23.3.18

Medicina Darwinista


Extraído texto e imagem (hadza- Tanzânia)  daqui
Os componentes básicos da nossa biologia foram projetados para as condições da Idade da Pedra. Os circuitos do cérebro humano evoluíram em ambientes que diferem acentuadamente dos que temos hoje.
A nutrição e o estilo de vida desempenham um papel básico na formação da nossa saúde. Bactérias amigáveis ​​são aliadas extremamente poderosas na luta contra patógenos.
Os micróbios que colonizam o corpo exercem um papel vital na formação da biologia e saúde. Drogas como antibióticos, geram impactos negativos sobre o microbioma.
Nosso corpo é um sistema biológico composto de partes interconectadas. Diferentes doenças e problemas de saúde se desenvolvem como resultado dos intestinos deficientes e da inflamação crônica.
Todos os seres vivos neste planeta, incluindo nós, progrediram através da seleção natural. Darwin, em seu livro "A Origem das Espécies", explica porque os organismos são vulneráveis ​​a doenças. Há muita conexão entre saúde e aptidão biológica no contexto da evolução darwiniana.
A maioria das doenças se desenvolvem como resultado de interações complexas genoma-ambiente. É impossível controlar todas essas interações apenas com drogas.
Muitas manifestações e sintomas de doenças (dor) são defesas corporais moldadas pela evolução. Bloqueá-las através de drogas em muitos casos, faz mais mal do que bem. Com a febre alta, o corpo cria um ambiente hostil aos patógenos que nos atacaram.

21.3.18

Nutrição e Degeneração Física

Tirei daqui
Não adianta apenas comer, sem atentar à riqueza (ou pobreza) nutricional na porção de alimentos. Solo, colheita precoce, transporte, armazenamento, diminuem a densidade nutricional.
Antimetabólitos como oxalatos nas verduras, inibem a absorção de cálcio. O espinafre libera uma pequena parte de seu cálcio para absorção, enquanto a couve libera um pouco mais, entretanto inibe o iodo e afeta a tireoide...
O espinafre (sobretudo cru) ainda prejudica a absorção de cálcio de outros alimentos e seu oxalato contribui para cálculos renais. Ele definitivamente não é sinérgico com laticínios.
O cálcio dos laticínios, zinco e o ferro heme, encontrados em produtos animais, são mais biodisponíveis que nos vegetais, pois há formas precursoras e ativas de nutrientes.
O betacaroteno da cenoura é precursor da vitamina A (retinol), enquanto a manteiga contém a vitamina A já ativa. Dependendo da genética, pouco desse caroteno será convertido em vitamina A. Nem todas as pessoas obtém vitamina A suficientes de vegetais, requer uma microbiota bem sadia.
Quanto à vitamina B6, ingerindo piridoxina de vegetais, o fígado (se estiver saudável) transforma em piridoxal com uma enzima que requer B2, a riboflavina.
Cada grupo étnico evoluiu cultural e geneticamente para absorver nutrientes relacionados aos alimentos de sua região de origem (dieta e estilo de vida).
Por mais natural, fresca, orgânica que a comida seja, ainda há uma necessidade corporal a ser satisfeita, de acordo com cada individualidade.
É importante catalogar sinais e sintomas, e prováveis deficiências: se a nutrição o deixa energético na medida certa ou cansado, sonolento! Conhecer nossas reações fará a otimização nutricional, descartando alimentos que não nos caem bem.
Doenças como a SIBO, mudanças na microbiota, parasitas, inflamação crônica, luz solar, toxinas, estresse e sono ruim, prejudicam a absorção e assimilação de nutrientes.
Uma alimentação variada, com carnes de órgãos frequentes, sopas com ossos, ovos caipiras, vegetais, agrega micronutrientes (vitaminas, minerais, fitoquímicos, antioxidantes).
Há aplicativos para anotar os alimentos ingeridos e receber uma combinação de valores diários recomendados. 
E a suplementação?
A suplementação terapêutica atinge um objetivo específico num período específico de tempo. A manutenção complementa a dieta que não atende plenamente as necessidades.
Nas combinações e doses padronizadas (e não individualizadas), recebe-se altas doses de alguns nutrientes e baixas de outros, e todas num só gole em jejum, o que leva à absorção rápida e pode acusar excessos no organismo, sendo grave em alguns casos. No outro extremo, há a má absorção(cocô vitaminado).

17.3.18

LIVE EMAGRECIMENTO AVANÇADO

Comida e "comida"


A densidade nutricional do alimento, mesmo que natural e até orgânico, já não é como no passado, devido à poluição do solo, água e ar. 
Energia eletromagnética, metais pesados, solo exaurido, sementes híbridas e transgênicas...
Se aliado a isso, privilegiarmos a hiper palatabilidade do Junk Food (impossível comer um só), teremos um risco aumentado.

Jejuar às vezes, procurar um sono repousante, gerir o estresse, estar na natureza (pisar a terra e tomar sol), ter vida comunitária, estimular a mente (intelectual e espiritual) e mexer o corpo ajudam.
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Imagens Net

4.3.18

Whole 30


Eis o livro. Não é dieta, trata-se de um desafio nutricional detox onde se come bicho e planta.  Descasca / não desembrulha.
É reeducação alimentar,  uma sondagem corporal, avaliação de seu processo digestivo, para sentir "o que não nos cai bem".
O paladar vai se limpando da hiper palatabilidade dos industrializados com introdução de 100% comida fresca.
São exatos 30 dias sem álcool e fumo, cereais, açúcar / adoçante (mel), alergênicos: leguminosas,  laticínios (inclusive de cabra).
Cereais principais: Trigo, Milho, Arroz, Aveia, Centeio, Cevada, Sorgo, Painço, Triticale.
Quanto às leguminosas, soja e derivados são os mais alergênicos. Os amendoins também são leguminosas com potencial alergênico.
Não se deve imitar receitas tradicionais com farináceos: pão low carb, etc. Deve-se tirar medidas e pesar-se apenas após o desafio.
Planejamento, disciplina, estudos, anotações diárias, apoio dos convíveres, são fundamentais antes de iniciar o desafio. Limpar a geladeira e a despensa também.
Muda-se a relação com a comida, pensa-se nos micronutrientes, nas toxinas; aprende-se a cozinhar receitas práticas.
Toda carne e miúdos, muito ovo, vegetais frutosos e folhosos, frutas e tubérculos, comporão o cardápio.
Banha, óleo de coco, azeite extra, ghee (único laticínio) e óleo de abacate para cozinhar.
Para emagrecer, evita-se frutas mais doces e tubérculos massudos. Alguns jejuns semanais serão necessários.
Refeições com sopas variadas de vegetais e carne, saladas mil com miúdos, ovos (omelete com vegetais), carne assada com verduras refogadas, temperos naturais.
Nos lanches: palitos de beterraba, cenoura e pepino / azeitona, palmito, atum (sem aditivos) / coco seco, castanhas, abacate, ovos cozidos, chips de vegetais assados, torresmo, sementes (gergelim, girassol, chia, abóbora), café, chá, leite de banana, suco verde com fruta.
Tomar sopa pela manhã ou carne com salada, é normal. Evita-se comer por ociosidade, observando a fome verdadeira. Fazer ao menos 3 refeições nos dias de não jejum.
Após 30 dias, reintroduz-se (um a um) os alimentos proibidos, para observar a recepção do organismo. Banir os que nos fazem mal é crucial. 
Solanáceas são inflamatórias: batata inglesa, tomate, berinjela, jiló, jurubeba, pimentão e pimentas solanáceas.  Eu evitaria.

1.3.18

Transparência em nutrição

Original aqui e aqui

As novas diretrizes nutricionais americanas que vigorarão a partir de 2020 já estão em processo.
Os Departamentos de Agricultura dos EUA (USDA) e Saúde e Serviços Humanos (HHS) aceitam contributos / comentários públicos AQUI.
Os tópicos a serem debatidos baseiam-se em 4 critérios:
Relevância - foco em recomendações estritamente nutricionais;
Importância - novas evidências científicas, preocupação em saúde pública (síndrome metabólica), lacunas de conhecimento;
Potencial Impacto Federal - propor novos programas de nutrição; 
Evitar Duplicação - temas ainda não abordados.
Dois tópicos em desacordo com o pensamento científico atual: gordura saturada / baixo teor de carboidratos. Outras restrições feitas com baixas evidências incluem sal, colesterol e carne vermelha.

Segundo a Fundação Nutrition Coalition:

Gorduras saturadas: Há ciência recente (sugiro o livro "Gordura sem medo"- Nina Teicholz)
A restrição de carboidratos para melhora da síndrome metabólica é suportada por ensaios clínicos rigorosos. Aqui
A Nutrition Coalition não recomenda à DGA emitir dietas para lactentes 0-2, pós-desmame ou crianças em geral: há poucas evidências científicas.

Pedindo transparência