24.10.18

Vício por comida


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Inspiração DAQUI
A dependência alimentar é uma doença crônica como qualquer outra: álcool, compras, jogos, remédios, etc. Os alimentos viciantes costumam ser amido (massas) e produtos açucarados, geralmente industrializados.
É difícil viciar-se em vegetais e carnes in natura, porém produtos cárneos embutidos cheios de aditivos hiperpalatáveis (glutamato e outros) podem sim causar dependência.
Comer esses produtos desencadeantes com moderação é o erro. Deve-se retirá-los por completo, valendo-se de alimentos in natura sem sabor doce, retirando lanchinhos e mantendo 3 a 4 refeições diárias no máximo.
Os alimentos em questão tornam-se substâncias de abuso, mantendo o corpo dependente a ponto de procurar-se compulsivamente por eles, desafiando o autocontrole. 
Ligam o "circuito de recompensa" do cérebro, inundando-o com o mensageiro químico dopamina. O "barato" leva à ingestão repetitiva.
O vício age na área emocional do cérebro como obsessão, no sistema límbico, não no córtex pré-frontal (do pensamento).
O uso recorrente leva a alterações cerebrais. Torna-se dificílimo conter os impulsos, apesar de avaliar as consequências prejudiciais. É a natureza do vício.
O cérebro ajusta-se ao excesso de dopamina, reduzindo a capacidade das células do circuito de recompensa de responder a ela. 
O "barato" só acontece com ingestão cada vez mais constante - um efeito conhecido como tolerância (resistência, adaptação, aclimatação). Resistir causa profunda melancolia, mau humor, sintomas físicos.
Aceitar a condição de viciado é o início da recuperação. Não pode ser confundido com sobrepeso, gula e preguiça. Obesidade é sintoma e não a condição raiz.
Os genes, o gênero, a etnia, abuso físico e sexual, exposição precoce a esses alimentos, estresse, orientação precária sobre nutrição, pressão de convíveres e a presença de outros transtornos mentais influenciam a dependência.
Como qualquer outro vício, não há cura; há gerenciamento. O risco de recaída estará sempre rondando: é uma recuperação contínua afastar alimentos-gatilho.
Procurar ajuda profissional, engajar-se num grupo de apoio, estudar os mecanismos cerebrais relacionados a vícios, envolver familiares, são ações necessárias para a eficácia da abstinência.

22.10.18

Síndrome Alimentar Noturna (larica)

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A Síndrome da fome noturna consiste em larica alimentar à noite: continuar procurando guloseimas mesmo depois de satisfeito. 
Hiperfagia: leva ao consumo alto de calorias noturnas e sono ruim devido ao estômago "pesado". Esse quadro pode prejudicar o emagrecimento ou levar ao sobrepeso.
Diversos fatores desencadeiam: tentativas frustadas de emagrecimento (e culpa), ansiedade, dia estressante, má hidratação, desbalanço relacionado ao ritmo circadiano (trocar o dia pela noite), alimentação ruim ou insuficiente durante o dia, jejum diurno.
Se o dia estiver sendo estressante ou diferente, fazer saudáveis lanches proteicos antes de escurecer é fundamental para não desencadear a síndrome. Comer 3 a 4 vezes ao dia (sempre nos mesmos horários), terminando o mais cedo possível, regula o ciclo circadiano.
Faça um café da manhã com ovos, um almoço farto, lanche com baixo carboidrato e no jantar acalme-se primeiro, coma lentamente sem fatores de distração, colocando à mesa toda a quantia que deve consumir. 
Não tenha guloseimas em casa. Frutas gordas como abacate, coco e azeitona são saciantes. Mude a rotina: faça logo a escovação e leia um livro, faça meditação, trabalho manual, se distraia longe da geladeira e durma cedo.
Para adeptos do jejum, o ideal é quebrá-lo por volta das 14h e comer novamente 17h e 20 h. Ou então, ficar o dia todo jejuando e se alimentar só ao acordar, ou mesmo pular apenas o jantar. Nunca quebrar o jejum à noite se a pessoa é propensa à larica.
Quadros persistentes, até mesmo acordando de madrugada para comer, refletem mudanças nos níveis hormonais (melatonina, leptina / grelina e cortisol) e deve-se buscar ajuda profissional urgente.
Quando a comunidade acusa o obeso, ele pode adquirir o hábito de comer escondido à noite. Usa a comida como forma de recompensa para aliviar as tensões emocionais, criando um ciclo vicioso.
Fazer outra escovação dentária, usar um enxaguante bucal forte e hidratar-se com uma garrafinha, pode afastar a larica.

10.10.18

Você tem deficiência de celulose?

AQUI o texto original
Obviamente não somos deficientes em celulose, pois não digerimos esse polissacarídeo.
Em pequenas quantidades, como ocorre em vegetais verdes e frutos, é inofensiva, talvez modestamente benéfica. Mas não há necessidade de “suplementar” com comida industrial rica em fibras.
Fibra de celulose aumenta os movimentos intestinais, porém muito pouca é quebrada pela flora intestinal. 
Passa inerte, exercendo um efeito abrasivo prejudicial leve no delicado revestimento intestinal, quando consumida em grandes quantidades.
No caso dos grãos, os fragmentos de aglutinina de germe de trigo e peptídeo de gliadina são tóxicos para a parede intestinal, bloqueiam a função da vesícula biliar / pancreática e induzem alterações na microbiota. 
Celulose e fitatos ligam minerais, como ferro e zinco, e os tornam indisponíveis. A aparência de fezes volumosas, apesar do dano tóxico incorrido, faz-nos acreditar que é saudável. 
Fibras de celulose dos grãos não fornecem proteção contra o câncer de cólon, apesar da crença popular.
Há, no entanto, uma fibra prebiotica nos grãos: arabinoxilano. É indigesta para humanos, mas metabolizada pela flora intestinal. 
Como obtemos cerca de 9 gramas por dia dessa classe extremamente benéfica de fibras prebioticas que nutrem a microbiota, perder uns 3 gramas por dia de arabinoxilano por tirar os grãos, pode gerar constipação, desconforto abdominal, resultar em distorções metabólicas, como aumento da pressão sanguínea, açúcar no sangue e aumento do risco de câncer de cólon.
Então, se há uma fibra para substituir, é aumentar a ingestão de fibras prebioticas para 20 gramas por dia, adicionando batatas cruas, bananas verdes e pequenas porções de leguminosas (todavia, a flora maléfica também se nutrirá dessa fibra e poderá gerar superpopulação).
A microbiota metaboliza essas fibras, gerando subprodutos como o butirato, que reduzem a pressão sanguínea, a insulina e açúcar no sangue, aumentam o HDL, reduzem triglicerídeos e valores de LDL, melhoram o humor e reduzem a ansiedade, aprofundando o sono.

2.10.18

"A arte da sobrevivência em um mundo super medicado"

 Novo livro do dinamarquês Peter C Gøtzsche
Konsten att överleva i en övermedicinerad värld : Så tar du själv reda på o (inbunden)
"A arte da sobrevivência em um mundo super medicado" (em sueco)

Dez conclusões relacionadas ao livro:

Termômetros digitais não são confiáveis. 
As drogas para sistema respiratório não funcionam. 
Verificações gerais de saúde fazem mais mal do que bem. 
Drogas de fertilidade são contraproducentes e reduzem o sistema imunológico do corpo em dez vezes. 
Drogas para demência não funcionam. 
Psicoterápicos têm um efeito muito ruim sobre problemas de saúde mental e causam muito dano. 
Psicoterapia funciona. 
Os AINEs (contra inflamação e dor) pertencem às preparações mais letais e matam.  Entre outras coisas, causam hemorragias no estômago e ataques cardíacos. 
O rastreio de mamografia é prejudicial e deve ser abolido. 
Tratamentos de medicina alternativa, como acupuntura, reflexologia e florais não funcionam.

  • 19.9.18

    Indústria Farmacêutica é "crime organizado"???

    Original AQUI    mais,  ver aqui  / aqui /aqui  ou leia o livro.
    A crise moral entre a empresa  Nordic Cochrane Centre (que faz revisões sistemáticas de evidências científicas) e um conselheiro fundador, terminou com a demissão deste... E muita sujeira tem saído de baixo do tapete.
    O demitido, inclusive, chegou a se referir à indústria farmacêutica como "crime organizado". Em solidariedade, quatro colegas pediram renúncia.
    O ex conselheiro faz críticas à ciência financiada pela indústria (conflitos de interesses); aponta possíveis danos das vacinas contra o HPV; manifesta duras críticas sobre os danos dos programas de rastreamento do câncer de mama; e do uso excessivo de drogas psiquiátricas.
    Ele requer uma revisão interna urgente na Cochrane por ela subestimar danos, enquanto a empresa o acusa de sensacionalista, exagerado e impreciso.
    Gøtzsche, no Nordic Cochrane Centre, trabalhava expondo falhas e desvios de resultados nos ensaios clínicos e a influência indevida da indústria farmacêutica na pesquisa médica.
    A empresa teria risco
     de parcialidade, especialmente para intervenções tendenciosas onde há um enorme mercado? Ela permite que metade dos autores em uma revisão tenha conflitos de interesse.

    Crítica à vacina
    Outra notícia afim AQUI

    1.9.18

    A medicina moderna ameaça a saúde pública???

    Original AQUI
    Mais um contundente artigo do Dr. britânico Assem Malhotra (que agora ministrará aulas esporádicas na Bahiana ).
    Variedade de comprimidos e cápsulas

    A medicação, além dos efeitos colaterais, só ataca os produtos das doenças, nunca as causas. 
    Medicação é a 3ª maior causa de morte; perde apenas para câncer e doenças cardíacas. 
    Concomitantemente, deve-se combinar um estilo de vida que considere as preferências e valores do paciente e medicina baseada em evidências. No curto prazo já se obtém resultados na qualidade de vida.
    Não há bom gerenciamento de condições crônicas quase totalmente evitáveis, como doenças cardíacas, pressão alta e diabetes tipo 2.
    A diabetes é reversível em 60% dos casos (diabetes é o maior causador de câncer de doenças cardíacas, dentre outras). 
    A campanha "Escolhendo com Sabedoria" estimula a tomada de decisões compartilhadas entre médicos e pacientes.
    Campanhas de saúde pública serão necessárias para reduzir a quantidade de medicamentos que a população adota, melhorando o estilo de vida e aderindo aos verdadeiros princípios da medicina baseada em evidências. Decisão compartilhada deve ser prioridade na prática clínica.
    leia isto

    28.8.18

    Por diretrizes nutricionais com evidências científicas sólidas!

    Assine aqui a petição para melhorar diretrizes nutricionais.
    Eis 11 reformas com evidências científicas para melhorar a saúde no mundo, começando pelos Estados Unidos:
    1. Realizar uma campanha de comunicação para avisar que a dieta com baixo teor de gordura não é mais oficialmente recomendada desde 2015;
    2. Mudar o medo gorduras saturadas. Fazem parte de muitos alimentos naturais, não processados, como carne e laticínios, que contêm nutrientes necessários;
    3. Apresentar nutrição de baixo carboidrato como uma opção viável para combater doenças crônicas;
    4. Ofereça uma diversidade significativa de dietas. Necessidades nutricionais variam. por idade, genética, gênero, raça e grau de doença;
    5. Faça refeições nutricionalmente suficientes e densas, com nutrientes provenientes de alimentos naturais;
    6. Pare de orientar exercícios aeróbicos para perder peso. Eles só servem para ganhar saúde;
    7. Pare de recomendar "menos é melhor" para sal.  Além do limite superior do consumo de sódio, há um limite inferior, abaixo do qual se observa risco aumentado de morte cardiovascular;
    8. Pare de dizer ao público que atingir e manter um peso saudável requer pouco mais que escolher “calorias”. A insulina e outros hormônios são, entre outros fatores, também envolvidos na determinação do peso;
    9. Pare de recomendar óleos vegetais para a saúde.  A substituição de gorduras saturadas por óleos vegetais poli insaturados, como soja e óleo de milho (mas não azeite), não reduz a mortalidade cardiovascular;
    10. Recomende carne e leite integrais em vez de versões com baixo teor de gordura;
    11. Não publique diretrizes baseadas em dados observacionais fracos. Ensaios clínicos Randomizados e Controlados são mais relevantes.