu num computador...
    Mas eu e o meu marido tambem falamos nisso...
    Um grande beijinho

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  2. Oi Marina!
    Eu tenho uma tia paterna que já completou 80 e vive sozinha, ela é reservadíssima (tímida) e me preocupa (não sou ela, mas se fosse, daria a minha casinha e aposentadoria em troca de uma vaga no asilo - pela segurança em caso de doença).

    Beijinhos também prá ti.

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  3. Minha mãe tem 98 anos, mas sempre se recusou a sair de casa e hoje é um grande problema. Apesar de lúcida está acamada. E a 300 kms de mim, porque se recusou vir viver para Lisboa.
    Eu já comecei a pagar, há uns anos, para ter um lugar num lar. Não sei se alguma vez irei ocupar o lugar, mas pelo menos fico mais tranquilo por saber que tenho um lugar para onde ir, quando sentir que preciso.
    Gostei muito deste seu post, Cristina
    Beijinhos

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  4. Oi Carlos!
    A minha avó materna já completou 90 e gasta três vezes mais do que recebe em aposentadoria (paga uma pessoa durante o dia e outra à noite).
    Em três anos, suas reservas terminarão. Os filhos também estão idosos e sem dinheiro extra.
    Asilo só aceita pessoas saudáveis e na terceira idade (não na quarta). O que fazer então? Devemos pensar o quanto antes, neste tema que nos atingirá a todos.

    Outros beijinhos reflexivos.

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  5. Olá Cristina. Boa tarde.
    Primeiramente, obrigado pelos comentários deixados em meu blogue, a organizadora do BookCrossing respondeu ao seu comentário lá.
    Eu lembro desta foto como uma trollagem que fizeram, quando eu ainda tinha perfil no Facebook, uma tiração do quanto as pessoas mentem na web, ela digitava algo como: Meu nome é Paulinha, tenho 17 anos... rs.
    Brincadeiras à parte, eu tenho um certo mal-estar quando o tema é asilo. Explico: certa vez nosso colégio nos levou para fazermos uma visita em uma destas "casas de repouso" e o que vimos, foi muita solidão. Acredito que o mais difícil foi ver pessoas lúcidas tendo que conviver com outras que já não estavam mais com a cabeça no lugar. Foi uma experiência que me causou tristeza e que eu pensei que preferiria morrer cedo do que morar em um local assim estando lúcido. Seria semelhante a me trancarem hoje em um hospício. Complicado...

    ESCRITOS LISÉRGICOS...

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    1. Boa tarde, Chris!
      Grata pela visita.
      Eu tive na família, um tio de 88 anos, que passou os últimos 10, já com a cabeça fora do lugar. Faleceu a alguns dias, e a esposa (com 83) cuidou dele até o fim.
      Detalhe: eles têm 13 filhos, porém não há disponibilidade, embora vários tenham auxiliado em parte.
      Cuidar em casa, de alguém neste estado, é emocionalmente degradante, oneroso, exaustivo e com muito improviso.
      Foi bom refletir com você!
      Um abraço.

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  6. Ola.

    Nunca costumo pensar muito no futuro e por isso nao tenho uma opiniao sobre o assunto. Acho que para mim tanto faz mas penso que vou terminar os meus dias sozinho em minha casa. Ja agora ai no Brasil também tem o problema da populaçao cada vez mais envelhecida?

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    1. Olha, Bruno, estamos sim enfrentando este problema, pois nossa expectativa de vida gira em torno dos 73 anos, o que implica vários velhinhos quase centenário.
      Um abraço.

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  7. Hahaha, Cristina, ainda falta muito tempo para isso acontecer! Mas eu entendo sua preocupação, é bom fazer planos para o futuro. Eu também não gostaria de ser um encargo para os meus familiares. E por outro lado dá pavor só de pensar na solidão em que muitos idosos vivem. Questão complicada essa...

    P.S. Finalmente respondi à pergunta que você me fez há muiiito tempo! Está la no blog.

    Beijos!

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    1. Oi Joana!
      Para você falta muito...
      É uma reflexão necessária, pois ainda não temos um botãozinho de desligamento quando entramos em curto-circuito.

      Vou conferir sua resposta.
      Outros beijos

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  8. Muito legal essa imagem e gostei de te ler... Temos que ter a cuca bem boa e pra mim tá na horinha já,tô quaaaase,rs beijos,chica

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  9. Oi Chica!
    E que sejamos idosas cibernéticas, antenadas com o século XXI. Eu também já estou descendo a montanha...
    Outros beijinhos.

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