30.6.17

Micro-ondas e achismos

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Um eletrodoméstico tão polêmico e tão versátil... A sua forma de ação, assim futurista, libertou muitos fantasmas por aí.
Será que faz mais mal que aparelho celular? Será que ambos são inocentes? O que a ciência prova?
Este texto do Chris Kresser já tem dois anos; é elucidador e recheado de links para estudos científicos!

As ondas do rádio são as mesmas do micro-ondas, que agitam moléculas de água e geram aquecimento. Um prato de alimentos sólidos aquece mais rápido que um prato de sopa. 
Não há evidências de que seja maléfico, causando deterioração do alimento. Se um dia a ciência o condenar, então será outra história. Nenhuma fábrica de eletrodoméstico está a fim de sofrer indenizações.
Escapar as ondas do aparelho por frestas seria um risco? Uma precaução é afastar-se do aparelho após ligá-lo,  pois as ondas se dissipariam rapidinho, caso o escape ocorresse devido a avarias.
A mesma precaução vale para seu aparelho celular. Deve ficar o mais longe possível do corpo, pois o princípio radioativo é exatamente o mesmo.
O homem das cavernas não se expunha a radiações? O espaço sideral envia-nos ondas constantes; atualmente apenas expandimos esse leque.
Vai tornar as proteínas tóxicas? Qualquer aquecimento modifica o alimento, assim como o ácido estomacal.
Destrói nutrientes? Depende da temperatura usada, o tempo de cozimento e quantia de água (se for descartada), assim como no cozimento convencional. 
Uma salada crua é mais rica que uma sopa, porém a sopa apresenta digestibilidade maior - a absorção da sopa será então melhor. Usar o líquido de cozimento para compor uma sopa é boa ideia.
O ideal é cozinhar majoritariamente no fogão convencional e aquecer as sobras ao micro-ondas, e não aquecer por tempo demasiado - colocando no prato apenas o que será ingerido, sem novas sobras. 
O problema maior ainda está no calor. Entre aquecer com praticidade e "pinchar" as sobras no lixo por preguicinha de lavar panela, e comer uma porcaria embalada, fique com o micro-ondas!
Ah! Deixar aberto um pouco após o uso, evita corrosão por umidade. E pode-se esterilizar panos de prato nele (e utensílios domésticos), fervendo com detergente. 

17.6.17

Gordura sem medo

Chegou a tão aguardada tradução de "The Big Fat Surprise" escrito pela jornalista americana Nina Teicholz!
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E óleo de coco saudável contém muito mais gordura saturada que a carne bovina gorda! Banha de galinha é riquíssima para cozinhar, inclusive com bem mais gordura insaturada que saturada...
Você já desperdiçou o sebo de boi, com medo de usá-la na sopa, por não ser saudável?
Volte tudo e faça como sua bisavó. Ela aproveitava toda gordura animal para deliciar a família, e jamais descartou uma nutritiva pele de frango (com gordura parecida ao azeite).
E se há quem proíba coco por ter mais gordura saturada que carne bovina, logo proibirão azeite pela gordura parecida à pele de frango...
Então, por que os governos e seus sistemas de saúde nos enganaram e nos usaram como cobaias por mais de 50 anos?
Por que as perigosas gorduras industrializadas (óleo de soja, canola, girassol e afins; margarina, gordura vegetal hidrogenada) invadiram nossa comida?
Nina passou quase dez anos desvendando a trama...
É saudável se entupir de amido - trigo, arroz, batata, açucarados?
O trigo está presente na maioria dos industrializados ultra processados, porém faz parte de nossa dieta a muito pouco tempo em termos evolutivos. Ele pode apertar o gatilho de doenças autoimunes.
Mais de 95% da existência humana, fomos coletores e caçadores. A dieta consistia em carne de pássaros, outras caças, peixes e afins, ovos de aves e repteis, muitas larvas e insetos, frutinhas ocasionais, castanhas, mel de vez em quando, brotos tenros, tubérculos fibrosos.
As caças, difíceis de se conseguir, eram consumidas de focinho a rabo: com pele, toda a gordura, ossos. Em muitas culturas primitivas, as vísceras - carne dos órgãos (cérebro) eram consideradas mais nobres e oferecidas aos anciãos. Hoje sabemos que são nutricionalmente mais densas.
Os governantes não podem admitir que estavam errados quanto à gordura, senão sofrerão indenizações sem fim.

Já encomendei o meu "Gordura sem medo" via Net! Bora estudar nutrição com base científica e não baseada em mitos.
Gordura naturalmente constante do alimento, e não adicionada em excesso, é bom senso.
Veja a pirâmide dos níveis de evidência científica: Muitos estudos que condenam a gordura natural são de baixo grau de evidência. Grandes ensaios clínicas já a absolveram.