20.10.15

E se foram 30 anos...

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... daquele domingo quente, em que me internei de madrugada no labirinto na Santa Casa, após uma noite em claro contando sozinha o espaçamento entre contrações (o Par dormia em paz).
Daquele instante em que me separei dele (naquele tempo, família não entrava) e fui sendo "arrastada" "praqui e prali" por enfermeiras desconhecidas e frias.
Daquela madrugada que, por sorte, tive por uma hora a companhia da prima que trabalhava lá, porém ela precisava ir embora dormir, após uma longa noite.
Daquela tal sala "pré-parto" desumanizada, em que largada sozinha à deriva, eu só recebia espaçadamente o genecologista "cantando sertanejo".
Daquele momento em que fui avisada por ele que não dava mais, dilatação mínima; plano B - cesária. Poxa, eu havia acabado de fazer 21... O normal seria um parto normal. O que deu errado? Eu só obedecia em silêncio, a dor era tanta...
Daquela sala de cirurgia que eu nunca havia visto, daquele transe de dor, da anestesia e o médico bravo... Não pegava a anestesia... Me apavorei quietinha, sempre quietinha.
Daquele momento mágico em que o Cláudio era meu. MEU! Então desabei, chorei trinta litros de apreensão e solidão. Tudo estava maravilhosamente bem, afinal.
Daquele amor incondicional! Ele sempre, sempre foi tão "facin" de criar, de cuidar, de educar. Tão "facin"!