13.7.17

Você condena; eu absolvo

A escritora especializada em gordura saturada Nina Teicholz e o cardiologista Eric Thorn, MD lançam o desafio contra o terrorismo da AHA em relação à gordura saturada.
A "American Heart Association" (AHA) incriminou novamente a gordura saturada sem provas. Ontem o renomado MEDSCAP - notícias médicas, lançou o texto da Nina e Eric, explicando o embaraçoso engodo.
O original está aqui. Caso não abra, procurar por "Saturated Fats and CVD: AHA Convicts, We Say Acquit".
A parcialidade por motivos financeiros (rabo preso com a indústria alimentícia) de uma entidade "de fachada" e sua teimosia em mudar de ideia, leva a esses ridículos. 
Escolher alguns estudos antigos (da década de 60 e 70) "a dedo" e descartar tantos outros mais modernos, apenas para "poder bater o pé" leva a esse grande e feio "tiro no pé". A entidade AHA fica desenterrando os mesmos estudos antigos - "vai que cola"...
Se os óleos industriais fossem melhores que a gordura natural saturada, por que as doenças cardiovasculares apenas aumentam na população que os consomem? 
Se não há um ensaio clínico randômico condenando a gordura saturada, não se pode estabelecer causalidade, apenas alguma fraca correlação. 
Obviamente, se algum dia a ciência realmente provar que gordura saturada natural é pior que óleos industriais - mata mais, então aceita-se tais evidências. Por ora, ela é no mínimo neutra em relação à saúde, ao contrário dos substitutos industriais - nitidamente prejudiciais.
Vale muito a pena a leitura do original "Saturated Fats and CVD: AHA Convicts, We Say Acquit".

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11.7.17

Excitotoxinas

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Na indústria alimentícia há laboratórios de pesquisa estritamente dedicadas à arte de enganar o cérebro com inúmeros estimulantes de sabor, que atuam quase com a precisão das drogas.
A criação de intensificadores de sabor está por toda parte numa dieta industrial. São químicos criados propositalmente para fazer a comida excitar o paleto e também o cérebro, muito mais do que qualquer sabor de comida natural. 
E mesmo que vários desses potenciadores sejam feitos em um laboratório, podem ser listados nos ingredientes como aroma "idêntico" ao natural. É bastante preocupante sobretudo quanto às crianças.
Os criadores dessas excitotoxinas não são nada tímidos com suas realizações e gostam inclusive de se gabar nas propagandas de produtos alimentícios: "É impossível comer um só"!
A hiper palatabilidade faz todo mundo comer mais para manter aquela sensação irresistível: gasta-se mais dinheiro, engorda-se, perde-se a saúde com comida-lixo.
A solução? Voltar às panelas, ingerir alimentos comprados in natura o máximo possível, usar apenas temperos naturais, nada de misturas suspeitas (falsas massalas).
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6.7.17

Colesterol

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O tema colesterol está cada vez mais controverso!
Apenas cerca de 15% do colesterol vem de nossa nutrição; o restante é fabricado pelo próprio organismo de acordo com cada individualidade genética e bioquímica. Ele é extremamente necessários para diversas funções corpóreas, não é tão vilão quanto o pintam. Se não comemos colesterol, o corpo fabrica e pronto.
Até que ponto as estatinas são realmente necessárias ou tornam-se até mesmo maléficas para quem as está tomando (pois há risco de efeitos colaterais)?
Quando o colesterol é verdadeiramente preocupante?
Qual a relação HDL e triglicerídeos?
Divide-se os triglicerídeos pelo HDL. O ideal é menos que 2; quanto menos, melhor.
Qual a relação HDL e LDL?
Colesterol total dividido por HDL, ideal abaixo de 4,5.
Dentro do LDL, quantas partículas são grandes (boas) ou pequenas (ruins)?
Por que não se informa que colesterol bem baixo mata tanto quanto colesterol bem alto?
Não se explica que colesterol alto geralmente é ruim se o HDL dentro dele estiver muito baixo.
Triglicerídeos também entram na conta. Esses, quanto mais baixinhos, melhor (sobem com açúcares, farináceos refinados e óleos inflamatórios).
Este estudo publicado no PUBMED da Faculdade de Medicina da Universidade de Georgetown, Washington, DC (se não abrir, procure ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/2383159) com o título
"Within-person fluctuations of serum cholesterol and lipoproteins. - NCBI", constatou o seguinte:
"O National Cholesterol Education Program iniciou uma Campanha Nacional para detectar o colesterol em milhões de americanos adultos. Para determinar se tais amostras aleatórias representam o verdadeiro estado de lipoproteína de um indivíduo, medimos o colesterol sérico total em jejum e as lipoproteínas, semanalmente durante 4 semanas, em 20 indivíduos entre 22 e 63 anos. As amostras duplicadas foram testadas por dois laboratórios padronizados, cada um em cinco dias consecutivos. Variações de mais de +/- 20% nos níveis séricos de colesterol total, colesterol de lipoproteínas de baixa densidade e colesterol de lipoproteínas de alta densidade foram observadas em 75%, 95% e 65% dos indivíduos, respectivamente. Ao testar novamente, 40% dos indivíduos se mudaram para dentro ou fora de uma "categoria de risco". Em 10%, mudaram das categorias de "desejável" a "alto risco", ou vice-versa. Esses dados demonstram que o teste aleatório pode cair por terra para detectar grandes flutuações nos níveis de lipoproteínas séricas e, portanto, resultar em atribuição errônea de risco ou intervenção terapêutica desnecessária."
Paradoxo: hoje ou faço o exame sanguíneo e necessito de estatinas urgente; amanhã refaço e não preciso mais; depois de amanhã faço o terceiro teste e volto a estar em risco; no quarto teste me torno saudável novamente. Tudo numa única semana e sem mudar a rotina.
Um médico sensato deve observar o paciente como um todo: circunferência abdominal, sobrepeso, pressão arterial, resistência insulínica, inflamações crônicas e sobretudo os triglicerídeos; não apenas o colesterol.
Bem faz o Japão que pede testes de colesterol apenas em contextos especiais.
VEJA TAMBÉM AQUI

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5.7.17

Dieta industrial

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O que está matando e incapacitando a população não é o jejum, não é a fome. É o excesso de comilança, sobretudo os produtos alimentícios  industrializados, inclusive mais caros que os naturais (1 kg de pão francês pode ser 10 vezes mais caro que o kg de um vegetal).
A escolha autônoma de produtos naturais, de acordo com a sazonalidade e região geográfica geram economia e oferta de produtos mais frescos, com menos agrotóxicos e maturação adequada.
Mesmo numa preparação alimentar doméstica, devemos minimizar os farináceos, o uso de açúcar e não cozinhar com óleos industrializados (óleos de cozinha, margarina, gordura vegetal hidrogenada). 
A manteiga  e a banha de porco apresentam um ótimo custo-benefício, visto que óleo de coco, azeite de qualidade e dendê custam mais caro.
Levar a família para ajudar nas preparações culinárias de forma divertida é um incentivo  ao convívio comum e à nutrição saudável. 
Se alimentar três vezes ao dia (como antigamente), evitando "beliscar", é a orientação do nosso premiado "Guia Alimentar". Lá não diz para comer a cada três horas; diz para priorizar alimentos in natura. Manteiga e banha são in natura ou quase, ao contrário dos óleos vegetais ultra processados pela indústria.
O ultra processamento industrial da comida traz ingredientes estranhos para aumentar a validade, melhorar a estética e a palatabilidade. "É impossível comer um só" (e impossível se manter magro)! 
A lista de ingredientes no rótulo é a principal arma do consumidor ao escolher um produto industrializado. Quanto menor a lista, melhor. Os ingredientes são elencados por ordem de quantidade - o que tem mais vem primeiro. Se açúcar ou amido estiver logo no início da lista, há um alerta.
Descascar mais e desembalar menos melhora nossa microbiota e a comunicação intestino-cérebro fica mais clara. O uso de alimentos naturalmente fermentados (probióticos) enrique nossa flora.
Toxinas ambientais, estresse mal gerido, sono encurtado artificialmente, falta de movimentação física, infecções crônicas, contribuem também para doenças "modernas".
Para pessoas que apresentam patologias tipo síndrome metabólica e afins, a diminuição de produtos açucarados e amidos, mesmo que naturais, se faz necessário até o restabelecimento dos padrões normais de saúde.

30.6.17

Micro-ondas e achismos

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Um eletrodoméstico tão polêmico e tão versátil... A sua forma de ação, assim futurista, libertou muitos fantasmas por aí.
Será que faz mais mal que aparelho celular? Será que ambos são inocentes? O que a ciência prova?
Este texto do Chris Kresser já tem dois anos; é elucidador e recheado de links para estudos científicos!

As ondas do rádio são as mesmas do micro-ondas, que agitam moléculas de água e geram aquecimento. Um prato de alimentos sólidos aquece mais rápido que um prato de sopa. 
Não há evidências de que seja maléfico, causando deterioração do alimento. Se um dia a ciência o condenar, então será outra história. Nenhuma fábrica de eletrodoméstico está a fim de sofrer indenizações.
Escapar as ondas do aparelho por frestas seria um risco? Uma precaução é afastar-se do aparelho após ligá-lo,  pois as ondas se dissipariam rapidinho, caso o escape ocorresse devido a avarias.
A mesma precaução vale para seu aparelho celular. Deve ficar o mais longe possível do corpo, pois o princípio radioativo é exatamente o mesmo.
O homem das cavernas não se expunha a radiações? O espaço sideral envia-nos ondas constantes; atualmente apenas expandimos esse leque.
Vai tornar as proteínas tóxicas? Qualquer aquecimento modifica o alimento, assim como o ácido estomacal.
Destrói nutrientes? Depende da temperatura usada, o tempo de cozimento e quantia de água (se for descartada), assim como no cozimento convencional. 
Uma salada crua é mais rica que uma sopa, porém a sopa apresenta digestibilidade maior - a absorção da sopa será então melhor. Usar o líquido de cozimento para compor uma sopa é boa ideia.
O ideal é cozinhar majoritariamente no fogão convencional e aquecer as sobras ao micro-ondas, e não aquecer por tempo demasiado - colocando no prato apenas o que será ingerido, sem novas sobras. 
O problema maior ainda está no calor. Entre aquecer com praticidade e "pinchar" as sobras no lixo por preguicinha de lavar panela, e comer uma porcaria embalada, fique com o micro-ondas!
Ah! Deixar aberto um pouco após o uso, evita corrosão por umidade. E pode-se esterilizar panos de prato nele (e utensílios domésticos), fervendo com detergente. 

17.6.17

Gordura sem medo

Chegou a tão aguardada tradução de "The Big Fat Surprise" escrito pela jornalista americana Nina Teicholz!
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E óleo de coco saudável contém muito mais gordura saturada que a carne bovina gorda! Banha de galinha é riquíssima para cozinhar, inclusive com bem mais gordura insaturada que saturada...
Você já desperdiçou o sebo de boi, com medo de usá-la na sopa, por não ser saudável?
Volte tudo e faça como sua bisavó. Ela aproveitava toda gordura animal para deliciar a família, e jamais descartou uma nutritiva pele de frango (com gordura parecida ao azeite).
E se há quem proíba coco por ter mais gordura saturada que carne bovina, logo proibirão azeite pela gordura parecida à pele de frango...
Então, por que os governos e seus sistemas de saúde nos enganaram e nos usaram como cobaias por mais de 50 anos?
Por que as perigosas gorduras industrializadas (óleo de soja, canola, girassol e afins; margarina, gordura vegetal hidrogenada) invadiram nossa comida?
Nina passou quase dez anos desvendando a trama...
É saudável se entupir de amido - trigo, arroz, batata, açucarados?
O trigo está presente na maioria dos industrializados ultra processados, porém faz parte de nossa dieta a muito pouco tempo em termos evolutivos. Ele pode apertar o gatilho de doenças autoimunes.
Mais de 95% da existência humana, fomos coletores e caçadores. A dieta consistia em carne de pássaros, outras caças, peixes e afins, ovos de aves e repteis, muitas larvas e insetos, frutinhas ocasionais, castanhas, mel de vez em quando, brotos tenros, tubérculos fibrosos.
As caças, difíceis de se conseguir, eram consumidas de focinho a rabo: com pele, toda a gordura, ossos. Em muitas culturas primitivas, as vísceras - carne dos órgãos (cérebro) eram consideradas mais nobres e oferecidas aos anciãos. Hoje sabemos que são nutricionalmente mais densas.
Os governantes não podem admitir que estavam errados quanto à gordura, senão sofrerão indenizações sem fim.

Já encomendei o meu "Gordura sem medo" via Net! Bora estudar nutrição com base científica e não baseada em mitos.
Gordura naturalmente constante do alimento, e não adicionada em excesso, é bom senso.
Veja a pirâmide dos níveis de evidência científica: Muitos estudos que condenam a gordura natural são de baixo grau de evidência. Grandes ensaios clínicas já a absolveram.

20.5.17

Programado para comer

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"Wired to Eat" (programado para comer) é o novo livro de Robb Wolf, também autor de "A Solução Páleo", ambos sobre nutrição evolucionária, contrária à "Food Porn" (nutrição pornográfica).
Gula e luxúria são irmãs gêmeas. A estetização quase obscena da alimentação, cada vez mais ganha ares de glamour e erotismo.
A gourmetização exacerbada dos pratos e de alimentos industrializados, adquirem poderes de culinária orgástica. 
Na pornografia gastronômica, pratos exóticos e com alto teor calórico, suscitam o desejo para comer; glorificam a comida como complemento sexual em comemorações.
O autor afirma que estamos geneticamente programados para comer mais e nos mover menos, visto que nosso cérebro ainda é pré-histórico e teme épocas de escassez. 
Os antepassados que comiam de tudo e bem rápido, economizando energia ao mover-se apenas quando necessário, tinham mais chances de passar adiante os genes.
Portanto, na hora de emagrecer, mais força de vontade e melhor disciplina não são suficientes. Num mar de alimentos "pornográficos" - hiper palatáveis e de baixa densidade nutricional (que não matam a fome), precisamos de abordagem diferente se quisermos resultado diferente.
Esses mesmos genes que ajudaram nossos antepassados em época de escassez, tornaram-se uma armadilha hoje. A gula passou de ferramenta evolutiva a literalmente um pecado capital.
Podemos regular nosso apetite, apreciando refeições mais simples, com ingredientes e temperos 100% naturais, frescos e orgânicos (sem "tranqueiras").
Testar (com glicosímetro) carboidratos que melhor se encaixem em cada individualidade e aderir (se for o caso) à dieta cetogênica, são ferramentas importantes de nutrição personalizada. Basta medir a glicose uma hora após o término da ingesta do carboidrato a ser testado em jejum (ex. - batata / leite puro).
Depois de descobrir como só você está programado para comer, como só seu corpo responde a certos alimentos, redefinindo seu metabolismo individual, poderá iniciar mudanças duradouras.
Afastando-se dos alimentos ultra processados pela indústria e conhecendo sua bioquímica, pode-se otimizar o corpo para finalmente encontrar os alimentos que lhe são adequados, que trabalhem a seu favor, a fim de alcançar a saúde ideal.
Fazendo uso moderado de confortos modernos como elevadores, poltronas macias, faxineiras, automóveis, podemos nos mover de forma suficiente e com naturalidade.
A gestão do sono, saúde intestinal, estresse,  práticas prazerosas de exercício e socialização, podem auxiliar em nossos objetivos de saúde e magreza.

8.5.17

Nutrição e evidências científicas

Low Carb - Concepção e Evidências Científicas

Ainda há pessoas que torcem o nariz ao falarmos sobre restrição de carboidrato refinado, jejum intermitente (+ ou - 24 horas sem comer), jejum matinal (pular o café da manhã), jejum estendido (em torno de 3 dias sem comer), dieta do guerreiro (fazer apenas o jantar)...
Neste final de semana, o primeiro evento institucional de peso sobre Low Carb no Brasil ocorreu na renomada Univiçosa.
A nutrição "Low Carb - Healthy Fat" (baixo carboidrato e gorduras saudáveis) desbrava as veredas de Minas Gerais, trazendo a vanguarda da alimentação de perspectiva evolucionária alicerçada inclusive por metanálises de ensaios clínicos randomizados (o mais alto grau de evidência científica).
Que mal há na Low Carb? Qual o motivo de tanto rancor? 
Ela preconiza pratos repletos de vegetais não amiláceos, oleaginosas, frutas menos doces, proteínas saudáveis e naturais com sua gordura de origem.
Produtos refinados pela indústria - farináceos, óleos e gorduras hidrogenadas, produtos cárneos embutidos, comida congelada ou pronta (de pacotinho) são reservados a indulgências ocasionais.
Pessoas com síndrome metabólica / diabetes II são especialmente beneficiadas com esta filosofia alimentar, embora a maioria dos profissionais de nutrição ainda não a conheçam (senão de nome)...
Eu mesma, por gozar de boa saúde, sigo a "Slow Carb": com tubérculos à vontade, sem restrição de frutas, leguminosas preparadas após demolho ácido (água com vinagre) e jejuns variados.
A indústria alimentícia quase sempre se vale de um sistema maquiavélico chamado "hiperpalatabilidade", gerando prazer artificial que leva à compulsão e dependência crescente.

3.5.17

Alimentos não transformados - "descasque mais e desembrulhe menos".


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A comida de verdade, sem rótulo ou rótulos com mínimos ingredientes, é simples: aquilo que se vende na feira, no açougue, nas gôndolas de alimentos apenas empacotados (sendo secos e limpos) e com baixo grau de processamento industrial.
Amendoim e oleaginosas in natura, azeitonas e palmito (minimamente processados), batata-doce cozida, (assada desidrata e potencializa o açúcar), abacate e coco seco, queijo, pele suína frita na própria gordura e sem aditivos, são ótimos lanches para substituir um jantar. 
No açougue do mercado, evita-se produtos cárneos embutidos, usando-os apenas como especiarias / temperinhos. Qualquer tipo de carne natural e vísceras / órgãos (são de maior densidade nutricional) é recomendado, assim como os ovos. Para temperar, especiarias e ervas secas embaladas uma a uma ou frescas.
Na feirinha, os vegetais amiláceos (tubérculos e frutas muito doces) são restritos / moderados apenas para diabéticos e pessoas em processo inicial de emagrecimento. É ali que se encontra a base da alimentação de filosofia ancestral.
A banha de porco e outras gorduras animais naturais são usadas para preparação culinária, excluindo-se óleos refinados e "gordura" hidrogenada. Margarina troca-se por manteiga. Derivados do leite integral cru, como o queijo minas curado, são incentivados. 
O açúcar nas suas diversas máscaras e produtos com farinha de trigo são os mais restritos. De acordo com a necessidade individual há algum grau de tolerância (sempre muito baixo). Milho e arroz, que são transgênicos também são afastados, pois induzem doenças autoimunes. A batata comum deve ser trocada por tubérculos mais fibrosos (abóbora madura, baroa, mandioca in natura, cará, inhame, pinhão, etc).
Carne / ovos com muita salada e legumes cozidos gratinados ao queijo ou uma sopa de vegetais sortidos com carne (nutricionalmente densa), tendo fruta inteira de sobremesa, são ótimas refeições para ingerir até a saciedade. Não há necessidade de lanches intermediários, o que as torna de baixo custo.
Cubinhos de queijo derretendo sobre a cumbuca de sopa fumegante é o primor! Meu prato favorito...
A remissão da síndrome metabólica é o principal ganho desta alimentação saudável, deliciosa e saciante. Com acompanhamento médico (e nunca sem ele), pode haver o progressivo desmame da insulina injetável, desde que a adesão seja eterna (com o mínimo de deslizes), visto que diabetes II é praticamente uma alergia a carboidratos.
Além do mais, essa alimentação reduz a proporção de partículas pequenas/densas (aterogênicas) de LDL, aumentando as LDL grandes e flutuantes, melhorando assim todo o perfil lipídico.
Texto de apoio aqui.     Imagens Net.

21.4.17

Noakes vence. Quem vence é LCHF

Hoje é um dia mundialmente importante para a nutrição natural e saudável. O marco está fincado lá na África do Sul.
O Professor Tim Noakes esteve envolto desde 2015 numa batalha judicial que nas entrelinhas acusava a alimentação não convencional - Low Carb Healthy Fat. 
Muitos "ensaios clínicos randomizados e metanálises" foram postos à prova neste julgamento e o veredicto foi de 4 votos a favor e apenas 1 contra.
Para detalhes, pesquise na Net, mas atenha-se unicamente às entrelinhas da acusação. Noakes vinha a tempos incomodando grandes corporações (big farma / big food) com nutrição de vanguarda. Ele afirmou via Twitter que crianças não devem ser desmamadas via tradicional (alto açúcar e carboidratos processados).
Acórdão para baixar em PDF no site da Fundação Noakes.
Seu livro: "The Real Meal Revolution (a verdadeira revolução nutricional)" desmascara a mentira de que gorduras são todas más, colesterol é sempre ruim, e nos mostra o controle da saúde através de alimentos que humanos são destinados a comer desde a pré-história.
Vegetais de baixo amido, carnes todas, ovos, manteiga, oleaginosas. . . É a dieta Banting, ou Low-Carb Healthy-Fat (LCHF) solidamente apoiada por décadas de investigação científica e por evidências agora incontroversas.
Duas mulheres internacionais testemunharam em sua defesa - a pesquisadora de dieta e saúde Dra. Zoe Harcombe, de Londres, e a jornalista investigativa Nina Teicholz de Nova York, autora de "The Big Fat Surprise".
Agora, a acusadora pagará as custas deste processo caríssimo?

Low Carb Healthy Fat não é radical para pessoas saudáveis, apenas cuida com os carboidratos refinados. Todavia, em caso de diabetes II, há que se retirar os carboidratos com mais ênfase.
Alimentação de alto carboidrato piora a saúde de pessoas resistentes à insulina, enquanto a restrição de carboidratos (não a retirada total) traz-lhes grandes benefícios.
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Outra vítima é o Dr. Gary Fettke, um cirurgião ortopedista da Tasmânia - Austrália (e não da Coreia do Norte). Foi proibido de se pronunciar sobre nutrição por "não" ser da área nutricional... Ortopedistas é que encaram as amputações causadas por complicações diabéticas.
Mordaça inquisicional! Médicos não devem falar sobre nutrição de vanguarda? Até quando vão espremer a verdade nutricional?  Quando mudarão as diretrizes?
Na Suécia, a oito anos atrás, a Dra. Dahlqvist foi investigada por conselhos semelhantes. Ela foi totalmente absolvida e a Suécia é hoje o país que mais apoia oficialmente a LCHF.
O segundo país será a África do Sul? Afinal, seu sistema judicial decidiu quase por unanimidade pela seguridade da Low Carb Healthy Fat e razoabilidade de indicação médica.