31.3.20

Orgulho brasileiro na Low Carb Denver

LC-DENVER-IMAGE-POST-2

Apesar da Low Carb Denver 2020 ter sido ofuscada pela pandemia do covid 19, é um imenso orgulho (imensão mesmo) olhar para esta imagem e encontrar um médico brasileiro.
A conferência aconteceu de 13 a 15 de março, um dos maiores evento de baixo carboidrato dos USA.
Dr José Carlos Souto, considerado o padrinho da nutrição de baixo carboidrato no Brasil, encontra-se acima, à direita.
Ele fundou a "Associação Brasileira low Carb", que busca constantemente a ciência baseada em evidências, com disseminação de informações e capacitação técnica.
Desde 2011 ele atua no front, por inspiração de Gary Taubes ( o 2º à sua esquerda). Montou um exército que aos poucos dissemina mais uma opção nutricional para saúde metabólica.
A sua benção a todos nós inseridos nesse espectro!

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto

Media Tweets by Jose C Souto, M.D. (@jcsouto) | Twitter


24.3.20

Pneumonia em novembro na Lombardia

Houve uma 'pneumonia estranha' na Lombardia em novembro, diz médico italiano.
Os médicos italianos tomaram conhecimento de uma "pneumonia estranha" que circulava na região da Lombardia em novembro.  Foto: AFP
O vírus estava circulando "antes que soubéssemos do surto na China", diz Giuseppe Remuzzi, diretor do Instituto Mario Negri de Pesquisa Farmacológica de Milão, em entrevista ao National Rádio Pública dos Estados Unidos.
"Eles [clínicos gerais] lembram de ter visto uma pneumonia esquisita, muito grave, principalmente em idosos. 
Os comentários de Remuzzi foram feitos enquanto os cientistas continuavam a procurar a origem do coronavírus. 
O especialista em doenças respiratórias chinês Zhoan Nanshan disse anteriormente que, embora a China tenha sido a primeira a relatar o patógeno, ainda não está certo de onde ele realmente veio.
Remuzzi disse que só recentemente ouviu de médicos italianos sobre a doença, então ela existia e se espalhava sem o conhecimento das pessoas.
Apesar de relatarem suas primeiras infecções por coronavírus na Lombardia apenas em 21 de fevereiro, havia casos antes disso.
A Itália suspendeu todos os vôos para a China em 31 de janeiro, o primeiro país a fazê-lo.
Em Wuhan, onde a epidemia foi identificada pela primeira vez, os médicos começaram a perceber uma "pneumonia com causa desconhecida" em dezembro. 
A primeira infecção conhecida na cidade pode ser rastreada até 1º de dezembro.
Um relatório do "South China Morning Post" disse que o primeiro caso chinês poderia ter sido em meados de novembro, mas isso não foi confirmado por Pequim.
O pensamento atual entre a comunidade científica é que a primeira infecção na Lombardia foi resultado de um italiano entrar em contato com um chinês no final de janeiro. 
No entanto, se for possível demonstrar que o coronavírus estava em circulação na Itália em novembro, essa teoria seria revertida.
O debate sobre a possível origem do patógeno também esteve no centro de uma guerra de palavras entre Pequim e Washington.
Trump repetidamente se referiu a ele como o "vírus chinês" e o secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo chamou-o de "vírus  de Wuhan", enfurecendo Pequim.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, foi ao Twitter para contestar as alegações.
"Ao chamá-lo de 'vírus da China' e indicar sua origem sem nenhum fato ou evidência de apoio, alguns meios de comunicação claramente querem que a China assuma a culpa, e suas segundas intenções são expostas", disse.
Ele então sugeriu que o surto até poderia ter começado nos Estados Unidos e sido levado para Wuhan pelo Exército dos EUA (pela possibilidade de americanos mortos por influenza terem também coronavirus). 

6.3.20

Metformina Cancerígeno

O verificador farmacêutico Valisure emite certificados de análises nos Estados Unidos. A metformina é um medicamento para baixar o açúcar no sangue, usado por diabéticos tipo 2.

11 de 22 empresas farmacêuticas testadas pela Valisure, tiveram lotes de Metformina que excederam o limite diário aceitável do FDA para N-Nitrosodimetilamina (NDMA), um provável cancerígeno humano.
A Valisure foi alertada pela primeira vez sobre essa possível contaminação da metformina após um cliente individual solicitar que testasse uma amostra do medicamento.
“Durante o teste da amostra de metformina, usamos o nosso processo de teste padrão, que inclui a triagem de medicamentos quanto à presença do provável agente cancerígeno N-Nitrosodimetilamina (NDMA), implicado nos recalls globais de medicamentos para hipertensão e mais recentemente na ranitidina. 
Nesta amostra em particular, identificamos a presença de NDMA em limites diários mais altos do que aceitáveis ​​”, afirmou Kaury Kucera, PhD, Diretor Científico da Valisure. 
“Essa descoberta nos levou a realizar uma varredura mais ampla de empresas que vendem metformina. Descobrimos que este não foi um incidente isolado, existem muitos lotes que contêm níveis inaceitáveis ​​de NDMA." 
"Essas descobertas enfatizam a importância de validar quimicamente todos os lotes de medicamentos para segurança e qualidade. ”
A Valisure enviou amostras de um lote contaminado para serem verificadas de forma independente pelo Emery Pharma, um laboratório analítico compatível com CGMP / GLP da FDA localizado em Alameda, Califórnia. 
Os resultados do Emery confirmaram as descobertas da Valisure de muitas vezes o limite de ingestão diária aceitável de NDMA do NDDA para o lote re-testado.

2.3.20

Gordura saturada natural é benéfica

Artigo de 25 /02/ 2020: Hannah AndrewsResultado de imagem para imagem banha de porco

Num workshop de dois dias em Washington, intitulado “Gorduras saturadas: uma abordagem de alimentos ou de nutrientes?”, um grupo de cientistas líderes em nutrição, divulgou descobertas de pesquisas mais recentes sobre ingestão de gorduras saturadas e doenças cardíacas.
Ao revisar evidências, o grupo concorda que a ciência mais rigorosa e atualizada não apoia a continuação da política governamental de limitar o consumo de gorduras saturadas.
Os membros do workshop, que se reuniram em 10 / 11 de fevereiro, incluíram três ex-membros do Comitê Consultivo para Diretrizes Dietéticas (DGAC), entre 1995 e 2015, bem como seu presidente de 2005.
A DGAC é um grupo de especialistas, nomeado a cada cinco anos para revisar a ciência da política de nutrição do governo, as Diretrizes Dietéticas dos EUA (DGA).
Fazem recomendações às duas agências que emitem conjuntamente as diretrizes: o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS).
O grupo escreveu uma declaração de consenso sobre gorduras saturadas e também enviou uma carta sobre essas descobertas aos secretários do USDA e HHS.
A carta diz: “Não há evidências científicas consistentes de que os atuais limites superiores para o consumo de gorduras saturadas pela população em geral nos Estados Unidos previnam doenças cardiovasculares ou reduzam a mortalidade. Continuar com esse limite de 10% para essas gorduras não é, portanto, justificado.”
A carta pede ao USDA-HHS que: considere prioritário e imediato o aumento dos limites impostos à ingestão de gordura saturada já para as próximas Diretrizes Dietéticas para os americanos de 2020.
"Concordamos que não há evidências de que os atuais limites superiores de gorduras saturadas consumidas para a população em geral nos EUA previnam doenças cardiovasculares ou reduzam a mortalidade".
A fala é de Janet King, Ph.D., presidente do DGAC de 2005 e professor do Departamento de Ciências Nutricionais e Toxicologia da Universidade da Califórnia em Berkeley.
Desde o lançamento do DGA em 1980, os americanos foram aconselhados a consumir uma dieta "pobre em gorduras saturadas".
Em 2005, o DGA adicionou um limite específico de 10% de calorias a partir dessas gorduras. A recomendação perdura desde então.
Para a DGA de 2020, o comitê consultivo do USDA-HHS declarou que atualizará as recomendações para gorduras saturadas, com um relatório a ser entregue em meados de maio deste ano.
“Essas diretrizes determinam a merenda escolar, comida hospitalar, programas de alimentação para idosos e comida militar.
Na verdade, eles influenciam todo o nosso suprimento de alimentos. Portanto, é fundamental que essas diretrizes sejam baseadas na melhor ciência possível, incluindo o entendimento mais atualizado sobre gorduras saturadas e seus efeitos na saúde”.
A afirmação é de Ronald M. Krauss, MD, um dos dois especialistas co-presidentes do workshop e professor de Pediatria e Medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e também da Dolores Jordan Endowed Chair da UCSF.
"A abordagem de se considerar a gordura saturada como um grupo e prever os efeitos na saúde (de alimentos, refeições e dietas individuais) com base no conteúdo total de gordura saturada, provavelmente levará a conclusões errôneas", disse Arne Astrup, MD, DMSc.
Ele é co-presidente do workshop e professor chefe do departamento de nutrição, exercício e esportes da Universidade de Copenhague e consultor-chefe da unidade de pesquisa clínica dos hospitais Bispebjerg Frederiksberg, Copenhague, Dinamarca.
"As recomendações futuras devem passar de uma estratégia analítica baseada em nutrientes, para uma abordagem baseada em alimentos."
"Esperamos que essas considerações sejam levadas a sério antes que o relatório científico do comitê consultivo da DGA seja publicado em maio".
Uma consideração criticamente importante em relação à gordura saturada é o crescente reconhecimento por cientistas de que o efeito dessas gorduras na saúde não pode ser considerado isoladamente.
Seu efeito deve ser analisado como parte da matriz alimentar maior (a composição de alimentos específicos) em que essas gorduras existem.
Sabe-se agora que o impacto dos nutrientes na saúde precisa ser considerado no contexto da dieta geral (outros nutrientes e  outros alimentos que as pessoas consomem: farináceos, açúcares).
Também o tipo e grau de industrialização ao qual um alimento é submetido, e fatores cruciais como a saúde metabólica da pessoa consumidora e propensão a doenças.
Chocolate amargo, abacate, laticínios integrais, coco seco e carne não processada, têm um teor de gordura saturada relativamente alto, mas não mostram associação com o aumento do risco cardiovascular.
Esses principais pesquisadores da área também concluíram que:
Numerosas metanálises recentes de estudos randomizados controlados e de estudos observacionais, não encontraram evidências significativas dos efeitos do consumo de gordura saturada na mortalidade cardiovascular ou total.
Além disso, há evidências de que a ingestão de gordura saturada pode estar associada a um menor risco de sofrer um acidente vascular cerebral.
As recomendações para diminuir o consumo de gordura saturada foram baseadas principalmente na evidência de que isso reduziria o LDL, o tipo de colesterol no sangue que está associado ao risco de doença cardíaca.
No entanto, sabe-se agora que existe mais de um tipo de LDL e que, na maioria dos indivíduos, a redução de gordura saturada na dieta não diminui o LDL pequeno e denso, fortemente associado ao risco de doença cardíaca.
Isso pode ajudar a explicar por que não foi verificado que a redução da ingestão de gordura saturada em pesquisas não reduziu a mortalidade cardiovascular. 

O workshop foi organizado pelos co-presidentes Arne Astrup, MD, DMSc e Ronald M. Krauss, MD, e foi financiado pela The Nutrition Coalition, uma organização sem fins lucrativos ou partidários com sede em Washington, DC, sem financiamento da indústria.
Contato com:  Hannah Andrews, press@nutritioncoalition.us
LINK DO ORIGINAL AQUI: ARTIGO DE 25 de fevereiro de 2020
fONTE

29.1.20

Densidade energética para sobreviver ou nutricional para prosperar?

Resultado de imagem para imagem dieta carnivora
A riqueza nutricional de um alimento tem a ver com seus nutrientes: o quanto sacia.
A densidade energética correlaciona-se às calorias: o quanto é engordativo.
Alguns alimentos são pobres em nutrientes e ricos em calorias, como arroz, sua prima aveia, farináceos (grãos). Ah, a Quaker disseminou que aveia faz bem!
Outros alimentos são o oposto, como peixe / carnes e órgãos, caldos de ossos, laticínios gordos naturais, ovos. Comidas ricas em proteínas de alto valor biológico.
Frutos também são mais nutritivos e menos calóricos que frutas. Os frutos (legumes) não são doces e frutas modernas foram modificadas para exacerbar em frutose.
O açúcar, seja ele qualquer sabor doce, é um temperinho. Sendo condimento, deve ser usado no máximo em pitadas. Sua densidade energética é altíssima com mínima ou nenhuma densidade nutricional.
Vegetais folhosos são mais densos em nutrientes e pobres em calorias que os tubérculos, embora não tão densos quanto um bife. É mais favorável uma chicória refogada que um pedaço de mandioca.
Oleaginosas são ricas em nutrientes e também em calorias. Cogumelos são pobres em calorias e densos em nutrientes. Combinados, formarão um ótimo par.
Gorduras naturais como a banha de porco e manteiga, são tão calóricas quanto óleos vegetais, todavia não vêm acompanhadas de químicos artificiais que desregulam nossos hormônios.
Nos dois extremos nutricionais, temos veganos comendo seis vezes ao dia para retirar nutrientes de vegetais, e carnívoros com apenas uma refeição diária, por regular a fome com proteína animal saciante.
Enquanto não batemos nossa necessidade proteica mínima, tendemos a continuar com fome a cada duas horas, para tentar extrair esse nutriente essencial de tudo que ingerimos.
Na natureza, um animal  meio obeso seria letárgico, e com isso, jejuaria até emagrecer e tornar-se disposto a caçar. Na cidade, o obeso humano compra comida-lixo hiper palatável e permanece no círculo vicioso.
Animais se exercitam porque estão em forma, e não para ficar em forma. E se exercitam para poder comer, não após comer. Nem sempre haverá um pós treino (sucesso na caça).
Caloria por caloria, os alimentos mais nutricionalmente densos saciam, e farão toda diferença na quantidade e frequência da próxima refeição, ao passo que os pobres nos induzirão a ingerir mais e mais.
Alimentos menos ruins não são necessariamente bons. O açúcar da fruta não é mais santo que o açúcar da cana. Sejamos onívoros de predileção carnívora!
E as fibras? Não são digeríveis: como entram, saem. E para sair, é bom engraxar as tripas com gorduras boas, senão toda essa "estopa" pode até nos entupir.

23.1.20

Janela Prandial

Resultado de imagem para imagem keto

A janela prandial é o período oposto ao jejum: o tempo em que passamos alimentando-nos (entre o café da manhã e o jantar).
Com a consolidação do jejum como forma de rejuvenescimento, desinflamação, emagrecimento e da melhora de toda a síndrome metabólica, a janela prandial é fundamental.
No dia a dia, torna-se importante atrasar o máximo possível o café da manhã (ou mesmo não fazê-lo) e adiantar ao máximo o jantar.
Um protocolo interessante é estar 16h por dia jejuando e 8h procedendo às refeições. 
Um almoço iniciado ao meio-dia, um lanche ao meio da tarde e um jantar às 19h (que termine totalmente às 20h) é o mínimo para se obter benefícios com jejum.
Se o almoço ocorrer às 13h e o jantar às 18h (sem o lanche da tarde), terminando totalmente às 18h30, obviamente o resultado potencializa-se.
Outro protocolo, onde se faz um jantar lento e calmo (pausando entre cada alimento) das 18h às 20h, sem nenhuma outra refeição no dia, apenas ingerindo café / chá sem adoçar e água com eletrólitos, haverá resultados surpreendentes.
Se um ou dois dias na semana (de forma espaçada) houver a interrupção completa da alimentação, estando mais de 30h em jejum, o benefício é notório em um mês.
O importante é estar sempre dançando entre esses vários protocolos, para que o corpo não se acostume.
Na janela prandial, é fundamental ingerir alimentos in natura, sem carboidratos pesados, evitando superavit calórico.
Dar preferência às proteínas, fará com que a fome se estabilize. 
Enquanto o organismo não bate seu potencial proteico, temos necessidade de continuar sempre comendo.  Ficamos "patinando" na lama.
Novos estudos sugerem a média de 2 gr de proteína por kg de peso ideal: não é baseado no sobrepeso da pessoa, é no seu IMC almejado.
Lembrando: 1 kg de carne bovina terá em torno de 300 gr de proteína. Se for mais magra, a porcentagem proteica aumenta.
A determinação mínima é de menos de 1 gr por kg corporal para nossa sobrevivência. Sobreviver é menos que prosperar.
Se queremos prosperar e estar numa recuperação ótima, mais que o mínimo se faz necessário.
Jejuando, sentimos fome, mas não passamos fome. "Comemos" a gordura corporal.
AQUI uma das  fontes.

17.1.20

Jejum aprovado: New England

FONTE  ((Doutor Souto)

Fonte primária (New England)
Resultado de imagem para imagem jejum
Jejum agora é mainstream: o milagre da cetogênese (combustível potente).
Trata-se de um documento chamado revisão "narrativa", onde os autores explicam suas convicções sobre jejum. 
Sua importância está na sanção oficial do establishment médico: NEJM é o mais prestigioso periódico do mundo na área médica.
Então, agora, referendado pelo New England, todo médico antenado recomendará jejum.
Os benefícios elencados no documento, também são obtidos através da dieta cetogênica (quase sem carboidratos), pois o milagre da cetogênese ocorre nos dois casos:
Aciona o "interruptor" metabólico, que alterna entre uso de glicose para gordura e corpos cetônicos como fonte de energia corporal.
Ameniza ampla gama de distúrbios crônicos: síndrome metabólica, autoimunidade, cânceres (inibe o crescimento dessas células) e doenças cerebrais neurodegenerativas.
As cetonas puxam as alavancas metabólicas dentro do cérebro de epiléticos em jejum, amenizando convulsões.
Melhora a regulação da glicose em diabéticos, pressão arterial / freqüência cardíaca, performance física e perda de gordura abdominal.
O acionamento periódico do interruptor metabólico (cetogênese) fornece cetonas para abastecer as células no jejum: sentimos fome, mas não passamos fome.
Provoca respostas sistêmicas e celulares altamente orquestradas, que continuam após alimentado, melhorando desempenho mental e físico / resistência a doenças.
E a dieta "Keto carnívore" induz as mesmas adaptações, por não conter carboidratos. 
Contempla alimentos de origem animal e temperos. Retirando vegetais com antinutrientes, melhora a imunidade geral (desinflama).
No jejum, os triglicerídeos (nossa banha) são divididos em ácidos graxos e glicerol, então usados para energia. 
O fígado converte ácidos graxos em corpos cetônicos, energia aditivada para muitos tecidos, especialmente o cérebro. 
No estado alimentado (com carboidratos), os níveis sanguíneos dos corpos cetônicos baixam muito e perdem a eficácia de "combustível premium".
Os corpos cetônicos liberados quando jejuamos, regulam a atividade das proteínas e moléculas, influenciando saúde e envelhecimento (rejuvenescem). 
Estimulam a expressão de genes para o fator neurotrófico derivado do cérebro, com implicações para distúrbios psiquiátricos e neurodegenerativos (neuroinflamação).
Fortalecem os neurônios pela função mitocondrial e estímulo à autofagia (faxina interna),  aumenta defesas antioxidantes e reparo do DNA. 
Exacerba a neurotransmissão inibitória GABA, evitando excitoxicidade cerebral: induz serenidade, por isso religiosos avançados jejuam tanto.
Para praticar o jejum, troque paulatinamente as massas e sabor doce por carnes (miúdos), ovos, laticínios gordos, nuts e vegetais de baixo amido. 
Depois, atrase aos poucos o café da manhã e adiante o jantar. Enfim, pule o café e faça só duas refeições apenas um "almojantar"...
O jejum agora foi ungido pelo New England, deixando de ser algo alternativo, embora haja evidências há 100 anos.
Efeito colateral do jejum: emagrece! Assim como dietas de baixo carboidrato, desde que não haja superávit calórico quando alimentar-se. 
Jejuando, "comemos" nossa pança. Para saber o que comer antes e após o jejum, pesquise "keto plate image".

16.1.20

Hoje é o dia internacional Low Carb

Dra. Annika Dahlqvist

O dia internacional Low Carb é comemorado em memória do Conselho Nacional de Saúde da Suécia em 16 de janeiro de 2008, considerando as dietas com pouco carboidrato de acordo com a ciência e com experiência comprovada.

Foi a primeira agência governamental do mundo a aprovar LCHF, após a primeira batalha judicial contra  (e vencida pela) Doutora Annika Dahlqvists.

8.11.19

Funções vitais das AMIGAS proteínas

FONTE  e mais FONTE,  outra FONTE
Resultado de imagem para imagem proteina animal
As funções vitais das proteínas são inúmeras:

Estrutura muscular esquelética (bíceps, glúteos, quadríceps, tríceps);
Estrutura muscular lisa (músculos que revestem o trato gastro intestinal e os vasos sanguíneos);
Estrutura do tecido conjuntivo (ligamentos, tendões);
Estrutura óssea (ossos não são apenas cálcio);
Estrutura do cabelo, pele e unhas;
Blocos de construção de hormônios (insulina, glucagon, tiroxina [hormônio da tireoide], hormônio de crescimento);
Enzimas inúmeras, responsáveis ​​por processos dos tecidos do corpo - não só digestivos -  e são proteínas;
Blocos de construção para neurotransmissores (serotonina, dopamina, noradrenalina); 
Anticorpos que nos protegem (sistema imunológico);
Substrato de energia - combustível, via gliconeogênese (sob demanda) ou convertidos em itens que alimentam o processo bioquímico pelo qual nossas células geram energia.

Sob demanda (e não sob oferta), proteína converte-se em glicose.  
Glicogênio é a forma armazenada de carboidrato no fígado e músculos. Quando acaba, ocorre a Gluconeogênese:
Gluco - glicose
Neo - novo
Gênesis - criação
É a formação de nova glicose a partir de aminoácidos (proteínas) e glicerol (gorduras), em vez do tradicional carboidrato.

Os triglicerídeos (forma que as gorduras da dieta assumem) consistem em três ácidos graxos unidos a uma molécula de glicerol (daí seu nome, tri-glicerídeo).
Quando são separados, como é necessário ocorrer para liberar os ácidos graxos a fim de ser oxidados, ficam os ácidos graxos individuais e glicerol. 
Ácidos graxos são queimados ou usados ​​para outros fins, e dois gliceróis podem ser combinados para formar uma molécula de glicose. 
Pode acontecer sob demanda SEMPRE, pois o corpo precisa de um pouquinho de glicose (quando não vem da dieta).
Em suma, qualquer dos três macros pode gerar glicose, caso haja demanda! Os carnívoros estritos são exemplo, e os seguidores de longos jejuns.
Gordura e proteína só gerarão glicose quando ES-TI-MU-LA-DOS por hormônios: o balanceamento entre glucagon e insulina.
Da mesma forma, a cetose não ocorre apenas porque alguém come muita gordura; há que haver uma adaptação.

30.10.19

A dieta do gladiador (hordearii)


Os gladiadores eram provavelmente vegetarianos gordos...
FONTE Nota: texto de 2008
Fonte   e  fonte

No trailer do documentário The Game Changers, o lutador de MMA James Wilkes conta que se machucou e passou a estudar, descobrindo informações de que gladiadores romanos eram principalmente vegetarianos.
Nossa imagem percebida de gladiadores é parecida à foto acima à esquerda, também idealizada por Russell Crowe, exibindo abdômen trincado e músculos protuberantes: máquina de combate selvagem movida por plantas.
A realidade é mais parecida com a imagem acima à direita, um vegetariano gordo. 
O que sabemos sobre a dieta e a aparência física dos gladiadores parece diferente da retratada na arte clássica e na cultura popular contemporânea. 
Segundo pesquisas arqueológicas, seus músculos abdominais e peitorais provavelmente estavam cobertos por uma camada trêmula de gordura subcutânea.
As evidências sugerem gladiadores com dieta de cevada e feijão, e pobre em proteínas animais.
O conhecimento atual do físico dos gladiadores vem de um grupo de antropólogos médicos da Universidade Médica de Viena e de um túmulo de quase 2.000 anos.
O túmulo está localizado no que hoje é Éfeso, na Turquia. Quando os corpos foram enterrados, a área fazia parte do Império Romano.
Os pesquisadores foram capazes de identificá-los através da referência a um conjunto de relevos esculpidos nas lajes de mármore que marcavam o túmulo. 
Esses relevos retratam cenas de batalha e foram dedicados a gladiadores caídos.
A vala comum abriga os ossos de 67 gladiadores e uma escrava, considerada esposa de um dos homens enterrados ali.
Usando uma técnica chamada "análise isotópica", a equipe foi capaz de testar restos esqueléticos com elementos como cálcio e zinco. 
Isso lhes permitiu reconstruir parcialmente suas dietas.
Com base nas misturas elementares que eles recuperaram usando a análise, a equipe concluiu que os corpos na sepultura comiam poucas proteínas animais e muitas leguminosas.
Suplementavam cálcio bebendo um tônico de cinzas de ossos, devido à dieta deficiente e riscos de fraturas constantes. 
Essa dieta relativamente livre de carne também é descrita em textos da época: a História Natural de Plínio se refere a gladiadores pelo apelido hordearii, que se traduz em "comedores de cevada".
A maioria dos gladiadores era prisioneira de guerra e condenada, alguns se reuniram voluntariamente para ganhar salários após o término do período inicial de recrutamento.
A equipe de Viena postula que os lutadores ingeriam alimentos para ganho de peso porque a gordura extra criava uma camada de proteção corporal nas batalhas. 
As terminações nervosas teriam sido menos expostas e os cortes sangrentos teriam sido menos perigosos. 
Como benefício adicional, a camada protetora extra de gordura teria criado um espetáculo mais satisfatório: os gladiadores podiam ostentar feridas e jorrar sangue de forma circense. Como as feridas eram rasas, podiam continuar lutando.
A professora de Harvard Classics, Kathleen Coleman, que não é afiliada à equipe da Universidade de Viena, concorda com a noção de que a dieta do gladiador foi cuidadosamente considerada. 
Como todos queriam a melhor luta possível, ela diz: "Suponho que eles sabiam da ligação entre dieta e desempenho; certamente queriam engordar gladiadores". 
Mesmo que o baixo preço da dieta não fosse apenas uma medida de corte de custos, fontes antigas zombavam do 'mingau' do gladiador, como o chamavam.
Se esta pesquisa estiver correta, no entanto, por que um quadro aparentemente impreciso de gladiadores persiste por tanto tempo? A resposta curta: porque os antigos eram muito parecidos conosco!
Eles idealizaram corpos de maneira semelhante a um tipo antigo de Photoshop. 
Na Grécia antiga, por exemplo, ideias do corpo belo eram derivados de homens em competições atléticas e, para compensar a falta de verdadeira perfeição no mundo real, os artistas retratavam todos - gladiadores, deuses e filósofos - próximo de espécimes perfeitos.