8.11.19

Funções vitais das AMIGAS proteínas

FONTE  e mais FONTE,  outra FONTE
Resultado de imagem para imagem proteina animal
As funções vitais das proteínas são inúmeras:

Estrutura muscular esquelética (bíceps, glúteos, quadríceps, tríceps);
Estrutura muscular lisa (músculos que revestem o trato gastro intestinal e os vasos sanguíneos);
Estrutura do tecido conjuntivo (ligamentos, tendões);
Estrutura óssea (ossos não são apenas cálcio);
Estrutura do cabelo, pele e unhas;
Blocos de construção de hormônios (insulina, glucagon, tiroxina [hormônio da tireoide], hormônio de crescimento);
Enzimas inúmeras, responsáveis ​​por processos dos tecidos do corpo - não só digestivos -  e são proteínas;
Blocos de construção para neurotransmissores (serotonina, dopamina, noradrenalina); 
Anticorpos que nos protegem (sistema imunológico);
Substrato de energia - combustível, via gliconeogênese (sob demanda) ou convertidos em itens que alimentam o processo bioquímico pelo qual nossas células geram energia.

Sob demanda (e não sob oferta), proteína converte-se em glicose.  
Glicogênio é a forma armazenada de carboidrato no fígado e músculos. Quando acaba, ocorre a Gluconeogênese:
Gluco - glicose
Neo - novo
Gênesis - criação
É a formação de nova glicose a partir de aminoácidos (proteínas) e glicerol (gorduras), em vez do tradicional carboidrato.

Os triglicerídeos (forma que as gorduras da dieta assumem) consistem em três ácidos graxos unidos a uma molécula de glicerol (daí seu nome, tri-glicerídeo).
Quando são separados, como é necessário ocorrer para liberar os ácidos graxos a fim de ser oxidados, ficam os ácidos graxos individuais e glicerol. 
Ácidos graxos são queimados ou usados ​​para outros fins, e dois gliceróis podem ser combinados para formar uma molécula de glicose. 
Pode acontecer sob demanda SEMPRE, pois o corpo precisa de um pouquinho de glicose (quando não vem da dieta).
Em suma, qualquer dos três macros pode gerar glicose, caso haja demanda! Os carnívoros estritos são exemplo, e os seguidores de longos jejuns.
Gordura e proteína só gerarão glicose quando ES-TI-MU-LA-DOS por hormônios: o balanceamento entre glucagon e insulina.
Da mesma forma, a cetose não ocorre apenas porque alguém come muita gordura; há que haver uma adaptação.

30.10.19

A dieta do gladiador (hordearii)


Os gladiadores eram provavelmente vegetarianos gordos...
FONTE Nota: texto de 2008
Fonte   e  fonte

No trailer do documentário The Game Changers, o lutador de MMA James Wilkes conta que se machucou e passou a estudar, descobrindo informações de que gladiadores romanos eram principalmente vegetarianos.
Nossa imagem percebida de gladiadores é parecida à foto acima à esquerda, também idealizada por Russell Crowe, exibindo abdômen trincado e músculos protuberantes: máquina de combate selvagem movida por plantas.
A realidade é mais parecida com a imagem acima à direita, um vegetariano gordo. 
O que sabemos sobre a dieta e a aparência física dos gladiadores parece diferente da retratada na arte clássica e na cultura popular contemporânea. 
Segundo pesquisas arqueológicas, seus músculos abdominais e peitorais provavelmente estavam cobertos por uma camada trêmula de gordura subcutânea.
As evidências sugerem gladiadores com dieta de cevada e feijão, e pobre em proteínas animais.
O conhecimento atual do físico dos gladiadores vem de um grupo de antropólogos médicos da Universidade Médica de Viena e de um túmulo de quase 2.000 anos.
O túmulo está localizado no que hoje é Éfeso, na Turquia. Quando os corpos foram enterrados, a área fazia parte do Império Romano.
Os pesquisadores foram capazes de identificá-los através da referência a um conjunto de relevos esculpidos nas lajes de mármore que marcavam o túmulo. 
Esses relevos retratam cenas de batalha e foram dedicados a gladiadores caídos.
A vala comum abriga os ossos de 67 gladiadores e uma escrava, considerada esposa de um dos homens enterrados ali.
Usando uma técnica chamada "análise isotópica", a equipe foi capaz de testar restos esqueléticos com elementos como cálcio e zinco. 
Isso lhes permitiu reconstruir parcialmente suas dietas.
Com base nas misturas elementares que eles recuperaram usando a análise, a equipe concluiu que os corpos na sepultura comiam poucas proteínas animais e muitas leguminosas.
Suplementavam cálcio bebendo um tônico de cinzas de ossos, devido à dieta deficiente e riscos de fraturas constantes. 
Essa dieta relativamente livre de carne também é descrita em textos da época: a História Natural de Plínio se refere a gladiadores pelo apelido hordearii, que se traduz em "comedores de cevada".
A maioria dos gladiadores era prisioneira de guerra e condenada, alguns se reuniram voluntariamente para ganhar salários após o término do período inicial de recrutamento.
A equipe de Viena postula que os lutadores ingeriam alimentos para ganho de peso porque a gordura extra criava uma camada de proteção corporal nas batalhas. 
As terminações nervosas teriam sido menos expostas e os cortes sangrentos teriam sido menos perigosos. 
Como benefício adicional, a camada protetora extra de gordura teria criado um espetáculo mais satisfatório: os gladiadores podiam ostentar feridas e jorrar sangue de forma circense. Como as feridas eram rasas, podiam continuar lutando.
A professora de Harvard Classics, Kathleen Coleman, que não é afiliada à equipe da Universidade de Viena, concorda com a noção de que a dieta do gladiador foi cuidadosamente considerada. 
Como todos queriam a melhor luta possível, ela diz: "Suponho que eles sabiam da ligação entre dieta e desempenho; certamente queriam engordar gladiadores". 
Mesmo que o baixo preço da dieta não fosse apenas uma medida de corte de custos, fontes antigas zombavam do 'mingau' do gladiador, como o chamavam.
Se esta pesquisa estiver correta, no entanto, por que um quadro aparentemente impreciso de gladiadores persiste por tanto tempo? A resposta curta: porque os antigos eram muito parecidos conosco!
Eles idealizaram corpos de maneira semelhante a um tipo antigo de Photoshop. 
Na Grécia antiga, por exemplo, ideias do corpo belo eram derivados de homens em competições atléticas e, para compensar a falta de verdadeira perfeição no mundo real, os artistas retratavam todos - gladiadores, deuses e filósofos - próximo de espécimes perfeitos.

21.10.19

Colesterol - explique pro seu médico

Hormesia

Resultado de imagem para hormesis
Plantas não querem ser comidas. Para se defender, elas produzem diferentes armadilhas tóxicas, como oxalatos, fitatos, saponinas, lectinas, taninos, goitrogênicos e tantos outros. 
A fibra que recobre o arroz integral contém concentrações de arsênico (cumulativo no organismo); a mandioca crua é rica em cianeto, a batata contém solanina (berinjela, pimentão e pimentas, tomate).
A hormesis é uma resposta biológica favorável que às vezes ocorre quando somos expostos a quantidades administráveis ​​de toxinas ou estresse. 
Segundo os autores de um artigo de 2018:
Evidências emergentes sugerem que fitoquímicos horméticos produzidos por plantas com estresse ambiental podem ativar os mecanismos moderados de resposta ao estresse celular em um nível subtóxico nos seres humanos, o que pode aumentar a tolerância contra disfunções ou doenças graves." 
Em outras palavras, absorvendo baixos níveis de compostos tóxicos, pode-se fortalecer as células. Segundo Nietzsche: "O que não mata lhe fortalece". 
A dose produz o veneno. Infelizmente, nem sempre se sabe realmente qual é a dose correta de cada antinutriente para esses efeitos. 
Alguém que come todos os dias alimentos ricos em antimetabólitos pode estar bem acima do limiar de quaisquer efeitos horméticos benéficos teóricos. 
Quem estiver doente, eles podem facilmente deixá-lo mais doente, como é o caso de agressões intestinais, que diminuem a imunidade.
Mesmo as plantas sendo tão benéficas do ponto de vista antioxidante, elas têm esses efeitos colaterais, cuja gravidade varia por pessoa.
Exercícios, jejum, exposição ao frio, são outras formas de hormesia mais seguras. Pode-se controlar a dose e avaliar os efeitos com muito mais facilidade.

16.10.19

Diferença entre cereal e grão

Resultado de imagem para plantacao cereais
A palavra cereal tem origem na deusa romana do grão, Ceres.
Cereal é tipicamente gramínea. Reúne mais de 6 mil espécies, como trigo, centeio, aveia, arroz, triticale (híbrido de trigo e centeio), cevada, milho, sorgo, cana de açúcar. 
Cana de açúcar, trigo, arroz e milho são as quatro gramíneas mais cultivadas no mundo e usadas largamente em comida processada pobre e barata (soja e feijão não entram nessa categoria).
Quando falamos de cereal, estamos nos referindo à planta toda. O grão é a semente que o cereal produz (não confunda com a invenção "cereal matinal"). 
Os humanos digerem apenas os grãos; o restante do cereal (a planta inteira) é consumido por ruminantes, pois não digerimos celulose.
Todos esses grãos são carregados em amido, podem ser moídos e virar farinha, dando origem a outros alimentos, como o pão e a cerveja.
Pseudocereais são plantas como trigo sarraceno, quinoa, amaranto. São de famílias diferentes, mas que apresentam valores nutricionais e utilização culinária parecidos.
Plantas como soja, feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, fava e amendoim não podem ser chamadas de cereais. Portanto, suas sementes não são grãos.
Pertencem à família das leguminosas, por possuírem vagens. Por isso, o amendoim se enquadra, apesar de surgir embaixo da terra e se comportar como uma "castanha".
Enquanto os grãos são cheios de amido, as leguminosas contém um pouco mais de proteínas e geralmente mais gordura.
Então fica assim: grão é semente de gramínea, e sua planta completa é um cereal; leguminosa é semente envolta numa vagem.

10.10.19

Bebês vivem em cetose

FONTE
Neurocientista norte-americana Dra. Angela Stanton.


Sim, bebês vivem em dieta cetogênica enquanto estão apenas a peito, pois o leite da mãe é baixo em carboidratos e alto em gorduras (LCHF). 
O leite materno recebe mais glicose à medida que amadurece. Ele contém 87,5 g de água por xícara (8 oz).
Na maturação total, seu conteúdo nutricional por xícara é: 10,77 gr de gordura, 2,53 gr de proteína, 16,95 gr de carboidrato (na forma de lactose) e energia total de 172 kcal. 
Composição do leite materno:
A xícara de leite maduro contém 55,5% de gordura, 5,57% de proteína e 38,71% de carboidratos ( lactose, não açúcar livre).
Em termos de composição de ácidos graxos: 4.942 gr de gordura saturada, 4.079 gr de gordura monoinsaturada e 1.223 gr de gordura poliinsaturada.
Em porcentagens: 48.24% de gordura saturada, 39.82% de gordura monoinsaturada e 11.94% de gordura poliinsaturada.
Temos uma visão muito centrada em carboidratos na nutrição, como se ele fosse o combustível favorito, só por ser metabolizado urgentemente. 
No entanto, o corpo pode preferir gordura à glicose como combustível. Além disso, o cérebro não tem problemas para mudar para cetonas.
É preciso concordar que as mães não alimentam seus bebês com veneno. A natureza não forneceu leite para amamentar, de modo que seja tóxico.

1.10.19

New York Times: carne

FONTE
O estudo explicado
FONTE EM PORTUGUES
MAIS (com outros vieses)
Do Diet Doctor
Nina Teicholz
Resultado de imagem para imagem carne de boi

As evidências são fracas demais para justificar que as pessoas comam menos carne, segundo uma nova pesquisa. Os resultados "corroem a confiança do público", disseram os críticos.
Se há benefícios à saúde ao comer menos carne bovina e suína, eles são pequenos , concluíram os pesquisadores.
"A certeza das evidências para as reduções de carne foi de baixa a muito baixa", disse Bradley Johnston, epidemiologista da Universidade Dalhousie, no Canadá, e líder do grupo que publica a nova pesquisa nos Annals of Internal Medicine.
Para avaliar as mortes por qualquer causa, o grupo revisou 61 artigos relatando em 55 populações, com mais de 4 milhões de participantes. 
Os pesquisadores também analisaram estudos randomizados que ligavam carne vermelha a câncer e doenças cardíacas (são muito poucos), bem como 73 artigos que examinaram as ligações entre carne vermelha e incidência e mortalidade por câncer.
Em cada estudo, os cientistas concluíram que os vínculos entre comer carne vermelha e doenças e morte eram pequenos, e a qualidade das evidências era baixa a muito baixa.
Isso não quer dizer que esses links não existam. Mas eles estão principalmente em estudos que observam grupos de pessoas, uma forma fraca de evidência. 
Mesmo assim, os efeitos do consumo de carne vermelha na saúde são detectáveis ​​apenas nos maiores grupos, concluiu a equipe, e um indivíduo não pode concluir que será melhor não comer carne vermelha.

17.9.19

O "Papa" de low carb



O médico considerado "Papa" do estilo de vida low carb no Brasil": Dr. José Carlos Souto!
Tema do vídeo: Medicina baseada em evidências científicas.

6.9.19

Tensão Arterial

blood_pressure_Low
fonte da imagem

É a pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias. O sistema circulatório encontra-se acima da pressão atmosférica; a diferença de pressões é responsável por manter as artérias e demais vasos não colapsados. 
Em uma pessoa saudável, o valor da pressão pode variar continuamente, dependendo do stress, a emotividade, estado de saúde ou se está fazendo atividade física.
Quando o coração bombeia sangue na aorta mediante contração do ventrículo esquerdo, a válvula mitrial está fechada e a aórtica, aberta.
Como esta fase do ciclo cardíaco se chama sístole, a pressão calculada é a sistólica.
Antes do próximo batimento cardíaco, com a válvula aórtica fechada e a mitral aberta, o ventrículo esquerdo está em relaxamento e recebe sangue das aurículas. 
Neste momento, a pressão arterial nas artérias é baixa. Este período do ciclo cardíaco se chama diástole; então, pressão arterial diastólica.

4.9.19

Um bife é igual a ...


Fonte

Um simples bife de meia libra ( 226g) corresponde a tudo isso:

7,5 ovos, para equiparar a proteína e a vitamina D.

1 maço grande de espinafre e 1 limão, para equiparar o ferro.

1 abacate (ou 3 bananas), para equiparar o potássio.

Um punhado de castanhas do pará, para suprir o selênio.

1 kg de camarão, para suprir o zinco.

Segundo Dr. Blake F Donaldson, 3 desses por dia nutrem adequadamente um adulto. 


Temos necessidade essenciais de nutrientes que não estão presentes nas plantas, como DHA, Ômega-3, Ferro heme e vitamina B12.

AQUI  tudinho dobre a dieta carnívora