20.5.17

Programado para comer

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"Wired to Eat" (programado para comer) é o novo livro de Robb Wolf, também autor de "A Solução Páleo", ambos sobre nutrição evolucionária, contrária à "Food Porn" (nutrição pornográfica).
Gula e luxúria são irmãs gêmeas. A estetização quase obscena da alimentação, cada vez mais ganha ares de glamour e erotismo.
A gourmetização exacerbada dos pratos e de alimentos industrializados, adquirem poderes de culinária orgástica. 
Na pornografia gastronômica, pratos exóticos e com alto teor calórico, suscitam o desejo para comer; glorificam a comida como complemento sexual em comemorações.
O autor afirma que estamos geneticamente programados para comer mais e nos mover menos, visto que nosso cérebro ainda é pré-histórico e teme épocas de escassez. 
Os antepassados que comiam de tudo e bem rápido, economizando energia ao mover-se apenas quando necessário, tinham mais chances de passar adiante os genes.
Portanto, na hora de emagrecer, mais força de vontade e melhor disciplina não são suficientes. Num mar de alimentos "pornográficos" - hiper palatáveis e de baixa densidade nutricional (que não matam a fome), precisamos de abordagem diferente se quisermos resultado diferente.
Esses mesmos genes que ajudaram nossos antepassados em época de escassez, tornaram-se uma armadilha hoje. A gula passou de ferramenta evolutiva a literalmente um pecado capital.
Podemos regular nosso apetite, apreciando refeições mais simples, com ingredientes e temperos 100% naturais, frescos e orgânicos (sem "tranqueiras").
Testar (com glicosímetro) carboidratos que melhor se encaixem em cada individualidade e aderir (se for o caso) à dieta cetogênica, são ferramentas importantes de nutrição personalizada. Basta medir a glicose uma hora após o término da ingesta do carboidrato a ser testado em jejum (ex. - batata / leite puro).
Depois de descobrir como só você está programado para comer, como só seu corpo responde a certos alimentos, redefinindo seu metabolismo individual, poderá iniciar mudanças duradouras.
Afastando-se dos alimentos ultra processados pela indústria e conhecendo sua bioquímica, pode-se otimizar o corpo para finalmente encontrar os alimentos que lhe são adequados, que trabalhem a seu favor, a fim de alcançar a saúde ideal.
Fazendo uso moderado de confortos modernos como elevadores, poltronas macias, faxineiras, automóveis, podemos nos mover de forma suficiente e com naturalidade.
A gestão do sono, saúde intestinal, estresse,  práticas prazerosas de exercício e socialização, podem auxiliar em nossos objetivos de saúde e magreza.

8.5.17

Nutrição e evidências científicas

Low Carb - Concepção e Evidências Científicas

Ainda há pessoas que torcem o nariz ao falarmos sobre restrição de carboidrato refinado, jejum intermitente (+ ou - 24 horas sem comer), jejum matinal (pular o café da manhã), jejum estendido (em torno de 3 dias sem comer), dieta do guerreiro (fazer apenas o jantar)...
Neste final de semana, o primeiro evento institucional de peso sobre Low Carb no Brasil ocorreu na renomada Univiçosa.
A nutrição "Low Carb - Healthy Fat" (baixo carboidrato e gorduras saudáveis) desbrava as veredas de Minas Gerais, trazendo a vanguarda da alimentação de perspectiva evolucionária alicerçada inclusive por metanálises de ensaios clínicos randomizados (o mais alto grau de evidência científica).
Que mal há na Low Carb? Qual o motivo de tanto rancor? 
Ela preconiza pratos repletos de vegetais não amiláceos, oleaginosas, frutas menos doces, proteínas saudáveis e naturais com sua gordura de origem.
Produtos refinados pela indústria - farináceos, óleos e gorduras hidrogenadas, produtos cárneos embutidos, comida congelada ou pronta (de pacotinho) são reservados a indulgências ocasionais.
Pessoas com síndrome metabólica / diabetes II são especialmente beneficiadas com esta filosofia alimentar, embora a maioria dos profissionais de nutrição ainda não a conheçam (senão de nome)...
Eu mesma, por gozar de boa saúde, sigo a "Slow Carb": com tubérculos à vontade, sem restrição de frutas, leguminosas preparadas após demolho ácido (água com vinagre) e jejuns variados.

3.5.17

Alimentos não transformados - "descasque mais e desembrulhe menos".


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A comida de verdade, sem rótulo ou rótulos com mínimos ingredientes, é simples: aquilo que se vende na feira, no açougue, nas gôndolas de alimentos apenas empacotados (sendo secos e limpos) e com baixo grau de processamento industrial.
Amendoim e oleaginosas in natura, azeitonas e palmito (minimamente processados), batata-doce cozida, (assada desidrata e potencializa o açúcar), abacate e coco seco, queijo, pele suína frita na própria gordura e sem aditivos, são ótimos lanches para substituir um jantar. 
No açougue do mercado, evita-se produtos cárneos embutidos, usando-os apenas como especiarias / temperinhos. Qualquer tipo de carne natural e vísceras / órgãos (são de maior densidade nutricional) é recomendado, assim como os ovos. Para temperar, especiarias e ervas secas embaladas uma a uma ou frescas.
Na feirinha, os vegetais amiláceos (tubérculos e frutas muito doces) são restritos / moderados apenas para diabéticos e pessoas em processo inicial de emagrecimento. É ali que se encontra a base da alimentação de filosofia ancestral.
A banha de porco e outras gorduras animais naturais são usadas para preparação culinária, excluindo-se óleos refinados e "gordura" hidrogenada. Margarina troca-se por manteiga. Derivados do leite integral cru, como o queijo minas curado, são incentivados. 
O açúcar nas suas diversas máscaras e produtos com farinha de trigo são os mais restritos. De acordo com a necessidade individual há algum grau de tolerância (sempre muito baixo). Milho e arroz, que são transgênicos também são afastados, pois induzem doenças autoimunes. A batata comum deve ser trocada por tubérculos mais fibrosos (abóbora madura, baroa, mandioca in natura, cará, inhame, pinhão, etc).
Carne / ovos com muita salada e legumes cozidos gratinados ao queijo ou uma sopa de vegetais sortidos com carne (nutricionalmente densa), tendo fruta inteira de sobremesa, são ótimas refeições para ingerir até a saciedade. Não há necessidade de lanches intermediários, o que as torna de baixo custo.
Cubinhos de queijo derretendo sobre a cumbuca de sopa fumegante é o primor! Meu prato favorito...
A remissão da síndrome metabólica é o principal ganho desta alimentação saudável, deliciosa e saciante. Com acompanhamento médico (e nunca sem ele), pode haver o progressivo desmame da insulina injetável, desde que a adesão seja eterna (com o mínimo de deslizes), visto que diabetes II é praticamente uma alergia a carboidratos.
Além do mais, essa alimentação reduz a proporção de partículas pequenas/densas (aterogênicas) de LDL, aumentando as LDL grandes e flutuantes, melhorando assim todo o perfil lipídico.
Texto de apoio aqui.     Imagens Net.

21.4.17

Noakes vence. Quem vence é LCHF

Hoje é um dia mundialmente importante para a nutrição natural e saudável. O marco está fincado lá na África do Sul.
O Professor Tim Noakes esteve envolto desde 2015 numa batalha judicial que nas entrelinhas acusava a alimentação não convencional - Low Carb Healthy Fat. 
Muitos "ensaios clínicos randomizados e metanálises" foram postos à prova neste julgamento e o veredicto foi de 4 votos a favor e apenas 1 contra.
Para detalhes, pesquise na Net, mas atenha-se unicamente às entrelinhas da acusação. Noakes vinha a tempos incomodando grandes corporações (big farma / big food) com nutrição de vanguarda. Ele afirmou via Twitter que crianças não devem ser desmamadas via tradicional (alto açúcar e carboidratos processados).
Acórdão para baixar em PDF no site da Fundação Noakes.
Seu livro: "The Real Meal Revolution (a verdadeira revolução nutricional)" desmascara a mentira de que gorduras são todas más, colesterol é sempre ruim, e nos mostra o controle da saúde através de alimentos que humanos são destinados a comer desde a pré-história.
Vegetais de baixo amido, carnes todas, ovos, manteiga, oleaginosas. . . É a dieta Banting, ou Low-Carb Healthy-Fat (LCHF) solidamente apoiada por décadas de investigação científica e por evidências agora incontroversas.
Duas mulheres internacionais testemunharam em sua defesa - a pesquisadora de dieta e saúde Dra. Zoe Harcombe, de Londres, e a jornalista investigativa Nina Teicholz de Nova York, autora de "The Big Fat Surprise".
Agora, a acusadora pagará as custas deste processo caríssimo?

Low Carb Healthy Fat não é radical para pessoas saudáveis, apenas cuida com os carboidratos refinados. Todavia, em caso de diabetes II, há que se retirar os carboidratos com mais ênfase.
Alimentação de alto carboidrato piora a saúde de pessoas resistentes à insulina, enquanto a restrição de carboidratos (não a retirada total) traz-lhes grandes benefícios.
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Outra vítima é o Dr. Gary Fettke, um cirurgião ortopedista da Tasmânia - Austrália (e não da Coreia do Norte). Foi proibido de se pronunciar sobre nutrição por "não" ser da área nutricional... Ortopedistas é que encaram as amputações causadas por complicações diabéticas.
Mordaça inquisicional! Médicos não devem falar sobre nutrição de vanguarda? Até quando vão espremer a verdade nutricional?  Quando mudarão as diretrizes?
Na Suécia, a oito anos atrás, a Dra. Dahlqvist foi investigada por conselhos semelhantes. Ela foi totalmente absolvida e a Suécia é hoje o país que mais apoia oficialmente a LCHF.
O segundo país será a África do Sul? Afinal, seu sistema judicial decidiu quase por unanimidade pela seguridade da Low Carb Healthy Fat e razoabilidade de indicação médica.

19.4.17

Nutrição com perspectiva evolucionária

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O médico e pesquisador sueco Staffan Lindeberg, MD, PhD falecido no natal de 2016 (câncer de pâncreas), foi um dos pioneiros a estudar o princípio evolucionário da saúde e nutrição.
Seu denso livro é intitulado "Food and Western Disease" (alimentação e doenças ocidentais). Muito antes de todos, ele adotou uma dieta ancestral e viu seus próprios fatores de risco de doenças crônicas declinarem.
Ele ficou famoso devido ao doutoramento com o povo Kitava - Papua Nova Guiné de 1989. Uma investigação sobre a dieta e a saúde da rara cultura remanescente pouco atingida pela industrialização.
O povo Kitava não era à época, estritamente caçador-coletor, sua dieta continha amidos naturais (slow carb). Era sem grãos, laticínios, açúcar industrializado, óleos refinados e todos os alimentos processados. 
Comendo peixes, raízes, coco, não demonstraram problemas ​​de espinhas, demência, obesidade, diabetes, ataques cardíacos, AVC, mesmo em idade avançada.

10.4.17

Dieta de baixa recompensa

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O que desencadeia nossos desejos por comida e como podemos gerenciar esses impulsos?

Nossos apetites e escolhas alimentares são enviesados por circuitos cerebrais instintivos que seguem regras dum jogo de sobrevivência pré-históricos, minando nossa dieta. 
Não estamos mais num habitat onde a comida é escassa e sem sabor. Por outro lado, ninguém quer conscientemente abusar dos alimentos durante anos, obter sobrepeso / risco de diabetes (e comorbidades). 
Um dos motores mais potentes para comermos demais é a recompensa alimentar gerada nesse cérebro pré-histórico, ou a sedução ocasionada pelos alimentos hiper palatáveis (comida-conforto), que nos levam à quase compulsão. 
Minha mãe conta sobre a escassez de farinha de trigo na década de 50, após o término da segunda guerra, e as merendas sem muitos atrativos, quase empurradas goela abaixo...
Paladar indisciplinado é dádiva de nossa era atual, com tanta oferta de comida industrializada cheia de aditivos artificiais ou até receitas caseiras preparadas com ingredientes gourmet.
Quando eu era criança na área rural, haviam raros bolos batumados, feitos com apenas um ou dois ovos (para economizar); não eram muito convidativos à repetição - um pedaço saciava.
Os pães eram feitos no sábado. Na quarta-feira já estavam duros à época seca ou mofados à época úmida. Manteiga era raro, ninguém se atrevia a bater à mão por meia hora... Pão puro não convidava à segunda fatia.
O arroz era socado ao pilão na hora de cozer, para descascar. Quebrava-se todo, e na escolha (catação) sobravam alguns "marinheiros" ásperos (arroz com casca). Ficava empapado... 
As sopas da antiguidade não recebiam "caldo knorr" e nas ocasiões especiais em que havia carne, um único pedaço era permitido. Caso viessem dois ao prato, a etiqueta mandava devolver imediatamente.
Hoje, as pessoas querem o maior sabor possível e depois reclamam por estarem engordando... Oras, basta escolher (ao menos nos dias úteis) receitas de comidas mais insossas que não estimulem tanto o paladar! Receitas com recompensa reduzida.
Na era atual, a comida é simplesmente demasiado abundante, demasiado disponível e demasiado barato; então, não podemos comer tudo o que está disponível para nós em qualquer instante... precisamos praticar alguma forma de contenção!Alimentos de alta densidade nutricional como carne de órgãos (vísceras), vegetais diversos como a sopa ilustrativa (comida de verdade), fazem diminuir a fome e requerem menos lanches intermediários.
Lanches de baixa recompensa incluem cubos de pepino com casca; palitos de cenoura crua, chips de beterraba crua, alguma fruta menos doce (laranja azeda, abacate), porção de couve-flor, etc.
Outra observação importante é jantar logo após o crepúsculo, evitando comilança noturna. Além da recompensa alimentar, a qualidade do sono, ritmo circadiano, gestão do estresse e genética influem.
O quadro atual de obesidade é um problema ambiental, uma incompatibilidade entre nossa programação genética e o ambiente muito recente inundado por junk food hiperpalatavel. Desgourmetizar a comida é a chave para salivar menos! Afastar alimentos saborosos traz saciedade mais rápida, abrindo espaço para outras fontes de prazer.

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18.3.17

Manteiga X margarina

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QUAL É MAIS SAUDÁVEL?

VEJA OS INGREDIENTES:

Manteiga: Gordura de leite (nata), um pouco de sal.

Margarina: Óleos comestíveis, Gorduras comestíveis, Sal ou cloreto de potássio, Palmitato de ascorbilo, Hidroxianisol butilado, Fosfolípidos, Terc-butil-hidroquinona, Mono- e di-glicéridos de ácidos gordos formadores de gordura, Guanilato dissódico, Diacetiltartárico e ésteres de ácido gordo de glicerol, Propil, octil ou dodecil galato (ou suas misturas), Tocoferóis, Propileno glicol mono- e di-ésteres, Ésteres de sacarose de ácidos gordos, Curcumina, Extratos de annatto, ácido tartárico, 3,5, trimetilhexanal, Éster metílico ou etílico do ácido ß-apo-carotenóico, Leite em pó desnatado, Xantofilas, Cantaxantina, Vitaminas A e D.

PREFIRA   COMIDA  DE  VERDADE    
A farmácia da Comida de Verdade
Imagens Net                        

8.2.17

Dieta do Guerreiro - boa logística

APENAS JANTAR
Livro da Dieta do guerreiro
A dieta do guerreiro clássica se baseia no livro "The Warrior Diet" - ano 2001 do autor Ori Hofmekler, todavia é possível variações conforme as necessidades.
O básico da dieta é mesmo fazer somente a janta. Uma praticidade! A logística perfeita fez com que fosse seguida empiricamente ao longo da história.
Nas guerras dos primórdios, quando o corpo-a-corpo imperava, a única ração do dia era servida ao entardecer, quando os ânimos se assentavam (geralmente um sopão). Daí o nome.
Os civis em áreas de combate também racionavam ao máximo o parco alimento, deixando aquela minguada indulgência para abrandar a noite escura e tenebrosa.
A filosofia maior da dieta do guerreiro é manter o  “espírito guerreiro” permanentemente ativado, num corpo mais ágil e forte, com energia de sobra e mais instintivo.
O autor chama de undereating  as 20h / 22h de jejum, estimulante do Sistema Nervoso Simpático – responsável pelos mecanismos de luta ou fuga.
As 2 ou 4 horas de alimentação - overeating, é um período estimulante do Sistema Nervoso Parassimpático – responsável pelo relaxamento (por isso - jantar).
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Povos nórdicos residentes em áreas rurais faziam apenas uma refeição quente por volta das 17 horas para aproveitar ao máximo a escassa luz do dia.
Em diversos países do outro hemisfério ainda há esta cultura do "almojantar", com lanchinhos rápidos ao almoço e café da manhã.
Descansar duas horas na melhor parte do dia para almoçar, pode ser considerado desperdício de produtividade segundo esta lógica... Então, a dieta do guerreiro também é a dieta do empreendedor.
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Na colonização do Brasil, os bandeirantes em trânsito também paravam ao pôr do sol para fazer uma janta de uma panela só e dormir até o primeiro arrebol, quando seguiam viagem.
E depois os tropeiros levavam carne seca (ou caçavam), rapadura e farinha de mandioca. Pegavam plantas e frutos / sementes à beira da trilha. O feijão tropeiro vem desta tradição.
À época da escravidão, também servia-se o sopão apenas ao final da lida, no baixar do sol, quando todos eram recolhidos à senzala. Daí nossa feijoada!
Até o final do século XX, no nordeste brasileiro, em épocas de estiagem, as famílias numerosas eram obrigadas a racionar alimentos, fazendo uso também de protocolos parecidos.
Ainda hoje os vaqueiros pantaneiros e da caatinga fazem uso dessa logística básica: acordar antes do dia, vaquejar de sol a sol e refastelar-se com calma no cair da noite. Ao amanhecer, pode-se preparar um café preto ou chá antes de nova jornada.
Caminhoneiros autônomos que rasgam os rincões desse Brasil-continente, se servem de algum "belisquete" enquanto seguem viagem, parando à tardinha para fazer seu "rango". O arroz de carreteiro é típico.
Representantes comerciais (vendedores) costumam tomar um café da manhã reforçando na pousada onde pernoitam, pular o almoço adiantando as vendas e unicamente  jantar quando se hospedam à noite na pousada seguinte (para economizar na diária).
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O protocolo básico é de um jantar substancioso, lento e prazeroso que pode durar duas horas, entretanto seria melhor um "almojantar" ao crepúsculo, devido à digestão. Tomar um café ou chá sem açúcar ao acordar, e não esticar o jantar até a noite fechada, é fundamental para manter a regulação do ciclo circadiano.
A densidade nutricional conta muito na dieta do guerreiro: muita comida de verdade, com carboidratos lentos (tubérculos e frutas menos doces), proteínas naturais e gorduras de boa qualidade; abuso dos vegetais, especiarias e ervas.
Nem há necessidade de uma disciplina espartana, basta um dia agitado, sem tempo. Todavia, é importante experiência prévia com jejum intermitente, estando assim ceto-adaptado (acostumado a queimar a gordura corporal estocada para esse fim).
Um acompanhamento com nutricionista é fundamental para um cardápio de acordo com cada individualidade bioquímica / metabólica e objetivos a serem alcançados.
Num protocolo com intervalo de 4 horas, usado para hipertrofia, pode-se comer antes do treino e logo após. Do início de uma refeição ao final da outra, não pode-se ultrapassar as 4 horas. 
No dia seguinte, ingere-se líquidos não calóricos: chá e café sem adoçar, suco verde sem fruta, água saborizada, caldo de ossos sem a gordura (gelar e tirar a "nata gordurosa").
É possível ingerir um vegetal cru no final da manhã: pepino, tomate, pimentão amarelo, salada verde (sem azeite), cenoura, talo de salsão...
Nenhum alimento energético / calórico é permitido fora do jantar: açúcares e amidos (carboidratos), gorduras, proteínas (exceto caldo de ossos). Frutas não; frutos (legumes) crus, sim.
A dieta do guerreiro é quase uma variável do jejum intermitente, portanto trazendo basicamente os mesmos benefícios.
Pode ser feita ocasionalmente, em dias fixos da semana, apenas algumas semanas seguidas, ou até mesmo por um período maior, sob supervisão médica para que haja resultado e não risco.

Minha dieta do guerreiro é às quintas-feiras, iniciando a janta por uma sopa de vegetais com carne. Tomo bastante água uma hora antes, para não confundir fome com sede.
Meu jejum intermitente começa no domingo. Faço de 24 a 72 horas, variando bastante neste meio-tempo. A sopa é sempre meu prato de elite, deixo pronta com antecedência. 
Batata doce, abóbora madura, frutas todas (abacate, coco, azeitonas) amendoim torrado, queijo artesanal, carnes inclusive de órgãos (vísceras) por sua densidade nutricional maior (coração de frango, moela, fígado, pele suína, língua e fígado bovino), muito ovo, alimentos sazonais.
Adoro sopa de berinjela com biomassa de casca de banana ou maracujá, folhas escuras, talos, ervas, uma leguminosa e frango! 
A personalidade individual conta muito mesmo na escolha da arte alimentar. A goiaba, por exemplo, é uma fruta que tem um perfume tão dela, só dela, com personalidade marcante. Entendeu?
Em minha concepção, jejum intermitente de 16 h é pouco, onde se dorme 9... serão apenas 7 horas efetivamente jejuando, pois no sono o metabolismo é lentíssimo. É mais metabólico tomar café bem cedinho (sem carboidrato) e atrasar a janta, passando o dia com água.
Para iniciados, benefícios consistentes advirão de um prazo estendido. O maior expert em jejum intermitente é o Dr.Valter Longo.
Estude boa ciência nutricional.

28.1.17

Homeostase, rajadas hormonais e persistência insulínica

Por que o organismo secreta nossos hormônios em rajadas periódicas durante o dia/noite? Pulsos de hormônios criam alguns efeitos máximos e logo cessam.
E se alimentássemos nosso corpo em algumas rajadas também, em vez de alimentá-lo a cada 2 ou 3 horas, antes mesmo que o processo digestório tenha terminado? 
Teríamos glicose e insulina na corrente sanguínea apenas poucas vezes ao dia. E se houvesse cuidados com carboidrato refinado, ocorreriam num nível baixo, assim como o organismo faz naturalmente com os outros tantos hormônios - com rajadas intermitentes.
Obesidade não leva à diabetes II. Ambas doenças (gêmeas siamesas) são geradas  pelo pai carboidrato refinado e pela mãe hiperinsulinemia.
Diabetes II é uma doença dietética relacionada ao excesso de glicose/insulina e não deve ser tratada com insulina sintética (apenas a diabetes I).
Se o organismo está saturado, pela lógica, se retira carboidrato (que eleva glicose/insulina) e tudo se abranda. Médicos de vanguarda trabalham assim.
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O médico Jason Fung (do Canadá) é um dos experts em resistência (persistência) insulínica. Em seu livro "O Código Obesidade", ele deixa claríssimo como a diabetes II se instala.
Não quer síndrome metabólica / tornar-se diabético II no futuro? Monitore agora os carboidratos refinados / industrializados (sobretudo os ultra processados)... Tudo a que nos expomos demais, faz-nos resistir. 
Eu raramente tomava coca-cola em meus tempos de "comilança". Quando tomava, à noite parecia um zumbi. Pessoas "usuárias", nem percebem que esse refrigerante tira o sono.
Aqui na oficina do marido, há fortes ruídos esporádicos. Alguns clientes saltam de susto ao ouvir um barulhão. Nós que aqui trabalhamos, somos resistentes e mal notamos.
Nessa lógica básica, nutricionistas não poderiam recomendar arroz integral e "pão 30 grãos" aos diabéticos II... Todo esse açúcar aumenta a insulina no sangue e deixa o diabético ainda mais resistente a ela. Até mesmo a insulina em jejum ficará elevada, já começa-se o dia adoecendo.
Se o médico ministrar insulina diária ao paciente diabético II, a glicemia abaixa e a doença piora sorrateiramente, num comportamento auto-destrutivo. A obesidade se instala, e com ela, suas companheiras (hipertensão, dislipidemia, inflamação crônica). 
Qualquer hora o cabo-de-guerra que já dura décadas, vai arrebentar: num infarto, insuficiência renal, câncer ou qualquer outra "complicação" num órgão mais fraco. Normal e esperado para a medicina convencional?
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Jejuns intermitentes monitorados por um médico atualizado (com alimentação moderada em carboidrato) apaziguariam crescentemente a resistência - fariam o organismo se desacostumar (desintoxicar) a tanta glicose e consequentemente insulina, evitando a diabetes II.
A diabetes II, após instalada, não apresenta reversão/regressão, apenas remissão (com alimentação de baixo carboidrato refinado).
A homeostase é a tentativa de restaurar o equilíbrio corporal diante de uma exposição persistente, pender para o lado oposto, garantindo a sobrevivência. Se o açúcar persiste, o organismo resiste (com insulina em excesso).
Esse cabo-de-guerra é uma adaptação para tentar nos proteger de sucessivas agressões, diminuindo o número de receptores (e não há genética boa que consiga evitar).
O excesso de secreção insulínica (devido ao excesso de carboidratos) vem bem antes da resistência (persistência) insulínica, que vem bem antes da diabetes II. 
A "diabesidade" é facilmente evitável com alimentação moderada em carboidratos - o oposto da pirâmide alimentar e conselhos nutricionais tradicionais. 
Imagens Net.

17.1.17

Gula e preguiça?


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Sim, a gula e a preguiça são dois pecados capitais. E não, você não está corpulento por ser guloso e preguiçoso!
Comemos demais quando já estamos acima do peso. A adiposidade abre o apetite devido ao descontrole hormonal. 
Orientações dietéticas desatualizadas que recomendam baixa gordura e alto carboidrato levam à fome constante e obesidade. Aí mandam se movimentar... Todos sabemos que movimento abre apetite!
Quem se encontra acima do peso deve baixar carboidratos alimentares, eliminar certos industrializados (os ultraprocessados), e aumentar a ingesta de gorduras de fontes naturais. Deve evitar frutas muito doces, restringir açúcar e farinha de trigo (fubá, tapioca e arroz integral saudável também).
Deve eliminar gordura vegetal hidrogenada, margarina e óleos ultraprocessados (de soja, canola, girassol, milho, etc). Usar banha de porco e manteiga se não puder pagar por óleos prensados a frio, mais caros.
Ensaios clínicos sérios feitos com randomização, mostram que 80% do sucesso do emagrecimento está no prato e apenas 20% na atividade física.
É possível emagrecer sem atividade física? Sim! Todavia não aconselhável devido a todos os outros benefícios advindos do movimento.
É possível deletar a pança exagerando na atividade física e apenas diminuindo o tamanho do prato (comendo pouca gordura boa e muito carboidrato-lixo)? Difícil a longo prazo, pois exercício dá fome e carboidrato-lixo também!
A epidemia mundial de obesidade vem daí. O pior é culpar o obeso (que na verdade é a vítima do status quo) por sua obesidade e por deixar que surjam riscos aumentados para: pressão arterial / dislipidemia / gordura no fígado / inflamação e dores difusas / diabetes II / infarto / derrame / câncer.
Já viu alguém se acabar comendo vegetais? Mesmo a carne, se feita sem glutamato monossódico, não leva à gula. 
A hiperpalatabilidade dos industrializados leva ao exagero... Ter em casa esses produtos é uma armadilha venenosa.
Pepino: "é impossível comer um só"...