30.1.19

Nem todas as fibras são iguais

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Vegetais frescos, fibrosos e folhosos, contém fibras maciinhas, aveludadas, moles,  bem fofas e delicadas.
Elas acariciam o trato gastrointestinal, deixando tudo hidratado e limpo.

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Farelos e grãos integrais, possuem  fibras ásperas, secas, duras, rijas. Ao passar pela delicada película do trato gastrointestinal, elas podem arranhar e causar inflamação. Ao sugar muita água, causam ressecamento das fezes.

As gorduras naturais são importantes para "engraxar" os intestinos. Elas lubrificam a película das tripas e ajudam o bolo fecal a ser eliminado, assim como amolecem também o próprio bolo fecal. 

29.1.19

Vegan de 12 anos hospitalizada com corpo de 80 anos

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Glasgow, Escócia  veja o  original.


Ao longo de seus 12 anos de vida, ela nunca recebeu carne ou produtos lácteos.
É assim que os pais queriam, mas a estrita dieta resultou na internação da menina em um hospital em Glasgow com uma espinha dorsal que os médicos comparam a uma pessoa de 80 anos.
Portanto, os médicos da menina estão sob forte pressão para denunciar os pais à polícia e às autoridades sociais por má conduta, escreve o The Sunday Times.
Ossos porosos e costas curvas: A menina, vivendo 12 anos sem carne e produtos lácteos, desenvolveu uma forma grave de doença que se origina de pouca vitamina D em sua dieta (raquitismo).
Assim, seus ossos se tornaram macios e fracos, em vários lugares até mesmo quebrados. E a espinha dorsal também deve estar em uma constituição miserável.
A vitamina D é encontrada entre outras coisas em peixe, carne e produtos lácteos e é necessária para o corpo absorver o cálcio.
Sem o cálcio, os ossos da pessoa em crescimento correm o risco de serem frágeis, e a espinha dorsal torna-se curva. 
O médico da menina, Dr. Faisal Ahmed, não comentará sobre o caso específico antes do The Sunday Times, mas diz que há uma necessidade definitiva de esclarecer os perigos de forçar as crianças a comerem conforme a pirâmide alimentar dos veganos.
As autoridades sociais de Glasgow ainda não receberam uma notificação dos pais.
Os pais escoceses podem ser denunciados à polícia após prejudicar sua filha com uma dieta vegana  estrita durante toda a vida.

24.1.19

Reação de Maillard e complicações diabéticas

VEJA AQUI o original de Gary Fettke (Austrália)
Brinde e a reação malliard
O douramento de torradas, bolos, biscoitos, é chamado de Reação de Maillard - a glicose se liga à proteína e sob efeito do calor, o quitute fica marrom. Rosca doura mais rápido que pão por conter mais açúcar.
O mesmo acontece em nossos tecidos com altos níveis de glicose se combinando à proteína corporal: sob o calor do corpo, a reação de Maillard ocorre, tornando o sistema imunitário exausto.
Essa reação torna os órgãos mais rígidos e inflamados. Toda vez que a glicose do sangue aumenta, irá efetivamente inflamando o cérebro, olhos, rins, vasos sanguíneos e outros. 
Este dourado da torrada está ocorrendo em todos os órgãos do corpo diabético! Bem-vindo às complicações do diabetes mal controlado.
Diabetes II é uma doença relacionada ao estilo de vida e não precisa ser uma doença progressiva crônica, nem é preciso tomar mais e mais medicamentos. 
As complicações são totalmente evitáveis: basta fazer uma nutrição de baixo carboidrato, evitando a proteína glicosada da Reação de Maillard.
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Colesterol baixo encurta a vida

VEJA  o original
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ABSTRATO
A relação entre a concentração sérica de colesterol e a mortalidade foi estudada prospectivamente ao longo de 11 anos em 630 maoris  (nativos) da Nova Zelândia com idade entre 25 e 74 anos. 
A concentração sérica de colesterol foi medida no exame inicial em 1962-3 em 94% dos indivíduos e se cada um estava vivo ou morto foi determinado em 1974. As causas de morte foram divididas em três categorias: câncer, doença cardiovascular e "outros". 
O método de análise de sobrevivência de Mantel-Haenszel mostrou uma relação inversa significativa entre a concentração de colesterol e a mortalidade geral em homens (x 2/2 = 11,6; p = 0,003) e mulheres (x 2/2 = 7,6; p = 0,02) com odds ratio de 2,3 e 1,9 respectivamente. 
Relações inversas significantes semelhantes foram encontradas para câncer e "outras" causas de morte. Estas relações permaneceram significativas quando a idade de referência, pressão arterial sistólica, e índice de Quetelt foram controlados no modelo de regressão de riscos proporcionais de Cox. 
Os resultados deste estudo fornecem evidências de um efeito potencialmente deletério da baixa concentração sérica de colesterol. 
Portanto, mais pesquisas são necessárias antes que esforços indiscriminados sejam feitos para reduzir as concentrações séricas de colesterol nos maoris neozelandeses.

18.1.19

Carne vermelha libidinosa e veganismo

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A história do veganismo começa lá atrás, talvez na idade média, quando a sexualidade virou pecado e quando enaltecia-se o sofrimento e submissão.
Devido à alta densidade nutricional, a carne nos dá "sustança": nos deixa mais fortes, dispostos, equilibra os hormônios, inclusive a testosterona, melhora a virilidade (é realmente afrodisíaca).
Quando a igreja e o Estado eram um só, para manter o povo sob opressão, seria melhor fazê-lo de cordeirinho: a carne (masturbatória) era permitida somente em festejos ou aos domingos e quase como um temperinho (vegetarianos forçados).
Ainda hoje, há regras religiosas para não se comer carne em determinadas datas sagradas. ela induz práticas lascivas (fornicação).
Em tempos remotos, as oferendas aos deuses eram quase sempre em forma de carne e sangue (humano ou animal). Aos deuses, o melhor! 
Com o passar do tempo,  a "Big Food e Big Pharma" aproveitaram a propaganda grátis para promover seus interesses meramente comerciais (soja e milho transgênicos, refrigerantes, agrotóxicos).
Um elo com o veganismo atual está na "dieta do jardim do édem" da Igreja Adventista (que punia a masturbação, tanto masculina, quanto feminina).

Dieta EAT lancet, lançada em 16/01/19

Dra Georgia Ede MD

Aqui Nina Teichols

A britânica Joanna

5.12.18

Dieta Carnívora e Resiliência

 Crédito da imagem @ketobeatsed

Este estilo nutricional é tão extremo quanto o frugivorismo (ou viver de ar: prânicos). Ao mesmo tempo em que um frugívoro restringe ao máximo a dieta vegana, o carnívoro delimita a keto em apenas produtos animais.
Embora exista desde sempre em maior ou menor graus, a pouco mais de um ano a carnívora (ou dieta inuit) vem invadindo o cenário fitness, Vale do Silício, medicina experimental, tentativas de emagrecimento e sobretudo dietas de eliminação.
O conceito carnívoro é simples ao máximo: ingira todos os produtos animais (exceto mel), água, café, chá e temperos naturais. Deste conceito, muitos adeptos individualizam, reduzindo ao máximo até à carne bovina fresca e crua, sal e água. 
ESTE  site esmiúça o estilo nutricional carnívoro;
ESTE  delineia uma dieta extrema de eliminação;
NESTE  há casos de sucesso;
ESTE  narra uma experimentação pessoal;
ESTE é um dos mais antigos;
ESTE tem um apanhado geral.
Há também relatos esparsos de tentativas frustradas: por má aderência, efeitos colaterais, e falta dos efeitos desejados (alguns adeptos a chamam de "criptonita").

Após um ano estudando este estilo nutricional experimental e comparando com outros tantos (como o citado frugivorismo), parece que a dieta humana é bastante resiliente
Por este lado, a proteína tolerável em nossa alimentação é bem maior que supúnhamos, e a necessidade de fibras e vitamina C, bem menores.
Por outro lado, como alguém que ingere apenas frutas doces, pode construir músculos e até mesmo melhorar quadros de diabetes?

Imagem daqui

24.10.18

Vício por comida


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Inspiração DAQUI
A dependência alimentar é uma doença crônica como qualquer outra: álcool, compras, jogos, remédios, etc. Os alimentos viciantes costumam ser amido (massas) e produtos açucarados, geralmente industrializados.
É difícil viciar-se em vegetais e carnes in natura, porém produtos cárneos embutidos cheios de aditivos hiperpalatáveis (glutamato e outros) podem sim causar dependência.
Comer esses produtos desencadeantes com moderação é o erro. Deve-se retirá-los por completo, valendo-se de alimentos in natura sem sabor doce, retirando lanchinhos e mantendo 3 a 4 refeições diárias no máximo.
Os alimentos em questão tornam-se substâncias de abuso, mantendo o corpo dependente a ponto de procurar-se compulsivamente por eles, desafiando o autocontrole. 
Ligam o "circuito de recompensa" do cérebro, inundando-o com o mensageiro químico dopamina. O "barato" leva à ingestão repetitiva.
O vício age na área emocional do cérebro como obsessão, no sistema límbico, não no córtex pré-frontal (do pensamento).
O uso recorrente leva a alterações cerebrais. Torna-se dificílimo conter os impulsos, apesar de avaliar as consequências prejudiciais. É a natureza do vício.
O cérebro ajusta-se ao excesso de dopamina, reduzindo a capacidade das células do circuito de recompensa de responder a ela. 
O "barato" só acontece com ingestão cada vez mais constante - um efeito conhecido como tolerância (resistência, adaptação, aclimatação). Resistir causa profunda melancolia, mau humor, sintomas físicos.
Aceitar a condição de viciado é o início da recuperação. Não pode ser confundido com sobrepeso, gula e preguiça. Obesidade é sintoma e não a condição raiz.
Os genes, o gênero, a etnia, abuso físico e sexual, exposição precoce a esses alimentos, estresse, orientação precária sobre nutrição, pressão de convíveres e a presença de outros transtornos mentais influenciam a dependência.
Como qualquer outro vício, não há cura; há gerenciamento. O risco de recaída estará sempre rondando: é uma recuperação contínua afastar alimentos-gatilho.
Procurar ajuda profissional, engajar-se num grupo de apoio, estudar os mecanismos cerebrais relacionados a vícios, envolver familiares, são ações necessárias para a eficácia da abstinência.

22.10.18

Síndrome Alimentar Noturna (larica)

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A Síndrome da fome noturna consiste em larica alimentar à noite: continuar procurando guloseimas mesmo depois de satisfeito. 
Hiperfagia: leva ao consumo alto de calorias noturnas e sono ruim devido ao estômago "pesado". Esse quadro pode prejudicar o emagrecimento ou levar ao sobrepeso.
Diversos fatores desencadeiam: tentativas frustadas de emagrecimento (e culpa), ansiedade, dia estressante, má hidratação, desbalanço relacionado ao ritmo circadiano (trocar o dia pela noite), alimentação ruim ou insuficiente durante o dia, jejum diurno.
Se o dia estiver sendo estressante ou diferente, fazer saudáveis lanches proteicos antes de escurecer é fundamental para não desencadear a síndrome. Comer 3 a 4 vezes ao dia (sempre nos mesmos horários), terminando o mais cedo possível, regula o ciclo circadiano.
Faça um café da manhã com ovos, um almoço farto, lanche com baixo carboidrato e no jantar acalme-se primeiro, coma lentamente sem fatores de distração, colocando à mesa toda a quantia que deve consumir. 
Não tenha guloseimas em casa. Frutas gordas como abacate, coco e azeitona são saciantes. Mude a rotina: faça logo a escovação e leia um livro, faça meditação, trabalho manual, se distraia longe da geladeira e durma cedo.
Para adeptos do jejum, o ideal é quebrá-lo por volta das 14h e comer novamente 17h e 20 h. Ou então, ficar o dia todo jejuando e se alimentar só ao acordar, ou mesmo pular apenas o jantar. Nunca quebrar o jejum à noite se a pessoa é propensa à larica.
Quadros persistentes, até mesmo acordando de madrugada para comer, refletem mudanças nos níveis hormonais (melatonina, leptina / grelina e cortisol) e deve-se buscar ajuda profissional urgente.
Quando a comunidade acusa o obeso, ele pode adquirir o hábito de comer escondido à noite. Usa a comida como forma de recompensa para aliviar as tensões emocionais, criando um ciclo vicioso.
Fazer outra escovação dentária, usar um enxaguante bucal forte e hidratar-se com uma garrafinha, pode afastar a larica.

10.10.18

Você tem deficiência de celulose?

AQUI o texto original
Obviamente não somos deficientes em celulose, pois não digerimos esse polissacarídeo.
Em pequenas quantidades, como ocorre em vegetais verdes e frutos, é inofensiva, talvez modestamente benéfica. Mas não há necessidade de “suplementar” com comida industrial rica em fibras.
Fibra de celulose aumenta os movimentos intestinais, porém muito pouca é quebrada pela flora intestinal. 
Passa inerte, exercendo um efeito abrasivo prejudicial leve no delicado revestimento intestinal, quando consumida em grandes quantidades.
No caso dos grãos, os fragmentos de aglutinina de germe de trigo e peptídeo de gliadina são tóxicos para a parede intestinal, bloqueiam a função da vesícula biliar / pancreática e induzem alterações na microbiota. 
Celulose e fitatos ligam minerais, como ferro e zinco, e os tornam indisponíveis. A aparência de fezes volumosas, apesar do dano tóxico incorrido, faz-nos acreditar que é saudável. 
Fibras de celulose dos grãos não fornecem proteção contra o câncer de cólon, apesar da crença popular.
Há, no entanto, uma fibra prebiotica nos grãos: arabinoxilano. É indigesta para humanos, mas metabolizada pela flora intestinal. 
Como obtemos cerca de 9 gramas por dia dessa classe extremamente benéfica de fibras prebioticas que nutrem a microbiota, perder uns 3 gramas por dia de arabinoxilano por tirar os grãos, pode gerar constipação, desconforto abdominal, resultar em distorções metabólicas, como aumento da pressão sanguínea, açúcar no sangue e aumento do risco de câncer de cólon.
Então, se há uma fibra para substituir, é aumentar a ingestão de fibras prebioticas para 20 gramas por dia, adicionando batatas cruas, bananas verdes e pequenas porções de leguminosas (todavia, a flora maléfica também se nutrirá dessa fibra e poderá gerar superpopulação).
A microbiota metaboliza essas fibras, gerando subprodutos como o butirato, que reduzem a pressão sanguínea, a insulina e açúcar no sangue, aumentam o HDL, reduzem triglicerídeos e valores de LDL, melhoram o humor e reduzem a ansiedade, aprofundando o sono.